{"id":476984,"date":"2026-06-09T10:58:52","date_gmt":"2026-06-09T14:58:52","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=476984"},"modified":"2026-06-09T10:58:52","modified_gmt":"2026-06-09T14:58:52","slug":"o-estado-com-o-maior-numero-de-certificacoes-de-produtos-locais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=476984","title":{"rendered":"O estado com o maior n\u00famero de certifica\u00e7\u00f5es de produtos locais"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>O Paran\u00e1 tem 26 produtos locais com Indica\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas (IGs) e \u00e9 o estado brasileiro com o maior n\u00famero de certifica\u00e7\u00f5es locais, que atestam reputa\u00e7\u00e3o, valor cultural ou caracter\u00edsticas \u00fanicas decorrentes do meio geogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>O selo funciona como uma garantia de exclusividade. Ele impulsiona o desenvolvimento de comunidades locais, al\u00e9m de estimular neg\u00f3cios conduzidos por agricultores familiares, artes\u00e3os e microempres\u00e1rios.<\/p>\n<p>No ranking nacional, Minas Gerais ocupa o segundo lugar com 21 registros. Na sequ\u00eancia aparecem Rio Grande do Sul (15), Esp\u00edrito Santo (11), Santa Catarina (10) e S\u00e3o Paulo (10). Al\u00e9m das 26 certifica\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, o Paran\u00e1 divide com catarinenses e ga\u00fachos o selo do mel de melato de Bracatinga.<\/p>\n<h2>Como funcionam as certifica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>O reconhecimento \u00e9 concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e divide-se em duas modalidades:<\/p>\n<ul>\n<li>Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia (IP): vinculada \u00e0 fama e \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da regi\u00e3o.<\/li>\n<li>Denomina\u00e7\u00e3o de Origem (DO): quando as caracter\u00edsticas do produto decorrem essencialmente de fatores naturais, como solo e clima (o chamado terroir).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para obter o registro, os produtores \u2014 organizados em associa\u00e7\u00f5es ou cooperativas \u2014 precisam adotar padr\u00f5es r\u00edgidos de qualidade, t\u00e9cnicas de manejo sustent\u00e1vel e sistemas de rastreabilidade.<\/p>\n<p>De acordo com um estudo da Comiss\u00e3o Europeia, produtos com esse tipo de certifica\u00e7\u00e3o alcan\u00e7am um valor de mercado, em m\u00e9dia, duas vezes maior do que similares comuns. O impacto econ\u00f4mico estende-se para al\u00e9m das cadeias produtivas diretas.<\/p>\n<p>\u201cAs indica\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas est\u00e3o atreladas ao turismo e \u00e0 gastronomia\u201d, afirma Maria Isabel Guimar\u00e3es, gestora de IGs no Sebrae Paran\u00e1. \u201cO turista que vai conhecer a bala de banana de Antonina tamb\u00e9m consome no com\u00e9rcio, almo\u00e7a e se hospeda, gerando emprego e renda para o munic\u00edpio.\u201d<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h3>Ginseng de Quer\u00eancia do Norte<\/h3>\n<p>Os agricultores do noroeste paranaense conquistaram a certifica\u00e7\u00e3o para o ginseng local (<em>Pfaffia glomerata<\/em>). Cultivada nas ilhas e v\u00e1rzeas do Rio Paran\u00e1 por 16 fam\u00edlias, a planta nativa da Mata Atl\u00e2ntica movimenta indiretamente outras 30 fam\u00edlias com o plantio, colheita, moagem e transporte.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o anual atinge 300 toneladas. A adapta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie ao solo \u00famido da regi\u00e3o resulta em um produto de alta qualidade, exportado para mercados exigentes como Fran\u00e7a, China e Jap\u00e3o para a fabrica\u00e7\u00e3o de medicamentos, suplementos e cosm\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u201cTivemos dificuldade de entrar no mercado porque o ginseng muitas vezes \u00e9 misturado e vendido como aut\u00eantico sem ter o mesmo efeito\u201d, diz Misael Jefferson Nobre, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Pequenos Agricultores de Ginseng de Quer\u00eancia do Norte (Aspag). \u201cA indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica nos dar\u00e1 visibilidade e atestar\u00e1 o produto de verdade.\u201d<\/p>\n<h3>Couro de peixe do litoral<\/h3>\n<p>O couro de peixe de Pontal do Paran\u00e1 recebeu a chancela do INPI recentemente. A atividade beneficia cerca de 30 fam\u00edlias e diferencia-se pela variedade de esp\u00e9cies marinhas utilizadas. O grande destaque \u00e9 o couro de til\u00e1pia, cuja resist\u00eancia deve-se ao entrela\u00e7amento natural das fibras de col\u00e1geno na pele do animal.<\/p>\n<p>O material \u00e9 transformado em bolsas, colares e pe\u00e7as de artesanato. O curtimento \u00e9 feito com taninos de origem vegetal, como urucum e c\u00farcuma, eliminando componentes qu\u00edmicos agressivos. \u201cO processo n\u00e3o agride o meio ambiente nem a sa\u00fade de quem maneja\u201d, afirma Ana Maria Almeida, presidente da associa\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<h3>Queijo colonial do Sudoeste<\/h3>\n<p>Produzido em 42 munic\u00edpios, o queijo colonial do Sudoeste baseia-se em receitas trazidas por imigrantes europeus. A regi\u00e3o \u00e9 a principal bacia leiteira do estado, com cerca de 20 mil produtores e volume estimado em 1 bilh\u00e3o de litros por ano, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).<\/p>\n<p>\u201cNossa produ\u00e7\u00e3o era uma atividade secund\u00e1ria e hoje sustenta a fam\u00edlia inteira\u201d, relata Franciele Haselbauer, propriet\u00e1ria da queijaria Encantilado. Segundo a empres\u00e1ria, o selo aumentou o volume de vendas e agregou valor comercial: \u201cO queijo regional \u00e9 suave e amanteigado. As pessoas agora buscam o produto inclusive para dar de presente\u201d.<\/p>\n<h3>Farofa com Bala de Banana<\/h3>\n<p>O prest\u00edgio da tradicional bala de banana de Antonina abriu espa\u00e7o para novos neg\u00f3cios. A cozinheira Karla Manfredini mudou-se de Curitiba para o litoral durante a pandemia e desenvolveu receitas derivadas do produto certificado, como caldas e farofas artesanais.<\/p>\n<p>O faturamento do neg\u00f3cio saltou de R$ 20 mil em 2023 para uma previs\u00e3o de R$ 100 mil neste ano, impulsionado por vendas para estados como S\u00e3o Paulo e Santa Catarina. \u201cA indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica fortaleceu um produto que j\u00e1 carregava valor hist\u00f3rico. Todos ganham com isso, do com\u00e9rcio \u00e0s f\u00e1bricas\u201d, conclui Karla.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Paran\u00e1 tem 26 produtos locais com Indica\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas (IGs) e \u00e9 o estado brasileiro com o maior n\u00famero de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":476985,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-476984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/476984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=476984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/476984\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/476985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=476984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=476984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=476984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}