{"id":490407,"date":"2026-06-14T13:00:00","date_gmt":"2026-06-14T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=490407"},"modified":"2026-06-14T13:00:00","modified_gmt":"2026-06-14T17:00:00","slug":"o-sagrado-coracao-de-jesus-e-o-nosso-coracao-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=490407","title":{"rendered":"O Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus e o nosso cora\u00e7\u00e3o novo"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Qual lar cat\u00f3lico n\u00e3o tinha, uma ou duas gera\u00e7\u00f5es atr\u00e1s, aquela t\u00edpica dupla de quadros em sua sala? \u00c0 esquerda, a M\u00e3e Sant\u00edssima, com a m\u00e3o esquerda sobre o alto do peito, pr\u00f3xima ao pesco\u00e7o, e o dedo da m\u00e3o direita a apontar para o seu cora\u00e7\u00e3o, enfeitado de flores e sobre cujo topo arde uma chama. Ou, em outra vers\u00e3o bem semelhante, com a m\u00e3o direita aberta sob esse mesmo cora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m a mostr\u00e1-lo, a apresent\u00e1-lo ao observador, para que o apreciasse. \u00c0s vezes, h\u00e1 tamb\u00e9m uma espada que lhe crava a carne, e que representa as sete dores da <em>Mater Dolorosa<\/em>. A Virgem, de trajes vermelhos cobertos por uma capa azul \u2013 \u00e9 a divindade que cobriu a sua humanidade, como quando \u201co Esp\u00edrito Santo a cobriu com sua sombra\u201d (cf. Lc 1, 35).<\/p>\n<p>\u00c0 direita, ao seu lado, seu Filho Jesus Cristo, inversamente, com um tecido azul sobre o qual se estende um manto vermelho \u2013 mostrando que a divindade assumiu a humanidade. Em outras vers\u00f5es, o Cristo est\u00e1 j\u00e1 de vermelho com um manto branco ou dourado a cobrir-lhe. O simbolismo das cores pode variar, e cada op\u00e7\u00e3o carrega a sua riqueza diferente. Em algumas imagens, Jesus tem os bra\u00e7os ligeiramente abertos, a m\u00e3o direita voltada para baixo e a esquerda para cima, ambas revelando os sinais dos cravos. \u00c0s vezes tem a m\u00e3o esquerda aberta ao lado do peito, e com a direita faz aquele gesto de b\u00ean\u00e7\u00e3o \u2013 dois dedos ligeiramente erguidos, os outros dois pr\u00f3ximos ao polegar. No centro, est\u00e1 o seu cora\u00e7\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o sagrado, que sangra de amor ao ser perfurado pela coroa de espinhos, e tem sobre si a cruz, que resplandece em meio ao fogo.<\/p>\n<p>Nessas populares imagens, ambos, a Senhora e o Senhor, t\u00eam um ar pl\u00e1cido e um olhar sereno, ainda que voltado diretamente para o observador. Costumavam ter tra\u00e7os imperfeitamente renascentistas, Jesus e Maria branquinhos com os cabelos castanhos, com algo de italiano no desenho do nariz, do queixo, nos dedos gordinhos.<\/p>\n<p>Essas imagens eram postas em lugares nobres das casas porque esse gesto faz parte da devo\u00e7\u00e3o ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, tal como foi, segundo cremos os cat\u00f3licos, apresentada, no s\u00e9culo 17, a Santa Margarida Maria Alacoque, na Fran\u00e7a, pelo pr\u00f3prio Jesus. Trata-se da chamada entroniza\u00e7\u00e3o da imagem, isto \u00e9, o coloc\u00e1-la num lugar de destaque na casa, reconhecendo Jesus como o centro e o rei do lar. Em outras palavras, \u00e9 como se coloc\u00e1ssemos o cora\u00e7\u00e3o de Jesus no cora\u00e7\u00e3o da casa, ou o cora\u00e7\u00e3o de Jesus no lugar do nosso pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O amor divino se p\u00f4s em ato num cora\u00e7\u00e3o humano: o ser humano agora pode aprender a amar como Deus<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o toda tem uma s\u00e9rie de outras caracter\u00edsticas, que incluem gestos da nossa parte, mas tamb\u00e9m promessas da parte de Deus para os devotos do Cora\u00e7\u00e3o. Eu estou me recordando de tudo isso porque anteontem, na sexta-feira, dia 12, a Igreja comemorou a festa pr\u00f3pria desse tema. Mas, como costuma acontecer frequentemente, acredito que a religi\u00e3o oferece algo do seu tesouro at\u00e9 mesmo para aqueles que n\u00e3o creem, e inclusive para os que, mesmo sendo fi\u00e9is cat\u00f3licos, ainda n\u00e3o pararam para olhar com aten\u00e7\u00e3o esse s\u00edmbolo t\u00e3o central e importante.