{"id":354498,"date":"2026-04-11T17:21:56","date_gmt":"2026-04-11T21:21:56","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=354498"},"modified":"2026-04-11T17:21:56","modified_gmt":"2026-04-11T21:21:56","slug":"obra-milionaria-em-porto-entra-na-reta-final-mas-corre-risco-de-ficar-ociosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=354498","title":{"rendered":"Obra milion\u00e1ria em porto entra na reta final, mas corre risco de ficar ociosa"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>O\u00a0<strong>Moeg\u00e3o<\/strong>\u00a0do Porto de Paranagu\u00e1 caminha para a fase final de implanta\u00e7\u00e3o como uma das principais apostas de infraestrutura log\u00edstica do Paran\u00e1 para ampliar a competitividade do corredor de exporta\u00e7\u00e3o. Com 95% de avan\u00e7o global e perspectiva de in\u00edcio de testes\u00a0para o m\u00eas de\u00a0maio, a estrutura p\u00fablica come\u00e7a a se aproximar da entrega f\u00edsica.<\/p>\n<p>A entrada em opera\u00e7\u00e3o plena, no entanto, ainda depende de\u00a0uma quest\u00e3o\u00a0externa ao\u00a0canteiro principal: a <strong>conex\u00e3o dos terminais privados ao novo sistema<\/strong>.\u00a0A estrutura\u00a0foi concebida\u00a0para centralizar a descarga ferrovi\u00e1ria\u00a0no Porto de Paranagu\u00e1\u00a0e reduzir um dos principais gargalos operacionais\u00a0locais, que \u00e9\u00a0a necessidade de m\u00faltiplas manobras\u00a0dos trens, quebras de composi\u00e7\u00e3o e acessos individualizados aos terminais\u00a0portu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Quando operar cheio, o\u00a0novo sistema permitir\u00e1 descarregar simultaneamente at\u00e9 180 vag\u00f5es em tr\u00eas linhas independentes. O\u00a0recebimento\u00a0de cargas pelo modal ferrovi\u00e1rio poder\u00e1 passar\u00a0de\u00a015% para 50%\u00a0do total que chega\u00a0ao\u00a0porto, alcan\u00e7ando\u00a0at\u00e9\u00a024\u00a0milh\u00f5es\u00a0de toneladas.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Com investimentos da ordem de R$ 600 milh\u00f5es, as obras come\u00e7aram no in\u00edcio de 2024 e tinham previs\u00e3o de conclus\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/parana\/moegao-obra-milionaria-promete-dobrar-capacidade-porto-de-paranagua-reta-final\/\">para mar\u00e7o deste ano<\/a>.\u00a0Mas\u00a0o prazo chegou\u00a0com\u00a0o <em>status<\/em>\u00a0atual do empreendimento\u00a0marcado\u00a0por uma contradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto o\u00a0ativo central est\u00e1 pr\u00f3ximo da conclus\u00e3o, a malha de conex\u00f5es que permitir\u00e1 ao sistema funcionar em escala ainda avan\u00e7a em ritmos distintos entre os operadores\u00a0&#8211; os gr\u00e3os (soja, milho e farelo) ser\u00e3o enviados por esteiras diretamente para\u00a0os\u00a011 terminais interligados ao Corredor de Exporta\u00e7\u00e3o Leste.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Do ponto de vista de infraestrutura, isso significa que Paranagu\u00e1 dever\u00e1 inaugurar primeiro a \u201cespinha dorsal\u201d do sistema para, s\u00f3 depois, consolidar a capilaridade operacional necess\u00e1ria para capturar todo o ganho de efici\u00eancia previsto. A obra p\u00fablica, portanto, tende a chegar antes da matura\u00e7\u00e3o completa dos investimentos privados complementares.\u00a0<\/p>\n<p>Dentre\u00a0os terminais a serem conectados, apenas\u00a0o da <strong>Cotrigua\u00e7u<\/strong>\u00a0iniciou as obras, h\u00e1 cerca de um m\u00eas, com previs\u00e3o de conclus\u00e3o para outubro deste ano.