{"id":383693,"date":"2026-05-05T15:05:20","date_gmt":"2026-05-05T19:05:20","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=383693"},"modified":"2026-05-05T15:05:20","modified_gmt":"2026-05-05T19:05:20","slug":"custos-em-alta-e-gargalos-expoem-fragilidade-contratual-no-transporte-rodoviario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=383693","title":{"rendered":"Custos em alta e gargalos exp\u00f5em fragilidade contratual no transporte rodovi\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout_post-content__gsXFz\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/05160049\/rodovia-Agencia-Brasil.jpg.webp\" \/><span>Transporte rodovi\u00e1rio sob press\u00e3o: alta do diesel, estradas prec\u00e1rias e contratos fr\u00e1geis ampliam riscos e custos para transportadoras no Brasil (Foto: Renato Araujo\/Agencia Brasil)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>A press\u00e3o sobre a log\u00edstica brasileira vai al\u00e9m do aumento do diesel e das limita\u00e7\u00f5es da infraestrutura rodovi\u00e1ria. O advogado Cristiano Baratto, especialista em log\u00edstica e transportes, avalia que os contratos firmados entre os agentes do setor \u2013 transportadoras, ind\u00fastrias, agroneg\u00f3cio, varejo \u2013 t\u00eam papel central na forma como esses impactos s\u00e3o absorvidos ao longo da cadeia, especialmente diante de oscila\u00e7\u00f5es de custo e incertezas externas, como o atual cen\u00e1rio no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/05160135\/Rodovias-PRFPR.jpg.webp\" \/><i>Contratos firmados entre as transportadoras e as empresas precisam ter cl\u00e1usulas que protejam as partes em per\u00edodos de instabilidades econ\u00f4mica. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o PRFPR)<\/i><\/p>\n<p>O transporte rodovi\u00e1rio responde por cerca de 65% da movimenta\u00e7\u00e3o de cargas no Brasil, segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT), o que amplia a sensibilidade do setor a varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o. Entre os principais custos operacionais, o diesel pode representar at\u00e9 40% das despesas das transportadoras, tornando o segmento diretamente exposto a movimentos  do mercado internacional de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Baratto lembra que no ambiente dom\u00e9stico, os desafios estruturais seguem relevantes, principalmente em fun\u00e7\u00e3o das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es das estradas. Levantamento da CNT aponta que mais de 60% das rodovias brasileiras apresentam condi\u00e7\u00f5es classificadas como regulares, ruins ou p\u00e9ssimas. \u201cIsso impacta em produtividade, prazos e custos operacionais. Esse cen\u00e1rio tende a se intensificar em per\u00edodos de maior demanda, como o escoamento da safra agr\u00edcola\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a continuidade de tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio adiciona volatilidade ao mercado global de energia, com reflexos diretos no pre\u00e7o do diesel no Brasil. \u201cPara as empresas de transporte, esse contexto combina aumento de custos com maior imprevisibilidade operacional.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Baratto, a forma como os contratos s\u00e3o estruturados tem influ\u00eancia direta na capacidade das empresas de lidar com esse ambiente inst\u00e1vel. \u201cEm muitos casos, os instrumentos contratuais n\u00e3o acompanham a din\u00e2mica da opera\u00e7\u00e3o. Isso limita mecanismos de reajuste e de reequil\u00edbrio, especialmente em cen\u00e1rios de varia\u00e7\u00e3o relevante de custos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso deixa as transportadoras mais expostas financeiramente. Ou seja, mais sujeitas a absorver custos e preju\u00edzos que n\u00e3o estavam previstos ou adequadamente distribu\u00eddos nos contratos. \u201cPrincipalmente quando n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o clara de revis\u00e3o de valores ou de distribui\u00e7\u00e3o de riscos entre as partes envolvidas na opera\u00e7\u00e3o log\u00edstica\u201d, destaca.<\/p>\n<p>O advogado elenca situa\u00e7\u00f5es comuns do dia a dia que evidenciam esse problema: aumentos no pre\u00e7o do diesel sem previs\u00e3o de reajuste contratual acabam sendo absorvidos pela transportadora; ocorr\u00eancias como roubo de carga podem gerar disputas sobre responsabilidade quando o contrato n\u00e3o \u00e9 claro; e at\u00e9 atrasos causados por m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es das rodovias podem resultar em penalidades, mesmo quando fogem do controle operacional.<\/p>\n<p>Para o especialista, a discuss\u00e3o sobre competitividade no setor passa por uma an\u00e1lise mais integrada entre opera\u00e7\u00e3o, custos e estrutura contratual. \u201cA previsibilidade do neg\u00f3cio depende n\u00e3o apenas da efici\u00eancia operacional, mas tamb\u00e9m da forma como riscos e varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o tratados contratualmente\u201d, conclui.<\/p>\n<h2><strong>O que mais pesa no custo do transporte rodovi\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n<p>Levantamentos da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT) indicam que a estrutura de custos das transportadoras \u00e9 concentrada em poucos itens, o que aumenta a sensibilidade do setor a oscila\u00e7\u00f5es espec\u00edficas:<\/p>\n<p><strong>Diesel: <\/strong>cerca de 30% a 40% dos custos operacionais<\/p>\n<p><strong>Manuten\u00e7\u00e3o da frota: <\/strong>entre 15% e 20%<\/p>\n<p><strong>M\u00e3o de obra (motoristas e equipe)<\/strong>: cerca de 15% a 20%<\/p>\n<p><strong>Ped\u00e1gios:<\/strong> entre 5% e 10%<\/p>\n<p><strong>Seguros (carga e ve\u00edculo):<\/strong> cerca de 5% a 10%<\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>CNT \u2013 Boletim de Custos do Transporte Rodovi\u00e1rio<\/p>\n<\/div>\n<h2>Voc\u00ea pode se interessar<\/h2>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transporte rodovi\u00e1rio sob press\u00e3o: alta do diesel, estradas prec\u00e1rias e contratos fr\u00e1geis ampliam riscos e custos para transportadoras no Brasil&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":383694,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-383693","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/383693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=383693"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/383693\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/383694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=383693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=383693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=383693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}