{"id":371187,"date":"2026-04-18T08:42:45","date_gmt":"2026-04-18T12:42:45","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=371187"},"modified":"2026-04-18T08:42:45","modified_gmt":"2026-04-18T12:42:45","slug":"a-revolucao-silenciosa-do-liberalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=371187","title":{"rendered":"A revolu\u00e7\u00e3o silenciosa do liberalismo"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Nem todo triunfo de um paradigma intelectual \u00e9 espalhafatoso. H\u00e1 alguns que, de t\u00e3o discretos, quase deixam de ser percebidos como triunfo. <em>A Metaf\u00edsica da Revolu\u00e7\u00e3o: Pressupostos do Liberalismo<\/em>, de Daniel Scherer, trata precisamente de um triunfo do segundo tipo: o triunfo da cosmovis\u00e3o liberal, com a consolida\u00e7\u00e3o de uma metaf\u00edsica que, ao se apresentar precisamente como supera\u00e7\u00e3o de toda metaf\u00edsica, tornou-se hegem\u00f4nica e praticamente incontest\u00e1vel \u2013 at\u00e9 mesmo por seus cr\u00edticos.<\/p>\n<p>Para o leitor que, considerando os desastres hist\u00f3ricos do marxismo-leninismo, reconhece no liberalismo pol\u00edtico um papel n\u00e3o negligenci\u00e1vel de oposi\u00e7\u00e3o a impulsos coletivistas e totalit\u00e1rios, o argumento do livro talvez soe como espantoso. Mas, antes que reeditar os argumentos habituais entre os cr\u00edticos do liberalismo, o autor prop\u00f5e uma esp\u00e9cie de deslocamento de perspectiva, que permite enxergar essa influente corrente filos\u00f3fica sob uma luz mais ampla e, por isso mesmo, mais problem\u00e1tica. Com efeito, sem negar as virtudes hist\u00f3ricas do liberalismo, o que Scherer faz \u00e9 reinscrev\u00ea-lo numa genealogia filos\u00f3fica e teol\u00f3gica mais profunda, na qual liberalismo e socialismo, longe de constitu\u00edrem polos absolutamente opostos, aparecem como variantes de uma mesma matriz espiritual \u2013 uma metaf\u00edsica da iman\u00eancia herdada do Renascimento e, sobretudo, do Iluminismo.<\/p>\n<p>\u201cO liberalismo pressup\u00f5e e imp\u00f5e certa metaf\u00edsica\u201d \u2013 escreve o autor logo na abertura. A tese, que \u00e0 primeira vista soa provocativa, vai ganhando subst\u00e2ncia \u00e0 medida que o autor demonstra que o liberalismo, ao contr\u00e1rio do que se imagina, e diferente do que alegam seus adeptos, n\u00e3o \u00e9 uma doutrina neutra, limitada a estabelecer regras procedimentais para a conviv\u00eancia entre diferentes concep\u00e7\u00f5es de vida boa. Ele implica, desde suas premissas mais elementares, uma determinada concep\u00e7\u00e3o de homem (uma antropologia filos\u00f3fica), de conhecimento (uma epistemologia) e de realidade (uma ontologia). A sua pretens\u00e3o de neutralidade axiol\u00f3gica, nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 tanto uma descri\u00e7\u00e3o fiel de seu funcionamento quanto um elemento constitutivo de sua pr\u00f3pria autocompreens\u00e3o \u2013 elemento esse que, ao ocultar os seus pressupostos, dificulta-lhe a cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, o autor procura demonstrar que a rela\u00e7\u00e3o do liberalismo com a religi\u00e3o, e em particular com o catolicismo, n\u00e3o pode ser adequadamente compreendida em termos de mera separa\u00e7\u00e3o institucional entre Igreja e Estado, como se se tratasse de um expediente t\u00e9cnico destinado a evitar conflitos confessionais, mas deve ser vista como express\u00e3o de uma atitude mais profunda, de car\u00e1ter propriamente teol\u00f3gico. Com o apoio de Ryszard Legutko, Scherer recorda que a hostilidade ao catolicismo n\u00e3o foi um acidente tardio, mas um tra\u00e7o presente desde os prim\u00f3rdios do liberalismo \u2013 obra de pensadores majoritariamente protestantes (a come\u00e7ar por Locke), que tinham na Igreja e no Papado os s\u00edmbolos quintessenciais da autoridade esp\u00faria que o liberalismo visava a derrubar. Embora Scherer n\u00e3o o afirme explicitamente, n\u00e3o seria absurdo depreender de sua an\u00e1lise a ideia de que o liberalismo possa ser compreendido como uma vers\u00e3o secularizada de protestantismo.