{"id":478310,"date":"2026-06-09T20:50:29","date_gmt":"2026-06-10T00:50:29","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=478310"},"modified":"2026-06-09T20:50:29","modified_gmt":"2026-06-10T00:50:29","slug":"caso-da-vacina-da-dengue-mostra-risco-da-censura-a-questionamentos-sobre-imunizantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=478310","title":{"rendered":"Caso da vacina da dengue mostra risco da censura a questionamentos sobre imunizantes"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/brasil\/vacinacao-contra-dengue-com-imunizante-do-butantan-e-suspensa-apos-2-mortes\/\">suspens\u00e3o da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan <\/a>reacendeu a discuss\u00e3o sobre os riscos de tratar questionamentos sobre imunizantes como desinforma\u00e7\u00e3o ou \u201cnegacionismo\u201d. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou na segunda-feira (8) a interrup\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o do imunizante depois de identificar 42 casos de sintomas mais severos ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o, com tr\u00eas interna\u00e7\u00f5es e duas mortes ainda sob investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O caso ocorre em meio a um ambiente de crescente press\u00e3o contra a liberdade de express\u00e3o de m\u00e9dicos, pesquisadores e comunicadores que levantam d\u00favidas sobre vacinas, especialmente desde a pandemia da Covid-19.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico infectologista Francisco Eduardo Cardoso Alves, conselheiro federal de Medicina por S\u00e3o Paulo, afirma que a interdi\u00e7\u00e3o do debate sob a acusa\u00e7\u00e3o de \u201c<em>fake news<\/em>\u201d ou \u201cnegacionismo\u201d prejudica a pr\u00f3pria qualidade da informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. \u201cAs pessoas hoje t\u00eam medo de falar sobre vacina, porque n\u00e3o querem ser taxadas de antici\u00eancia, negacionista ou at\u00e9 mesmo ser criminalizadas por algum \u00f3rg\u00e3o de controle, como o Minist\u00e9rio P\u00fablico. Isso faz com que o debate p\u00fablico perca muito na qualidade da informa\u00e7\u00e3o e na seguran\u00e7a do processo\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para ele, a vacina contra a dengue do Butantan acabou sendo implementada sem debate p\u00fablico suficiente com presen\u00e7a de contradit\u00f3rio. Ele recorda que a vacina Qdenga, da farmac\u00eautica japonesa Takeda, foi aprovada pela Anvisa em mar\u00e7o de 2023 e incorporada ao SUS em dezembro daquele ano. O imunizante da Takeda j\u00e1 vinha sendo usado no pa\u00eds antes da chegada da Butantan-DV, mas tinha como obst\u00e1culo a limita\u00e7\u00e3o de doses dispon\u00edveis para compra e distribui\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou, \u00e0 \u00e9poca, que a Qdenga n\u00e3o poderia ser usada inicialmente em toda a popula\u00e7\u00e3o porque a Takeda havia comunicado capacidade restrita de fornecimento. Em janeiro de 2024, a pasta afirmou ter adquirido o quantitativo total dispon\u00edvel pelo fabricante para aquele ano, de 5,2 milh\u00f5es de doses. Tamb\u00e9m anunciou a contrata\u00e7\u00e3o de doses para anos seguintes. Para Cardoso, por\u00e9m, essa limita\u00e7\u00e3o deveria ter sido mais discutida publicamente antes da aposta na vacina nacional.<\/p>\n<p>\u201cO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade acertou ao suspender a vacina contra a dengue do Butantan. Talvez porque essa vacina n\u00e3o fosse alvo de interesses econ\u00f4micos t\u00e3o fortes. Infelizmente, antes desse acerto, a pasta errou ao vacinar 500 mil profissionais de sa\u00fade sem ter os devidos estudos de seguran\u00e7a que antecipassem poss\u00edveis efeitos e, mais grave ainda, ao tentar censurar o debate com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. \u201cAgora, o governo precisa se virar nos 30 para explicar por que suspendeu a vacina do Butantan contra a dengue.