{"id":376164,"date":"2026-04-19T20:12:35","date_gmt":"2026-04-20T00:12:35","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=376164"},"modified":"2026-04-19T20:12:35","modified_gmt":"2026-04-20T00:12:35","slug":"rica-em-petroleo-guiana-oferece-terras-de-graca-aos-produtores-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=376164","title":{"rendered":"Rica em petr\u00f3leo, Guiana oferece terras de gra\u00e7a aos produtores brasileiros"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Pa\u00eds <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/movida-a-petrodolares-guiana-avanca-com-estrada-historica-que-o-brasil-nunca-terminou\/\">novo-rico gra\u00e7as \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de enormes reservas petrol\u00edferas<\/a> em alto-mar, a Guiana elegeu a agricultura um setor estrat\u00e9gico e priorit\u00e1rio para os pr\u00f3ximos anos \u2014 e, para isso, sonha com a parceria de produtores brasileiros. Como diferencial, o governo guianense oferece terras de gra\u00e7a aos agricultores, exigindo apenas que sejam cultivadas. O &#8220;match&#8221; perfeito, contudo, ainda n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, foram poucos os parceiros dispostos a aproveitar o potencial inexplorado de 300 mil hectares para cultivo de gr\u00e3os como milho e soja. N\u00e3o h\u00e1 entraves ambientais: o plantio ocorrer\u00e1 em \u00e1reas de savana (como o Cerrado brasileiro ou o Lavrado de Roraima), sem tocar nos 86% do territ\u00f3rio cobertos por floresta.<\/p>\n<p>&#8220;Isso aqui \u00e9 outro mundo, \u00e9 oportunidade \u00fanica. Fui chamado de louco quando vim para c\u00e1. O que me convenceu foi a facilidade que temos para trabalhar, n\u00e3o h\u00e1 tantos empecilhos em quest\u00f5es ambientais&#8221;, conta o paranaense Em\u00edlio Ara\u00fajo, criado em Rond\u00f4nia e empreendedor no Amazonas.<\/p>\n<p>Ara\u00fajo deixou Manaus ap\u00f3s enfrentar seguidos entraves ambientais no governo Lula. Em apenas tr\u00eas safras no pa\u00eds, expandiu sua opera\u00e7\u00e3o de 500 hectares para 4 mil, em sociedade com um produtor guianense.<\/p>\n<h2>Idioma e falta de georreferenciamento ainda s\u00e3o entraves<\/h2>\n<p>As dificuldades, por\u00e9m, come\u00e7am pela barreira do idioma \u2014 a Guiana \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds sul-americano de l\u00edngua inglesa \u2014 e passam pela aus\u00eancia de um mapa georreferenciado das terras agricult\u00e1veis, pela falta de an\u00e1lises pluviom\u00e9tricas e por uma formata\u00e7\u00e3o ainda incipiente do modelo de parceria proposto pelo governo guian\u00eas.<\/p>\n<p>A rodovia de 680 km que ligar\u00e1 Lethem, na fronteira com o Brasil, ao porto de Georgetown, <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/movida-a-petrodolares-guiana-avanca-com-estrada-historica-que-o-brasil-nunca-terminou\/\">avan\u00e7a rapidamente, mas ainda faltam 400 km de asfalto,<\/a> obra que deve levar de tr\u00eas a quatro anos.<\/p>\n<p>Para atrair produtores, a Guiana oferece concess\u00e3o de terras por per\u00edodos de at\u00e9 99 anos, renov\u00e1veis e sem custo. O interessado precisa apresentar um projeto e arcar com investimentos em opera\u00e7\u00e3o, m\u00e1quinas, sementes e insumos.<\/p>\n<p>&#8220;Eles n\u00e3o querem &#8216;lisos&#8217; por l\u00e1, quem chega sem um centavo no bolso, pega terra, pega dinheiro, pega tudo. Tem que chegar l\u00e1 e gastar tamb\u00e9m, dividir as despesas, dividir as broncas. Eles querem gente que v\u00e1 produzir&#8221;, explica Alair Gon\u00e7alves, pecuarista e corretor especializado em \u00e1reas rurais em Roraima.<\/p>\n<p>De fato, segundo John Edghill, diretor da ag\u00eancia de investimentos da Guiana,  h\u00e1 20 anos alguns estrangeiros pegaram terras para cultivar abacaxi e citrus e n\u00e3o fizeram nada. As \u00e1reas acabaram retomadas pelo governo.