{"id":494121,"date":"2026-06-16T08:43:31","date_gmt":"2026-06-16T12:43:31","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=494121"},"modified":"2026-06-16T08:43:31","modified_gmt":"2026-06-16T12:43:31","slug":"apostar-em-deus-por-que-e-melhor-crer-do-que-ser-ateu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=494121","title":{"rendered":"Apostar em Deus: por que \u00e9 melhor crer do que ser ateu"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Se os relatos estiverem corretos, a religi\u00e3o est\u00e1 recuperando espa\u00e7o entre os jovens nos Estados Unidos e em outros lugares. Mas, em termos absolutos, o n\u00famero de ocidentais praticantes continua historicamente baixo, enquanto o n\u00famero dos chamados \u201csem religi\u00e3o\u201d \u2013 ateus, agn\u00f3sticos e indiferentes \u2013 \u00e9 maior do que nunca. O que os crentes poderiam fazer para transformar esse recente crescimento do te\u00edsmo em um renascimento religioso mais amplo?<\/p>\n<p>Difundir argumentos racionais tradicionais em favor da exist\u00eancia de Deus, como as cinco vias de Tom\u00e1s de Aquino, talvez n\u00e3o seja muito \u00fatil. Esses argumentos pressup\u00f5em que seus ouvintes concordem que existem verdades imut\u00e1veis e transcendentes e que \u00e9 melhor viver de acordo com elas do que ignor\u00e1-las. Mas muitos hoje n\u00e3o possuem tais convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os marxistas cr\u00edticos acreditam que a verdade transcendente \u00e9 irrelevante para as necessidades reais das pessoas. Para eles, a \u201crealidade ou irrealidade do pensamento\u201d \u00e9 determinada apenas pelo que funciona na \u201cpr\u00e1tica\u201d. Aqueles que raciocinam segundo princ\u00edpios transcendentes e a l\u00f3gica, dizem eles, apenas procuram impor suas prefer\u00eancias aos outros; todo argumento racional seria mera racionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As verdades, no m\u00e1ximo, seriam as conclus\u00f5es da ci\u00eancia emp\u00edrica, constantemente revisadas; a verdade n\u00e3o seria uma realidade eterna situada acima de n\u00f3s. Tecnocratas que aceitam esse materialismo, mas n\u00e3o o esp\u00edrito revolucion\u00e1rio e disruptivo do marxismo, procuram subordinar a religi\u00e3o \u2013 e todo idealismo voltado para a busca da verdade \u2013 ao \u201cbem-estar\u201d material.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Se Deus existe, \u00e9 infinitamente melhor acreditar nele e, consequentemente, alcan\u00e7ar o c\u00e9u, do que rejeit\u00e1-lo e, por isso, sofrer condena\u00e7\u00e3o eterna<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m as incont\u00e1veis multid\u00f5es que vivem como se Deus n\u00e3o existisse, mesmo quando se consideram religiosas. Elas experimentam a vida como algo \u201cdesencantado\u201d, pobre de significado, sentindo cada dia como apenas \u201cuma maldita coisa atr\u00e1s da outra\u201d.<\/p>\n<p>Para muitos, a vida parece um jogo conduzido por for\u00e7as al\u00e9m do nosso controle, sejam elas a \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d, \u201co mercado\u201d, o \u201cEstado profundo\u201d ou os algoritmos das redes sociais. Nossas vidas s\u00e3o organizadas por tecnologias que a maioria de n\u00f3s n\u00e3o compreende; confiamos na tecnologia e nos \u201cespecialistas\u201d que a criam simplesmente porque ela funciona. E, ainda assim, os especialistas nem sempre entendem aquilo que produzem, como ocorre com a chamada \u201cintelig\u00eancia artificial\u201d.