\u00a0O diretor-presidente da Portos do Paran\u00e1, Luiz Fernando Garcia, conta que\u00a0h\u00e1\u00a0empreendimentos em contrata\u00e7\u00e3o,\u00a0outros em\u00a0licenciamento ou\u00a0em\u00a0fase de projeto, mas a integra\u00e7\u00e3o total ainda levar\u00e1 tempo.<\/p>\n<p>\u201cNossa\u00a0expectativa \u00e9 que a totalidade dos terminais operacionais esteja integrada em um horizonte de 12 a 14 meses, contados de mar\u00e7o de 2026\u201d, adianta.\u00a0Algo que, segundo Garcia, <strong>j\u00e1 estava precificado<\/strong>.\u00a0Ele lembra que, quando\u00a0a\u00a0viabilidade\u00a0do\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0foi confirmada, o passo seguinte foi\u00a0consultar\u00a0os representantes dos terminais.<\/p>\n<p>\u201cEm\u00a0absolutamente nada adiantaria a gente construir uma obra desse porte\u00a0se os\u00a0terminais\u00a0dissessem que n\u00e3o iriam interligar. Ent\u00e3o n\u00f3s os procuramos\u00a0depois de um est\u00e1gio um pouco mais avan\u00e7ado de conceito\u00a0&#8211;\u00a0n\u00e3o de projeto, obviamente\u00a0&#8211;\u00a0e todos\u00a0disseram: \u2018nos interessa\u2019\u201d, recorda.\u00a0<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, veio o refor\u00e7o contratual\u00a0nos casos em que\u00a0era poss\u00edvel estabelec\u00ea-lo.\u00a0Os\u00a0contratos de\u00a0arrendamento\u00a0feitos a partir de 2025 (PAR 14, PAR 15\u00a0e\u00a0PAR 25)\u00a0amarraram\u00a0a obrigatoriedade de conex\u00e3o\u00a0dos terminais\u00a0ao\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0a partir da conclus\u00e3o da obra, conforme prazos e diretrizes definidos pela administra\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria\u00a0\u2013 prazos, estes,\u00a0firmados\u00a0em\u00a0um ano, segundo Garcia.<\/p>\n<p>As \u00e1reas foram leiloadas em abril de 2025 e os contratos assinados entre\u00a0agosto e setembro do mesmo ano. O PAR 14 foi arrematado\u00a0pela\u00a0<em>BTG Pactual\u00a0Commodities\u00a0Sertrading<\/em>;\u00a0o PAR 15\u00a0pela\u00a0<em>Cargill\u00a0Brasil Participa\u00e7\u00f5es<\/em> e o 25,\u00a0pelo cons\u00f3rcio <em>ALDC<\/em>, formado pela\u00a0Amaggi e Louis Dreyfus\u00a0Company.<\/p>\n<p>Para os\u00a0contratos mais antigos e entre retroportu\u00e1rios\u00a0\u2013\u00a0terminais situados fora da zona prim\u00e1ria do porto \u2013\u00a0a autoridade portu\u00e1ria\u00a0afirma n\u00e3o\u00a0dispor\u00a0da mesma margem para impor a adapta\u00e7\u00e3o de forma unilateral. Ainda assim,\u00a0Garcia\u00a0sustenta que o porto det\u00e9m instrumentos operacionais para reordenar o uso das linhas quando o sistema entrar em funcionamento, inclusive restringindo manobras fora do novo modelo.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>E\u00a0aposta que a\u00a0entrada em opera\u00e7\u00e3o do\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0tende a produzir um <strong>efeito econ\u00f4mico sobre o frete ferrovi\u00e1rio<\/strong>.\u00a0Por se tratar de uma estrutura mais eficiente, a concession\u00e1ria poder\u00e1 oferecer\u00a0valores\u00a0mais vantajosos\u00a0para cargas direcionadas ao novo sistema.\u00a0\u201cUm fator de mercado que nos ajuda a incentivar a conex\u00e3o direta dos terminais\u201d,\u00a0afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paran\u00e1.