{"id":398853,"date":"2026-05-12T08:32:15","date_gmt":"2026-05-12T12:32:15","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=398853"},"modified":"2026-05-12T08:32:15","modified_gmt":"2026-05-12T12:32:15","slug":"parana-envelhece-rapidamente-e-busca-solucoes-para-falta-de-mao-de-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=398853","title":{"rendered":"Paran\u00e1 envelhece rapidamente e busca solu\u00e7\u00f5es para falta de m\u00e3o de obra"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), entre 2012 e 2025, o n\u00famero de pessoas com 60 anos ou mais no Paran\u00e1 aumentou 55,42%. E, segundo a proje\u00e7\u00e3o do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (Ipardes), a popula\u00e7\u00e3o de idosos no estado superar\u00e1 a de crian\u00e7as e adolescentes j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>A for\u00e7a de trabalho jovem sempre foi uma importante pe\u00e7a na engrenagem do desenvolvimento econ\u00f4mico de uma regi\u00e3o. Mas, diante da tend\u00eancia mundial de envelhecimento das popula\u00e7\u00f5es e olhando especificamente para o cen\u00e1rio do Paran\u00e1, como \u00e9 poss\u00edvel fechar a conta e manter o crescimento do estado?<\/p>\n<p>\u201cA grande quest\u00e3o, e j\u00e1 h\u00e1 exemplos de economias envelhecidas que conseguiram isso, \u00e9 manter o crescimento ao investir em produtividade, qualifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e maior participa\u00e7\u00e3o de trabalhadores mais velhos no mercado de trabalho\u201d, afirma Patr\u00edcia Tendolini Oliveira, economista e coordenadora dos cursos de Neg\u00f3cios Internacionais e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR). \u201cAl\u00e9m disso, a longevidade produtiva, que \u00e9 a extens\u00e3o da vida laboral com qualidade, pode compensar, em parte, a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ativa\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>Para entender como tratar a quest\u00e3o da m\u00e3o de obra e do emprego no Paran\u00e1, Leonildo Pereira de Souza, diretor do Departamento de Estudos Populacionais e Sociais do Ipardes, d\u00e1 um panorama de como esse envelhecimento tem ocorrido por aqui. \u201cO estado tem a caracter\u00edstica de ter mais idosos no noroeste. Temos tamb\u00e9m Curitiba como uma cidade envelhecida, embora a regi\u00e3o metropolitana seja mais jovem e, inclusive, a capital seja mais envelhecida do que a m\u00e9dia do estado. E a gente tem visto um aumento no n\u00famero da popula\u00e7\u00e3o acima dos 60 anos no litoral\u201d, diz.<\/p>\n<p>Souza explica que, em cada uma dessas regi\u00f5es, o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o ocorre de forma diferente. Segundo ele, por exemplo, o litoral tem se tornado o destino de muitas pessoas ap\u00f3s a aposentadoria. J\u00e1 no noroeste, al\u00e9m do aumento da expectativa de vida, os mais jovens acabam migrando para cidades de m\u00e9dio porte em busca de emprego e desenvolvimento, mas mantendo a qualidade de vida. E, na capital, a regi\u00e3o metropolitana \u00e9 fundamental para oxigenar o setor.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>A equa\u00e7\u00e3o para o equil\u00edbrio econ\u00f4mico com envelhecimento no Paran\u00e1<\/h2>\n<p>Nessa migra\u00e7\u00e3o de curta dist\u00e2ncia, v\u00e1rios munic\u00edpios acabam se beneficiando da m\u00e3o de obra jovem que chega. E, naqueles que acabam perdendo sua popula\u00e7\u00e3o ativa para o trabalho, h\u00e1 empresas que adotam estrat\u00e9gias como a de buscar e levar funcion\u00e1rios diariamente \u00e0s suas cidades, sendo uma tend\u00eancia que deve se manter nos pr\u00f3ximos anos. J\u00e1 no caso do litoral, o investimento na chamada \u201ceconomia prateada\u201d pode funcionar bem para equilibrar as contas.<\/p>\n<p>Um fator que tamb\u00e9m auxiliar\u00e1 o Paran\u00e1 neste ajuste de m\u00e3o de obra \u00e9 a for\u00e7a jovem vinda de outros pa\u00edses ou estados. Souza salienta, entretanto, que essa n\u00e3o deve ser a \u201csalva\u00e7\u00e3o da lavoura\u201d, mas poder\u00e1 ser um pilar importante, se bem aproveitada.