{"id":531449,"date":"2026-07-03T19:39:51","date_gmt":"2026-07-03T23:39:51","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=531449"},"modified":"2026-07-03T19:39:51","modified_gmt":"2026-07-03T23:39:51","slug":"agencias-de-inteligencia-compram-dados-de-publicidade-na-internet-para-vigiar-cidadaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=531449","title":{"rendered":"Ag\u00eancias de intelig\u00eancia compram dados de publicidade na internet para vigiar cidad\u00e3os"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout-module-scss-module__08MJ-a__postContent\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/07\/02003732\/agencias-dados-publicidade-vigilancia.jpg.webp\" \/><span>Dados de publicidade podem estar virando ferramenta de vigil\u00e2ncia de governos. (Foto: Paolo Aguilar\/EFE\/ARQUIVO)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody-module-scss-module__8_WGKG__postBodyContainer\">\n<p>Ag\u00eancias de intelig\u00eancia de diversos pa\u00edses do mundo est\u00e3o comprando, em grande escala, dados pessoais de cidad\u00e3os obtidos por empresas privadas. As informa\u00e7\u00f5es incluem hist\u00f3ricos detalhados de localiza\u00e7\u00e3o por celular, h\u00e1bitos de navega\u00e7\u00e3o e perfis comportamentais. Esse mercado permite que \u00f3rg\u00e3os de espionagem acessem dados sens\u00edveis sem mandado ou autoriza\u00e7\u00e3o judicial, usando como porta de entrada o sistema de publicidade online que sustenta boa parte da internet.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica, que especialistas consideram uma viola\u00e7\u00e3o de direitos constitucionais, ganhou nova dimens\u00e3o com o avan\u00e7o da intelig\u00eancia artificial (IA), que permite cruzar e analisar bilh\u00f5es de registros automaticamente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">Um levantamento realizado por pesquisadores de seguran\u00e7a da Alemanha com 11 reguladores de ag\u00eancias de intelig\u00eancia europeias concluiu que o uso de dados publicit\u00e1rios para vigil\u00e2ncia representa uma mudan\u00e7a profunda na forma como os servi\u00e7os secretos operam no mundo, e que, na maioria dos pa\u00edses, praticamente n\u00e3o h\u00e1 regula\u00e7\u00e3o sobre essa pr\u00e1tica. O estudo foi publicado em junho pelo<em> think tank<\/em> europeu Interface, especializado em tecnologia e vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<h2>Como os dados chegam \u00e0s ag\u00eancias<\/h2>\n<p>O processo come\u00e7a quando uma pessoa abre um aplicativo ou site com an\u00fancios. Antes mesmo de o an\u00fancio aparecer na tela, o sistema de publicidade online coleta informa\u00e7\u00f5es sobre aquele usu\u00e1rio, como localiza\u00e7\u00e3o aproximada ou precisa, tipo de aparelho, endere\u00e7o de IP, aplicativo usado, interesses e outros sinais de comportamento.<\/p>\n<p>Esses dados s\u00e3o reunidos em um pacote enviado a empresas interessadas em comprar aquele espa\u00e7o publicit\u00e1rio. Esse envio acontece em milissegundos, em um sistema conhecido como leil\u00e3o em tempo real. Em tese, as empresas recebem os dados para decidir se querem pagar para exibir um an\u00fancio \u00e0quela pessoa.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que n\u00e3o apenas a empresa vencedora do leil\u00e3o tem acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Fronteira Eletr\u00f4nica (EFF), organiza\u00e7\u00e3o americana de defesa de direitos digitais, v\u00e1rios participantes do leil\u00e3o podem receber os dados ao mesmo tempo, mesmo que n\u00e3o comprem o an\u00fancio.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa etapa que entram as corretoras de dados. Essas empresas coletam, organizam e vendem informa\u00e7\u00f5es sobre pessoas. Elas aproveitam os dados expostos nos leil\u00f5es de publicidade para montar grandes bancos de dados com registros de localiza\u00e7\u00e3o, h\u00e1bitos de navega\u00e7\u00e3o e perfis de comportamento.