\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/10132105\/Moegao_1.jpg.jpeg.webp\" \/><i>A estrutura\u00a0do Moeg\u00e3o foi concebida\u00a0para centralizar a descarga ferrovi\u00e1ria\u00a0no Porto de Paranagu\u00e1\u00a0e reduzir um dos principais gargalos operacionais\u00a0locais, que \u00e9\u00a0a necessidade de m\u00faltiplas manobras\u00a0dos trens, quebras de composi\u00e7\u00e3o e acessos individualizados aos terminais\u00a0portu\u00e1rios. (Foto: Claudio Neves\/Portos do Paran\u00e1)<\/i><\/p>\n<h2>Cotrigua\u00e7u antecipa conex\u00e3o com o Moeg\u00e3o\u00a0justificando\u00a0vis\u00e3o estrat\u00e9gica\u00a0<\/h2>\n<p>O\u00a0gerente do terminal portu\u00e1rio da Cotrigua\u00e7u e delegado da\u00a0Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Terminais Portu\u00e1rios (ABTP)\u00a0no Paran\u00e1, Rodrigo Buffara,\u00a0classifica o projeto\u00a0do\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0como uma mudan\u00e7a estrutural na l\u00f3gica de recep\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria do corredor de exporta\u00e7\u00e3o\u00a0\u2013 e, por isso, a empresa\u00a0preferiu antecipar os investimentos na conex\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>A\u00a0empresa\u00a0opera\u00a0no porto desde a d\u00e9cada de 1970\u00a0e\u00a0aparece como um dos casos mais avan\u00e7ados na resposta privada ao novo ativo p\u00fablico. Buffara afirma que a empresa iniciou a obra de interliga\u00e7\u00e3o ao eixo do\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0h\u00e1 cerca de um m\u00eas, com investimento de aproximadamente R$ 45 milh\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>O modal rodovi\u00e1rio se aproxima do limite do que a cidade consegue absorver.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cH\u00e1 alguns (terminais) avan\u00e7ados\u00a0em or\u00e7amento e\u00a0contrata\u00e7\u00e3o, mas a obra (sendo executada)\u00a0somente n\u00f3s neste momento. Todos, por\u00e9m, est\u00e3o vendo de forma estrat\u00e9gica,\u00a0a\u00a0quest\u00e3o \u00e9 o tempo empresarial de cada um. Empresas que abriram or\u00e7amento mais antecipado, outras esperando um pouco mais\u201d, relata.\u00a0<\/p>\n<p>Para\u00a0ele,\u00a0a grande vantagem do\u00a0modelo\u00a0\u00e9\u00a0substituir\u00a0um arranjo historicamente fragmentado por uma moega \u00fanica, de grande escala e maior grau tecnol\u00f3gico, apta a elevar produtividade e melhorar a fluidez da opera\u00e7\u00e3o. Na avalia\u00e7\u00e3o do executivo, a expans\u00e3o da capacidade ferrovi\u00e1ria tornou-se praticamente obrigat\u00f3ria porque o modal rodovi\u00e1rio se aproxima do limite do que a cidade consegue absorver.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso,\u00a0<strong>a empresa n\u00e3o quer perder mercado<\/strong>. \u201cCada vez mais a competi\u00e7\u00e3o entre portos est\u00e1 acirrada. Se\u00a0n\u00f3s n\u00e3o avan\u00e7amos, as cargas se direcionam para outros portos.\u201d\u00a0<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Agenda ferrovi\u00e1ria em aberto\u00a0<em>versus<\/em>\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0<\/h2>\n<p>Mesmo sem todas as conex\u00f5es conclu\u00eddas, a avalia\u00e7\u00e3o da autoridade portu\u00e1ria \u00e9 de que a nova estrutura j\u00e1 produzir\u00e1 ganhos marginais importantes. Garcia afirma que o\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0foi projetado para suportar at\u00e9 24 milh\u00f5es de toneladas, ante um volume muito inferior hoje movimentado por ferrovia na regi\u00e3o\u00a0(cerca de 5 milh\u00f5es).\u00a0<\/p>\n<p>Segundo ele, quando\u00a0o porto iniciou as conversas com a\u00a0<strong>Rumo Log\u00edstica \u2013\u00a0concession\u00e1ria que opera a Malha Sul<\/strong>, ferrovia que leva os trens at\u00e9\u00a0o local\u00a0\u2013\u00a0ficou claro que, mesmo\u00a0dentro da l\u00f3gica operacional de hoje, ainda sem visualizar expans\u00e3o,\u00a0\u00e9 poss\u00edvel operar em potencial\u00a0m\u00e1ximo.\u00a0Isso porque o que\u00a0impede que a participa\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria em Paranagu\u00e1 seja maior n\u00e3o \u00e9 a ferrovia em si, mas\u00a0a descarga.