{"id":425487,"date":"2026-05-20T07:16:21","date_gmt":"2026-05-20T11:16:21","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=425487"},"modified":"2026-05-20T07:16:21","modified_gmt":"2026-05-20T11:16:21","slug":"empresas-abandonam-o-modelo-de-negocio-funil-e-apostam-na-ampulheta-para-escalar-relacionamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=425487","title":{"rendered":"Empresas abandonam o modelo de neg\u00f3cio funil e apostam na ampulheta para escalar relacionamento"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout_post-content__gsXFz\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/20081721\/ampulheta.jpg.webp\" \/><span>Modelo de ampulheta representa a nova estrat\u00e9gia de vendas adotada por empresas que priorizam reten\u00e7\u00e3o, recompra e relacionamento cont\u00ednuo com o cliente. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Durante muito tempo, o objetivo das empresas foi simples: fechar a venda. Mas o que acontece depois disso passou a ser ainda mais estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que ganha for\u00e7a a ampulheta de vendas, uma estrat\u00e9gia comercial e de marketing que parte do princ\u00edpio de que a convers\u00e3o n\u00e3o encerra a jornada, mas inaugura uma nova fase. Diferentemente do modelo tradicional, em que o cliente \u201ccai\u201d no fim do funil e sai da opera\u00e7\u00e3o, a ampulheta reabre o fluxo ap\u00f3s a convers\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/20081055\/Gustavo-Fragoso-CMO-HelenaCRM.jpg.webp\" \/><i>Gustavo Fragoso, CMO da HelenaCRM: empresas passam a apostar na estrat\u00e9gia de ampulheta para fortalecer reten\u00e7\u00e3o, recompra e relacionamento com clientes via WhatsApp e CRM conversacional. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/i><\/p>\n<p>Esse modelo combina dois movimentos: na parte superior, etapa de entrada de novos clientes, segue a l\u00f3gica do funil, atra\u00e7\u00e3o, interesse, considera\u00e7\u00e3o e compra, e, na sequ\u00eancia, se expande para reten\u00e7\u00e3o, recompra, lealdade e indica\u00e7\u00e3o como etapas estruturadas, e n\u00e3o como efeitos secund\u00e1rios.<\/p>\n<p>Desse modo, o relacionamento passa a ser tratado como um ativo  central do neg\u00f3cio. Em vez de concentrar esfor\u00e7os apenas na aquisi\u00e7\u00e3o, a empresa gerencia o cliente ao longo de toda a sua  jornada na base.<\/p>\n<h2><strong>Para entender essa mudan\u00e7a, \u00e9 inevit\u00e1vel revisitar o modelo de funil.<\/strong><\/h2>\n<p>O funil de vendas foi desenhado para efici\u00eancia na convers\u00e3o. Um volume amplo de leads entra no topo, passa por filtros e chega \u00e0 base em forma de clientes. O modelo responde bem \u00e0 pergunta \u201ccomo vender\u201d, mas n\u00e3o resolve o que acontece depois. O cliente compra e, muitas vezes, desaparece da estrat\u00e9gia. Nesse formato, a opera\u00e7\u00e3o se concentra na convers\u00e3o, com pouca visibilidade sobre o p\u00f3s-venda.<\/p>\n<p>&#8220;A ampulheta corrige esse ponto cego. Ela incorpora o p\u00f3s-venda como parte formal da opera\u00e7\u00e3o e, assim, o cliente permanece ativo, \u00e9 acompanhado, reengajado e incentivado a voltar e a indicar novos clientes. O escopo da estrat\u00e9gia se amplia para incluir recorr\u00eancia e constru\u00e7\u00e3o de base&#8221;, explica Gustavo Fragoso, CMO da HelenaCRM.<\/p>\n<p>Essa l\u00f3gica ganha for\u00e7a quando o relacionamento acontece em canais diretos e cont\u00ednuos. No Brasil, o WhatsApp j\u00e1 \u00e9 considerado infraestrutura, com presen\u00e7a massiva no cotidiano e alta taxa de abertura. Segundo Stadita, o pa\u00eds \u00e9 o 2\u00ba maior mercado do WhatsApp no mundo, ocupando hoje uma posi\u00e7\u00e3o central na gest\u00e3o de relacionamento.<\/p>\n<p>O especialista explica que hoje j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel, por meio da integra\u00e7\u00e3o de CRMs (que s\u00e3o sistemas de gest\u00e3o do relacionamento com o cliente) ao WhatsApp, transformar cada conversa em um registro estrat\u00e9gico, desde que haja estrutura para organiz\u00e1-la.