<\/p>\n<p>Apelos \u00e0 verdade absoluta, moral ou de qualquer outra natureza, dificilmente persuadir\u00e3o pessoas formadas pela l\u00f3gica pr\u00e1tica e experimental de nosso tempo. Uma defesa melhor do te\u00edsmo talvez seja seguir o caminho adotado pelo matem\u00e1tico e fil\u00f3sofo franc\u00eas do s\u00e9culo XVII Blaise Pascal.<\/p>\n<h2>O jogo da vida<\/h2>\n<p>A Fran\u00e7a de quatrocentos anos atr\u00e1s n\u00e3o era uma tecnocracia secular, mas partes dela come\u00e7avam a experimentar a mesma desilus\u00e3o espiritual que permeia o mundo atual. Cansados das guerras religiosas e impressionados pelas novas ci\u00eancias emp\u00edricas, muitos dos contempor\u00e2neos instru\u00eddos de Pascal passaram a duvidar da exist\u00eancia \u2013 ou ao menos da relev\u00e2ncia \u2013 de verdades transcendentes que n\u00e3o pudessem ser comprovadas por experimentos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>Essas d\u00favidas eram particularmente fortes quando se tratava da quest\u00e3o de Deus. Pascal resumiu assim o argumento desses c\u00e9ticos: \u201cSe existe um Deus, Ele \u00e9 infinitamente incompreens\u00edvel, pois, n\u00e3o possuindo partes nem limites, n\u00e3o tem afinidade alguma conosco. Somos incapazes, portanto, de saber o que Ele \u00e9 ou mesmo se Ele \u00e9. Sendo assim, quem ousar\u00e1 decidir essa quest\u00e3o? Certamente n\u00e3o n\u00f3s, que n\u00e3o temos afinidade com Ele\u201d.<\/p>\n<p>Em resposta, Pascal decidiu escrever um livro em defesa do te\u00edsmo e, em particular, do cristianismo. Nunca o concluiu, mas muitas de suas anota\u00e7\u00f5es foram preservadas e publicadas postumamente sob o t\u00edtulo <em>Pens\u00e9es<\/em> (<em>Pensamentos<\/em>).<\/p>\n<blockquote>\n<p>Se Deus n\u00e3o existe e n\u00e3o h\u00e1 vida ap\u00f3s a morte, acreditar nele n\u00e3o causa preju\u00edzo e ainda produz benef\u00edcios nesta vida, como o crescimento na virtude moral <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Uma das notas mais extensas \u2013 e talvez a mais famosa \u2013 \u00e9 <em>A Aposta<\/em>. Nela, Pascal apresenta um argumento em favor do te\u00edsmo diferente daqueles utilizados por Aquino e por outros apologistas religiosos pr\u00e9-modernos.<\/p>\n<p>Pascal aceita o julgamento do c\u00e9tico de que a exist\u00eancia de Deus n\u00e3o pode ser conhecida pela raz\u00e3o. Afinal, S\u00e3o Paulo admite que o <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/cristianismo\/\">cristianismo<\/a> parece \u201cloucura\u201d para aqueles que ainda n\u00e3o creem.<\/p>\n<p>Contudo, Pascal responde que essa suposta incapacidade da raz\u00e3o para conhecer Deus \u00e9 um argumento insuficiente contra a religi\u00e3o. Pois, se a raz\u00e3o n\u00e3o pode determinar se Deus existe, como afirma o c\u00e9tico, ela tamb\u00e9m n\u00e3o pode responder \u00e0 pergunta sobre se devemos acreditar nele.<\/p>\n<p>Qualquer uma das posi\u00e7\u00f5es torna-se uma esp\u00e9cie de opini\u00e3o, um assentimento por decis\u00e3o, em que a vontade precisa mover a pessoa a crer \u2013 ou n\u00e3o crer \u2013, porque n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias racionais suficientes para levar o intelecto ao assentimento por si s\u00f3.