{"id":510326,"date":"2026-06-23T14:08:53","date_gmt":"2026-06-23T18:08:53","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=510326"},"modified":"2026-06-23T14:08:53","modified_gmt":"2026-06-23T18:08:53","slug":"industria-cooperativa-do-parana-avanca-com-suporte-a-seguranca-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=510326","title":{"rendered":"Ind\u00fastria cooperativa do Paran\u00e1 avan\u00e7a com suporte \u00e0 seguran\u00e7a alimentar"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>H\u00e1 um fio que conecta a pequena propriedade de 48 hectares de Germano Kruguer em Cascavel (PR) \u00e0 mesa do consumidor brasileiro: o cooperativismo. N\u00e3o \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o. \u00c9 um sistema produtivo que, em 2025, faturou R$ 223 bilh\u00f5es, empregou diretamente 154 mil pessoas, exportou US$ 8,16 bilh\u00f5es e respondeu por 66% do PIB agropecu\u00e1rio do Paran\u00e1, segundo indicadores mais recentes publicados pelo <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/ocepar\/\">Sistema Ocepar<\/a>, que re\u00fane as empresas do segmento no estado.<\/p>\n<p>Em uma d\u00e9cada, o faturamento do setor, estruturado por grandes ind\u00fastrias, triplicou: saiu de R$ 69,4 bilh\u00f5es em 2016 para os atuais R$ 223 bilh\u00f5es, e os investimentos saltaram de R$ 2,1 bilh\u00f5es para R$ 9,2 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo. S\u00e3o resultados de um <strong>modelo que transforma pequenas economias em for\u00e7a produtiva de escala internacional<\/strong> que fomenta a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 re\u00fane 255 cooperativas de todos os ramos, das quais 61 s\u00e3o agropecu\u00e1rias, diversas delas com destaque no mapa do cooperativismo mundial. Das 21 cooperativas brasileiras presentes no ranking <em>World Cooperative Monitor<\/em>, que lista as 300 maiores do mundo, seis paranaenses atuam no agroneg\u00f3cio:<\/p>\n<ul>\n<li><span>a <strong>Coamo<\/strong>, do noroeste do estado, na 25\u00aa posi\u00e7\u00e3o;<\/span><\/li>\n<li><span>a<strong> C.Vale<\/strong> na 34\u00aa;<\/span><\/li>\n<li><span>a <strong>Lar Cooperativa Agroindustrial<\/strong> na 38\u00aa;<\/span><\/li>\n<li><span>a <strong>Copacol<\/strong> na 80\u00aa;<\/span><\/li>\n<li><span>a <strong>Frimesa<\/strong> na 123\u00aa;<\/span><\/li>\n<li><span>e a <strong>Coopavel<\/strong> na 139\u00aa.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>N\u00e3o por acaso, cinco delas est\u00e3o concentradas no oeste do Paran\u00e1, regi\u00e3o que se consolidou como <strong>o maior complexo cooperativista agroindustrial do pa\u00eds<\/strong>. \u201cAl\u00e9m dessas que s\u00e3o as gigantes, o conjunto de 61 cooperativas do agro sustentam grande parte do protagonismo do estado na produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u2014 respondem por mais de 80% do faturamento total do setor cooperativista paranaense, cerca de R$ 184 bilh\u00f5es\u201d, enfatiza o presidente do Sistema Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas do Paran\u00e1 (Ocepar), Jos\u00e9 Roberto Ricken.<\/p>\n<p>Juntas, essas empresas empregam diretamente cerca de 109 mil trabalhadores, de acordo com o gerente de Desenvolvimento do Sistema Ocepar, Fl\u00e1vio Turra. &#8220;As cooperativas agropecu\u00e1rias s\u00e3o as que est\u00e3o diretamente na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e de prote\u00edna animal. Garantem alimentos de qualidade e mais baratos na mesa dos brasileiros&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/11161615\/cooperativas-e-seguranca-alimentar.jpg.webp\" \/><i>Fontes: Ocepar, Fiep, IBGE, OCB, Mapa (Foto: Gazeta do Povo )<\/i><\/p>\n<h2>230 mil cooperados e a for\u00e7a de pequenas propriedades<\/h2>\n<p>Ao todo, s\u00e3o 230 mil agricultores cooperados vinculados \u00e0s ind\u00fastrias cooperativas agropecu\u00e1rias, propriet\u00e1rios de \u00e1reas que t\u00eam, em m\u00e9dia, como a de Kruguer, mencionado no in\u00edcio desta reportagem, em torno de 50 hectares. \u201c\u00c9ramos