<\/p>\n<p>Dizer que a separa\u00e7\u00e3o entre Igreja e Estado implica uma posi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica pode parecer, \u00e0 primeira vista, um exagero ret\u00f3rico. No entanto, quando se considera que essa separa\u00e7\u00e3o envolve necessariamente um ju\u00edzo \u2013 ainda que impl\u00edcito \u2013 sobre a legitimidade da pretens\u00e3o da Igreja de falar publicamente sobre a ordem moral e pol\u00edtica, torna-se dif\u00edcil negar que se trata, de fato, de uma tomada de posi\u00e7\u00e3o acerca de quest\u00f5es \u00faltimas. Como observa o autor, alegar ignor\u00e2ncia ou incerteza quanto \u00e0 verdade religiosa e, com base nisso, estruturar uma ordem pol\u00edtica que exclua essa verdade da esfera p\u00fablica equivale, na pr\u00e1tica, a emitir um ju\u00edzo negativo sobre ela, ainda que esse ju\u00edzo se apresente sob a forma de suspens\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa an\u00e1lise permite compreender por que a no\u00e7\u00e3o de \u201cordem pol\u00edtica secular\u201d, t\u00e3o cara \u00e0 autocompreens\u00e3o liberal (mas que <a href=\"https:\/\/firstthings.com\/the-impossibility-of-secular-society\/\">R\u00e9mi Brague bem demonstrou ser imposs\u00edvel<\/a>), exige uma qualifica\u00e7\u00e3o mais rigorosa: n\u00e3o se trata, como muitas vezes se sugere, de uma ordem neutra em rela\u00e7\u00e3o a toda religi\u00e3o, mas de uma ordem que, historicamente e conceitualmente, se constituiu em oposi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica ao catolicismo \u2013 seja por meio da exclus\u00e3o das raz\u00f5es religiosas da esfera p\u00fablica, seja pela tentativa de subsumi-las a uma esp\u00e9cie de religi\u00e3o civil, como se observa em Jean-Jacques Rousseau e nos experimentos simb\u00f3licos da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Essas duas estrat\u00e9gias, longe de se exclu\u00edrem, convergem no ponto essencial: a recusa de reconhecer \u00e0 Igreja qualquer autoridade p\u00fablica aut\u00f4noma.<\/p>\n<p>Uma vez estabelecido esse quadro, o autor pode avan\u00e7ar para um n\u00edvel mais profundo de an\u00e1lise, no qual a cr\u00edtica ao liberalismo deixa de ser meramente institucional ou hist\u00f3rica e assume um car\u00e1ter propriamente antropol\u00f3gico e metaf\u00edsico. Nesse plano, a quest\u00e3o central diz respeito \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de homem que o liberalismo pressup\u00f5e, ainda que nem sempre explicite. O indiv\u00edduo que figura como titular origin\u00e1rio de direitos \u2013 aut\u00f4nomo, soberano, desvinculado de qualquer ordem moral pr\u00e9-existente e de quaisquer v\u00ednculos constitutivos \u2013 revela-se, \u00e0 luz de uma an\u00e1lise mais atenta, uma constru\u00e7\u00e3o meramente abstrata, que guarda estreita afinidade com as fic\u00e7\u00f5es contratualistas do pensamento iluminista.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Ao conceber o indiv\u00edduo como anterior e independente das institui\u00e7\u00f5es e dos corpos intermedi\u00e1rios que o formam (fam\u00edlia, comunidade, par\u00f3quia etc.), o liberalismo contribui para a eros\u00e3o dessas mesmas inst\u00e2ncias<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica do fil\u00f3sofo pol\u00edtico Bertrand de Jouvenel, segundo a qual o contratualismo teria sido concebido por homens que se esqueceram da pr\u00f3pria inf\u00e2ncia, ilumina bem o car\u00e1ter artificial do indiv\u00edduo liberal, que parece surgir no mundo j\u00e1 pronto, sem passado, sem depend\u00eancias e sem pertencimento. Contra essa abstra\u00e7\u00e3o, poder-se-ia recordar a fil\u00f3sofa Simone Weil, para quem o enraizamento constitui uma das necessidades mais fundamentais da alma humana. O homem real, ao contr\u00e1rio do indiv\u00edduo liberal, n\u00e3o \u00e9 um ponto de partida absoluto, mas o fruto de uma hist\u00f3ria, de uma tradi\u00e7\u00e3o e de uma rede de rela\u00e7\u00f5es que lhe conferem identidade e sentido.