<\/p>\n<p>\u201cA ampulheta s\u00f3 funciona quando a empresa consegue organizar o relacionamento em escala. A diferen\u00e7a est\u00e1 na forma como a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 estruturada, quando ela acontece, para quem \u00e9 direcionada e em qual contexto. Sem isso, o p\u00f3s-venda continua invis\u00edvel dentro da opera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o CMO da HelenaCRM, que \u00e9 uma plataforma white label voltada \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es comerciais via WhatsApp.<\/p>\n<p>A empresa desenvolve uma camada de CRM conversacional integrada ao WhatsApp, que permite registrar todas as intera\u00e7\u00f5es, estruturar jornadas e automatizar comunica\u00e7\u00f5es ao longo do ciclo do cliente. O objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas centralizar contatos, mas transformar hist\u00f3rico em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea registra o que o cliente comprou, quando comprou e como interagiu, voc\u00ea passa a operar com dados e deixa de depender da mem\u00f3ria. Isso permite reativar, nutrir e manter o cliente dentro da base de forma cont\u00ednua, tornando-os at\u00e9 mesmo f\u00e3s da sua marca\u201d, explica Fragoso.<\/p>\n<p>O desafio, no entanto, est\u00e1 na execu\u00e7\u00e3o. &#8220;Em bases maiores, o relacionamento n\u00e3o se sustenta de forma manual. Identificar padr\u00f5es de comportamento, registrar intera\u00e7\u00f5es e acionar clientes no momento adequado exige estrutura. A organiza\u00e7\u00e3o desses dados ao longo da jornada passa a depender de CRMs conversacionais&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Integrados ao WhatsApp, esses sistemas criam uma camada cont\u00ednua de relacionamento. Cada intera\u00e7\u00e3o alimenta um hist\u00f3rico \u00fanico, utilizado para automatizar processos, segmentar comunica\u00e7\u00f5es e manter o cliente ativo ao longo do tempo.<\/p>\n<p>&#8220;Na pr\u00e1tica, isso resulta em opera\u00e7\u00f5es mais previs\u00edveis. Empresas programam reativa\u00e7\u00f5es, estruturam campanhas baseadas em comportamento e mant\u00eam comunica\u00e7\u00e3o frequente sem depender de a\u00e7\u00f5es pontuais. Assim, o relacionamento ganha consist\u00eancia ao longo do tempo&#8221;, conta o especialista da HelenaCRM.<\/p>\n<p>Outro efeito direto \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o da indica\u00e7\u00e3o em estrat\u00e9gia estruturada. Em vez de depender exclusivamente de m\u00eddia paga ou aquisi\u00e7\u00e3o ativa, empresas trabalham a base existente como vetor de crescimento. Dessa forma, o cliente tamb\u00e9m assume um papel ativo na gera\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201cO cliente satisfeito sempre indicou. A diferen\u00e7a \u00e9 que, com dados e automa\u00e7\u00e3o, a empresa consegue estimular isso de forma organizada, e a indica\u00e7\u00e3o passa a ser parte do crescimento\u201d, diz o executivo.<\/p>\n<p>Essa capacidade de escalar relacionamento resolve um dos principais gargalos das opera\u00e7\u00f5es em crescimento: a perda de controle sobre a base. \u00c0 medida que o volume de clientes aumenta, acompanhar prefer\u00eancias, hist\u00f3rico e timing de contato se torna invi\u00e1vel sem tecnologia.<\/p>\n<p>\u201cEmpresas menores conseguem fazer isso de forma manual. Mas, quando a base cresce, ou voc\u00ea estrutura esse relacionamento com tecnologia ou ele simplesmente se perde. E \u00e9 nesse ponto que muitas empresas deixam receita na mesa\u201d, afirma Fragoso.<\/p>\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o do WhatsApp como canal de neg\u00f3cios acelera esse processo. Diferente de outros meios, o aplicativo opera dentro do fluxo cotidiano do usu\u00e1rio, o que aumenta a probabilidade de leitura e resposta. Para as empresas, isso reduz atrito e amplia a efici\u00eancia da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO WhatsApp hoje \u00e9 onde o cliente est\u00e1. Integrar isso a um CRM permite transformar conversa em processo, e processo em resultado\u201d, resume.