\u201d<\/p>\n<p>A <strong>Gazeta do Povo<\/strong> contatou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade sobre por que a pasta n\u00e3o ampliou a compra direta de doses prontas da vacina da Takeda entre 2024 e 2026. Em caso de resposta, a reportagem ser\u00e1 atualizada.<\/p>\n<h2>Seguran\u00e7a de vacinas e tratamentos se apoia na liberdade de express\u00e3o, dizem especialistas<\/h2>\n<p>O jornalista e bi\u00f3logo Eli Vieira, presidente da <em>Free Speech Union Brasil<\/em> \u2013 Uni\u00e3o pela Liberdade de Express\u00e3o \u2013, afirma que a identifica\u00e7\u00e3o dos chamados &#8220;eventos adversos&#8221; depende de um ambiente de liberdade de express\u00e3o. O termo \u00e9 usado para designar problemas de sa\u00fade registrados durante ou ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o haja, necessariamente, rela\u00e7\u00e3o causal comprovada com o imunizante. Rea\u00e7\u00f5es que n\u00e3o aparecem nos estudos de desenvolvimento s\u00f3 podem vir \u00e0 tona se m\u00e9dicos, pesquisadores e cidad\u00e3os puderem relatar suspeitas e discutir hip\u00f3teses sem risco de censura ou puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Essa \u00e9 uma das bases da chamada farmacovigil\u00e2ncia: qualquer pessoa pode denunciar o que suspeita ser efeito colateral. H\u00e1 tamb\u00e9m o questionamento da opini\u00e3o p\u00fablica e do jornalismo sobre conflitos de interesses entre os agentes respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o, regulamenta\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e publicidade das vacinas. H\u00e1 v\u00e1rios pontos de falha, presumir que tudo \u00e9 m\u00e1-f\u00e9 e teoria da conspira\u00e7\u00e3o antes de examinar seria em si autorit\u00e1rio. Esse exame presume que a den\u00fancia \u00e9 livre&#8221;, comenta Vieira.<\/p>\n<p>Cardoso diz que a exist\u00eancia de eventos adversos sob investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o autoriza alarmismo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser usada como pretexto para silenciar d\u00favidas leg\u00edtimas. Segundo ele, o debate m\u00e9dico precisa distinguir cr\u00edticas t\u00e9cnicas de afirma\u00e7\u00f5es sem base.<\/p>\n<p>\u201cUsam o termo \u2018<em>fake news<\/em>\u2019 para censurar o debate, quando a melhor maneira de combater a <em>fake news <\/em>\u00e9 com mais debate e com informa\u00e7\u00e3o verdadeira. O limite entre cr\u00edtica e <em>fake news<\/em> est\u00e1 justamente em se ter argumentos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos com os quais se podem demonstrar com um m\u00ednimo razo\u00e1vel de materialidade o que se est\u00e1 tratando\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele v\u00ea problema tanto entre os que fazem acusa\u00e7\u00f5es sem provas quanto entre autoridades e formadores de opini\u00e3o que tentam blindar decis\u00f5es oficiais contra questionamentos.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 o grande diferencial entre a cr\u00edtica honesta e o alarmismo. E, quando falo de alarde \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, incluo autoridades de sa\u00fade que fizeram um duplo discurso na pandemia. Ao mesmo tempo em que menosprezavam o tratamento paliativo \u00e0 \u00e9poca, dizendo que a Covid n\u00e3o era grave e n\u00e3o faria um grande mal, for\u00e7avam a vacina\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o, afirmando que a Covid era um v\u00edrus mortal e que quem n\u00e3o tomasse a vacina iria morrer\u201d, diz.<\/p>\n<p>Cardoso afirma que m\u00e9dicos devem poder defender ou criticar vacinas e tratamentos, desde que apresentem argumentos t\u00e9cnicos. Segundo ele, n\u00e3o \u00e9 \u00e9tico levantar d\u00favidas ou afirmar certezas sem base m\u00ednima, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel impedir um profissional de sa\u00fade de manifestar preocupa\u00e7\u00f5es fundamentadas.