<\/p>\n<p>Reparem que, h\u00e1 pouco, eu disse \u201cestou me recordando&#8230;\u201d. Recordar at\u00e9 trazer de volta para o <em>cordis<\/em>, ou para o \u201cc\u00e1rdio\u201d, quer dizer, trazer outra vez para o cora\u00e7\u00e3o. O exerc\u00edcio da mem\u00f3ria \u00e9, sendo nos ensina a etimologia, um atributo do cora\u00e7\u00e3o. Quem decora, ou sabe alguma coisa <em>de cor<\/em>, sabe \u201cde cora\u00e7\u00e3o\u201d. Acordar \u00e9 trazer o cora\u00e7\u00e3o de volta ao estado de alerta. Fato \u00e9 que o cora\u00e7\u00e3o, sendo parte da anatomia humana, j\u00e1 tem seu simbolismo, por assim dizer, natural. Quer dizer que, mesmo antes da Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo (Jesus Cristo), o cora\u00e7\u00e3o humano j\u00e1 tem por si um grande peso de significado: central e pulsante, ele foi, desde sempre, um s\u00edmbolo privilegiado da pr\u00f3pria pessoa humana.<\/p>\n<p>Segundo alguns arque\u00f3logos e outros estudiosos, desde os tempos neol\u00edticos o homem j\u00e1 vem representando, com inten\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, e n\u00e3o apenas representativa, a v\u00edscera onde \u00e9 elaborado nosso sangue, onde se concentra a nossa vida. Em todas as civiliza\u00e7\u00f5es antigas que conhecemos, entre as da \u00c1sia, da Europa e da \u00c1frica, at\u00e9 a nossa era, quando n\u00e3o se refere bem diretamente \u00e0 pessoa humana, \u00e0 sua pr\u00f3pria alma, o significado relacionado \u00e0 representa\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o humano refere-se mais \u00e0 <em>intelig\u00eancia<\/em> do que ao <em>sentimento<\/em>, ou, mais exatamente, fazem da imagem do cora\u00e7\u00e3o bem mais o ideograma da faculdade de conhecer, de raciocinar e de compreender que o amor afetivo e f\u00edsico.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>Sexta agora, al\u00e9m da festa do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, foi tamb\u00e9m o Dia dos Namorados no Brasil. Quantos cora\u00e7\u00f5ezinhos vermelhos n\u00e3o vimos por a\u00ed, em toda parte! Geom\u00e9tricos, assim, duas metades curvadas que se unem na ponta aguda, embaixo. Geralmente vermelhos, mas tamb\u00e9m rosados ou dourados, dando forma a caixas de bombons e outros presentes&#8230; Representam, todos eles, o \u201camor\u201d sentimento, a ternura entre os casais. Est\u00e1 bem que seja assim; mas esse uso ficou bem distante da imagem do cora\u00e7\u00e3o que faziam os antigos! Veremos logo por qu\u00ea.<\/p>\n<p>Os eg\u00edpcios antigos, por exemplo, tinham um grande apre\u00e7o por essa imagem. O deus H\u00f3rus, aquele que \u00e9 representado pela figura do falc\u00e3o, era chamado, ali\u00e1s, de \u201co Cora\u00e7\u00e3o divino\u201d. Era ele quem transmitia ao fara\u00f3 os \u201cpensamentos divinos\u201d. \u00c9 tamb\u00e9m aquele que tem o famoso olho, desenhado popularmente hoje em dia. \u00c9 curioso lembrar que aquele povo acreditava que, ap\u00f3s a morte, a pessoa seria submetida tamb\u00e9m a um tribunal. Nesse tribunal era julgada toda a sua vida, e o primeiro e supremo ato de ju\u00edzo consistia, justamente&#8230; na pesagem de seu cora\u00e7\u00e3o. Com medo desse ju\u00edzo, e como que para enganar os poderes da vida ap\u00f3s a morte, o eg\u00edpcio fazia com que os coveiros substitu\u00edssem seu cora\u00e7\u00e3o de carne por um escaravelho de bronze, ou por um cora\u00e7\u00e3o de pedra negra. Tentavam substituir sua vida \u2013 seria leviana demais? \u2013 por algo de maior peso. E vejam s\u00f3: o c\u00e9rebro, antes da mumifica\u00e7\u00e3o, era descartado como coisa de pouco valor, diferentemente do que pensava, por exemplo, o fil\u00f3sofo grego Plat\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 os gregos mais antigos, por\u00e9m, aqueles de 200 anos ou mais antes de Plat\u00e3o, como os personagens dos dois grandes poemas \u00e9picos de Homero, pensavam quase do mesmo modo que os eg\u00edpcios. Tinham o entendimento de que no cora\u00e7\u00e3o residia o <em>thymos<\/em>, isto \u00e9, a energia vital, a for\u00e7a que animava o corpo, e que era tamb\u00e9m a causa dos \u00edmpetos elevados do sentimento, da coragem \u2013 reparem de novo, <em>coragem<\/em> vem da mesma raiz que <em>cor<\/em>, <em>cordis<\/em>, sin\u00f4nimo de bravura e intrepidez.