{"id":508762,"date":"2026-06-22T12:23:56","date_gmt":"2026-06-22T16:23:56","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=508762"},"modified":"2026-06-22T12:23:56","modified_gmt":"2026-06-22T16:23:56","slug":"industria-cobra-que-proximo-presidente-adote-tolerancia-zero-a-pirataria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=508762","title":{"rendered":"Ind\u00fastria cobra que pr\u00f3ximo presidente adote toler\u00e2ncia zero \u00e0 pirataria"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Com preju\u00edzos estimados em <strong>R$ 435 bilh\u00f5es por ano<\/strong>, a pirataria e o mercado ilegal est\u00e3o entre os principais entraves \u00e0 reindustrializa\u00e7\u00e3o do Brasil, segundo um levantamento do F\u00f3rum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). Diante desse cen\u00e1rio, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) decidiu levar o tema ao centro do debate eleitoral e apresentar\u00e1 aos pr\u00e9-candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica os impactos da pirataria, do contrabando e das fraudes sobre a competitividade da ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p>De acordo com uma sondagem da CNI, as empresas perdem, em m\u00e9dia, 0,6% da receita l\u00edquida de vendas devido ao com\u00e9rcio ilegal. O impacto financeiro atinge com mais intensidade as pequenas e m\u00e9dias empresas, que possuem menor capacidade de absor\u00e7\u00e3o desses custos. No recorte geogr\u00e1fico, as regi\u00f5es Norte (2,4%) e Centro-Oeste (2,3%) registram os maiores \u00edndices de perdas proporcionais.<\/p>\n<p>\u201cEsse cen\u00e1rio \u00e9 agravado tanto pelas fraudes aduaneiras no com\u00e9rcio internacional quanto pelos crimes ambientais no interior do pa\u00eds, criando um ambiente de neg\u00f3cios hostil para quem atua dentro da lei\u201d, aponta o superintendente de Pol\u00edtica Industrial da CNI, Fabr\u00edcio Silveira.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Mercado ilegal encarece produtos e aumenta a carga tribut\u00e1ria, diz CNI<\/h2>\n<p>A expans\u00e3o do mercado ilegal tamb\u00e9m afeta diretamente o bolso dos consumidores. Do preju\u00edzo de R$ 435 bilh\u00f5es causado pelo mercado ilegal, R$ 136 bilh\u00f5es decorrem da evas\u00e3o fiscal, reduzindo a arrecada\u00e7\u00e3o do governo e ampliando a carga tribut\u00e1ria sobre quem cumpre suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a ind\u00fastria formal absorve preju\u00edzos provocados pela concorr\u00eancia desleal e pelos gastos crescentes com seguran\u00e7a, custos que acabam repassados ao pre\u00e7o final dos produtos. \u201cO mercado ilegal cria um ciclo perverso para a economia. Quem produz e paga impostos corretamente enfrenta custos maiores, enquanto o consumidor acaba penalizado com pre\u00e7os mais altos&#8221;, aponta Silveira.<\/p>\n<p>&#8220;Combater a ilegalidade \u00e9 uma medida essencial para reduzir o &#8216;custo Brasil&#8217;, fortalecer a competitividade da ind\u00fastria e garantir um ambiente de neg\u00f3cios mais justo\u201d, defende o representante da ind\u00fastria. As principais formas de vitimiza\u00e7\u00e3o identificadas pelo setor industrial concentram-se em quatro frentes:<\/p>\n<ul>\n<li>roubo ou furto de carga em transporte: afeta 32% das empresas;<\/li>\n<li>n\u00e3o conformidade t\u00e9cnica de produtos: atinge 29% do setor;<\/li>\n<li>roubo interno nas instala\u00e7\u00f5es: representa 20% das ocorr\u00eancias;<\/li>\n<li>descaminho, subfaturamento e falsa declara\u00e7\u00e3o de origem: responde por 15% dos casos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/19120345\/industria.jpg.webp\" \/><i>O mercado ilegal causou preju\u00edzos de R$ 435 bilh\u00f5es ao Brasil em 2024-2025, com maiores perdas nos setores de vestu\u00e1rio e bebidas. (Foto: Marcelo Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil)<\/i><\/p>\n<h2>Vestu\u00e1rio e bebidas lideram perdas bilion\u00e1rias com mercado ilegal<\/h2>\n<p>Como consequ\u00eancia direta dessas atividades il\u00edcitas, metade das ind\u00fastrias afetadas relata perda de receita bruta, enquanto 30% registram redu\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o de mercado. O ecossistema ilegal tamb\u00e9m desestimula a inova\u00e7\u00e3o em 6% das empresas vitimadas, fator que compromete o desenvolvimento tecnol\u00f3gico nacional a longo prazo.<\/p>\n<p>\u201cA perda de receita e de participa\u00e7\u00e3o de mercado \u00e9 apenas a face mais vis\u00edvel do problema. O mais preocupante \u00e9 que a concorr\u00eancia desleal corr\u00f3i a capacidade de inova\u00e7\u00e3o das empresas, comprometendo investimentos, produtividade e a constru\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria nacional mais forte e competitiva&#8221;, afirma o diretor-superintendente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria T\u00eaxtil e de Confec\u00e7\u00e3o (Abit), Fernando Pimentel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/19111202\/pirataria-vesturario.jpg.webp\" \/><i>Produtos piratas movimentam uma cadeia ilegal que gera concorr\u00eancia desleal e reduz a competitividade da ind\u00fastria nacional. (Foto: Leandra Felipe\/Ag\u00eancia Brasil)<\/i><\/p>\n<p><strong>Perdas econ\u00f4micas causadas pelo mercado ilegal em 2024\/2025:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>vestu\u00e1rio &#8211; R$ 87,3 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>bebidas alco\u00f3licas &#8211; R$ 85,2 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>combust\u00edveis &#8211; R$ 29,0 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>material esportivo &#8211; R$ 23,3 