<\/p>\n<p>\u201cMuitos munic\u00edpios do Paran\u00e1 s\u00e3o ganhadores l\u00edquidos em migra\u00e7\u00e3o e outros n\u00e3o. Geralmente, as cidades m\u00e9dias s\u00e3o as que mais ganham. Ent\u00e3o, aqui dentro do estado, isso acaba se equilibrando dessa forma\u201d, explica ele, ao mostrar que, embora nossa percep\u00e7\u00e3o possa ser a de que h\u00e1 muitos estrangeiros trabalhando no estado hoje, ao se olhar para o universo de 12 milh\u00f5es de habitantes, o impacto \u00e9 pequeno. \u201cJ\u00e1 na migra\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 com o resto do Brasil, o estado tamb\u00e9m \u00e9 ganhador l\u00edquido. Chega a ser positivo, mas n\u00e3o suficiente para, sozinho, mudar a tend\u00eancia da falta\u201d, completa.<\/p>\n<p>E \u00e9 a\u00ed que outra quest\u00e3o se apresenta: o aumento da produtividade. Tanto a economista Patr\u00edcia Tendolini Oliveira quanto Leonildo Pereira de Souza concordam que o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, com a automa\u00e7\u00e3o em alguns setores, e a escolaridade mais alta far\u00e3o a diferen\u00e7a no futuro.<\/p>\n<p>\u201cEstudos indicam que, na Am\u00e9rica Latina, o risco de substitui\u00e7\u00e3o dos empregos por tecnologia \u00e9 baixo. A perspectiva \u00e9 de que haja ganhos de produtividade associados ao uso de tecnologia. Ou seja, a automa\u00e7\u00e3o tende a complementar o trabalho humano e n\u00e3o simplesmente substitu\u00ed-lo\u201d, comenta Oliveira.<\/p>\n<p>\u201cSe a escolaridade melhorar, a gente pode ter um ganho de produtividade, que vai acabar diminuindo a necessidade de m\u00e3o de obra. Por exemplo: a agroind\u00fastria, o campo, j\u00e1 \u00e9 altamente automatizado e \u00e9 o setor que mais cresce no Paran\u00e1. Ele j\u00e1 n\u00e3o precisa mais de tanta for\u00e7a humana, porque a produtividade aumentou e assim seguir\u00e1\u201d, avalia Souza, refor\u00e7ando que a educa\u00e7\u00e3o, junto \u00e0 tecnologia e aos servi\u00e7os que v\u00e3o se atualizando para agregar valor, principalmente aos idosos, deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o nessa equa\u00e7\u00e3o para o futuro econ\u00f4mico do estado.<\/p>\n<h2>Economia prateada \u00e9 tend\u00eancia<\/h2>\n<p>O envelhecimento populacional, para al\u00e9m dos impactos negativos, tamb\u00e9m pode ser encarado como uma importante oportunidade econ\u00f4mica. A economia prateada, que re\u00fane atividades voltadas ao consumo e \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o idosa, mostra um horizonte promissor.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um mercado em franca expans\u00e3o, impulsionado pela crescente demanda por servi\u00e7os de sa\u00fade, bem-estar, turismo, moradia adaptada, tecnologia assistiva e educa\u00e7\u00e3o continuada\u201d, pontua Oliveira.<\/p>\n<p>De acordo com ela, nesse contexto, o envelhecimento, quando associado a melhores condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e maior participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da popula\u00e7\u00e3o idosa, pode n\u00e3o apenas sustentar o consumo, mas tamb\u00e9m estimular ganhos de produtividade e a cria\u00e7\u00e3o de novos mercados e modelos de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Assim, o Paran\u00e1 pode transformar esse envelhecimento em um vetor de desenvolvimento ao estimular servi\u00e7os de sa\u00fade preventiva e cuidados de longo prazo, o turismo acess\u00edvel e adaptado, solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para a autonomia do idoso, novos modelos de moradia e o fomento \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ao longo da vida e \u00e0 inclus\u00e3o digital.<\/p>\n<p>\u201cVai ser uma parte da popula\u00e7\u00e3o que vai crescer. Geralmente, \u00e9 um grupo que, em termos de renda, est\u00e1 mais estabelecido, seja porque se aposentou ap\u00f3s trabalhar a vida inteira, seja porque a prote\u00e7\u00e3o social no Brasil \u00e9 muito voltada para esse p\u00fablico. Ent\u00e3o, esses servi\u00e7os e produtos para a popula\u00e7\u00e3o idosa tamb\u00e9m contribuir\u00e3o para a economia\u201d, finaliza Souza.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":398854,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-398853","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/398853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=398853"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/398853\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/398854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=398853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=398853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=398853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}