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente nesse contraste que se insere o argumento \u2013 cuja relev\u00e2ncia contempor\u00e2nea dificilmente pode ser exagerada \u2013 segundo o qual a antropologia individualista do liberalismo, ao inv\u00e9s de proteger o indiv\u00edduo contra o poder do Estado, acaba por preparar as condi\u00e7\u00f5es para o seu crescimento desmesurado. Ao conceber o indiv\u00edduo como anterior e independente das institui\u00e7\u00f5es e dos corpos intermedi\u00e1rios que o formam (fam\u00edlia, comunidade, par\u00f3quia etc.), o liberalismo contribui para a eros\u00e3o dessas mesmas inst\u00e2ncias, produzindo, ao longo do tempo, indiv\u00edduos cada vez mais isolados e desprovidos de media\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Scherer recorre a Patrick Deneen, que em <em>Why Liberalism Failed<\/em>, sugeriu que o liberalismo \u00e9 uma profecia autorrealiz\u00e1vel: ao pressupor indiv\u00edduos aut\u00f4nomos e desenraizados, ele acaba por produzi-los, e, uma vez produzidos, esses indiv\u00edduos passam a demandar uma inst\u00e2ncia central capaz de suprir as fun\u00e7\u00f5es antes desempenhadas pelas estruturas intermedi\u00e1rias. O resultado \u00e9 o fortalecimento de uma burocracia estatal cada vez mais abrangente, cuja expans\u00e3o aparece, paradoxalmente, como necess\u00e1ria para garantir a liberdade de indiv\u00edduos que j\u00e1 n\u00e3o disp\u00f5em dos recursos sociais e morais para se autogovernar.<\/p>\n<p>Esse paradoxo, contudo, n\u00e3o esgota o alcance da cr\u00edtica de Scherer, que se aprofunda ainda mais ao examinar os pressupostos metaf\u00edsicos da modernidade. Retomando a tradi\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lico-tomista, particularmente na formula\u00e7\u00e3o de Tom\u00e1s de Aquino, o autor aponta como a filosofia moderna, ao rejeitar a concep\u00e7\u00e3o do ser como ato participado \u2013 o <em>actus essendi<\/em> da filosofia tomista \u2013, inaugura um movimento que culmina na absor\u00e7\u00e3o da realidade pela raz\u00e3o humana. A distin\u00e7\u00e3o entre ess\u00eancia e exist\u00eancia, bem como a compreens\u00e3o do ente como algo extra-mental, s\u00e3o progressivamente substitu\u00eddas por uma perspectiva na qual a realidade aparece como dependente das opera\u00e7\u00f5es cognitivas do sujeito.<\/p>\n<p>Esse deslocamento, que se manifesta de formas diversas em Ren\u00e9 Descartes, Immanuel Kant e Georg Wilhelm Friedrich Hegel, conduz ao subjetivismo moderno, no qual a verdade deixa de ser algo a ser descoberto e passa a ser, em alguma medida, constitu\u00edda. No plano \u00e9tico e pr\u00e1tico, isso implica a dissolu\u00e7\u00e3o de qualquer padr\u00e3o objetivo de bem, substitu\u00eddo por um campo de vontades em disputa, cuja articula\u00e7\u00e3o se d\u00e1 de maneira imanente.<\/p>\n<p>O liberalismo pode, portanto, ser compreendido como a express\u00e3o pol\u00edtica dessa transforma\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica. Ao renunciar \u00e0 ideia de um bem objetivo cognosc\u00edvel, ele se v\u00ea compelido a tratar todos os desejos de forma igual, convertendo a satisfa\u00e7\u00e3o desses desejos em um valor em si mesmo. Como observa Scherer, esse movimento d\u00e1 origem a uma esp\u00e9cie de \u201cnova religi\u00e3o\u201d, na qual a nega\u00e7\u00e3o da verdade moral se torna, paradoxalmente, um absoluto, e na qual o homem, elevado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de medida de todas as coisas, assume um papel que, em outras tradi\u00e7\u00f5es, era reservado ao divino.