<\/p>\n<p>E, se n\u00e3o pode haver evid\u00eancia decisiva, ent\u00e3o a decis\u00e3o torna-se completamente arbitr\u00e1ria, como em um jogo de azar, por exemplo o lan\u00e7amento de uma moeda. Embora as probabilidades de cara ou coroa sejam conhecidas, ningu\u00e9m pode prever racionalmente qual lado aparecer\u00e1 em cada lan\u00e7amento; s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel apostar.<\/p>\n<p>Assim, Pascal pergunta ao c\u00e9tico: \u201cEm que voc\u00ea apostar\u00e1\u201d quando se trata de Deus?<\/p>\n<p>Ele prop\u00f5e, em ess\u00eancia, que, se Deus existe, \u00e9 infinitamente melhor acreditar nele e, consequentemente, alcan\u00e7ar o c\u00e9u, do que rejeit\u00e1-lo e, por isso, sofrer condena\u00e7\u00e3o eterna.<\/p>\n<p>Se Deus n\u00e3o existe e n\u00e3o h\u00e1 vida ap\u00f3s a morte, acreditar nele n\u00e3o causa preju\u00edzo e ainda produz benef\u00edcios nesta vida, como o crescimento na virtude moral \u00e0 medida que o crente procura tornar-se digno do c\u00e9u.<\/p>\n<p>Portanto, a melhor aposta \u00e9 acreditar em Deus.<\/p>\n<p>Muitos questionaram a corre\u00e7\u00e3o do racioc\u00ednio de Pascal. Alguns observam que, se Deus \u00e9 realmente incompreens\u00edvel, ent\u00e3o, mesmo que exista, n\u00e3o podemos saber se recompensa os bons ou se, ao contr\u00e1rio, pune aqueles que n\u00e3o possuem raz\u00f5es suficientes para suas cren\u00e7as.<\/p>\n<p>Muitas dessas obje\u00e7\u00f5es poderiam ser respondidas pelas defesas tradicionais do te\u00edsmo, como as provas metaf\u00edsicas de Aquino. Infelizmente, Pascal dificilmente pode recorrer a esse aux\u00edlio, porque ele pr\u00f3prio \u00e9, em certa medida, um c\u00e9tico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Existem apenas dois fins poss\u00edveis para a exist\u00eancia humana: viver apenas para si mesmo ou viver para o Outro transcendente e, por meio dele, para todos os demais<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele afirma que \u201cse ofendermos os princ\u00edpios da raz\u00e3o, nossa religi\u00e3o ser\u00e1 absurda e rid\u00edcula\u201d, mas tamb\u00e9m despreza as \u201cprovas metaf\u00edsicas da exist\u00eancia de Deus\u201d como sendo \u201ct\u00e3o distantes do racioc\u00ednio humano e t\u00e3o intrincadas que produzem pouco efeito\u201d.<\/p>\n<p>Ele chega at\u00e9 mesmo a questionar o primeiro princ\u00edpio da metaf\u00edsica \u2013 o princ\u00edpio da n\u00e3o contradi\u00e7\u00e3o \u2013, afirmando: \u201cA contradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais sinal de falsidade do que a aus\u00eancia dela \u00e9 sinal de verdade\u201d.<\/p>\n<p>Mas essas fragilidades n\u00e3o comprometem o ponto mais importante de Pascal. A for\u00e7a da Aposta reside menos na certeza de sua conclus\u00e3o final \u2013 de que acreditar em Deus \u00e9 a melhor aposta \u2013 do que em sua intui\u00e7\u00e3o inicial: a de que a perspectiva incerta do ceticismo funciona tanto a favor do te\u00edsmo quanto contra ele.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m duvida da exist\u00eancia de realidades metaf\u00edsicas imut\u00e1veis \u2013 seja com a hesita\u00e7\u00e3o do c\u00e9tico, seja com a confian\u00e7a do ateu \u2013, aceita a possibilidade de que a realidade, embora pare\u00e7a ordenada para todos n\u00f3s, esteja fundamentada em processos n\u00e3o inteligentes t\u00e3o aleat\u00f3rios quanto o resultado de um lan\u00e7amento de moeda.