{"id":396784,"date":"2026-05-11T11:49:42","date_gmt":"2026-05-11T15:49:42","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=396784"},"modified":"2026-05-11T11:49:42","modified_gmt":"2026-05-11T15:49:42","slug":"a-regiao-que-combina-exploracao-de-litio-producao-de-cachaca-e-e-polo-da-fruticultura-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=396784","title":{"rendered":"A regi\u00e3o que combina explora\u00e7\u00e3o de l\u00edtio, produ\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7a e \u00e9 polo da fruticultura nacional"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>A regi\u00e3o norte do estado de Minas Gerais produz 1,6 milh\u00e3o de toneladas de alimentos por ano no maior per\u00edmetro irrigado em \u00e1rea cont\u00ednua da Am\u00e9rica Latina. A Ja\u00edba, localizada entre os rios S\u00e3o Francisco e Verde Grande, lidera a produ\u00e7\u00e3o nacional de <strong>banana-prata<\/strong>,<strong> exporta manga e lim\u00e3o<\/strong> para 36 pa\u00edses da Europa e da \u00c1sia e gera 45 mil empregos diretos e indiretos.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno \u00e9 mais amplo que a fruticultura consolidada: a regi\u00e3o come\u00e7ou a <strong>plantar cacau em pleno semi\u00e1rido<\/strong> \u2014 580 hectares irrigados que desafiam o clima seco \u2014 enquanto <strong>Salinas produz 5 milh\u00f5es de litros de cacha\u00e7a<\/strong> por ano, com garrafas <em>premium<\/em> que chegam a R$ 1 mil. Mesmo com essa explos\u00e3o produtiva, investidores de fora ainda desconhecem os incentivos fiscais.<\/p>\n<p>A <strong>explora\u00e7\u00e3o de l\u00edtio<\/strong> trouxe holofotes recentemente, mas s\u00e3o a fruticultura irrigada e a cacha\u00e7a artesanal que consolidam o potencial econ\u00f4mico da regi\u00e3o h\u00e1 d\u00e9cadas. &#8220;Investidores chegam aqui interessados em l\u00edtio e acabam descobrindo um mercado muito maior&#8221;, resume Reginaldo Ferreira, ex-diretor da Invest Minas \u2014 \u00f3rg\u00e3o vinculado ao governo mineiro \u2014 que atraiu investimento de R$ 300 milh\u00f5es de empres\u00e1rios de Santa Catarina que forram atr\u00e1s de ouro e ficaram pelo agro.<\/p>\n<p>O paradoxo \u00e9 impressionante: uma regi\u00e3o semi\u00e1rida que, <strong>com tecnologia de irriga\u00e7\u00e3o<\/strong>, virou o principal polo de fruticultura do Brasil \u2014 e agora mira cacau e cacha\u00e7a <em>premium<\/em> no mercado internacional.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/11124530\/6-cacau_divulgacao_seapa.jpg.webp\" \/><i>Com tecnologia de irriga\u00e7\u00e3o, regi\u00e3o virou o principal polo de fruticultura do Brasil \u2014 e agora mira cacau e cacha\u00e7a premium no mercado internacional. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Seapa-MG)<\/i><\/p>\n<h2>Maior per\u00edmetro irrigado da Am\u00e9rica Latina produz 1,6 milh\u00e3o de toneladas de alimentos e planta cacau no semi\u00e1rido mineiro<\/h2>\n<p>Localizado entre os rios S\u00e3o Francisco e Verde Grande, a Ja\u00edba \u00e9 o maior per\u00edmetro irrigado em \u00e1rea cont\u00ednua da Am\u00e9rica Latina. A regi\u00e3o produz mais de 1,6 milh\u00e3o de toneladas de alimentos por ano.<\/p>\n<p>O polo contribuiu para a &#8220;marca&#8221; do norte de Minas como o principal polo da fruticultura brasileira e, atualmente, a maior produtora de banana-prata do pa\u00eds. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Associa\u00e7\u00e3o Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), a cadeia gera mais de 45 mil empregos diretos e indiretos. Al\u00e9m da banana, a produ\u00e7\u00e3o inclui manga, lim\u00e3o, uva, goiaba, mel\u00e3o e cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/11131900\/5-bananas_norte-de-minas_crdito-erasmo-pereira-epamig-3.jpg.webp\" \/><i>Norte de Minas \u00e9 a regi\u00e3o maior produtora de banana-prata nacional. (Foto: Erasmo Pereira\/Epamig)<\/i><\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o promove, anualmente, uma feira especializada para o setor, a <em>Fruit Connections<\/em>, que recebeu, na edi\u00e7\u00e3o de 2026, representantes de 19 estados e quatro pa\u00edses. Os olhos do mercado se voltam para o desenvolvimento de uma nova esp\u00e9cie na regi\u00e3o: o cacau.<\/p>\n<p>Com forte demanda interna e externa, Minas tem apenas 580 hectares plantados e, segundo informa\u00e7\u00f5es da Secretaria de Agricultura e Pecu\u00e1ria do estado, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do norte mineiro \u2014 com altas temperaturas, pouca umidade e tecnologia de irriga\u00e7\u00e3o muito desenvolvida \u2014 contribuem para favorecer o aumento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O munic\u00edpio de Ja\u00edba \u00e9 campe\u00e3o em produ\u00e7\u00e3o<\/strong>, com uma \u00e1rea plantada de 256 hectares, o que corresponde a 53,3% do estado. Em seguida, est\u00e3o as localidades de Jana\u00faba (120 hectares), Bandeira (64 hectares) e Matias Cardoso (25 hectares), todos a regi\u00e3o norte do estado. Minas ocupa o 10\u00ba lugar no <em>ranking<\/em> de maiores produtores do pa\u00eds, que \u00e9 liderado pelos estados de Par\u00e1 e Bahia.