{"id":504007,"date":"2026-06-19T10:03:13","date_gmt":"2026-06-19T14:03:13","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=504007"},"modified":"2026-06-19T10:03:13","modified_gmt":"2026-06-19T14:03:13","slug":"cidades-especializadas-movimentam-bilhoes-e-fazem-o-parana-avancar-na-economia-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=504007","title":{"rendered":"Cidades especializadas movimentam bilh\u00f5es e fazem o Paran\u00e1 avan\u00e7ar na economia nacional"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>H\u00e1 um fen\u00f4meno silencioso e cont\u00ednuo que cria o mapa econ\u00f4mico do Brasil a partir do Sul. No Paran\u00e1, quase 40 dos seus 399 munic\u00edpios carregam um t\u00edtulo que vai al\u00e9m da geografia: s\u00e3o &#8220;capitais&#8221;, n\u00e3o de estados ou pa\u00edses, mas de setores produtivos que movimentam, segundo o IBGE, R$ 765 bilh\u00f5es por ano e posicionam o estado como a quarta maior economia do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.<\/p>\n<p>Mais do que t\u00edtulos simb\u00f3licos, essas denomina\u00e7\u00f5es representam <strong>arranjos produtivos locais altamente especializados<\/strong>, respons\u00e1veis por empregos, exporta\u00e7\u00f5es, inova\u00e7\u00e3o e competitividade de escala global. S\u00e3o mais de 25 mil parques fabris, 562 mil trabalhadores com carteira assinada e uma cadeia que alcan\u00e7a 3,3 milh\u00f5es de pessoas quando somados os empregos indiretos.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria responde por 25% do PIB paranaense, ou seja, R$ 130 bilh\u00f5es, e o estado ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o nacional em Valor de Transforma\u00e7\u00e3o Industrial, superado apenas por S\u00e3o Paulo e Minas Gerais. Em 2024, a produ\u00e7\u00e3o industrial do Paran\u00e1 cresceu acima da m\u00e9dia nacional, e o ritmo n\u00e3o d\u00e1 sinais de desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;<strong>O Paran\u00e1 cresce muito acima da m\u00e9dia nacional<\/strong> e temos regi\u00f5es onde o avan\u00e7o \u00e9 extraordin\u00e1rio, pr\u00f3ximo dos dois d\u00edgitos ao ano&#8221;, afirma o presidente do Sistema Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Paran\u00e1 (Fiep), Edson Vasconcelos.<\/p>\n<h2>Foco em segmentos industriais impulsiona a economia do estado<\/h2>\n<p>A meta do setor industrial \u00e9 transformar o estado na terceira economia brasileira em menos de uma d\u00e9cada. Para entender por que essa proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas otimismo, a reportagem da <strong>Gazeta do Povo<\/strong> colocou o p\u00e9 na estrada para conhecer algumas dessas &#8220;capitais&#8221; que constroem e moldam o projeto econ\u00f4mico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O Paran\u00e1 cresce muito acima da m\u00e9dia nacional e temos regi\u00f5es onde o avan\u00e7o \u00e9 extraordin\u00e1rio, pr\u00f3ximo dos dois d\u00edgitos ao ano.<\/p>\n<p><cite>Edson Vasconcelos, presidente da Fiep<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<h3>Capitais produtivas e industriais que a <strong>Gazeta do Povo<\/strong> visitou<\/h3>\n<ul>\n<li>Cianorte (regi\u00e3o noroeste do estado) \u2013 Capital Nacional do Vestu\u00e1rio<\/li>\n<li>Apucarana (norte) \u2013 Capital Nacional do Bon\u00e9<\/li>\n<li>Arapongas (norte) \u2013 Capital Moveleira Nacional<\/li>\n<li>Ponta Grossa (Campos Gerais) \u2013 Capital Paranaense da Cerveja<\/li>\n<li>Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria (sul) \u2013 Capital da Madeira<\/li>\n<li>Nova Aurora (oeste) \u2013 Capital Nacional da Til\u00e1pia<\/li>\n<li>Dois Vizinhos (sudoeste) \u2013 Capital da Avicultura<\/li>\n<li>Foz do Igua\u00e7u (oeste) \u2013 Capital do Turismo do Paran\u00e1<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m da denomina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de &#8220;capital&#8221; para um destaque espec\u00edfico, o estado do Paran\u00e1 \u00e9 l\u00edder nacional na <strong>produ\u00e7\u00e3o de til\u00e1pias<\/strong>, com destaque em viveiros e ind\u00fastrias no oeste do estado.