<\/p>\n<p>\u201cA\u00a0Serra do Mar tem uma capacidade de quase\u00a040 milh\u00f5es de toneladas, de acordo com a concession\u00e1ria ferrovi\u00e1ria. A inefici\u00eancia est\u00e1\u00a0no tempo que os trens precisam\u00a0(para descarregar), por\u00a0fazer muitas manobras\u201d, explica o diretor-presidente da Portos do Paran\u00e1.\u00a0<\/p>\n<p>Quando a conversa em torno do\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0come\u00e7ou, em meados de 2020, faltavam sete anos para o fim da concess\u00e3o\u00a0\u2013 o contrato com a Rumo vence em fevereiro de 2027.\u00a0Agora, faltando menos de um ano, o compasso\u00a0tende a ser\u00a0de espera\u00a0por parte da concession\u00e1ria para que eventuais investimentos ocorram na opera\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca,\u00a0mesmo sabendo\u00a0que os\u00a0prazos\u00a0seriam\u00a0apertados e das indefini\u00e7\u00f5es sempre envolvidas em processos de final de concess\u00e3o,\u00a0o porto n\u00e3o quis esperar.\u00a0\u201cEles\u00a0(a concession\u00e1ria)\u00a0nos mostraram que nosso principal gargalo eram os terminais graneleiros interligados ao nosso corredor de exporta\u00e7\u00e3o.\u00a0Uns t\u00eam desvios ferrovi\u00e1rios excelentes, outros,\u00a0ruins,\u00a0e outros nem t\u00eam desvios ferrovi\u00e1rios\u201d, lembra.\u00a0<\/p>\n<p>A antecipa\u00e7\u00e3o valia a pena, na vis\u00e3o da Portos do Paran\u00e1, por melhorar o gargalo atual e j\u00e1 projetar a descarga ferrovi\u00e1ria\u00a0das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.\u00a0A obra foi\u00a0ent\u00e3o\u00a0desenhada para dialogar com a futura reorganiza\u00e7\u00e3o da malha ferrovi\u00e1ria paranaense, especialmente no contexto do vencimento da concess\u00e3o da Malha Sul e das discuss\u00f5es sobre a Ferroeste\u00a0\u2013 a ferrovia sob al\u00e7ada do estado <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/brasil\/concessoes-distintas-desafiam-integracao-entre-ferrovias-regiao-sul\/\">est\u00e1 em compasso de espera para ir a leil\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Mas\u00a0Garcia afirma que o porto n\u00e3o poderia esperar a defini\u00e7\u00e3o completa dessas concess\u00f5es para s\u00f3 ent\u00e3o atacar\u00a0o problema.\u00a0Por isso a estrat\u00e9gia foi\u00a0resolver primeiro a inefici\u00eancia local para que Paranagu\u00e1 n\u00e3o se transforme no elo fraco quando a capacidade ferrovi\u00e1ria externa for ampliada.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o adianta ter uma ferrovia de primeiro mundo se o porto n\u00e3o responder.\u00a0Olhando as pr\u00f3ximas\u00a0duas,\u00a0tr\u00eas\u00a0d\u00e9cadas, que v\u00e3o certamente agregar muito\u00a0em\u00a0capacidade ferrovi\u00e1ria,\u00a0o porto n\u00e3o vai ser o gargalo\u201d,\u00a0justifica.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Moeg\u00e3o\u00a0tamb\u00e9m ser\u00e1 concessionado\u00a0<\/h2>\n<p>O desafio, agora, \u00e9 fazer coincidir tr\u00eas\u00a0calend\u00e1rios\u00a0diferentes: o da obra p\u00fablica, praticamente conclu\u00edda; o dos terminais, ainda em compasso desigual; e o da nova agenda ferrovi\u00e1ria do Paran\u00e1, que segue em aberto.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Os dois primeiros espera-se\u00a0resolver antes.\u00a0O presidente da Portos do Paran\u00e1\u00a0afirma ter\u00a0solicitado o cronograma de implanta\u00e7\u00e3o das conex\u00f5es a todos os terminais envolvidos\u00a0e, com eles em m\u00e3os, ter a previs\u00e3o do escalonamento das obras\u00a0\u2013 seguindo a prerrogativa de ter tudo pronto dentro de 12 at\u00e9 14 meses, o\u00a0que alcan\u00e7aria\u00a0maio do ano que vem.