<\/p>\n<p>Mas, se \u00e9 poss\u00edvel que a raz\u00e3o de toda a humanidade esteja t\u00e3o enganada \u2013 percebendo uma ordem fundamental onde ela n\u00e3o existe \u2013, ent\u00e3o a raz\u00e3o humana n\u00e3o possui uma conex\u00e3o necess\u00e1ria com o mundo real.<\/p>\n<p>Cada mente seria como a de um homem \u00e0 deriva no mar, sem sequer uma t\u00e1bua \u00e0 qual se agarrar, afogando-se em um universo ca\u00f3tico. Se o conhecimento humano \u00e9 t\u00e3o incerto assim, ent\u00e3o acreditar em Deus \u00e9, no m\u00ednimo, t\u00e3o aceit\u00e1vel quanto n\u00e3o acreditar.<\/p>\n<p>Por isso, Pascal adverte seu interlocutor: \u201cn\u00e3o atribua erro \u00e0queles que fizeram uma escolha [por Deus], pois voc\u00ea nada sabe sobre isso\u201d.<\/p>\n<p>No referencial c\u00e9tico, a cren\u00e7a do te\u00edsta \u00e9 incognosc\u00edvel \u2013 incapaz de ser analisada racionalmente \u2013 porque n\u00e3o seria racional. Mas o mesmo vale para a descren\u00e7a do ateu.<\/p>\n<p>E o ceticismo agn\u00f3stico, para o qual Pascal imagina seu interlocutor recuando, nem sequer \u00e9 uma possibilidade.<\/p>\n<p>\u201cSim, mas voc\u00ea precisa apostar. N\u00e3o \u00e9 opcional. Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 embarcado\u201d, responde Pascal.<\/p>\n<p>Ou, com Nietzsche, renunciamos a Deus e tentamos, em v\u00e3o, \u201cnos tornar deuses\u201d, preenchendo o vazio de uma vida sem Deus; ou, com S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, aceitamos nossa depend\u00eancia de Deus Todo-Poderoso e abra\u00e7amos o caminho do amor que se esvazia de si mesmo e conduz \u00e0 plenitude da alegria.<\/p>\n<p>Existem apenas dois fins poss\u00edveis para a exist\u00eancia humana: viver apenas para si mesmo ou viver para o Outro transcendente e, por meio dele, para todos os demais.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Talvez seja verdade, afinal<\/h2>\n<p>Alguns c\u00e9ticos ou ateus podem afirmar que est\u00e3o comprometidos com a verdade e a raz\u00e3o. Mas, se forem sinceros nessa afirma\u00e7\u00e3o, j\u00e1 deixaram o mundo do acaso aleat\u00f3rio, sem o qual o ate\u00edsmo se torna insustent\u00e1vel; mais cedo ou mais tarde ter\u00e3o de admitir a exist\u00eancia de Deus, como argumentaram Maim\u00f4nides, Avicena, Arist\u00f3teles, Aquino, Leibniz e outros.<\/p>\n<p>Mas, se permanecerem em um universo mental em que a vida \u00e9 apenas um jogo de dados, apelos ao que \u00e9 certo provavelmente ter\u00e3o pouco efeito.<\/p>\n<p>O te\u00edsta faria melhor em apresentar a quest\u00e3o de Deus como Pascal fez: uma aposta.<\/p>\n<p>Em qual cren\u00e7a voc\u00ea est\u00e1 disposto a apostar o curso de sua vida?<\/p>\n<p>Que o sentimento de culpa ou alegria que voc\u00ea experimenta diante de suas a\u00e7\u00f5es \u00e9 produto de uma evolu\u00e7\u00e3o material aleat\u00f3ria? Ou que ele \u00e9 a voz silenciosa de uma intelig\u00eancia soberana que existe al\u00e9m de voc\u00ea?<\/p>\n<p>Voc\u00ea apostaria que nosso universo ordenado surgiu do nada? Ou que foi criado por um Ser s\u00e1bio que existe por sua pr\u00f3pria natureza?<\/p>\n<p>Se a explica\u00e7\u00e3o te\u00edsta do mundo parece mais prov\u00e1vel, por que n\u00e3o tentar acreditar em Deus, come\u00e7ando por pedir a Ele ajuda para acreditar?