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>A moda que veste o Brasil<\/h2>\n<p>O t\u00edtulo de &#8220;Capital Nacional do Vestu\u00e1rio&#8221; de <strong>Cianorte<\/strong> foi conquistado \u00e0 base de linha, agulha e escala industrial. O munic\u00edpio localizado no noroeste paranaense integra o segundo maior polo de confec\u00e7\u00f5es do Brasil, atr\u00e1s de Santa Catarina, em um eixo regional que inclui Maring\u00e1 e cidades vizinhas.<\/p>\n<p>F\u00e1bricas, lavanderias industriais e uma cadeia produtiva completa formam um sistema que impulsionou o PIB <em>per capita<\/em> local a R$ 50 mil. A <em>ExpoVest<\/em>, principal evento do setor na cidade, atrai compradores e lojistas de todo o pa\u00eds, fazendo de Cianorte endere\u00e7o obrigat\u00f3rio da moda nacional.<\/p>\n<p>Da pequena f\u00e1brica de Altair Andrade saem 5 mil pe\u00e7as de <em>jeans<\/em> por m\u00eas, todas com destino a uma grife de alcance nacional. &#8220;Estamos em todo o pa\u00eds&#8221;, diz ele, sem exagero.<\/p>\n<p>\u201cCianorte n\u00e3o fabrica apenas roupa, fabrica riqueza com escala industrial\u201d, destaca o presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias do Vestu\u00e1rio de Cianorte, Alberto Nabhan. S\u00e3o 60 milh\u00f5es de pe\u00e7as por ano, volume que responde por 20% de todo o <em>jeans<\/em> comercializado no Brasil e que concentra mais de 450 confec\u00e7\u00f5es, 600 grifes e 300 lojas de pronta-entrega em uma estrutura que representa 44,3% do PIB municipal.<\/p>\n<p>\u201cO setor emprega diretamente 15 mil pessoas e sua capilaridade \u00e9 t\u00e3o profunda que <strong>tr\u00eas em cada cinco moradores da cidade t\u00eam a renda ligada \u00e0 ind\u00fastria da moda<\/strong>, um \u00edndice que transforma o vestu\u00e1rio de setor econ\u00f4mico em identidade coletiva\u201d, refor\u00e7a a historiadora e pesquisadora em arranjos produtivos Aline Martins.<\/p>\n<p>O circuito de abastecimento atrai lojistas de todo o pa\u00eds e do Mercosul. \u201cNenhuma vitrine conta essa hist\u00f3ria melhor do que os caminh\u00f5es que partem de Cianorte levando moda paranaense para as araras de todo o Brasil\u201d, completa a historiadora.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>O bon\u00e9 que cobre o pa\u00eds<\/h2>\n<p>A 200 quil\u00f4metros de Cianorte est\u00e1 <strong>Apucarana<\/strong>, considerada a &#8220;Capital Nacional do Bon\u00e9&#8221;: oito em cada dez bon\u00e9s produzidos no Brasil saem de l\u00e1. A produ\u00e7\u00e3o mensal oscila entre 4 e 5 milh\u00f5es de pe\u00e7as, com picos de at\u00e9 8 milh\u00f5es em per\u00edodos de alta demanda.<\/p>\n<p>Mais de 2 mil empresas e ind\u00fastrias de confec\u00e7\u00e3o operam integradas em um Arranjo Produtivo Local, segundo o Sebrae, que cobre todo o ciclo, do corte ao bordado, da costura \u00e0 personaliza\u00e7\u00e3o. O setor sustenta aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos.<\/p>\n<p>A especializa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou nos anos 1970 e n\u00e3o parou mais. \u201cApucarana \u00e9 um dos casos mais representativos de concentra\u00e7\u00e3o industrial do pa\u00eds\u201d, celebra o prefeito Rodolfo Mota (Uni\u00e3o Brasil).<\/p>\n<p>A cadeia de bon\u00e9s de Apucarana movimenta aproximadamente R$ 300 milh\u00f5es por ano e sustenta 7 mil empregos diretos e 9 mil indiretos, n\u00fameros que, segundo o governo municipal e o Sebrae Paran\u00e1, representam cerca de 30% de todo o PIB do munic\u00edpio, estimado em R$ 4,8 bilh\u00f5es e distribu\u00eddo entre servi\u00e7os (48,9%), ind\u00fastria (24,2%), administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (18,8%) e agropecu\u00e1ria (8,2%).<\/p>\n<p>\u201cO pr\u00f3ximo passo \u00e9 transformar a for\u00e7a produtiva em patrim\u00f4nio reconhecido internacionalmente\u201d, refor\u00e7a o escrit\u00f3rio Regional do Sebrae. A cidade iniciou, ao lado do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), o processo de obten\u00e7\u00e3o do selo de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica para o bon\u00e9 apucaranense, movimento que protege a marca &#8220;Apucarana&#8221; da concorr\u00eancia desleal e abre caminho para a exporta\u00e7\u00e3o com identidade de origem.