{"id":488585,"date":"2026-06-13T07:00:00","date_gmt":"2026-06-13T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=488585"},"modified":"2026-06-13T07:00:00","modified_gmt":"2026-06-13T11:00:00","slug":"atlas-da-violencia-erra-feio-o-inimigo-nao-e-o-patriarcado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=488585","title":{"rendered":"Atlas da Viol\u00eancia erra feio: o inimigo n\u00e3o \u00e9 o \u201cpatriarcado\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout_post-content__gsXFz\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/06\/12160506\/atlas-da-violencia-mulher-patriarcado.jpg.webp\" \/><span>Segundo o Atlas da Viol\u00eancia, \u00e9 a &#8220;educa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero&#8221;, e n\u00e3o o fortalecimento dos valores familiares, que vai resolver viol\u00eancia contra a mulher. (Foto: Alexa\/Pixabay)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Recebi de um amigo alguns recortes do <a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/atlas-violencia-2026-relatorio-completo.pdf\">Atlas da Viol\u00eancia 2026<\/a>. Confesso que, \u00e0 primeira vista, imaginei encontrar apenas aquilo que se espera de uma publica\u00e7\u00e3o dessa natureza: dados, s\u00e9ries hist\u00f3ricas, cruzamentos estat\u00edsticos, diagn\u00f3stico criminal, an\u00e1lise de pol\u00edticas p\u00fablicas e o esfor\u00e7o necess\u00e1rio de compreender uma das grandes trag\u00e9dias nacionais. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds violento demais para que qualquer pessoa s\u00e9ria trate esse tema com leviandade. Homic\u00eddios, estupros, feminic\u00eddios, agress\u00f5es contra crian\u00e7as, idosos e pessoas vulner\u00e1veis s\u00e3o realidades dolorosas que precisam ser conhecidas e enfrentadas com seriedade. Fui atr\u00e1s do documento e me surpreendi \u2013 n\u00e3o apenas com os n\u00fameros, mas tamb\u00e9m com a narrativa.<\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio o Atlas afirma que assumiu o compromisso de lan\u00e7ar luz sobre as \u201cdin\u00e2micas da <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/violencia\/\">viol\u00eancia <\/a>estrutural (p. 6)\u201d. Mais adiante, ao tratar da viol\u00eancia contra a mulher, sustenta que a persist\u00eancia dos feminic\u00eddios e da viol\u00eancia sexual faria parte do enredo de uma sociedade que \u201cn\u00e3o superou os valores do patriarcado (p. 10)\u201d. Na mesma se\u00e7\u00e3o, o relat\u00f3rio passa a abordar a chamada \u201ccultura <em>red pill<\/em>\u201d, inserindo-a no universo mais amplo da machosfera, e conclui que \u201ca consolida\u00e7\u00e3o do processo civilizat\u00f3rio exige (p. 11)\u201d educa\u00e7\u00e3o para igualdade de g\u00eanero, letramento digital cr\u00edtico e preven\u00e7\u00e3o da misoginia desde a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>A escolha das palavras nunca \u00e9 neutra, na verdade, especialmente em um relat\u00f3rio organizado pelo governo. Quando um relat\u00f3rio p\u00fablico fala em \u201cviol\u00eancia estrutural\u201d, \u201cpatriarcado\u201d, \u201cigualdade de g\u00eanero\u201d, \u201cmisoginia cultural\u201d e \u201cprocesso civilizat\u00f3rio\u201d, ele n\u00e3o est\u00e1 apenas descrevendo fatos. O que ele est\u00e1 fazendo \u00e9 ordenar esses fatos dentro de sua ideologia e teoria social. E essa teoria n\u00e3o nasce dos n\u00fameros. Ela antecede os n\u00fameros, que s\u00e3o cuidadosamente encaixados nela com o desiderato \u00fanico de confirm\u00e1-la. \u00c9 aqui que a discuss\u00e3o precisa ser feita com honestidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O menino criado sem refer\u00eancia moral est\u00e1vel, exposto desde cedo ao crime, \u00e0 pornografia e \u00e0s drogas, n\u00e3o se torna menos perigoso porque aprendeu slogans sobre igualdade de g\u00eanero<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ningu\u00e9m s\u00e9rio nega a exist\u00eancia da viol\u00eancia contra a mulher. Estupro, agress\u00e3o, ass\u00e9dio, explora\u00e7\u00e3o sexual e feminic\u00eddio s\u00e3o crimes grav\u00edssimos e devem ser combatidos com todo o rigor da lei. N\u00e3o h\u00e1 diverg\u00eancia moral relevante sobre isso. A sociedade brasileira precisa proteger melhor as mulheres, punir criminosos, acolher v\u00edtimas, melhorar