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>higiene pessoal, perfumaria e cosm\u00e9ticos &#8211; R$ 21,0 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>defensivos agr\u00edcolas &#8211; R$ 20,5 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>ouro &#8211; R$ 12,7 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>TV por assinatura &#8211; R$ 12,1 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>\u00f3culos &#8211; R$ 11,0 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>celulares &#8211; R$ 9,7 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>Cigarros &#8211; R$ 8,8 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>filmes &#8211; R$ 4 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>perfumes importados &#8211; R$ 1,3 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>computadores &#8211; R$ 1,1 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>brinquedos &#8211; R$ 600 milh\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p>*<em>Fonte: F\u00f3rum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP)<\/em><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Pirataria e mercado ilegal estrangulam o crescimento da ind\u00fastria brasileira<\/h2>\n<p>Para reverter o cen\u00e1rio de concorr\u00eancia desleal, a CNI formalizou as demandas da categoria em quatro eixos estrat\u00e9gicos:<\/p>\n<ul>\n<li><span><strong>cria\u00e7\u00e3o da<\/strong> <strong>&#8220;malha fina&#8221; aduaneira<\/strong>: A ind\u00fastria exige a implementa\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Monitoramento Estrat\u00e9gico das Importa\u00e7\u00f5es. A ferramenta visa rastrear volumes at\u00edpicos e desvios de com\u00e9rcio em tempo real para barrar produtos subsidiados e fraudes no com\u00e9rcio exterior.<\/span><\/li>\n<li><span><strong>combate aos crimes ambientais<\/strong>: O setor demanda a\u00e7\u00f5es rigorosas contra o desmatamento ilegal e a grilagem, al\u00e9m da consolida\u00e7\u00e3o de sistemas de rastreabilidade da produ\u00e7\u00e3o florestal para a competitividade da bioeconomia.<\/span><\/li>\n<li><span><strong>ingresso na OCDE<\/strong>: A entidade defende a ades\u00e3o do Brasil \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) como um selo de integridade regulat\u00f3ria e governan\u00e7a, capaz de atrair capital estrangeiro.<\/span><\/li>\n<li><span><strong>transpar\u00eancia no mercado de carbono<\/strong>: As propostas incluem a estrutura\u00e7\u00e3o de um sistema nacional de Mensura\u00e7\u00e3o, Relato e Verifica\u00e7\u00e3o (MRV) audit\u00e1vel para o Sistema Brasileiro de Com\u00e9rcio de Emiss\u00f5es (SBCE).<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/19111342\/pirataria-brasil.jpg.webp\" \/><i>Posicionamento da CNI re\u00fane propostas para o pr\u00f3ximo governo e defende o combate \u00e0 pirataria como condi\u00e7\u00e3o para fortalecer a ind\u00fastria brasileira. (Foto: Marcelo Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil)<\/i><\/p>\n<h2>Presidenci\u00e1veis v\u00e3o receber proposta que inclui combate \u00e0 pirataria<\/h2>\n<p>A CNI sedia nesta segunda-feira (22) em Bras\u00edlia, o encontro &#8220;A Ind\u00fastria na Agenda dos Presidenci\u00e1veis&#8221;. O evento re\u00fane lideran\u00e7as empresariais e os pr\u00e9-candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica <strong>Fl\u00e1vio Bolsonaro<\/strong> (PL), <strong>Romeu Zema<\/strong> (Novo) e <strong>Ronaldo Caiado<\/strong> (PSD) para debates individuais sobre o desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Durante o evento, a diretoria da CNI entrega aos pol\u00edticos o documento &#8220;Construindo o Brasil 2050 \u2013 A ind\u00fastria na agenda dos presidenci\u00e1veis&#8221;. A cartilha detalha as diretrizes econ\u00f4micas recomendadas pelo setor produtivo para os pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>O texto re\u00fane propostas estruturais em \u00e1reas como pol\u00edtica industrial, inova\u00e7\u00e3o, infraestrutura de transportes, reforma tribut\u00e1ria e seguran\u00e7a jur\u00eddica, e condiciona a efic\u00e1cia de reformas econ\u00f4micas \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o do mercado ilegal. A CNI defende que o fortalecimento da competitividade nacional depende da supera\u00e7\u00e3o de entraves estruturais, como o <\/p>\n<p>&#8220;custo Brasil&#8221;, a inseguran\u00e7a e o mercado il\u00edcito.<\/p>\n<p>\u201cA reindustrializa\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa simplesmente recuperar ind\u00fastrias do passado, mas construir um ambiente de neg\u00f3cios seguro, com previsibilidade tribut\u00e1ria, promo\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o e fomento \u00e0 legalidade. Trata-se de um projeto de pa\u00eds, capaz de gerar crescimento econ\u00f4mico de longo prazo e empregos mais qualificados e bem remunerados\u201d, afirma Silveira.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com preju\u00edzos estimados em R$ 435 bilh\u00f5es por ano, a pirataria e o mercado ilegal est\u00e3o entre os principais entraves&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":508763,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-508762","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/508762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=508762"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/508762\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/508763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=508762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=508762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=508762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}