{"id":394194,"date":"2026-05-10T05:02:00","date_gmt":"2026-05-10T09:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=394194"},"modified":"2026-05-10T05:02:00","modified_gmt":"2026-05-10T09:02:00","slug":"sera-que-ser-mae-vale-a-pena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=394194","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que ser m\u00e3e vale a pena?"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout_post-content__gsXFz\">\n<div class=\"postMainImage_post-main-image-info__AaDnR\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/08152709\/mae.jpg.webp\" \/><span>O ato de ser m\u00e3e, longe de ser um desperd\u00edcio de potencial, \u00e9 uma das formas mais completas de aplic\u00e1-lo. Exige presen\u00e7a, intelig\u00eancia emocional, criatividade, disciplina, resili\u00eancia e, sobretudo, compromisso. (Foto: Imagem criada utilizando Open AI\/Gazeta do Povo)<\/span><\/div>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Todos temos um forte desejo de conquistar algo grande, de deixar nossa marca, um legado para a posteridade. E com as mulheres n\u00e3o \u00e9 diferente. Existe em n\u00f3s um impulso natural de produzir, criar, realizar, fazer diferen\u00e7a, e n\u00e3o h\u00e1 nada mais humano do que isso.<\/p>\n<p>Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, a revolu\u00e7\u00e3o feminista consolidou a ideia de que, por s\u00e9culos, as mulheres estiveram limitadas a pap\u00e9is que restringiam seu potencial de transforma\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, ser m\u00e3e, o lar e as responsabilidades familiares passaram a ser vistos, muitas vezes, como obst\u00e1culos a uma vida de realiza\u00e7\u00e3o plena.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, ganhou for\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de que prop\u00f3sito, reconhecimento e impacto estariam necessariamente fora de casa \u2013 no mercado de trabalho, na carreira, nas conquistas individuais. E parte das mulheres passou a reavaliar ou at\u00e9 rejeitar a constru\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia, de ser m\u00e3e.<\/p>\n<blockquote class=\"postQuote_post-quote-container__KXTpH\">\n<p>Em um mundo que prioriza resultados imediatos, a profiss\u00e3o &#8216;m\u00e3e&#8217; segue na contram\u00e3o. Seus frutos s\u00e3o de longo prazo, muitas vezes intang\u00edveis, mas profundamente transformadores<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio que vivemos hoje. Na busca por realiza\u00e7\u00e3o pessoal, muitas t\u00eam adiado ou renunciado ao papel de m\u00e3e. O desejo leg\u00edtimo de alcan\u00e7ar reconhecimento, independ\u00eancia ou relev\u00e2ncia social, em alguns casos, acaba competindo com a possibilidade de construir algo igualmente ou at\u00e9 mais duradouro. Afinal, por mais significativa que seja uma carreira, poucas experi\u00eancias t\u00eam um impacto t\u00e3o profundo e cont\u00ednuo quanto gerar, nutrir e formar seres humanos.<\/p>\n<p>Embora seja raro encontrar quem n\u00e3o reconhe\u00e7a, ao menos em teoria, a import\u00e2ncia das m\u00e3es, na pr\u00e1tica esse papel tem sido frequentemente desvalorizado. Parte disso pode vir do fato de que a maternidade n\u00e3o se encaixa nos crit\u00e9rios tradicionais de sucesso. N\u00e3o h\u00e1 m\u00e9tricas claras, promo\u00e7\u00f5es, b\u00f4nus ou reconhecimento p\u00fablico proporcional ao esfor\u00e7o envolvido. \u00c9 um trabalho silencioso e, quase sempre, invis\u00edvel.<\/p>\n<p>M\u00e3es n\u00e3o batem ponto, n\u00e3o passam por avalia\u00e7\u00f5es formais de desempenho nem recebem pr\u00eamios por produtividade. N\u00e3o h\u00e1 processos seletivos rigorosos nem relat\u00f3rios que mensurem resultados. Talvez por isso, em uma sociedade orientada por performance e valida\u00e7\u00e3o externa, a maternidade seja subestimada, inclusive pelas pr\u00f3prias mulheres.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>Sem uma perspectiva mais ampla sobre a import\u00e2ncia do papel de m\u00e3e, \u00e9 f\u00e1cil trat\u00e1-lo como algo secund\u00e1rio. Investimos anos em forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e desenvolvimento profissional, mas raramente nos preparamos com a mesma seriedade para ser m\u00e3e. Pouco se fala sobre o preparo emocional, \u00e9tico e relacional necess\u00e1rio para criar outra pessoa.<\/p>\n<p>No entanto, o ato de ser m\u00e3e, longe de ser um desperd\u00edcio de potencial, \u00e9 uma das formas mais completas de aplic\u00e1-lo. Exige presen\u00e7a, intelig\u00eancia emocional, criatividade, disciplina, resili\u00eancia e, sobretudo, compromisso. N\u00e3o se trata de um caminho f\u00e1cil, nem idealizado, mas de uma escolha que carrega um tipo de valor que dificilmente pode ser replicado em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>Em um mundo que prioriza resultados imediatos, a profiss\u00e3o \u201cm\u00e3e\u201d segue na contram\u00e3o. Seus frutos s\u00e3o de longo prazo, muitas vezes intang\u00edveis, mas profundamente transformadores. Talvez esteja a\u00ed o motivo de tanta ambival\u00eancia em torno dela e, ao mesmo tempo, sua grandeza.<\/p>\n<p>No fim, a pergunta permanece. Vale a pena? Para muitas mulheres, a resposta n\u00e3o est\u00e1 em abrir m\u00e3o de uma coisa pela outra, mas em reconhecer que formar vidas tamb\u00e9m \u00e9 uma forma poderosa de deixar um legado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><em><strong>Renata Veras<\/strong> \u00e9 m\u00e3e de Valentina e Carolina, mestre em Teologia com especializa\u00e7\u00e3o em Psicopedagogia e autora do livro &#8220;Maternidade sem apuros: a gra\u00e7a suficiente de Cristo para m\u00e3es insuficientes&#8221;.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Conte\u00fado editado por: <a title=\"Link para o perfil de Jocelaine Santos\" href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/autor\/jocelaine-santos\/\">Jocelaine Santos<\/a><\/p>\n<h2>Voc\u00ea pode se interessar<\/h2>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ato de ser m\u00e3e, longe de ser um desperd\u00edcio de potencial, \u00e9 uma das formas mais completas de aplic\u00e1-lo.&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":394195,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-394194","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/394194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=394194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/394194\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/394195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=394194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=394194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=394194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}