{"id":485846,"date":"2026-06-12T07:50:43","date_gmt":"2026-06-12T11:50:43","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=485846"},"modified":"2026-06-12T07:50:43","modified_gmt":"2026-06-12T11:50:43","slug":"curitiba-tem-quase-40-mil-ocorrencias-criminais-no-trimestre-regiao-central-lidera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=485846","title":{"rendered":"Curitiba tem quase 40 mil ocorr\u00eancias criminais no trimestre; regi\u00e3o central lidera"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>O centro de Curitiba lidera o <em>ranking<\/em> dos bairros com maior n\u00famero de ocorr\u00eancias criminais na capital, no primeiro trimestre de 2026. Dados da Secretaria de Estado da Seguran\u00e7a P\u00fablica mostram que a regi\u00e3o concentrou cerca de <strong>4,1 mil registros<\/strong> entre janeiro e mar\u00e7o deste ano, volume quase 60% superior ao da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), segunda colocada, com aproximadamente 2,6 mil ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/H7ozD2alPDA1a3twUX7jw7\">Receba as principais not\u00edcias do Paran\u00e1 pelo WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>Ao todo, Curitiba somou cerca de <strong>39,9 mil registros<\/strong> no per\u00edodo \u2014 um aumento em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo intervalo de 2025, quando foram notificadas 36,6 mil ocorr\u00eancias. O n\u00famero atual corresponde a mais de 21% de todos os crimes registrados no Paran\u00e1 nos tr\u00eas primeiros meses de 2026.<\/p>\n<p>A Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica do Paran\u00e1 ressalta que a an\u00e1lise deve considerar os tipos de crime de forma isolada, j\u00e1 que naturezas penais como furtos, estelionatos, amea\u00e7as e homic\u00eddios possuem din\u00e2micas distintas e impactos diferentes na sociedade.<\/p>\n<h2>Centro concentra maior n\u00famero de casos de furtos e estelionatos<\/h2>\n<p>A lideran\u00e7a do centro no volume geral \u00e9 impulsionada por crimes contra o patrim\u00f4nio. Entre janeiro e mar\u00e7o de 2026, a regi\u00e3o registrou 1,6 mil furtos simples, 966 estelionatos e 332 furtos qualificados.<\/p>\n<p>Para o governo do Paran\u00e1, a forte concentra\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio, servi\u00e7os, ag\u00eancias banc\u00e1rias e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, combinada \u00e0 grande circula\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de pedestres, atua como fator estrutural para o elevado \u00edndice de ocorr\u00eancias na \u00e1rea central.<\/p>\n<h3>Os dez bairros de Curitiba com maior registro de crimes:<\/h3>\n<ul>\n<li>Centro &#8211; 4.191 ocorr\u00eancias criminais<\/li>\n<li>Cidade Industrial de Curitiba (CIC) &#8211; 2.656<\/li>\n<li>S\u00edtio Cercado &#8211; 1.752<\/li>\n<li>Cajuru &#8211; 1.584<\/li>\n<li>Boqueir\u00e3o &#8211; 1.547<\/li>\n<li>\u00c1gua Verde &#8211; 1.453<\/li>\n<li>Tatuquara &#8211; 1.176<\/li>\n<li>Uberaba &#8211; 1.163<\/li>\n<li>Port\u00e3o &#8211; 1.097<\/li>\n<li>Pinheirinho &#8211; 982<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os dados revelam perfis criminais distintos na cidade. Enquanto o centro, o \u00c1gua Verde e o Port\u00e3o concentram principalmente furtos e estelionatos, bairros mais populosos como a CIC, o S\u00edtio Cercado, o Cajuru e o Tatuquara aparecem no topo dos registros de <strong>mortes violentas intencionais<\/strong>.<\/p>\n<p>No primeiro trimestre, Curitiba teve <strong>69 mortes violentas<\/strong>. A CIC liderou com 11 casos, seguida pelo S\u00edtio Cercado (8) e Cajuru (6). O centro registrou quatro mortes no per\u00edodo. Em contrapartida, os menores \u00edndices de criminalidade ocorreram em \u00e1reas residenciais de baixa circula\u00e7\u00e3o, como o Cascatinha (34 ocorr\u00eancias) e o S\u00e3o Jo\u00e3o (36).<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio geral das naturezas penais na capital, os <strong>estelionatos somaram 12,5 mil casos<\/strong>, superando os 12 mil furtos. O balan\u00e7o do trimestre tamb\u00e9m inclui 3,1 mil amea\u00e7as, 2,2 mil les\u00f5es corporais e 1,2 mil roubos.<\/p>\n<p>As ocorr\u00eancias se concentram majoritariamente no per\u00edodo diurno, tendo a <strong>tarde como o hor\u00e1rio de maior incid\u00eancia<\/strong> (14,3 mil registros), seguida pela manh\u00e3 (10,6 mil). O hor\u00e1rio de pico \u00e9 \u00e0s 10h, e a sexta-feira \u00e9 o dia da semana com mais notifica\u00e7\u00f5es (6,4 mil).