<\/p>\n<h2>&#8220;Voc\u00eas, brasileiros, t\u00eam a experi\u00eancia&#8221;, diz ministro da Agricultura<\/h2>\n<p>Em encontro com visitantes brasileiros em Georgetown, acompanhados pela reportagem da <em>Gazeta do Povo<\/em>, o ministro da Agricultura da Guiana, Zulfikar Mustapha, exp\u00f4s as ambi\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas do pa\u00eds: reduzir as importa\u00e7\u00f5es de alimentos em 25% at\u00e9 2030 e transformar a Guiana em um hub de exporta\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria para os 15 membros da Comunidade do Caribe (Caricom).<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar a autossufici\u00eancia, o ministro sinalizou interesse na experi\u00eancia brasileira com commodities agr\u00edcolas. &#8220;Voc\u00eas, brasileiros, t\u00eam produzido commodities como milho e soja em larga escala e por muitos anos. Voc\u00eas t\u00eam a experi\u00eancia&#8221;, disse Mustapha.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m destacou o potencial da pecu\u00e1ria industrial <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/agronegocio\/guerra-ira-carne-halal\/\">voltada ao abate halal<\/a>, mercado favorecido pela proximidade cultural e religiosa da Guiana com outros pa\u00edses, j\u00e1 que cerca de 40% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 descendente de indianos e 7% seguem o islamismo. Al\u00e9m disso, apontou oportunidades em aquicultura, produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de coco, frutas e hortali\u00e7as.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/15125946\/IMG_20260402_152130.jpg.webp\" \/><i>Ministro da Agricultura da Guiana, Zulfikar Mustapha, explica oportunidades para produtores brasileiros (Foto: Marcos Tosi) <\/i><\/p>\n<p>A urg\u00eancia, contudo, est\u00e1 no cultivo de gr\u00e3os. A Guiana precisar\u00e1 de muita soja e milho para expandir a produ\u00e7\u00e3o de frango, prote\u00edna mais consumida no Caribe.<\/p>\n<p>Richard Blair, conselheiro e representante do governo junto ao Caricom, assegurou que o pa\u00eds est\u00e1 estruturando um banco de investimentos, no modelo do BNDES brasileiro, para injetar recursos no financiamento da agricultura. Um produtor j\u00e1 radicado na Guiana revelou que paga 0,5% de juros por ano na linha de cr\u00e9dito de apoio \u00e0 agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<h2>Guiana prop\u00f5e parceria com produtores locais<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de ceder as terras por uma esp\u00e9cie de comodato, a Guiana n\u00e3o cobra impostos sobre maquin\u00e1rios agr\u00edcolas nem sobre a produ\u00e7\u00e3o rural. Uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para quem n\u00e3o quer qualquer burocracia \u00e9 se associar a fazendeiros locais.<\/p>\n<p>\u201cPodemos ligar voc\u00eas com os produtores que t\u00eam a terra, da\u00ed j\u00e1 podem come\u00e7ar a produzir imediatamente. Fa\u00e7am a proposta, fa\u00e7am o projeto, e a Guiana vai tratar com muita aten\u00e7\u00e3o. Somos um lugar aberto para investir e trabalhar\u201d, enfatizou o ministro Mustapha.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de propostas para poder trabalhar, e sem burocracia. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 acelerar as coisas\u201d, completou.<\/p>\n<p>Apesar dos convites e acenos, restam obst\u00e1culos relevantes. N\u00e3o h\u00e1, no pa\u00eds, nenhuma grande trading agr\u00edcola nem esmagadora de soja, para extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e farelo, o que gera um impasse: vale plantar antes de ter para quem vender?