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a Capital Nacional do Bon\u00e9 deixando de ser apenas um t\u00edtulo popular para se tornar uma marca registrada com valor no mercado global\u201d, defende o consultor do Sebrae-PR Tiago Cunha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/01083044\/bone-Apucarana.jpg.webp\" \/><i>Ind\u00fastria boneleira de Apucarana (PR) concentra mais de 600 f\u00e1bricas e responde por 80% da produ\u00e7\u00e3o nacional. (Foto: Geraldo Bubniak\/Governo do Paran\u00e1)<\/i><\/p>\n<h2>Os m\u00f3veis para os lares dos brasileiros<\/h2>\n<p>A trilha da diversifica\u00e7\u00e3o e produtividade da ind\u00fastria segue para Arapongas, que recebeu por lei federal (n\u00ba 14.728\/2023) o reconhecimento de &#8220;Capital Moveleira Nacional&#8221;: o munic\u00edpio abriga quase 330 ind\u00fastrias moveleiras e, considerando o polo regional de 42 munic\u00edpios, o n\u00famero ultrapassa mil unidades produtivas, segundo dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria e da Fiep.<\/p>\n<p>\u201cAproximadamente 10% de todos os m\u00f3veis fabricados no Brasil saem de Arapongas\u201d, conta o presidente do Arranjo Produtivo Local, Jayme Leonel. Em 2024, conforme dado mais recente dispon\u00edvel, o setor faturou cerca de R$ 5 bilh\u00f5es, crescimento de 12% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, e responde por quase 10% do PIB nacional do segmento moveleiro.<\/p>\n<p>\u201cNo com\u00e9rcio exterior, o munic\u00edpio \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 10% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de m\u00f3veis. A base produtiva se apoia em MDP, pain\u00e9is de madeira processada, material utilizado em 80% das pe\u00e7as, o que revela um perfil industrial moderno, eficiente e competitivo\u201d, destaca o secret\u00e1rio de Estado da Fazenda do Paran\u00e1, Norberto Ortigara.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>A cerveja que come\u00e7a a ser produzida nos Campos Gerais<\/h2>\n<p><strong>Ponta Grossa<\/strong> acaba de ganhar o t\u00edtulo de &#8220;Capital Paranaense da Cerveja&#8221;: a cidade abriga plantas industriais da Heineken e da Ambev e ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o entre as maiores produtoras de cerveja do Brasil. A unidade da Heineken, ap\u00f3s expans\u00e3o conclu\u00edda em 2024, atingiu capacidade superior a 8 milh\u00f5es de hectolitros ao ano, o equivalente a 2,26 bilh\u00f5es de copos de cerveja em 365 dias. O complexo ocupa 1 milh\u00e3o de metros quadrados e emprega diretamente cerca de mil trabalhadores.<\/p>\n<p>O diferencial competitivo est\u00e1 na integra\u00e7\u00e3o vertical da cadeia: da produ\u00e7\u00e3o de cevada e malte nas propriedades rurais do entorno, passando pela fabrica\u00e7\u00e3o de latas e garrafas, at\u00e9 o envase da bebida, tudo regionalizado. Hildo Gomes da Silva, que cultivava tabaco em Guamiranga, fez a transi\u00e7\u00e3o para a cevada e resume o impacto com orgulho.<\/p>\n<p>&#8220;A cevada que vai para as maltarias me d\u00e1 qualidade de vida&#8221;, resume ele. A cadeia movimenta um faturamento superior a R$ 6,4 bilh\u00f5es no setor cervejeiro do Paran\u00e1, com forte concentra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o dos Campos Gerais.<\/p>\n<p>Ponta Grossa registrou o maior crescimento do PIB entre as grandes cidades do interior paranaense, com valor adicionado de R$ 21,4 bilh\u00f5es, alta de 12,5%.  \u201cIsso ocorre gra\u00e7as a um movimento integrado, regional, de est\u00edmulo ao crescimento e avan\u00e7o produtivo de uma regi\u00e3o integrada\u201d, descreve o gerente da Maltaria Campos Gerais, Vilmar Sch\u00fcssler.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Madeira, peixe e o turismo das cataratas<\/h2>\n<p>A diversidade paranaense inclui o polo de <strong>Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria<\/strong>, no sul do estado, que \u00e9 a &#8220;Capital da Madeira&#8221;, polo especializado em produtos de alto valor agregado, como portas decorativas, esquadrias e pain\u00e9is. Em Bituruna, munic\u00edpio vizinho, a madeira responde por 87% das vagas industriais.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o tem mercado internacional, com exporta\u00e7\u00f5es que chegam aos Estados Unidos, apesar do mercado afetado pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano ao setor.