<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m perseverar nessa decis\u00e3o por mais do que alguns dias \u2013 o suficiente para ultrapassar a pr\u00f3pria zona de conforto \u2013, a vida talvez continue parecendo um jogo, mas de uma forma diferente: n\u00e3o como uma sucess\u00e3o intermin\u00e1vel de problemas, mas como um conjunto de desafios que, quando enfrentados com coragem, nos tornam melhores e revelam possibilidades em n\u00f3s mesmos que antes n\u00e3o perceb\u00edamos.<\/p>\n<p>Talvez a pessoa passe a sentir-se menos como um pe\u00e3o empurrado por uma m\u00e3o invis\u00edvel sobre um tabuleiro de xadrez e mais como um jogador em um campo esportivo, acompanhado e encorajado pela sabedoria silenciosa, por\u00e9m constante, de Deus.<\/p>\n<p>Os te\u00edstas que apresentam o caso de Deus dessa forma podem surpreender-se com o efeito que isso produz at\u00e9 mesmo em c\u00e9ticos aparentemente convictos.<\/p>\n<p>Ao apontar a incerteza da \u201cf\u00e9\u201d do ate\u00edsmo, Pascal pode despertar os c\u00e9ticos de sua autoconfian\u00e7a, de modo semelhante \u00e0 hist\u00f3ria de um rabino que certa vez desconcertou um incr\u00e9dulo seguro de si.<\/p>\n<p>Um adepto do Iluminismo, homem muito erudito, visitou o Rabino de Berdichev para refutar, como costumava fazer, as antigas provas da f\u00e9 religiosa.<\/p>\n<p>Ao entrar no aposento do rabino, encontrou-o andando de um lado para outro com um livro nas m\u00e3os, absorto em seus pensamentos. O rabino n\u00e3o prestou aten\u00e7\u00e3o ao visitante.<\/p>\n<p>De repente, parou, lan\u00e7ou-lhe um r\u00e1pido olhar e disse: \u201cMas talvez seja verdade, afinal.\u201d<\/p>\n<p>O estudioso tentou em v\u00e3o recompor-se. Seus joelhos tremiam. T\u00e3o impressionante era a figura do rabino, e t\u00e3o perturbadora sua simples frase.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o rabino voltou-se para ele e falou calmamente: \u201cMeu filho, os grandes estudiosos da Tor\u00e1 com quem voc\u00ea debateu desperdi\u00e7aram suas palavras. Ao sair, voc\u00ea ria deles. Eles n\u00e3o conseguiram colocar Deus e Seu Reino sobre a mesa diante de voc\u00ea, e eu tamb\u00e9m n\u00e3o posso. Mas pense, meu filho: talvez seja verdade.\u201d<\/p>\n<p><em><strong>John Doherty<\/strong> \u00e9 diretor financeiro do Instituto Witherspoon.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a92026 The Public Discourse. Publicado com permiss\u00e3o. Original em ingl\u00eas: <a href=\"https:\/\/www.thepublicdiscourse.com\/2026\/05\/100951\/\"><strong>Betting on God<\/strong><\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se os relatos estiverem corretos, a religi\u00e3o est\u00e1 recuperando espa\u00e7o entre os jovens nos Estados Unidos e em outros lugares.&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":494122,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-494121","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/494121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=494121"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/494121\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/494122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=494121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=494121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=494121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}