<\/p>\n<p>Para os judeus, o cora\u00e7\u00e3o \u2013 <em>Lev<\/em> ou <em>Lebab<\/em> \u2013 era tamb\u00e9m o centro absoluto de todo o nosso interior. Era a sede da intelig\u00eancia e da sabedoria, e tamb\u00e9m a sede da vontade livre, da pessoa que age, e portanto do amor. No famoso salmo penitencial 50, ou 51, o Rei Davi pede a Deus que \u201ccrie nele um cora\u00e7\u00e3o que seja puro\u201d, um cora\u00e7\u00e3o novo. Ou seja, que purifique o seu interior do pecado, da m\u00e1 tend\u00eancia, da degrada\u00e7\u00e3o da natureza humana, e que \u201crenove o seu esp\u00edrito decidido\u201d. \u201cAmar com as entranhas\u201d (<em>rachamim<\/em>) \u00e9, no Antigo Testamento, amar com o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Queremos que nosso cora\u00e7\u00e3o seja manso, e n\u00e3o feroz; humilde, e n\u00e3o orgulhoso, como o do Senhor que, mesmo sendo Deus infinito, quis fazer-se homem como n\u00f3s<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quando enfim vem ao mundo Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele confirma esse simbolismo do cora\u00e7\u00e3o em passagens como \u201co homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu cora\u00e7\u00e3o, e o homem mau tira coisas m\u00e1s do seu mau tesouro, porque a boca fala daquilo de que o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheio\u201d (Lc 6, 45).\u201cMas o que sai da boca vem do cora\u00e7\u00e3o, e \u00e9 isso que contamina o homem. Porque do cora\u00e7\u00e3o saem os maus pensamentos, os homic\u00eddios, os adult\u00e9rios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as blasf\u00eamias\u201d (em Mt 15, 18-19 ou Mc 7, 21-23). Tamb\u00e9m no Serm\u00e3o da Montanha (Mt 5, 28), diz: \u201cMas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher com desejo luxurioso, j\u00e1 cometeu adult\u00e9rio com ela em seu cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Quando est\u00e1 pendente da Cruz, d\u00e1-se ent\u00e3o a cena famosa, aquela que, de algum modo, n\u00e3o cessou jamais de acontecer, pois fez cruzarem-se, para sempre, o tempo e a eternidade: o momento em que o soldado Longino tomou de sua lan\u00e7a e perfurou o costado do Cristo. Ao abrir seu cora\u00e7\u00e3o, dele jorram imediatamente sangue e \u00e1gua (Jo 19, 34). A Igreja afirma ter ela pr\u00f3pria nascido exatamente ali. Ensina que dali brotaram os sacramentos, principalmente o Batismo (na \u00e1gua) e a Eucaristia (no sangue de Cristo). Do lado do Cristo, que padecia o sono da morte, nasceu a Igreja, que \u00e9 a Esposa do Cristo, a nova humanidade redimida por ele, do mesmo modo como, do lado de Ad\u00e3o, que padecia um sono profundo, nasceu sua esposa Eva. A Igreja \u00e9 a humanidade recriada no Novo Ad\u00e3o \u2013 mais exatamente, do cora\u00e7\u00e3o do Novo Ad\u00e3o. No cora\u00e7\u00e3o sagrado de Cristo que, a nos fiarmos em toda essa tradi\u00e7\u00e3o concernente ao seu simbolismo, representa a pr\u00f3pria Pessoa Divina, o Filho, Deus como o Pai e o Esp\u00edrito, mas que se encarnou, que tomou para si a carne de um cora\u00e7\u00e3o humano.<\/p>\n<p>O amor divino se p\u00f4s em ato num cora\u00e7\u00e3o humano: o ser humano agora pode aprender a amar como Deus. Por isso a imagem do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, que habitava tantas casas, e pode ainda habitar as nossas, \u00e9 o emblema do seu amor infinito por n\u00f3s. Todo o sangue derramado na Paix\u00e3o, o sangue em que o vinho se torna ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o do autor, todo esse sangue vem do centro, da v\u00edscera palpitante, do cora\u00e7\u00e3o do Senhor. A luz e o calor do fogo representam para os nossos olhos que esse cora\u00e7\u00e3o ama ardentemente, assim como conhece todas as coisas.