<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">Depois, esses bancos de dados alimentam uma ind\u00fastria especializada em transformar informa\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias em ferramentas de vigil\u00e2ncia. O setor \u00e9 conhecido como <em>Adint<\/em>, sigla em ingl\u00eas para intelig\u00eancia publicit\u00e1ria. Na pr\u00e1tica, dados que foram coletados originalmente para vender an\u00fancios passam a ser usados para monitorar deslocamentos, identificar celulares e reconstruir a rotina de uma pessoa.<\/p>\n<h2>A ind\u00fastria que vende vigil\u00e2ncia aos governos<\/h2>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">O setor de <em>Adint<\/em> movimenta hoje bilh\u00f5es de d\u00f3lares e envolve ao menos 15 empresas identificadas pelo jornal franc\u00eas <em>Le Monde<\/em>, que no come\u00e7o deste ano acompanhou demonstra\u00e7\u00f5es comerciais confidenciais dessas ferramentas para for\u00e7as de seguran\u00e7a em diferentes pa\u00edses.<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">A maioria dessas empresas tem sede em Israel e foi fundada por ex-integrantes dos servi\u00e7os de intelig\u00eancia ou das For\u00e7as Armadas israelenses. Outras operam nos Estados Unidos e na Europa. Segundo o <em>Le Monde<\/em>, os representantes de vendas prometem rastrear qualquer celular no mundo, em tempo quase real, sem necessidade de colabora\u00e7\u00e3o de operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">A empresa americana Penlink, cujo produto de <em>Adint<\/em> \u00e9 de origem israelense, afirmou em uma dessas apresenta\u00e7\u00f5es coletar dados de todos os pa\u00edses do mundo desde 2019, atualizados com frequ\u00eancia que varia de dois minutos a 24 horas. A empresa italiana <em>RCS<\/em> comercializa uma ferramenta chamada Ubiqo capaz de rastrear celulares com hist\u00f3rico de at\u00e9 dez anos. A israelense Wave Guard Technologies promove sua plataforma AdVantage com o slogan: &#8220;qualquer dispositivo, a qualquer hora, em qualquer lugar.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">Recentemente, o Servi\u00e7o de Imigra\u00e7\u00e3o e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em ingl\u00eas) adquiriu uma ferramenta de <em>Adint<\/em> por US$ 5 milh\u00f5es, segundo a revista <em>Forbes<\/em>. O mesmo \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m firmou contrato com a Penlink para uso do programa Webloc, que permite rastrear movimentos de celulares ou identificar aparelhos que visitaram determinados locais.<\/p>\n<h2>O que as ag\u00eancias podem descobrir sobre voc\u00ea<\/h2>\n<p>Em tese, os dados usados por essas ferramentas s\u00e3o apresentados como an\u00f4nimos. Eles n\u00e3o aparecem inicialmente com nome, CPF ou endere\u00e7o, mas ligados a um identificador publicit\u00e1rio, uma sequ\u00eancia de letras e n\u00fameros atribu\u00edda ao celular por sistemas da Apple ou do Google.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, esse anonimato pode ser revertido. Empresas do setor oferecem formas de cruzar esse identificador com outros bancos de dados, como registros vazados na internet, cadastros comerciais, endere\u00e7os e nomes. Com isso, um c\u00f3digo que parecia an\u00f4nimo pode ser associado a uma pessoa real.<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">Segundo o <em>Le Monde<\/em>, representantes da empresa italiana RCS afirmaram, em uma das demonstra\u00e7\u00f5es acompanhadas pelo jornal, ter conseguido vincular identificadores publicit\u00e1rios a identidades reais em escala nacional, tirando o anonimato de 95% dos dispositivos m\u00f3veis italianos. A empresa negou a afirma\u00e7\u00e3o quando foi questionada pelo jornal. Outras companhias, como a Penlink, fizeram promessas semelhantes a agentes de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o dado deixa de mostrar apenas onde um celular esteve. Ao acompanhar um aparelho durante dias, semanas ou meses, \u00e9 poss\u00edvel descobrir onde a pessoa mora, onde trabalha, quais trajetos faz, com quem se encontra, que lugares frequenta e at\u00e9 se esteve em cl\u00ednicas, igrejas, manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou eventos privados.