<\/p>\n<p>&#8220;O papel \u00e9tico do profissional de sa\u00fade \u00e9 apresentar posicionamentos, sejam favor\u00e1veis ou contr\u00e1rios a qualquer tratamento ou vacina, sempre com base em argumentos consistentes, sustentados por evid\u00eancias t\u00e9cnico-cient\u00edficas. Isso \u00e9 o que qualifica o debate. Ele deve ter o direito de se manifestar, mas n\u00e3o \u00e9 \u00e9tico levantar d\u00favidas ou afirmar certezas sem a comprova\u00e7\u00e3o m\u00ednima do que est\u00e1 sendo dito&#8221;, observa Cardoso.<\/p>\n<p>Para Vieira, os dois lados mencionados por Cardoso s\u00e3o nocivos, mas n\u00e3o t\u00eam o mesmo alcance. No caso das falsidades mais exageradas, estudos sobre desinforma\u00e7\u00e3o, como uma pesquisa publicada pela revista <em>Nature<\/em> em 2024, indicam que o consumo recorrente desse tipo de conte\u00fado costuma se concentrar em uma minoria barulhenta, com pouco efeito sobre o conjunto da popula\u00e7\u00e3o. O mesmo ocorre com grupos antivacina mais radicais, que tendem a circular conte\u00fados entre si e consumir fontes semelhantes, sem grande capacidade de influenciar a maioria.<\/p>\n<p>O que realmente aumenta a hesita\u00e7\u00e3o vacinal, segundo ele, s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es que entram em choque com mensagens excessivamente otimistas das autoridades de sa\u00fade, como no caso dos eventos adversos relacionados \u00e0 vacina da dengue.<\/p>\n<p>&#8220;O Butantan causou muita hesita\u00e7\u00e3o vacinal quando afirmou a falsidade de que a Coronavac era &#8216;100% eficaz&#8217; para os casos graves de Covid. A popula\u00e7\u00e3o leiga n\u00e3o \u00e9 tola e sabe farejar quando \u00e9 tratada com condescend\u00eancia, quando as autoridades n\u00e3o confiam nela para entender no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de an\u00e1lise custo-benef\u00edcio. Todos n\u00f3s somos bem treinados a resistir \u00e0 torrente de propaganda comercial que vemos todos os dias nas m\u00eddias que consumimos. Sabemos que os publicit\u00e1rios querem exagerar as qualidades de seus produtos e minimizar os defeitos. Quando as autoridades come\u00e7am a se comportar como publicit\u00e1rias de pol\u00edticas p\u00fablicas, hesita\u00e7\u00e3o vacinal \u00e9 um dos frutos disso. Comunica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e cient\u00edfica exige mais cuidado, responsabilidade, franqueza e transpar\u00eancia&#8221;, diz.<\/p>\n<h2>Casos recentes trouxeram \u00e0 tona debate sobre liberdade de express\u00e3o em temas m\u00e9dicos<\/h2>\n<p>Outros casos recentes trouxeram \u00e0 tona novamente o debate sobre liberdade de express\u00e3o em temas m\u00e9dicos. Em maio, a Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de perfis da m\u00e9dica Isabel de F\u00e1tima Alvim Braga, servidora da Fiocruz, e proibiu a cria\u00e7\u00e3o de novas contas por ela nas plataformas digitais. A a\u00e7\u00e3o foi movida pela pr\u00f3pria Fiocruz, representada pela AGU, contra publica\u00e7\u00f5es em que a m\u00e9dica questionava vacinas, pesquisas e atividades da funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a determinou \u00e0 Meta o bloqueio integral dos perfis, a remo\u00e7\u00e3o de conte\u00fados j\u00e1 publicados e a ado\u00e7\u00e3o de medidas para impedir a abertura de novas contas. Tamb\u00e9m proibiu Isabel Braga de publicar novos conte\u00fados com s\u00edmbolos da Fiocruz ou cr\u00edticas dirigidas a atividades da institui\u00e7\u00e3o, sob multa de R$ 10 mil por refer\u00eancia considerada irregular. Para juristas consultados pela <strong>Gazeta do Povo<\/strong>, a medida entra no campo da censura pr\u00e9via.