<\/p>\n<p>E tem mais: no oeste paranaense, <strong>Nova Aurora<\/strong> \u00e9 a &#8220;Capital Nacional da Til\u00e1pia&#8221; desde 2019. Com 13,7 mil habitantes, o munic\u00edpio responde por 3,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional de til\u00e1pia.<\/p>\n<p>O frigor\u00edfico da Copacol instalado na cidade processa cerca de 200 mil peixes por dia e gera 800 empregos diretos. Mais de 200 fam\u00edlias substitu\u00edram \u00e1reas de soja por viveiros de piscicultura, uma reconvers\u00e3o produtiva que alterou o perfil econ\u00f4mico do munic\u00edpio. \u201c\u00c9 mais que uma oportunidade de emprego e renda, \u00e9 apoio ao pequeno produtor e um avan\u00e7o industrial em um mercado que o Paran\u00e1 j\u00e1 \u00e9 refer\u00eancia nacional\u201d, celebra o presidente da Copacol, Valter Pitol.<\/p>\n<p>Em <strong>Dois Vizinhos<\/strong>, no sudoeste do estado, o motor est\u00e1 na avicultura: o munic\u00edpio figura entre os maiores produtores de frango do pa\u00eds, em um estado que em 2025 respondeu por 35,5% da produ\u00e7\u00e3o nacional, fatia que o coloca como maior produtor e exportador brasileiro, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/10171750\/industria-tilapia-1.jpg.webp\" \/><i>O Paran\u00e1 \u00e9 l\u00edder nacional na produ\u00e7\u00e3o de til\u00e1pias, com destaque em viveiros e ind\u00fastrias no oeste do estado.  (Foto: Jonathan Campos\/Governo do Paran\u00e1)<\/i><\/p>\n<p>E em <strong>Foz do Igua\u00e7u<\/strong>, as Cataratas do Igua\u00e7u, eleitas uma das sete maravilhas naturais do mundo, sustentam a &#8220;Capital do Turismo&#8221; paranaense, t\u00edtulo formalizado pela lei estadual n\u00ba 18.641\/2015. Em 2025, o munic\u00edpio registrou mais de 5,8 milh\u00f5es de visitas aos seus atrativos, com 2 milh\u00f5es delas apenas no Parque Nacional.<\/p>\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Comercial e Industrial, cerca de 50% da economia local depende diretamente do turismo, setor que movimenta uma cadeia produtiva completa, da hotelaria \u00e0 gastronomia. \u201cO Paran\u00e1 \u00e9 uma planta industrial diversificada. Estamos menos suscet\u00edveis \u00e0s quebradeiras econ\u00f4micas quando um segmento n\u00e3o vai bem com diversifica\u00e7\u00e3o, escala, avan\u00e7o de produtividade, tecnologia e vis\u00e3o de futuro\u201d, elenca o presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Alci Rotta Junior.<\/p>\n<h2>A engrenagem industrial que n\u00e3o para<\/h2>\n<p>O que une todas essas capitais \u00e9 uma l\u00f3gica comum: especializa\u00e7\u00e3o produtiva, integra\u00e7\u00e3o em cadeia e aumento constante de produtividade. &#8220;Onde h\u00e1 ind\u00fastria, existe emprego, renda e crescimento integrado&#8221;, define o presidente da Fiep. O economista Rui S\u00e3o Pedro calcula que cada emprego industrial formal gera outros seis colaterais, um multiplicador que explica por que munic\u00edpios com poucos milhares de habitantes figuram entre os maiores VBPs do estado.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 contribui com aproximadamente 7,1% de toda a produ\u00e7\u00e3o industrial nacional, segundo o IBGE. \u201c\u00c9 um estado que lidera em alimentos, t\u00eaxtil, papel, madeira e celulose, que tem no cooperativismo um modelo de escala dif\u00edcil de replicar, que avan\u00e7a em tecnologia, log\u00edstica e inova\u00e7\u00e3o. Como pode dar errado?\u201d, aponta o economista.<\/p>\n<p>Esses requisitos formam, segundo o consultor em desenvolvimento regional Danilo Vendrusculo, &#8220;uma locomotiva de crescimento que mant\u00e9m o estado como protagonista no cen\u00e1rio industrial brasileiro&#8221;. Ele lembra que as &#8220;capitais paranaenses&#8221; n\u00e3o s\u00e3o apenas marcas institucionais adotadas por prefeituras e entidades.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o reflexo de d\u00e9cadas de trabalho, especializa\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o produtiva. S\u00e3o cidades que entenderam o que fazem bem, e passaram a fazer cada vez melhor\u201d, afirma ele.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um fen\u00f4meno silencioso e cont\u00ednuo que cria o mapa econ\u00f4mico do Brasil a partir do Sul. 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