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Investidores catarinenses expandem neg\u00f3cios na regi\u00e3o que \u00e9 o maior per\u00edmetro irrigado da Am\u00e9rica Latina<\/h2>\n<p>O avan\u00e7o da fruticultura em Ja\u00edba est\u00e1 ligado ao <strong>uso de tecnologia no campo<\/strong>. Sistemas de microaspers\u00e3o e gotejamento permitem o fornecimento controlado de \u00e1gua.<\/p>\n<p>O governo de Minas anunciou recentemente R$ 23,1 milh\u00f5es para obras de infraestrutura em Ja\u00edba. Desse total, R$ 6,6 milh\u00f5es ser\u00e3o destinados \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o do Canal CP3, usado para irrigar 8,2 mil hectares. A conclus\u00e3o da obra est\u00e1 prevista para outubro de 2026.<\/p>\n<p>Outros R$ 1,4 milh\u00e3o est\u00e3o sendo aplicados em obras de macrodrenagem, medida que busca recuperar 1,4 mil hectares comprometidos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Para Reginaldo Ferreira, empreendedor da regi\u00e3o, investidores de outros lugares ainda n\u00e3o perceberam o amplo potencial produtivo que o norte de Minas tem, como juros mais baixos e incentivos tribut\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;O imposto de renda \u00e9 reduzido a 75% e os \u00edndices restantes ainda podem ser reinvestidos, e os juros aqui s\u00e3o muito bons em compara\u00e7\u00e3o com os juros do restante do Brasil\u201d, destaca ele. Ferreira, que trabalhou no governo do estado entre 2023 e mar\u00e7o deste ano, passando pela ag\u00eancia de atra\u00e7\u00e3o de investimentos (Invest Minas) e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) conta que, durante esse per\u00edodo, conheceu investidores de Santa Catarina que buscaram a regi\u00e3o interessados em uma mina de ouro e, ap\u00f3s adquirirem mais informa\u00e7\u00f5es, decidiram expandir os neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201cEu os conheci e mostrei para eles algumas outras potencialidades. Eles n\u00e3o conheciam nada do mercado e nem dos benef\u00edcios. Eles aprofundaram pesquisas e hoje est\u00e3o com investimento aqui de mais de R$ 300 milh\u00f5es, com mais de 70 pessoas trabalhando\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele ainda comenta que, durante a passagem na Invest Minas, conseguiram atrair um grande produtor de cacau para a regi\u00e3o, que projeta plantar 500 hectares na regi\u00e3o \u2014 e os neg\u00f3cios no agro v\u00e3o ainda mais longe. \u201cJ\u00e1 tem produ\u00e7\u00e3o de cacau em opera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o da Ja\u00edba. Mas j\u00e1 h\u00e1 dezenas de tipos de frutas que est\u00e3o sendo produzidas e provando que o nosso clima \u00e9 muito bom para produzir. Apesar de ser uma regi\u00e3o semi\u00e1rida, a irriga\u00e7\u00e3o tem favorecido muito\u201d, complementa Ferreira.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Salinas aposta na cacha\u00e7a de alto valor agregado para expandir mercado<\/h2>\n<p>A cerca de 200 quil\u00f4metros de Ja\u00edba, a cidade de Salinas trabalha para fortalecer a cacha\u00e7a como produto de maior valor agregado. Segundo o empres\u00e1rio e presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Artesanais de Cacha\u00e7a de Salinas (Apacs), Jean Oliveira, o foco \u00e9 explorar o nicho de cacha\u00e7as que n\u00e3o est\u00e3o entre as mais caras do mercado e torn\u00e1-las mais atraentes.<\/p>\n<p>\u201cA gente enxergou que as cacha\u00e7as de Salinas t\u00eam um nome muito forte, mas entendemos que ou tinham as cacha\u00e7as de valor agregado alto, com o pre\u00e7o um pouco mais elevado, ou as cacha\u00e7as de entrada. Ent\u00e3o escolhemos uma cacha\u00e7a de um valor agregado com o pre\u00e7o justo e investimos em embalagem <em>premium<\/em>, num r\u00f3tulo bonito\u201d, comenta ele.<\/p>\n<p>A aposta inclui garrafas com apar\u00eancia semelhante \u00e0 de u\u00edsque e r\u00f3tulos especiais, colocando as cacha\u00e7as tamb\u00e9m como uma op\u00e7\u00e3o de presente. A regi\u00e3o produz mais de 5 milh\u00f5es de litros de cacha\u00e7a por ano. Desde 2012, a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica protege o nome \u201cSalinas\u201d contra falsifica\u00e7\u00f5es. O presidente da Apacs avalia que o selo garante a autenticidade do produto e aumenta seu valor de mercado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/11131037\/2-alimentaria2026_divulgacaoSEAPA.jpg.webp\" \/><i>Desde 2012, a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica protege o nome \u201cSalinas\u201d contra falsifica\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o e venda da cacha\u00e7a.  