{"id":431747,"date":"2026-05-22T09:26:30","date_gmt":"2026-05-22T13:26:30","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=431747"},"modified":"2026-05-22T09:26:30","modified_gmt":"2026-05-22T13:26:30","slug":"o-custo-do-populismo-eleitoral-do-atual-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=431747","title":{"rendered":"O custo do populismo eleitoral do atual governo"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout_post-content__gsXFz\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/22183919\/lula-pesquisa.jpg.webp\" \/><span>A irresponsabilidade fiscal voltou ao centro do governo: d\u00edvida cresce, gastos explodem e o pa\u00eds empurra a conta para o futuro. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/ Ag\u00eancia Brasil)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Desde a bomba fiscal deixada por <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vozes\/alan-ghani\/lula-3-e-pior-que-dilma-1\/\">Dilma Rousseff<\/a>, os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro conseguiram, a muito custo, fazer um ajuste nas contas p\u00fablicas. Em 2016, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio representava 2,6% do PIB, enquanto, em 2022, o governo apresentou super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 54 bilh\u00f5es (0,5% do PIB). \u00c9 verdade que parte do resultado positivo de 2022 decorreu do n\u00e3o pagamento dos precat\u00f3rios. Mas, mesmo que houvesse o pagamento, o resultado seria praticamente de d\u00e9ficit zero.<\/p>\n<p>Reformas estruturais, como o teto de gastos, o fim das vincula\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas de despesas com sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, a reforma da Previd\u00eancia e regras mais realistas para ajustar o sal\u00e1rio m\u00ednimo \u2014 o qual tem impacto significativo nas contas p\u00fablicas (aposentadoria e abono salarial) \u2014 foram essenciais para alcan\u00e7ar a melhora de 2016 a 2022.<\/p>\n<p>Entretanto, a partir de 2023, ano em que Luiz In\u00e1cio Lula da Silva passou a governar, praticamente todas as reformas estruturais foram anuladas, cedendo espa\u00e7o para um retrocesso gigantesco na gest\u00e3o fiscal.<\/p>\n<p>Arcabou\u00e7o fiscal, com foco na receita, e n\u00e3o no <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vozes\/alan-ghani\/isentar-ir-sem-corte-de-gastos-e-populismo-eleitoral-e-tem-riscos\/\">corte de gastos<\/a>; reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo pela infla\u00e7\u00e3o acrescido da varia\u00e7\u00e3o do PIB de dois anos anteriores; vincula\u00e7\u00e3o de gastos obrigat\u00f3rios de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o com receitas da Uni\u00e3o; aumento de <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vozes\/alan-ghani\/pec-da-assistencia-social-populismo-e-bomba-fiscal\/\">aux\u00edlios governamentais<\/a> e subs\u00eddios fiscais e de cr\u00e9dito est\u00e3o entre as principais medidas respons\u00e1veis pela deteriora\u00e7\u00e3o do resultado fiscal e eleva\u00e7\u00e3o do endividamento. Nesse per\u00edodo, a d\u00edvida p\u00fablica subiu de 72,9% do PIB (dez\/22) para 80% do Produto Interno Bruto em mar\u00e7o de 2026.<\/p>\n<blockquote class=\"postQuote_post-quote-container__KXTpH\">\n<p>Se a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era ruim at\u00e9 o ano passado, em 2026 tem tudo para ficar pior. Isso porque o governo resolveu ligar a m\u00e1quina do populismo eleitoral com uma s\u00e9rie de medidas com impactos significativos nas contas p\u00fablicas<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>De acordo com c\u00e1lculos da \u00e1rea econ\u00f4mica do BTG Pactual, o impacto fiscal est\u00e1 na ordem de R$ 140 bilh\u00f5es com os seguintes programas (entre par\u00eanteses, quanto custa cada um aos cofres p\u00fablicos): isen\u00e7\u00e3o do IRPF (R$ 31 bi), Move Brasil \u2014 subs\u00eddio para compra de caminh\u00f5es (R$ 29,7 bi), incentivo ao cr\u00e9dito consignado (R$ 24 bi), novo modelo para financiamento imobili\u00e1rio (R$ 22,3 bi), Desenrola 2.0 + FGTS (R$ 16,1 bi), Reforma Casa Brasil (R$ 12,9 bi), entre outros.<\/p>\n<p>Com essa bomba fiscal, estima-se que a d\u00edvida\/PIB chegue a 82% no in\u00edcio de 2027 pelo crit\u00e9rio do Banco Central, que exclui os t\u00edtulos em posse da autoridade monet\u00e1ria. J\u00e1 pelos crit\u00e9rios do Fundo Monet\u00e1rio Internacional, que incluem a d\u00edvida p\u00fablica do Tesouro no balan\u00e7o do Banco Central, o endividamento estatal chegaria a 100% do PIB.<\/p>\n<p>Diga-se de passagem, acredito que o crit\u00e9rio do FMI seja mais adequado, por considerar o estoque de d\u00edvida total, mesmo que ela esteja em posse do Banco Central. A l\u00f3gica \u00e9 simples: pouco importa se o governo deve para bancos privados ou para o Banco Central. Isso n\u00e3o muda o fato de a d\u00edvida ter sido emitida e o governo continuar devedor.<\/p>\n<p>Com esse estoque de d\u00edvida, h\u00e1 dois problemas. Primeiro, eleva o risco de cr\u00e9dito, o que pressiona a taxa de juros, pois o mercado pede mais pr\u00eamio para financiar o governo. Consequentemente, juros mais elevados penalizam a atividade econ\u00f4mica e elevam o endividamento do Estado e das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>O segundo problema \u00e9 que sobram poucos recursos para investimentos produtivos, na medida em que os recursos da sociedade s\u00e3o canalizados para financiar o governo. N\u00e3o \u00e0 toa, a taxa de investimento brasileira \u00e9 muito baixa, 18% do PIB, quando o ideal seria que essa m\u00e9trica chegasse a 25% da renda nacional.<\/p>\n<p>Sem investimento, n\u00e3o h\u00e1 crescimento nem desenvolvimento econ\u00f4mico. O pa\u00eds tem s\u00e9rios gargalos em infraestrutura \u2014 estradas, redes de energia e saneamento \u2014 que, inclusive, explicam a nossa baixa produtividade.<\/p>\n<p>Infelizmente, ningu\u00e9m pensa o pa\u00eds a longo prazo. O que interessa mesmo \u00e9 ganhar a pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o, postergando a bomba fiscal para o futuro. O problema \u00e9 que, uma hora, ela vai estourar.<\/p>\n<\/div>\n<h2>Voc\u00ea pode se interessar<\/h2>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A irresponsabilidade fiscal voltou ao centro do governo: d\u00edvida cresce, gastos explodem e o pa\u00eds empurra a conta para o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":431748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-431747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/431747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=431747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/431747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/431748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=431747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=431747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=431747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}