investiga\u00e7\u00f5es, reduzir a impunidade e enfrentar ambientes familiares e sociais em que a viol\u00eancia se perpetua. Tudo isso \u00e9 verdadeiro, urgente e necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>O problema come\u00e7a quando a exist\u00eancia desses crimes \u00e9 transformada em prova autom\u00e1tica de uma tese meramente ideol\u00f3gica. Os dados mostram que existe viol\u00eancia, v\u00edtimas e que h\u00e1 padr\u00f5es preocupantes e fen\u00f4menos que precisam ser investigados. Mas os dados, por si mesmos, n\u00e3o demonstram que a causa dessa viol\u00eancia seja o chamado patriarcado, nem provam que a solu\u00e7\u00e3o passe necessariamente pela imposi\u00e7\u00e3o de uma determinada agenda de g\u00eanero na educa\u00e7\u00e3o, na cultura e nas pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Essa passagem \u00e9 decisiva.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Uma coisa \u00e9 afirmar que <strong>1.<\/strong> h\u00e1 viol\u00eancia contra mulheres. Outra, muito diferente, \u00e9 afirmar que <strong>2.<\/strong> essa viol\u00eancia decorre de uma estrutura patriarcal, que <strong>3.<\/strong> precisa ser superada por meio de uma reeduca\u00e7\u00e3o social orientada por teorias de g\u00eanero. A primeira afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 emp\u00edrica. A segunda \u00e9 interpretativa. A terceira \u00e9 normativa. Misturar essas tr\u00eas camadas \u2013 dado, interpreta\u00e7\u00e3o e prescri\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 uma das formas mais eficientes de transformar estat\u00edstica em catecismo pol\u00edtico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Os comportamentos que hoje objetificam a mulher n\u00e3o nasceram da moral crist\u00e3, mas precisamente da sua rejei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>E n\u00e3o deixa de ser curioso que uma publica\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 viol\u00eancia no Brasil, pa\u00eds atravessado por fac\u00e7\u00f5es criminosas, tr\u00e1fico de drogas, alcoolismo, desestrutura\u00e7\u00e3o familiar, aus\u00eancia paterna, pornografia, hipersexualiza\u00e7\u00e3o precoce, abandono educacional, impunidade, corrup\u00e7\u00e3o policial, colapso comunit\u00e1rio e fragilidade institucional, escolha elevar o <em>patriarcado<\/em> (que por acaso \u2013 ou n\u00e3o \u2013 tem muito a ver com o <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/cristianismo\/\">cristianismo<\/a>) \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de chave explicativa privilegiada. Ser\u00e1 mesmo que a viol\u00eancia brasileira pode ser compreendida adequadamente a partir de uma guerra cultural entre homens e mulheres? Ser\u00e1 que a trag\u00e9dia da <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/violencia-sexual\/\">viol\u00eancia sexual <\/a>pode ser explicada de forma s\u00e9ria sem considerar crime organizado, pornografia, abuso intrafamiliar, drogas, \u00e1lcool, abandono familiar e destrui\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos de pertencimento? A\u00ed a realidade, essa quimera, continua na sua teimosia, desmanchando as narrativas ideol\u00f3gicas&#8230;<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o \u00e9 violento porque conserva virtudes familiares demais. \u00c9 violento, em grande medida, porque <em>perdeu muitas delas<\/em>. O menino abandonado pelo pai, criado sem refer\u00eancia moral est\u00e1vel, exposto desde cedo ao crime, \u00e0 pornografia, \u00e0s drogas e \u00e0 cultura da for\u00e7a n\u00e3o se torna menos perigoso porque aprendeu slogans sobre igualdade de g\u00eanero. A menina vulner\u00e1vel, exposta a ambientes desestruturados, relacionamentos abusivos e aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, n\u00e3o ser\u00e1 protegida por cartilhas ideol\u00f3gicas se a sociedade j\u00e1 perdeu a capacidade de formar homens respons\u00e1veis, fam\u00edlias est\u00e1veis e comunidades vigilantes.