<\/p>\n<p>Nessa esteira, a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 sempre prop\u00f4s a seus adeptos um caminho de \u201cpurifica\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o\u201d, o qual s\u00f3 Deus conhece. Significa purificar-se das paix\u00f5es, das m\u00e1s tend\u00eancias, dos maus pensamentos, buscando uma qualidade de aten\u00e7\u00e3o e de vigil\u00e2ncia que corrige ou torna reta as inten\u00e7\u00f5es de todos os nossos movimentos interiores, os quais, por sua vez, d\u00e3o origem aos gestos exteriores. \u00c9 como ensinava o Mestre: \u201co que sai da boca vem do cora\u00e7\u00e3o, e \u00e9 isso que contamina o homem\u201d, e mesmo um olhar mal-intencionado nos fazer \u201ccometer adult\u00e9rio no cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>\u00c9 c\u00e9lebre aquela escola oriental de ora\u00e7\u00e3o, mais tarde chamada de <em>hesicasmo<\/em>, como lemos naqueles dois belos livros que trazem os <em>Relatos de um<\/em> <em>Peregrino Russo<\/em>. Esses ascetas buscam uma ora\u00e7\u00e3o que, de tanto que tivermos repetido as palavras, e agrupado nossos sentimentos e inten\u00e7\u00f5es, passe a pulsar junto com o cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o somente em seu sentido espiritual, mas encarnado, quer dizer, junto com o movimento do nosso pr\u00f3prio m\u00fasculo card\u00edaco. Assim, aqueles monges cumpririam o mandamento de \u201corar sem cessar\u201d, alcan\u00e7ando um estado em que seu cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 rezasse sempre, quase que espontaneamente, mesmo quando o corpo est\u00e1 dormindo. \u00c9 um entendimento bel\u00edssimo da vida espiritual.<\/p>\n<p>Contudo, seja qual for o modo da nossa \u201cpurifica\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o\u201d, isto \u00e9, sejam quais forem nossas batalhas interiores e pessoais, e n\u00e3o importando quais sejam as armas que melhor nos cabem, as pr\u00e1ticas de ora\u00e7\u00e3o, de corre\u00e7\u00e3o moral, de aprofundamento no estudo&#8230; toda a nossa vida, e tudo aquilo que fizermos, come\u00e7a e termina no centro. Come\u00e7a e retorna para o centro, como nos batimentos do nosso cora\u00e7\u00e3o. E todos os nossos gestos, como o sangue bombeado, devem buscar, l\u00e1 fora, algo que alimente a nossa transforma\u00e7\u00e3o interior. Devemos estar sempre buscando cumprir aquele \u00fanico ensinamento em que, na B\u00edblia, Jesus falou sobre seu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o (Mt 11, 29): \u201cAprendei de mim, que sou manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o\u201d. Queremos que nosso cora\u00e7\u00e3o seja manso, e n\u00e3o feroz; humilde, e n\u00e3o orgulhoso, como o do Senhor que, mesmo sendo Deus infinito, quis fazer-se homem como n\u00f3s.<\/p>\n<p>Que o Senhor do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o fa\u00e7a o nosso cora\u00e7\u00e3o semelhante ao d\u2019Ele, para que, no dia do ju\u00edzo, n\u00e3o seja o nosso cora\u00e7\u00e3o leve e indiferente sobre a balan\u00e7a, mas que tenha consist\u00eancia e peso sobre a medida do amor, que vale mais do que qualquer pe\u00e7a de bronze ou pedra. Melhor seria ainda se tiv\u00e9ssemos nos livrado desse nosso cora\u00e7\u00e3o de pedra! Se Deus tiver criado em n\u00f3s, como pediu o salmista, um cora\u00e7\u00e3o novo. Melhor ainda que, no lugar do nosso cora\u00e7\u00e3ozinho pobre, estivesse, trocado por ele, o pr\u00f3prio Cora\u00e7\u00e3o Sagrado do Senhor: como a imagem entronada no centro da nossa casa, o cora\u00e7\u00e3o de Jesus no lugar do nosso pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual lar cat\u00f3lico n\u00e3o tinha, uma ou duas gera\u00e7\u00f5es atr\u00e1s, aquela t\u00edpica dupla de quadros em sua sala? \u00c0 esquerda,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":490408,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-490407","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/490407","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=490407"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/490407\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/490408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=490407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=490407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=490407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}