<\/p>\n<p>Enquanto isso, nos bastidores afirma-se que a Rumo tem inten\u00e7\u00e3o de pedir a prorroga\u00e7\u00e3o do contrato de concess\u00e3o da Malha Sul, ao passo que o governo federal\u00a0sustenta\u00a0que uma nova licita\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1.\u00a0A reportagem da <strong>Gazeta do Povo<\/strong> questionou a empresa quanto a essa inten\u00e7\u00e3o\u00a0e perguntou\u00a0como\u00a0se prepara para\u00a0viabilizar\u00a0o uso\u00a0do\u00a0Moeg\u00e3o,\u00a0independentemente\u00a0do\u00a0caminho tomado\u00a0\u2013 uma vez\u00a0que\u00a0a estrutura permitiria extrair mais da atual opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em nota, a Rumo\u00a0informa\u00a0apenas que\u00a0est\u00e1\u00a0em di\u00e1logo com o\u00a0governo federal.\u00a0\u201cO projeto do\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0do Porto de Paranagu\u00e1, quando conclu\u00eddo, dever\u00e1 trazer mais fluidez, agilidade e efici\u00eancia \u00e0 opera\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria no porto, al\u00e9m de reduzir conflitos com o modal rodovi\u00e1rio.\u00a0Sobre a Malha Sul, a empresa informa que segue em di\u00e1logo com o Minist\u00e9rio dos Transportes\u00a0e que eventuais encaminhamentos e impactos relacionados ao t\u00e9rmino da concess\u00e3o est\u00e3o no \u00e2mbito do Governo Federal.\u00a0A companhia acrescenta ainda que avalia continuamente as oportunidades da carteira de concess\u00f5es com base em crit\u00e9rios de viabilidade t\u00e9cnica, regulat\u00f3ria e econ\u00f4mica\u201d, diz a nota, na \u00edntegra.\u00a0<\/p>\n<p>Paralelamente, h\u00e1\u00a0um quarto fator: a\u00a0previs\u00e3o de colocar o pr\u00f3prio\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0sob concess\u00e3o privada. O\u00a0modelo est\u00e1 sendo ainda desenhado, uma vez que\u00a0trata-se\u00a0de um tipo de ativo\u00a0que opera em l\u00f3gica\u00a0diferente dos que existem at\u00e9 hoje no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cTemos\u00a0o desafio\u00a0de modelar algo atrativo ao mercado que n\u00e3o crie qualquer sobressalto econ\u00f4mico para os usu\u00e1rios e mantenha a utiliza\u00e7\u00e3o da ferrovia\u00a0sempre incentivada\u201d, antecipa o presidente da Portos do Paran\u00e1. Por conta disso, ele promete &#8220;para breve&#8221; a realiza\u00e7\u00e3o de\u00a0consulta p\u00fablica\u00a0sobre\u00a0o tema.<\/p>\n<p>A reportagem\u00a0da <strong>Gazeta do Povo<\/strong> procurou ainda\u00a0outras empresas, como\u00a0a\u00a0Louis Dreyfus,\u00a0Cargill e Coamo,\u00a0para comentarem as conex\u00f5es\u00a0de seus terminais\u00a0ao\u00a0Moeg\u00e3o.\u00a0As duas primeiras\u00a0preferiram n\u00e3o se manifestar sobre o tema.\u00a0N\u00e3o houve retorno da Coamo.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0Moeg\u00e3o\u00a0do Porto de Paranagu\u00e1 caminha para a fase final de implanta\u00e7\u00e3o como uma das principais apostas de infraestrutura log\u00edstica do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":353167,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[189],"tags":[],"class_list":["post-354498","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/354498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=354498"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/354498\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/353167"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=354498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=354498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=354498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}