<\/p>\n<p>O caso ocorreu menos de um m\u00eas depois de Isabel Braga participar de audi\u00eancia p\u00fablica no Senado sobre um projeto que pretende criminalizar a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas sobre vacinas. Na audi\u00eancia, a m\u00e9dica, que \u00e9 doutora em Sa\u00fade P\u00fablica e Meio Ambiente, disse falar como servidora concursada da Fiocruz, mas sem representar a funda\u00e7\u00e3o. Ela afirmou ainda que respondia a processo administrativo e que havia sido afastada por 60 dias de suas fun\u00e7\u00f5es pelo que havia falado.<\/p>\n<p>Outro epis\u00f3dio recente ocorreu em entrevista do ex-governador de Goi\u00e1s Ronaldo Caiado ao podcast <em>Iron Talks<\/em>, de Felipe Sestaro, que tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e9dico. Ao discutir medidas adotadas durante a pandemia, Caiado reagiu duramente a falas do apresentador sobre vacinas contra a Covid-19. O ex-governador disse que avalia\u00e7\u00f5es sobre imuniza\u00e7\u00e3o precisam de comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e classificou as declara\u00e7\u00f5es como um \u201cdesservi\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Caiado afirmou que \u201co problema n\u00e3o \u00e9 perguntar\u201d, mas disse que m\u00e9dicos precisam respeitar a profiss\u00e3o e que decis\u00f5es sobre vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser guiadas por opini\u00e3o pessoal ou disputa ideol\u00f3gica. \u201cVoc\u00ea pode opinar se for cientista e provar no seu laborat\u00f3rio que essa vacina vai levar a alguma complica\u00e7\u00e3o. Argumento de achismo n\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia\u201d, declarou. Nas redes, parte da direita criticou a fala de Caiado como intolerante e contr\u00e1ria \u00e0 liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n<p>A tens\u00e3o com o assunto no debate p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 nova. Durante a pandemia, plataformas como YouTube, Facebook, Instagram e Twitter removeram conte\u00fados, suspenderam contas e limitaram publica\u00e7\u00f5es sobre Covid-19, vacinas e tratamentos que contrariavam orienta\u00e7\u00f5es de autoridades sanit\u00e1rias. Houve uma onda de suspens\u00e3o de parlamentares, m\u00e9dicos e influenciadores por falas sobre efeitos adversos das vacinas ou medicamentos usados contra a Covid-19, e termos como &#8220;desinforma\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;negacionismo&#8221; e &#8220;<em>fake news<\/em>&#8221; passaram a circular amplamente no debate p\u00fablico.<\/p>\n<p>No Brasil, essa discuss\u00e3o deve ganhar novo peso nos pr\u00f3ximos meses com o poss\u00edvel avan\u00e7o da proposta que criminaliza a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas sobre vacinas. O PL 2.745\/2021, de autoria do senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) e relatado por Soraya Thronicke (PSB-MS), prev\u00ea puni\u00e7\u00e3o para esse tipo de conduta. O projeto foi tema de audi\u00eancia p\u00fablica no Senado em abril, quando especialistas convidados afirmaram que a medida, embora apresentada como forma de combater a desinforma\u00e7\u00e3o, pode restringir o debate cient\u00edfico e a liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A suspens\u00e3o da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan reacendeu a discuss\u00e3o sobre os riscos de tratar questionamentos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":478311,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-478310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/478310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=478310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/478310\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/478311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=478310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=478310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=478310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}