<\/p>\n<p>Esse tipo de informa\u00e7\u00e3o pode ser usada para montar perfis detalhados de comportamento. Se um celular passa a noite sempre no mesmo endere\u00e7o, passa o dia em outro local e visita determinada pessoa com frequ\u00eancia, o sistema consegue reconstruir parte da rotina do usu\u00e1rio. Quando esses registros s\u00e3o combinados com intelig\u00eancia artificial, a an\u00e1lise pode ser feita automaticamente em milh\u00f5es ou bilh\u00f5es de registros.<\/p>\n<h2>Europa tamb\u00e9m usa esse tipo de vigil\u00e2ncia<\/h2>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">O uso de dados publicit\u00e1rios para vigil\u00e2ncia tamb\u00e9m avan\u00e7ou na Europa. Segundo o estudo do Interface, a <em>Adint<\/em> se tornou uma das principais fontes de dados usadas por servi\u00e7os de seguran\u00e7a no continente, apesar da regula\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ainda ser escassa ou inexistente em v\u00e1rios pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, as ag\u00eancias de intelig\u00eancia europeias compram de fornecedores privados acesso a bases de dados atualizadas continuamente. Essas bases podem incluir identificadores \u00fanicos de celulares, localiza\u00e7\u00e3o precisa ao longo do tempo e informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre perfis de usu\u00e1rios de aplicativos.<\/p>\n<p>De acordo com Thorsten Wetzling, um dos autores do estudo, esses pacotes podem reunir desde dados b\u00e1sicos, como idade, sexo e localiza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 infer\u00eancias sens\u00edveis sobre prefer\u00eancias pol\u00edticas, orienta\u00e7\u00e3o sexual e cren\u00e7as religiosas.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m apontou que ag\u00eancias maiores compram dados comerciais em massa diretamente de empresas privadas. Em alguns casos, segundo os pesquisadores, a compra \u00e9 feita por meio de empresas de fachada, usadas para esconder a identidade do \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico e o interesse real por tr\u00e1s da aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, o servi\u00e7o de intelig\u00eancia externo, a DGSE, chegou a pedir ao Parlamento, em 2021, a cria\u00e7\u00e3o de uma lei para regular a compra de dados comerciais por \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia. At\u00e9 agora, por\u00e9m, n\u00e3o houve acordo sobre uma norma espec\u00edfica.<\/p>\n<h2>FBI n\u00e3o nega compra de dados de publicidade para vigil\u00e2ncia<\/h2>\n<p>Em audi\u00eancia no Senado dos EUA em mar\u00e7o, o diretor do FBI, Kash Patel,\u00a0foi questionado pelo senador democrata Ron Wyden se a ag\u00eancia comprava dados de localiza\u00e7\u00e3o de americanos. Na ocasi\u00e3o, Patel n\u00e3o negou a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O diretor disse que o FBI compra \u201cinforma\u00e7\u00f5es comercialmente dispon\u00edveis\u201d e afirmou que esse material \u00e9 usado de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o e as leis americanas. Segundo ele, esses dados j\u00e1 renderam \u201cintelig\u00eancia valiosa\u201d \u00e0 ag\u00eancia.<\/p>\n<p>A fala de Patel indicou uma mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 posi\u00e7\u00e3o anterior do FBI. Em 2023, o ent\u00e3o diretor da pol\u00edcia, Christopher Wray, disse que a for\u00e7a tinha se afastado do uso de dados de localiza\u00e7\u00e3o derivados da publicidade online.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do FBI, o Departamento de Seguran\u00e7a Interna e o ICE, como j\u00e1 mencionado, tamb\u00e9m mant\u00eam contratos conhecidos com ferramentas baseadas em dados de localiza\u00e7\u00e3o obtidos por corretoras de dados.