pequenos demais para sobreviver sozinhos no mercado com o cultivo exclusivo de gr\u00e3os. Diversificamos para peixe e frango e hoje somos grandes o suficiente porque nos organizamos coletivamente\u201d, descreve o pequeno pecuarista, cooperado h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o diferencial estrutural que explica por que o Paran\u00e1 se tornou refer\u00eancia nacional no segmento. O estado responde por quase um ter\u00e7o de todo o faturamento do setor cooperativo do pa\u00eds, que chegou a R$ 758 bilh\u00f5es no \u00faltimo ano, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Brasileira das Cooperativas (OCB).<\/p>\n<blockquote>\n<p>O que a cooperativa faz \u00e9 juntar muitas pequenas economias e dar escala com foco na sobreviv\u00eancia de quem est\u00e1 no campo e quem precisa se alimentar com qualidade e pre\u00e7o acess\u00edvel.<\/p>\n<p><cite>Fl\u00e1vio Turra, gerente de Desenvolvimento do Sistema Ocepar.<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>&#8220;Na pr\u00e1tica, o que a cooperativa faz \u00e9 juntar muitas pequenas economias e dar escala com foco na sobreviv\u00eancia de quem est\u00e1 no campo e quem precisa se alimentar com qualidade e pre\u00e7os acess\u00edveis &#8220;, resume Turra. Individualmente, um produtor com pequenos m\u00f3dulos de terra n\u00e3o tem poder de negocia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o acessa tecnologia de ponta, n\u00e3o industrializa, n\u00e3o exporta. Dentro de uma cooperativa, ele faz tudo isso com assist\u00eancia t\u00e9cnica cont\u00ednua, garantia de mercado e participa\u00e7\u00e3o nos resultados.<\/p>\n<p>\u201cNo cooperativismo, quem lucra \u00e9 quem produz e todos saem ganhando, porque o sistema reduz de 20% a 30% o pre\u00e7o final de um alimento\u201d, refor\u00e7a Elias Zydek, presidente do quarto maior <em>player<\/em> do mercado su\u00edno do Brasil e primeiro do Paran\u00e1, a Frimesa.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Da lavoura \u00e0s granjas, rodando pelo Brasil e embarcando para o mundo<\/h2>\n<p>Segundo Turra, as cooperativas do estado receberam, em 2025, 29 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os, ante 21 milh\u00f5es em 2015 \u2014 crescimento de 38% em uma d\u00e9cada, impulsionado pelo aumento de produtividade e pela expans\u00e3o das estruturas cooperativas.<\/p>\n<p>Somando a atua\u00e7\u00e3o das unidades, como filiais e entrepostos, em estados como Mato Grosso do Sul, S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso, o volume chega a 42,5 milh\u00f5es de toneladas, o que representa aproximadamente 13% da produ\u00e7\u00e3o nacional de gr\u00e3os na safra 2025\/2026, que promete alcan\u00e7ar 359 milh\u00f5es de toneladas, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>Na prote\u00edna animal, a fatia de mercado \u00e9 ainda mais expressiva. Membro da diretoria e conselheiro da Cotrigua\u00e7u, a central que re\u00fane cinco das dez maiores cooperativas do agro brasileiro que est\u00e3o no oeste do Paran\u00e1, Dilvo Grolli lembra que <strong>o estado \u00e9 o maior produtor nacional de carne de frango<\/strong>, alcan\u00e7ando 5,5 milh\u00f5es de toneladas anuais, o dobro do segundo colocado, o estado de Santa Catarina.<\/p>\n<p>\u201cAs cooperativas respondem por 48% dessa produ\u00e7\u00e3o estadual, ou seja, cerca de 3 milh\u00f5es de toneladas de prote\u00edna animal v\u00eam das propriedades dos nossos cooperados, passam pelas nossas ind\u00fastrias e chegam \u00e0s mesas pelo planeta\u201d, diz Grolli. A cooperativa comandada por ele, a Coopavel, recebe milho, transforma em ra\u00e7\u00e3o, integra o pequeno produtor que cria o frango, o su\u00edno, o peixe, e, no fim da linha, tem produto exportado pela ind\u00fastria com valor agregado. \u201c\u00c9 um sistema completo&#8221;, descreve.