<\/p>\n<p>E, assim, o conceito da ampulheta n\u00e3o elimina o funil, ela amplia sua l\u00f3gica. A convers\u00e3o continua relevante, mas n\u00e3o sustenta o crescimento isoladamente.<\/p>\n<p>Sob a \u00f3tica de neg\u00f3cios, dois indicadores ajudam a medir a efici\u00eancia dessa estrat\u00e9gia: o LTV (Lifetime Value) e o CAC (Custo de Aquisi\u00e7\u00e3o de Cliente). O LTV representa o valor total que um cliente gera ao longo do tempo, ou seja, quanto ele deixa, em m\u00e9dia, durante todo o relacionamento. Um cliente que paga R$ 500 por m\u00eas durante 12 meses, por exemplo, gera um LTV de R$ 6.000.<\/p>\n<p>J\u00e1 o CAC mede quanto custa conquistar esse cliente, incluindo investimentos em marketing, vendas, m\u00eddia e equipe comercial. Se uma empresa investe R$ 10 mil e conquista 10 clientes, o CAC \u00e9 de R$ 1.000 por cliente. O equil\u00edbrio entre esses dois indicadores \u00e9 o que define a sustentabilidade do modelo: quando o LTV supera o CAC, a opera\u00e7\u00e3o se mostra saud\u00e1vel; quando ocorre o contr\u00e1rio, h\u00e1 perda de efici\u00eancia.<\/p>\n<p>No mercado, a refer\u00eancia \u00e9 que o LTV seja pelo menos tr\u00eas vezes maior que o CAC. Dentro da l\u00f3gica da ampulheta, esse equil\u00edbrio ganha for\u00e7a: ao estimular recompra, o modelo amplia o valor gerado por cliente e, ao incentivar indica\u00e7\u00e3o, reduz o custo de aquisi\u00e7\u00e3o. Em s\u00edntese, o LTV indica quanto um cliente vale para o neg\u00f3cio, enquanto o CAC revela quanto custa conquist\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Estudos compilados pela Harvard Business Review indicam que adquirir um novo cliente pode custar de 5 a 25 vezes mais do que manter um existente. Em paralelo, dados da BIA Advisory Services mostram que clientes recorrentes tendem a gastar at\u00e9 67% a mais do que compradores de primeira viagem.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o se sustenta nos dados de mercado. Levantamentos compilados pela Harvard Business Review indicam que adquirir um novo cliente pode custar de 5 a 25 vezes mais do que manter um existente, enquanto estudos da BIA Advisory Services mostram que clientes recorrentes tendem a gastar at\u00e9 67% a mais do que compradores de primeira viagem. Na pr\u00e1tica, isso refor\u00e7a a l\u00f3gica da ampulheta: \u00e9 na base \u2014 reten\u00e7\u00e3o, recompra e indica\u00e7\u00e3o \u2014 que o LTV se expande e o CAC se dilui ao longo do tempo.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento vem da capacidade de manter o cliente ativo e comprando mais vezes. Quando a empresa organiza esse relacionamento no WhatsApp, com automa\u00e7\u00e3o e hist\u00f3rico, consegue se comunicar melhor, estimular recompra e aumentar o tempo de rela\u00e7\u00e3o com o cliente, o que eleva o LTV. Ao mesmo tempo, clientes satisfeitos voltam e indicam novos, reduzindo o CAC. \u00c9 essa combina\u00e7\u00e3o que sustenta o resultado no longo  prazo e fortalece o modelo de ampulheta\u201d, conclui o executivo da HelenaCRM.<\/p>\n<\/div>\n<h2>Voc\u00ea pode se interessar<\/h2>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modelo de ampulheta representa a nova estrat\u00e9gia de vendas adotada por empresas que priorizam reten\u00e7\u00e3o, recompra e relacionamento cont\u00ednuo com&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":425488,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-425487","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/425487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=425487"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/425487\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/425488"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=425487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=425487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=425487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}