<\/p>\n<h2>Com\u00e9rcio relata perda da sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a<\/h2>\n<p>Os indicadores estat\u00edsticos refletem em uma mudan\u00e7a na rotina da regi\u00e3o central. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Paran\u00e1 (ACP), Paulo Mour\u00e3o, afirma que os comerciantes locais relatam uma piora na sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, especialmente ap\u00f3s a pandemia de Covid-19.<\/p>\n<p>Segundo Mour\u00e3o, al\u00e9m dos furtos tradicionais em estabelecimentos e de ve\u00edculos, houve um <strong>crescimento de pequenos delitos recorrentes<\/strong>, como arrombamentos, crimes de oportunidade e abordagens intimidadoras a funcion\u00e1rios e clientes. Para a ACP, o impacto da criminalidade afeta diretamente a atividade econ\u00f4mica do centro, pois afasta o p\u00fablico e exige investimentos extras em monitoramento privado e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO efeito mais sens\u00edvel \u00e9 a perda da sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. Quando isso acontece, o consumidor muda h\u00e1bitos, evita hor\u00e1rios e regi\u00f5es, e isso afeta toda a cadeia econ\u00f4mica do Centro\u201d, avalia Paulo Mour\u00e3o.<\/p>\n<p>A entidade defende que a revitaliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea central depende de a\u00e7\u00f5es coordenadas que incluam maior policiamento ostensivo, amplia\u00e7\u00e3o de c\u00e2meras integradas, melhoria da ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e medidas de zeladoria urbana.<\/p>\n<h2>An\u00e1lise aponta fatores urbanos e avan\u00e7o digital<\/h2>\n<p>Silvio Arcuri, advogado e professor de Ci\u00eancias Criminais da Universidade Positivo, explica que o crescimento urbano historicamente desloca os crimes violentos para as periferias, impulsionados por disputas territoriais de grupos criminosos ligados ao tr\u00e1fico de drogas. Por outro lado, as \u00e1reas centrais atraem furtos e roubos devido ao fluxo comercial massivo.<\/p>\n<p>Arcuri destaca que a explos\u00e3o no n\u00famero de estelionatos \u2014 que superou o de furtos na capital \u2014 reflete a migra\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es criminosas para o ambiente virtual. \u201cO crescimento dos estelionatos est\u00e1 diretamente ligado ao avan\u00e7o da criminalidade no ambiente digital, que ampliou a atua\u00e7\u00e3o de golpistas, muitas vezes fora do estado e at\u00e9 do pa\u00eds\u201d, explica Silvio Arcuri.<\/p>\n<h2>Estado destaca queda em indicadores de homic\u00eddios e roubos<\/h2>\n<p>Em nota oficial, a Sesp-PR informou que o Paran\u00e1 mant\u00e9m uma tend\u00eancia de queda nos principais indicadores de criminalidade pelo terceiro ano consecutivo. De acordo com a pasta, os <strong>homic\u00eddios recuaram 8%<\/strong> no primeiro quadrimestre de 2026 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, acumulando uma redu\u00e7\u00e3o de 40% na compara\u00e7\u00e3o com 2018. J\u00e1 os roubos apresentaram queda de 22% em um ano e de 80% desde 2018.<\/p>\n<p>Para conter os crimes no centro de Curitiba, a secretaria afirmou que mant\u00e9m refor\u00e7o permanente no patrulhamento motorizado, a p\u00e9 e montado, al\u00e9m de utilizar tecnologias como drones e c\u00e2meras integradas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos crimes digitais, a Sesp-PR refor\u00e7ou que o estelionato \u00e9 um fen\u00f4meno de escala nacional e que o estado atua no combate a essas fraudes por meio do N\u00facleo de Combate aos Crimes Cibern\u00e9ticos (Nuciber), da Pol\u00edcia Civil. A pasta ressaltou a import\u00e2ncia de que as v\u00edtimas de golpes e furtos registrem boletins de ocorr\u00eancia e fa\u00e7am den\u00fancias formais pelos canais oficiais.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O centro de Curitiba lidera o ranking dos bairros com maior n\u00famero de ocorr\u00eancias criminais na capital, no primeiro trimestre&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":485847,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-485846","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/485846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=485846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/485846\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/485847"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=485846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=485846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=485846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}