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia mais ampla desse processo, como o autor sugere nas p\u00e1ginas finais destacadas, \u00e9 a converg\u00eancia entre seculariza\u00e7\u00e3o e paganiza\u00e7\u00e3o, que deixam de ser fen\u00f4menos distintos para aparecer como express\u00f5es complementares de uma mesma metaf\u00edsica da iman\u00eancia. Ao afastar o catolicismo da vida p\u00fablica, o liberalismo n\u00e3o elimina a dimens\u00e3o religiosa, mas a reconfigura, deslocando o eixo do transcendente para o imanente e abrindo espa\u00e7o para formas diversas de sacraliza\u00e7\u00e3o do humano.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a descatoliza\u00e7\u00e3o promovida pelo liberalismo n\u00e3o deve ser entendida apenas como um epis\u00f3dio hist\u00f3rico, mas como um dos seus efeitos civilizacionais mais profundos, na medida em que rompe com a tradi\u00e7\u00e3o que, no Ocidente, havia articulado de modo mais consistente a rela\u00e7\u00e3o entre ordem temporal e ordem espiritual. O resultado n\u00e3o \u00e9 a neutralidade, mas a substitui\u00e7\u00e3o de uma teologia expl\u00edcita por uma teologia impl\u00edcita, que, precisamente por n\u00e3o se reconhecer como tal, exerce um poder ainda mais difuso e penetrante.<\/p>\n<p>A for\u00e7a do argumento de Scherer reside, em \u00faltima inst\u00e2ncia, na sua capacidade de mostrar que a cr\u00edtica ao liberalismo, se quiser ser consequente, n\u00e3o pode se limitar \u00e0s suas manifesta\u00e7\u00f5es mais recentes ou mais extremas, nem tampouco restringir-se a uma oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica convencional entre direita e esquerda. Como ele pr\u00f3prio observa, muitas das cr\u00edticas contempor\u00e2neas ao liberalismo, inclusive aquelas formuladas a partir de posi\u00e7\u00f5es aparentemente conservadoras, permanecem enredadas nos mesmos pressupostos metaf\u00edsicos que pretendem contestar.<\/p>\n<p>Se isso \u00e9 verdade, ent\u00e3o o liberalismo n\u00e3o \u00e9 apenas uma doutrina entre outras, mas o horizonte comum dentro do qual se desenrolam as disputas pol\u00edticas do presente. Torn\u00e1-lo vis\u00edvel, como faz <em>A Metaf\u00edsica da Revolu\u00e7\u00e3o<\/em>, \u00e9 o primeiro passo para qualquer tentativa s\u00e9ria de supera\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o no sentido de uma rejei\u00e7\u00e3o simplista, mas no de uma reconsidera\u00e7\u00e3o mais profunda das quest\u00f5es que, ao se afirmar como moralmente neutro e metafisicamente nulo, o liberalismo julgou ter resolvido de uma vez por todas. Como conclui o autor:<\/p>\n<p>\u201cO liberalismo n\u00e3o \u00e9 metafisicamente neutro. Seu apelo \u00e0 pluralidade, ainda que bem-intencionado, serve apenas de pretexto para impor \u00e0 justifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica sua pr\u00f3pria teoria abrangente do bem. A defesa mesma da indiferen\u00e7a da raz\u00e3o p\u00fablica com respeito a quaisquer concep\u00e7\u00f5es abrangentes da \u2018vida boa\u2019 \u00e9 resultado de uma doutrina compreensiva \u2013 a qual tem alcance metaf\u00edsico e religioso [&#8230;] Em suma: o liberalismo implica certa metaf\u00edsica. E para critic\u00e1-lo \u00e9 preciso opor-lhe outra\u201d.<\/p>\n<p>Reside a\u00ed o m\u00e9rito mais duradouro do livro: ao recolocar em termos claros e rigorosos a quest\u00e3o da verdade sobre o homem, o bem e a ordem do mundo, Scherer nos obriga a reconhecer que nenhuma ordem pol\u00edtica pode, em \u00faltima inst\u00e2ncia, prescindir de uma resposta a essas perguntas \u2013 ainda que essa resposta se apresente, como no caso do liberalismo, sob a forma de sil\u00eancio.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem todo triunfo de um paradigma intelectual \u00e9 espalhafatoso. 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