{"id":523346,"date":"2026-06-29T20:15:04","date_gmt":"2026-06-30T00:15:04","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=523346"},"modified":"2026-06-29T20:15:04","modified_gmt":"2026-06-30T00:15:04","slug":"por-que-os-estadios-da-copa-de-2014-ainda-dao-prejuizo-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=523346","title":{"rendered":"Por que os est\u00e1dios da Copa de 2014 ainda d\u00e3o preju\u00edzo ao Brasil?"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Doze anos ap\u00f3s a Copa do Mundo de 2014, o Brasil ainda lida com o pesado impacto financeiro da constru\u00e7\u00e3o e reforma de suas arenas. Pelo menos oito sedes seguem endividadas com o BNDES, somando R$ 232 milh\u00f5es em d\u00e9bitos que drenam recursos p\u00fablicos que deveriam ir para sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual das d\u00edvidas desses est\u00e1dios?<\/h2>\n<p>Dos 12 est\u00e1dios usados no Mundial, oito ainda possuem opera\u00e7\u00f5es ativas de empr\u00e9stimo junto ao BNDES. Apenas a Arena das Dunas (Natal), o Mineir\u00e3o (Belo Horizonte) e a Neo Qu\u00edmica Arena (S\u00e3o Paulo) quitaram seus d\u00e9bitos com o banco, embora o est\u00e1dio paulista tenha apenas transferido sua d\u00edvida milion\u00e1ria para a Caixa Econ\u00f4mica Federal. Os prazos de pagamento para os demais estados se estendem at\u00e9 novembro de 2028.<\/p>\n<h2>O que s\u00e3o os chamados &#8216;elefantes brancos&#8217; mencionados no setor?<\/h2>\n<p>Este termo \u00e9 usado para descrever est\u00e1dios constru\u00eddos em regi\u00f5es onde n\u00e3o h\u00e1 times de futebol fortes ou p\u00fablico suficiente para lotar as arquibancadas. Sem eventos frequentes, esses locais n\u00e3o geram renda para se sustentarem. Exemplos claros s\u00e3o a Arena da Amaz\u00f4nia, em Manaus, que custa R$ 15 milh\u00f5es por ano aos cofres p\u00fablicos para manuten\u00e7\u00e3o, e a Arena Pantanal, em Cuiab\u00e1, que exige cerca de R$ 4 milh\u00f5es anuais do governo do Mato Grosso.<\/p>\n<h2>Como funcionam as parcerias p\u00fablico-privadas nesses casos?<\/h2>\n<p>Alguns estados adotaram o modelo de PPP, onde empresas cuidam da gest\u00e3o. No entanto, muitos contratos garantem uma rentabilidade m\u00ednima \u00e0s concession\u00e1rias. Se o est\u00e1dio d\u00e1 preju\u00edzo, o governo estadual atua como &#8216;fiador&#8217; e paga contrapresta\u00e7\u00f5es mensais milion\u00e1rias. No Rio Grande do Norte, o impacto ao er\u00e1rio pela Arena das Dunas pode chegar a R$ 421 milh\u00f5es at\u00e9 o fim do contrato; j\u00e1 em Pernambuco, o governo rompeu com a concession\u00e1ria e assumiu um preju\u00edzo acumulado de R$ 42,7 milh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Quais est\u00e1dios conseguiram se tornar lucrativos?<\/h2>\n<p>Os est\u00e1dios que pertencem a clubes ou s\u00e3o geridos por eles tendem a ter um desempenho melhor. O Maracan\u00e3, no Rio de Janeiro, operado por Flamengo e Fluminense, tem sido lucrativo devido \u00e0 alta movimenta\u00e7\u00e3o de p\u00fablico. O Beira-Rio, do Internacional, tamb\u00e9m \u00e9 considerado um ativo lucrativo, apesar de ter arcado com preju\u00edzos recentes causados por enchentes. A Baixada, em Curitiba, teve seus custos divididos entre o Athletico e o poder p\u00fablico ap\u00f3s uma longa disputa judicial.<\/p>\n<h2>Qual foi o est\u00e1dio mais caro e como ele \u00e9 mantido hoje?<\/h2>\n<p>O Est\u00e1dio Nacional Man\u00e9 Garrincha, em Bras\u00edlia, det\u00e9m o t\u00edtulo de arena mais cara, custando cerca de R$ 2 bilh\u00f5es. Diferente dos outros, ele foi totalmente pago com recursos diretos de uma estatal do Distrito Federal (Terracap). Recentemente, o governo local concedeu o espa\u00e7o \u00e0 iniciativa privada. Para tentar viabilizar o neg\u00f3cio, o Banco de Bras\u00edlia (BRB) comprou o nome do est\u00e1dio por R$ 7,5 milh\u00f5es, mas o contrato foi cancelado este ano em meio a uma crise na institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><i>Conte\u00fado produzido a partir de informa\u00e7\u00f5es apuradas pela equipe de rep\u00f3rteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informa\u00e7\u00e3o na \u00edntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.<\/i><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doze anos ap\u00f3s a Copa do Mundo de 2014, o Brasil ainda lida com o pesado impacto financeiro da constru\u00e7\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":522694,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-523346","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/523346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=523346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/523346\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/522694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=523346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=523346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=523346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}