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Seapa-MG)<\/i><\/p>\n<p>Algumas garrafas chegam a ser vendidas por valores acima de R$ 400. Uma das mais famosas, a Havana, criada na d\u00e9cada de 1940 e produzida na fazenda de mesmo nome, pode chegar a R$ 1 mil em edi\u00e7\u00f5es especiais.<\/p>\n<p>Apesar do potencial e de uma produ\u00e7\u00e3o que ultrapassa os 5 milh\u00f5es de litros, com mais de 600 produtores no estado, a exporta\u00e7\u00e3o ainda representa menos de 5% do setor. Miss\u00f5es internacionais para Barcelona e Paraguai buscam apresentar o \u201cestilo Salinas\u201d a novos mercados.<\/p>\n<p>\u201cNo \u00faltimo ano estivemos na Espanha e tivemos oportunidade de ir \u00e0 Embaixada Brasileira no Paraguai. Tamb\u00e9m participamos de feiras internas, em Gramado, Belo Horizonte, Fortaleza, Jo\u00e3o Pessoa, Bras\u00edlia\u201d, enumera o representante do setor.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Estradas ainda travam o setor<\/h2>\n<p>A log\u00edstica \u00e9 um dos principais gargalos apontados pelos produtores. Jean Oliveira cita a <strong>BR-251<\/strong>, conhecida como a \u201crodovia da morte\u201d, como uma das principais dificuldades para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo dados da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, at\u00e9 mar\u00e7o deste ano havia registro de 67 acidentes na rodovia. Em abril, at\u00e9 o feriado de Tiradentes, foram contabilizados outros oito acidentes. Oliveira explica que isso aumenta o risco para cargas transportadas em garrafas de vidro.<\/p>\n<p>Ele aponta que o manuseio inadequado e a falta de transportadores especializados tamb\u00e9m causa preju\u00edzos. E compara o tratamento dado \u00e0s caixas de cacha\u00e7a ao descaso com malas em aeroportos e afirma que muitas vezes \u201cjogam uma caixa de cacha\u00e7a como se fosse um saco de arroz\u201d.<\/p>\n<p>O preju\u00edzo pode ser alto. Uma \u00fanica caixa de marca <em>premium<\/em> pode valer cerca de R$ 9,6 mil. Outro problema \u00e9 a responsabilidade pelas avarias que, segundo Oliveira, produtores muitas vezes precisam assinar termos que isentam transportadoras de perdas ou danos.<\/p>\n<p>\u201cImagina isentar em um preju\u00edzo de quase R$ 10 mil? \u00c9 muito pesado para o produtor\u201d, comenta ele. A depend\u00eancia do modal rodovi\u00e1rio agrava o quadro. A regi\u00e3o n\u00e3o conta com malha ferrovi\u00e1ria, e uma log\u00edstica pr\u00f3pria exigiria investimento milion\u00e1rio.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Governo estadual aposta em regulariza\u00e7\u00e3o e qualidade<\/h2>\n<p>Uma atualiza\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o estadual fundi\u00e1ria (decreto 48.883) removeu entraves que impediam a venda de lotes por dez anos. Com isso, produtores podem usar t\u00edtulos de propriedade para acessar cr\u00e9dito. Uma das linhas \u00e9 o &#8220;BDMG Verde Agro&#8221;, com prazo de at\u00e9 12 anos para investimentos em agricultura 4.0.<\/p>\n<p>Na cacha\u00e7a, o setor j\u00e1 usa <strong>baga\u00e7o da cana para energia<\/strong> e <strong>vinha\u00e7a para fertirriga\u00e7\u00e3o<\/strong>. O projeto &#8220;Alambique-Escola&#8221;, da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais), prev\u00ea investimento de R$ 900 mil para difundir pr\u00e1ticas de economia circular e sustent\u00e1vel entre pequenos produtores. Em Salinas, o estado inaugurou um Centro de Refer\u00eancia em Qualidade da Cacha\u00e7a, unidade voltada ao apoio t\u00e9cnico e \u00e0 certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima etapa passa pela expans\u00e3o do &#8220;Projeto Ja\u00edba&#8221;. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do S\u00e3o Francisco e do Parna\u00edba (Codevasf) realiza consultas p\u00fablicas para a concess\u00e3o das etapas III e IV, com foco em atrair novos investimentos empresariais.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o norte do estado de Minas Gerais produz 1,6 milh\u00e3o de toneladas de alimentos por ano no maior per\u00edmetro&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":396634,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[189],"tags":[],"class_list":["post-396784","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/396784","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=396784"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/396784\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/396634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=396784"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=396784"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=396784"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}