<\/p>\n<p>Para o empres\u00e1rio de transportes Pedro Thiago Acordi, esse \u00e9 um gargalo que n\u00e3o pode ser negligenciado. \u201cDois produtores de Roraima que pensaram em plantar soja aqui viram que a Guiana n\u00e3o teria para quem vender o farelo. Eles falam em construir avi\u00e1rios, mas isso n\u00e3o se faz do dia para a noite\u201d.<\/p>\n<p>E acrescenta: \u201cEles querem o investidor agr\u00edcola, mas n\u00e3o podem tratar o brasileiro como funcion\u00e1rio deles, dando terra e querendo mandar em tudo. A gente v\u00ea o poder de realiza\u00e7\u00e3o das obras, mas, em contrapartida, \u00e9 um pa\u00eds cooperativista. Eles querem ser donos da situa\u00e7\u00e3o e estar no centro\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/15130032\/IMG_20260401_111116.jpg.webp\" \/><i>Produtores percorreram cerca de 2 mil km na Guiana, para analisar in loco as oportunidades  (Foto: Marcos Tosi) (Foto: Marcos Tosi \/ Gazeta do Povo)<\/i><\/p>\n<h2>&#8220;Se fizer uma esmagadora, vai todo mundo&#8221;, diz produtor<\/h2>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com aus\u00eancia de tradings ou esmagadoras \u2014 ind\u00fastrias que processam gr\u00e3os como soja para extrair \u00f3leo e farelo \u2014 n\u00e3o ser\u00e1 impedimento para a agricultura avan\u00e7ar no pa\u00eds, segundo o economista e conselheiro do governo da Guiana, Richard Blair.<\/p>\n<p>&#8220;Entendemos a necessidade dessas empresas. Mas \u00e0 medida que os investimentos maci\u00e7os ocorrerem, haver\u00e1 impulso para essas oportunidades, e elas certamente vir\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Blair admitiu n\u00e3o saber precisar a quantidade de terras dispon\u00edveis para cultivo de gr\u00e3os, mas comprometeu-se a fazer o levantamento.<\/p>\n<p>Tantas d\u00favidas, ao mesmo tempo que aparentam ser entrave, podem representar tamb\u00e9m uma oportunidade para quem chegar primeiro. \u201cTemos que ajud\u00e1-los nesse come\u00e7o. O caminho \u00e9 mapear as \u00e1reas produtivas, ver onde chove bem e se h\u00e1 terra dispon\u00edvel. Alguns investidores planejam fazer uma esmagadora por l\u00e1. Se fizer a esmagadora, da\u00ed vai todo mundo. Onde vai um ou dois produtores, v\u00e3o logo tr\u00eas e vai todo mundo\u201d, diz Alair Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/15130057\/IMG_20260401_110815.jpg.webp\" \/><i>Estradas de terra ainda marcam paisagem na Guiana, que avan\u00e7a com rodovias pavimentadas gra\u00e7as aos petrod\u00f3lares (Foto: Marcos Tosi) (Foto: Marcos Tosi \/ Gazeta do Povo)<\/i><\/p>\n<h2>Ambi\u00e7\u00e3o de ser mais do que um corredor log\u00edstico<\/h2>\n<p>Localizada numa \u00e1rea remota pr\u00f3xima a Linden, a fazenda do paranaense Em\u00edlio Ara\u00fajo est\u00e1 estrategicamente \u00e0s margens do Rio Berbice. &#8220;Esse rio para n\u00f3s \u00e9 tudo. \u00c9 um corredor por onde recebemos insumos do Egito, da R\u00fassia e da Rep\u00fablica Dominicana. Toda nossa produ\u00e7\u00e3o de soja ou farelo tamb\u00e9m ser\u00e1 escoada por ele&#8221;, destaca Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>O potencial log\u00edstico, por\u00e9m, ainda n\u00e3o \u00e9 plenamente aproveitado: o assoreamento em alguns trechos limita a navega\u00e7\u00e3o a pequenas barca\u00e7as, obrigando a fazenda a armazenar 11 mil toneladas de soja em silos constru\u00eddos pelo governo.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o produtor mant\u00e9m o otimismo: &#8220;Acredito que a Guiana nos pr\u00f3ximos anos ser\u00e1 um corredor log\u00edstico e tamb\u00e9m ir\u00e1 alimentar todo esse Caribe.