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que existem homens violentos e comportamentos masculinos degradados. \u00c9 evidente que mulheres sofrem agress\u00f5es covardes e injustific\u00e1veis. Mas talvez justamente por isso dev\u00eassemos perguntar com mais coragem de onde vem essa masculinidade deformada. Ela vem da \u00e9tica crist\u00e3 hist\u00f3rica, que ensinou o homem a amar sacrificialmente (Ef\u00e9sios 5,25), cuidar de sua casa (1 Tim\u00f3teo 3,4-5), honrar sua esposa (1 Pedro 3,7), proteger os vulner\u00e1veis (Tiago 1,27), conter seus impulsos (1 Tessalonicenses 4,3-5) e responder moralmente diante de Deus (Romanos 14,12)? Ou vem de uma cultura cada vez mais marcada pela pornografia, pela irresponsabilidade afetiva, pela relativiza\u00e7\u00e3o de tudo, pela dissolu\u00e7\u00e3o dos compromissos, pelo consumo do corpo e pela banaliza\u00e7\u00e3o do sexo? A resposta parece inc\u00f4moda demais para caber na narrativa dominante.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>Os comportamentos que hoje objetificam a mulher n\u00e3o nasceram da moral crist\u00e3, mas precisamente da sua rejei\u00e7\u00e3o. A pornografia em escala industrial, os relacionamentos descart\u00e1veis, a mercantiliza\u00e7\u00e3o do corpo, a erotiza\u00e7\u00e3o precoce, a dissolu\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/familia\/\">fam\u00edlia <\/a>e a ideia de que liberdade sexual significa aus\u00eancia de qualquer v\u00ednculo moral s\u00e3o frutos da revolu\u00e7\u00e3o sexual contempor\u00e2nea do que da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Culpar a \u00e9tica crist\u00e3 pela objetifica\u00e7\u00e3o da mulher \u00e9 como acusar o bombeiro pelo inc\u00eandio que ele tentou apagar.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria hist\u00f3ria exige mais prud\u00eancia. Foi no interior da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, moldada durante s\u00e9culos por pressupostos crist\u00e3os e frequentemente chamada de \u201cpatriarcal\u201d por seus cr\u00edticos, que a mulher alcan\u00e7ou os maiores n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da hist\u00f3ria da humanidade j\u00e1 registrados, incluindo reconhecimento social, dignidade pessoal e seguran\u00e7a institucional. O cristianismo afirmou a igual dignidade espiritual e material entre homem e mulher, protegeu vi\u00favas, valorizou o matrim\u00f4nio, condenou o abandono familiar, limitou o poder masculino arbitr\u00e1rio e atribuiu ao homem deveres severos de cuidado, fidelidade, provis\u00e3o e responsabilidade. Isso n\u00e3o significa que sociedades crist\u00e3s tenham sido perfeitas, porque a hist\u00f3ria do ser humano \u00e9 marcada por altos e baixos \u2013 gra\u00e7as aos nossos erros, n\u00e3o \u00e0 vontade perfeita dEle. Significa apenas que a caricatura segundo a qual a matriz crist\u00e3 seria a grande fonte hist\u00f3rica da degrada\u00e7\u00e3o feminina n\u00e3o resiste a um exame honesto.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso notar que a narrativa de g\u00eanero costuma simplificar a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o masculina. Os homens s\u00e3o, em larga medida, a maioria das v\u00edtimas de homic\u00eddio, dos mortos em confrontos armados, dos suic\u00eddios consumados, dos acidentes de trabalho fatais, dos moradores em situa\u00e7\u00e3o de rua e da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. Isso n\u00e3o diminui em nada o sofrimento das mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia. Apenas mostra que a realidade humana n\u00e3o cabe no esquema raso de opressores e oprimidos. H\u00e1 mulheres v\u00edtimas de homens violentos, mas h\u00e1 tamb\u00e9m milh\u00f5es de homens destru\u00eddos por abandono, criminalidade, v\u00edcio, solid\u00e3o, guerra, trabalho degradante, c\u00e1rcere e morte precoce. A condi\u00e7\u00e3o humana \u00e9 tr\u00e1gica demais para ser reduzida a um panfleto ideol\u00f3gico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A caricatura segundo a qual a matriz crist\u00e3 seria a grande fonte hist\u00f3rica da degrada\u00e7\u00e3o feminina n\u00e3o resiste a um exame honesto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A esquerda identit\u00e1ria transformou o sofrimento real em mat\u00e9ria-prima para uma pol\u00edtica de ressentimento. O crime deixa de ser apenas crime, a v\u00edtima deixa de ser apenas v\u00edtima, o agressor deixa de ser apenas agressor, e tudo passa a ser reinterpretado como cap\u00edtulo de uma guerra estrutural entre identidades. Como a tal narrativa da luta de classes n\u00e3o deu certo, agora a batalha \u00e9 das identidades. O resultado \u00e9 previs\u00edvel: em vez de combater a viol\u00eancia com instrumentos concretos, a sociedade passa a discutir categorias ideol\u00f3gicas; em vez de reconstruir fam\u00edlias, comunidades e responsabilidades, passa a multiplicar campanhas; em vez de formar car\u00e1ter, passa a administrar linguagem.