<\/p>\n<h2>IA amplia o poder de vigil\u00e2ncia<\/h2>\n<p>A intelig\u00eancia artificial tornou esse tipo de vigil\u00e2ncia mais poderoso. Antes, o volume de dados dificultava a an\u00e1lise manual. Agora, sistemas automatizados conseguem cruzar milh\u00f5es de registros de localiza\u00e7\u00e3o, identificar padr\u00f5es de comportamento, mapear rela\u00e7\u00f5es entre pessoas e apontar deslocamentos prov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Com isso, dados comprados no mercado privado podem ser usados para montar perfis detalhados sobre a vida de uma pessoa. A an\u00e1lise pode indicar onde ela mora, onde trabalha, com quem se encontra, quais lugares frequenta e quais h\u00e1bitos mant\u00e9m ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Dario Amodei, fundador da empresa americana de intelig\u00eancia artificial Anthropic, alertou que registros comprados pelo governo podem ser usados por sistemas de IA para montar um retrato amplo da vida de qualquer pessoa, de forma autom\u00e1tica e em grande escala. A Anthropic se recusou a permitir que sua tecnologia fosse usada para vigil\u00e2ncia dom\u00e9stica em massa, o que gerou conflito com o Pent\u00e1gono.<\/p>\n<h2>Compra de dados dribla exig\u00eancia de mandado judicial<\/h2>\n<p>Ao comprar dados de empresas privadas, o governo contorna exig\u00eancias legais, como uma autoriza\u00e7\u00e3o judicial. Como essas informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o coletadas diretamente por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, muitas vezes escapam das regras aplicadas a escutas telef\u00f4nicas, pedidos a operadoras ou outras formas tradicionais de vigil\u00e2ncia estatal.<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">Nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu em 2018, no caso <em>Carpenter v. United States<\/em>, que autoridades precisam de mandado judicial para obter hist\u00f3rico de localiza\u00e7\u00e3o de celulares por meio de torres de telefonia. Mas a compra de dados semelhantes no mercado privado ainda permanece em uma zona cinzenta jur\u00eddica.<\/p>\n<p>Especialistas em privacidade afirmam que, na pr\u00e1tica, o governo consegue acessar por meio de empresas privadas informa\u00e7\u00f5es que talvez n\u00e3o obtivesse diretamente sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial. \u00c9 por isso que o tema passou a ser tratado como uma forma de contornar garantias constitucionais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml\">\u201cNossa privacidade e nossos direitos constitucionais n\u00e3o deveriam estar \u00e0 venda, a nenhum pre\u00e7o\u201d, disse ao <em>Financial Times<\/em> o analista em seguran\u00e7a nacional Patrick Eddington, pesquisador s\u00eanior do Instituto Cato.<\/p>\n<h2>Congresso dos EUA ainda debate iniciativas para barrar compra de dados<\/h2>\n<p>Nos Estados Unidos, parlamentares republicanos e democratas apresentaram propostas no Congresso para restringir a compra de dados pessoais por ag\u00eancias de seguran\u00e7a do governo. A ideia \u00e9 impedir que \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos comprem das corretoras de dados informa\u00e7\u00f5es que exigiriam mandado se fossem obtidas por meios tradicionais.<\/p>\n<p>A \u00faltima discuss\u00e3o neste sentido ganhou for\u00e7a durante o debate parlamentar sobre a renova\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o 702 da Lei de Vigil\u00e2ncia de Intelig\u00eancia Estrangeira, conhecida pela sigla FISA. A ideia uniu um grupo de parlamentares republicanos e democratas, como Warren Davidson, Mike Lee, Zoe Lofgren e Ron Wyden. Eles tentaram atrelar a proibi\u00e7\u00e3o da compra de dados diretamente ao texto de renova\u00e7\u00e3o da FISA como uma exig\u00eancia de privacidade.<\/p>\n<p>A proposta, por\u00e9m, enfrentou resist\u00eancia da Casa Branca e do presidente da C\u00e2mara, o republicano Mike Johnson, que defenderam a renova\u00e7\u00e3o da lei de vigil\u00e2ncia sem mudan\u00e7as. A tentativa de fus\u00e3o das pautas falhou e o governo americano conseguiu aprovar a continuidade da Se\u00e7\u00e3o 702 da FISA sem que a brecha sobre a compra de dados corporativos fosse fechada.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados de publicidade podem estar virando ferramenta de vigil\u00e2ncia de governos. 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