<\/p>\n<h2>Incertezas e falta de estrutura dividem avalia\u00e7\u00e3o de produtores<\/h2>\n<p>As percep\u00e7\u00f5es dos brasileiros que visitaram a Guiana est\u00e3o divididas. Enquanto alguns se preocupam com a aus\u00eancia de projetos claros de desenvolvimento, outros enxergam na boa vontade do governo e na capacidade de investimento impulsionada pelos petrod\u00f3lares, uma esp\u00e9cie de garantia de que as coisas acabar\u00e3o avan\u00e7ando, cedo ou tarde.<\/p>\n<p>Um dos organizadores da visita, o ex-ministro da Agricultura Antonio Cabrera, que tamb\u00e9m \u00e9 produtor rural, encara as d\u00favidas e hesita\u00e7\u00f5es com naturalidade.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma expedi\u00e7\u00e3o explorat\u00f3ria. Mas entendo que \u00e9 nessas dificuldades que aparecem realmente as grandes oportunidades. No m\u00e9dio prazo, existem dificuldades, como terminar o asfalto e acertar acordos aduaneiros internacionais, mas as fronteiras devem se abrir&#8221;, diz Cabrera.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/15130130\/IMG_20260401_134114.jpg.webp\" \/><i>Solo da savana guianense \u00e9 parecido com o do Cerrado do Centro-Oeste brasileiro e do Lavrado do Norte do pa\u00eds (Foto: Marcos Tosi) (Foto: Marcos Tosi \/ Gazeta do Povo)<\/i><\/p>\n<p>As conversas com o governo guianense precisar\u00e3o de novas rodadas antes que mais produtores se conven\u00e7am de que vale a pena plantar do outro lado da fronteira.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 faltando um projeto claro e objetivo que apresente as \u00e1reas agricult\u00e1veis do pa\u00eds, que elenque e planilhe esses quantitativos. S\u00f3 o dinheiro (do petr\u00f3leo) n\u00e3o resolve&#8221;, sublinha Anderson Walcz, dono da Plantar, consultoria para projetos e solu\u00e7\u00f5es ambientais com sede em Boa Vista, Roraima.<\/p>\n<h2>Produtor de Roraima diz que dar\u00e1 &#8220;o primeiro passo&#8221;<\/h2>\n<p>J\u00e1 Alair Gon\u00e7alves ficou com poucas d\u00favidas. Trata-se, segundo ele, de oportunidade que n\u00e3o se encontra em outro lugar. Al\u00e9m disso, a nova rodovia transamaz\u00f4nica, da fronteira do Brasil at\u00e9 o porto de Georgetown, est\u00e1 em plena execu\u00e7\u00e3o, e o petr\u00f3leo garante que n\u00e3o faltar\u00e3o os recursos.<\/p>\n<p>Diante do desafio, o pecuarista j\u00e1 se convenceu: ir\u00e1 buscar grupos de investidores para retornar \u00e0 Guiana, dessa vez j\u00e1 levando na bagagem propostas concretas.<\/p>\n<p>\u201cEu vi um grande futuro ali na \u00e1rea do caf\u00e9, de fruticultura, com melancia, abacaxi, manga, banana, hortali\u00e7as e temperos, e ainda queijo e leite. Investimentos de pequenos tamb\u00e9m v\u00e3o para frente&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos nos colocarmos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para ajudar no georreferenciamento para definir as \u00e1reas com aptid\u00e3o agr\u00edcola e mostrar aos brasileiros algo j\u00e1 mapeado\u201d, conclui Alair.<\/p>\n<ul>\n<li><span>O<em> jornalista viajou a convite da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja de Roraima (Aprosoja-RR)<\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00eds novo-rico gra\u00e7as \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de enormes reservas petrol\u00edferas em alto-mar, a Guiana elegeu a agricultura um setor estrat\u00e9gico e&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":374893,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-376164","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/376164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=376164"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/376164\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/374893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=376164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=376164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=376164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}