<\/p>\n<p>Para o presidente da Cotrigua\u00e7u e diretor-presidente da cooperativa C.Vale, Alfredo Lang, esse <strong>modelo tem voca\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica global<\/strong>. &#8220;O cooperativismo consegue organizar produ\u00e7\u00e3o, armazenagem, industrializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o com maior estabilidade\u201d. Em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e tens\u00f5es geopol\u00edticas, isso representa, segundo ele, seguran\u00e7a alimentar real para o Brasil e outros 190 pa\u00edses importadores de produtos.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>O que os dados da \u00faltima d\u00e9cada revelam<\/h2>\n<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica do Sistema Ocepar evidencia que, no per\u00edodo de 2016 a 2025, o n\u00famero de cooperados saltou de 1,43 milh\u00e3o para 4,42 milh\u00f5es, crescimento de 209%. Os investimentos passaram de R$ 2,1 bilh\u00f5es para R$ 9,2 bilh\u00f5es anuais, alta de 338%. As exporta\u00e7\u00f5es sa\u00edram de US$ 2,03 bilh\u00f5es para US$ 8,16 bilh\u00f5es, quadruplicando em dez anos.<\/p>\n<p>Os impostos recolhidos cresceram de R$ 1,99 bilh\u00e3o para R$ 5,9 bilh\u00f5es, refor\u00e7ando o peso fiscal e econ\u00f4mico do setor. A participa\u00e7\u00e3o das cooperativas no PIB agropecu\u00e1rio paranaense subiu de 56% para 66% em uma d\u00e9cada de expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Turra refor\u00e7a que comparar faturamento com PIB exige cautela metodol\u00f3gica pelos conceitos distintos, mas oferece uma perspectiva de dimens\u00e3o: &#8220;O faturamento das cooperativas agropecu\u00e1rias equivale a aproximadamente um quarto do PIB total do Paran\u00e1. N\u00e3o &#8216;representa&#8217;, e sim &#8216;equivale&#8217;. A diferen\u00e7a importa, mas a propor\u00e7\u00e3o impressiona\u201d, diferencia ele.<\/p>\n<h2>Industrializa\u00e7\u00e3o: a fronteira que ainda avan\u00e7a<\/h2>\n<p>Se h\u00e1 um movimento que define a pr\u00f3xima fase do cooperativismo paranaense, que espera um faturamento de R$ 500 bilh\u00f5es at\u00e9 o ano de 2030, \u00e9 o avan\u00e7o da agroindustrializa\u00e7\u00e3o. Das 157 ind\u00fastrias cooperativas em opera\u00e7\u00e3o no estado, a meta do Sistema Ocepar \u00e9 ambiciosa: at\u00e9 2027, superar 50% de industrializa\u00e7\u00e3o de tudo que \u00e9 recebido dos cooperados. Hoje, esse \u00edndice est\u00e1 em 48%.<\/p>\n<p>&#8220;O produto <em>in natura<\/em> rende cerca de 2% de margem. Com agrega\u00e7\u00e3o de valor, chegamos a 4% ou 5% a mais&#8221;, detalha Turra. Essa diferen\u00e7a, multiplicada pela escala das opera\u00e7\u00f5es cooperativas, representa bilh\u00f5es de reais adicionais distribu\u00eddos entre os produtores rurais, o setor p\u00fablico com arrecada\u00e7\u00e3o de impostos, o fortalecimento do sistema e a \u00a0possibilidade de produzir mais alimentos a pre\u00e7os mais acess\u00edveis, complementa Ricken.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/11164436\/industrializacao-Parana.jpg.webp\" \/><i>Segmento foca em avan\u00e7o da industrializa\u00e7\u00e3o. Objetivo \u00e9 avan\u00e7ar em valor agregado.  (Foto: Ari Dias\/Governo do Paran\u00e1)<\/i><\/p>\n<p>Para Dilvo Grolli, a equa\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m da rentabilidade imediata. &#8220;Produtividade sem sustentabilidade n\u00e3o tem futuro, e sustentabilidade sem viabilidade econ\u00f4mica n\u00e3o se sustenta no campo&#8221;, resume. A Coopavel, cooperativa com 55 anos de atividade e 8,3 mil cooperados comandada por ele, industrializa mais de 90% dos gr\u00e3os que recebe.<\/p>\n<p>A mesma cooperativa organiza o <em>Show Rural<\/em>, evento que em 2025 reuniu mais de 430 mil visitantes em cinco dias e movimentou R$ 7,5 bilh\u00f5es em neg\u00f3cios. \u201cE isso significa tecnologia chegando ao produtor em escala, possibilitando aumento produtivo sem aumento de \u00e1reas, eleva\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, mais comida e comida com pre\u00e7o mais acess\u00edvel na mesa dos brasileiros\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Cerca de 60% de tudo o que as ind\u00fastrias cooperativas produzem vai para a alimenta\u00e7\u00e3o dos 213 milh\u00f5es de brasileiros. Depois de abastecer o mercado interno, o excedente ganha os navios com destino a 190 pa\u00edses pelo mundo.