<\/p>\n<p>Mas civiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se constr\u00f3i apenas com repress\u00e3o penal, muito menos com engenharia vocabular identit\u00e1ria. Civiliza\u00e7\u00e3o se constr\u00f3i com fam\u00edlias est\u00e1veis, pais presentes, m\u00e3es protegidas, crian\u00e7as amadas, comunidades fortes, escolas que formam o car\u00e1ter, igrejas vivas, leis justas, puni\u00e7\u00e3o proporcional e uma cultura moral capaz de ensinar o homem a dominar a pr\u00f3pria for\u00e7a em vez de us\u00e1-la contra o mais fraco.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que o Estado deve punir criminosos e proteger as v\u00edtimas. \u00c9 claro que deve produzir dados. Mas, quando o Estado ou institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas passam a apresentar uma teoria ideol\u00f3gica como se fosse conclus\u00e3o cient\u00edfica inevit\u00e1vel, algo se desloca perigosamente. A estat\u00edstica deixa de servir \u00e0 verdade e passa a servir \u00e0 narrativa. O relat\u00f3rio deixa de iluminar a realidade e passa a conduzir o leitor para uma determinada vis\u00e3o de mundo. No fim, parece que tudo se resume a isto: proselitismo ideol\u00f3gico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Mulheres n\u00e3o precisam de slogans; o que elas precisam \u00e9 de prote\u00e7\u00e3o real<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 dever de todos n\u00f3s. Mas justamente por ser uma causa s\u00e9ria demais, ela n\u00e3o deveria ser sequestrada por uma leitura ideol\u00f3gica estreita. Mulheres n\u00e3o precisam de slogans; o que elas precisam \u00e9 de prote\u00e7\u00e3o real. Crian\u00e7as n\u00e3o precisam de milit\u00e2ncia travestida de educa\u00e7\u00e3o; o que elas precisam \u00e9 de fam\u00edlias estruturadas, seguran\u00e7a, inoc\u00eancia preservada e adultos respons\u00e1veis. Homens n\u00e3o precisam ser tratados como suspeitos universais; precisam ser chamados \u00e0 responsabilidade, ao autocontrole, \u00e0 honra, \u00e0 paternidade e ao servi\u00e7o.<\/p>\n<p>A pergunta final, portanto, n\u00e3o \u00e9 se devemos enfrentar a viol\u00eancia contra a mulher. Porque isto \u00e9 \u00f3bvio! A pergunta \u00e9 se faremos isso reconstruindo os fundamentos morais que protegem os vulner\u00e1veis, ou destruindo justamente as fontes civilizacionais que ensinaram o Ocidente a reconhecer a dignidade humana para todos.<\/p>\n<p>Uma sociedade que confunde estat\u00edstica com catecismo ideol\u00f3gico pode at\u00e9 produzir relat\u00f3rios sofisticados e bons slogans para serem usados em campanhas. Mas dificilmente produzir\u00e1 homens melhores, fam\u00edlias mais fortes e mulheres mais protegidas. E, no fim, \u00e9 disso que se trata. N\u00e3o de vencer uma disputa ideol\u00f3gica, mas de recuperar as virtudes sem as quais nenhuma civiliza\u00e7\u00e3o permanece de p\u00e9.<\/p>\n<\/div>\n<p>Conte\u00fado editado por: <a title=\"Link para o perfil de Marcio Antonio Campos\" href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/autor\/marcio-antonio-campos\/\">Marcio Antonio Campos<\/a><\/p>\n<h2>Voc\u00ea pode se interessar<\/h2>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Atlas da Viol\u00eancia, \u00e9 a &#8220;educa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero&#8221;, e n\u00e3o o fortalecimento dos valores familiares, que vai resolver&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":488586,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-488585","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/488585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=488585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/488585\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/488586"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=488585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=488585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=488585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}