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Seguran\u00e7a alimentar enraizada no territ\u00f3rio<\/h2>\n<p>H\u00e1 um dado que resume com precis\u00e3o cir\u00fargica o enraizamento do cooperativismo paranaense: em 135 dos 399 munic\u00edpios do estado, um ter\u00e7o do total, a maior empresa local \u00e9 uma cooperativa \u2014 seja sua sede, uma unidade industrial ou um entreposto. &#8220;Gera emprego, renda e essa economia circula no com\u00e9rcio regional. O produtor reinveste, uma imensa engrenagem econ\u00f4mica e social \u00e9 movida por esse movimento&#8221;, aponta Turra.<\/p>\n<p>Para a economista e especialista de mercado agro Regina Martins, esse \u00e9 o oposto da l\u00f3gica extrativista de grandes corpora\u00e7\u00f5es que, focadas na rentabilidade, acabam drenando recursos para fora das comunidades onde est\u00e3o inseridas. Para ela, essa perspectiva hist\u00f3rica explica a capilaridade.<\/p>\n<p>O cooperativismo paranaense nasceu antes mesmo da lei que o regulamentou, em 1971. As primeiras cooperativas surgiram nas col\u00f4nias de imigrantes europeus do sul do estado, como a Batavo, hoje com mais de 100 anos.<\/p>\n<p>&#8220;A mentalidade da coopera\u00e7\u00e3o veio com os colonizadores porque eram pequenos produtores. Depois, a estrutura fundi\u00e1ria de pequenas propriedades tornou o modelo n\u00e3o apenas desej\u00e1vel, mas necess\u00e1rio para a sobreviv\u00eancia do produtor e para garantia \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o &#8220;, contextualiza ela.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Prioridade est\u00e1 em abastecer mercado interno<\/h2>\n<p>A prioridade produtiva, conforme ressalta o presidente do Sistema Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Paran\u00e1 (Fiep), Edson Vasconcelos, \u00e9 o mercado interno, historicamente. Frango, su\u00edno, leite, derivados: ele afirma que h\u00e1 ao menos um produto de cooperativas paranaenses nas prateleiras de cada munic\u00edpio do estado e em milhares de pontos pelo Brasil.<\/p>\n<p>Vasconcelos ousa desafiar que, na casa de cada brasileiro, h\u00e1 ao menos um alimento vindo delas. \u201cEm um planeta que pressiona por mais alimentos, em menos \u00e1rea, com mais efici\u00eancia e menos impacto ambiental, o Paran\u00e1 cooperativista responde a demanda, antecipa cen\u00e1rios e os faz com ra\u00edzes na terra de 230 mil fam\u00edlias produtoras que encontraram no coletivo o caminho que o individual nunca poderia oferecer. Milh\u00f5es se beneficiam\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>Delina Soares \u00e9 a prova. Natural do Acre, a 2,3 mil quil\u00f4metros do oeste do Paran\u00e1, onde reside atualmente, tinha em casa produtos das cooperativas paranaenses, sem saber que as ra\u00edzes produtivas eram onde ela viria a trabalhar. \u201cSempre tivemos em casa Frimesa, C.Vale, Lar\u201d, conta.<\/p>\n<p>Quando chegou ao Paran\u00e1, ela foi trabalhar na Lar, em Medianeira. \u201cHoje, meu sustento vem do cooperativismo e eu tamb\u00e9m sou cooperada porque minha conta banc\u00e1ria \u00e9 em uma cooperativa de cr\u00e9dito. O Brasil precisa cooperar mais\u201d, avalia ela, sorridente.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um fio que conecta a pequena propriedade de 48 hectares de Germano Kruguer em Cascavel (PR) \u00e0 mesa do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":510327,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-510326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/510326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=510326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/510326\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/510327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=510326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=510326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=510326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}