{"id":347323,"date":"2026-04-09T11:17:07","date_gmt":"2026-04-09T15:17:07","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=347323"},"modified":"2026-04-09T11:17:07","modified_gmt":"2026-04-09T15:17:07","slug":"minerais-criticos-terras-raras-e-o-eixo-esquecido-da-politica-externa-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=347323","title":{"rendered":"Minerais cr\u00edticos, terras raras e o eixo esquecido da pol\u00edtica externa brasileira"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Na obra <em>Gram\u00e1tica das Civiliza\u00e7\u00f5es<\/em> (1987), de Fernand Braudel, h\u00e1 uma passagem em que o historiador observa que as civiliza\u00e7\u00f5es, antes de serem sistemas de ideias, s\u00e3o sistemas de coisas: pedra, ferro, trigo, sal. O que uma civiliza\u00e7\u00e3o extrai da terra, e o que faz com aquilo que extrai, define menos a sua riqueza do que o seu lugar na hierarquia dos povos. Roma n\u00e3o era Roma porque possu\u00eda minas de chumbo na Hisp\u00e2nia; era Roma porque transformava aquele chumbo em aquedutos, e aqueles aquedutos em poder. A dist\u00e2ncia entre extrair e transformar foi, em diversos contextos hist\u00f3ricos, correspondente \u00e0quela entre ag\u00eancia, ou seja, a capacidade de agir de forma racional, intencional e aut\u00f4noma, e impot\u00eancia.<\/p>\n<p>Pois bem, no exato momento em que essa distin\u00e7\u00e3o volta ao centro da disputa geopol\u00edtica mundial, o Brasil petista permanece alheio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o que se opera debaixo dos seus p\u00e9s. Literalmente, o subsolo brasileiro abriga a segunda maior reserva de terras raras do planeta (21 milh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas, 23% do total mundial), o monop\u00f3lio quase absoluto do ni\u00f3bio (94% das reservas globais), posi\u00e7\u00f5es de relevo em grafite (26% das reservas mundiais), n\u00edquel (terceiras maiores reservas) e l\u00edtio (quinto maior exportador). Se a geopol\u00edtica do s\u00e9culo XX foi moldada pelo petr\u00f3leo, a do s\u00e9culo XXI decerto ser\u00e1, em larga medida, informada por esses materiais. E o Brasil, mais uma vez, corre o risco de sentar sobre o trono sem perceber que ele existe.<\/p>\n<p>O conceito de <em>electrostate (eletroestado)<\/em>, trocadilho geoestrat\u00e9gico inspirado na no\u00e7\u00e3o de <em>petroestado<\/em> cunhado por analistas do <em>Council on Foreign Relations<\/em> (<em>think tank <\/em>norte-americano dedicado a temas de pol\u00edtica externa dos EUA e, em sentido amplo, rela\u00e7\u00f5es internacionais), designa os pa\u00edses que dominam n\u00e3o apenas as mat\u00e9rias-primas, mas sobretudo as cadeias de processamento e beneficiamento dos minerais essenciais \u00e0 eletrifica\u00e7\u00e3o da economia global.<\/p>\n<p>Ve\u00edculos el\u00e9tricos, turbinas e\u00f3licas, pain\u00e9is solares, baterias de grande escala, semicondutores, sistemas de defesa de quinta gera\u00e7\u00e3o, infraestrutura de <em>data centers<\/em> \u00a0para intelig\u00eancia artificial, tudo isso depende de um punhado de elementos que, apesar do nome, n\u00e3o s\u00e3o propriamente raros na crosta terrestre, mas cuja concentra\u00e7\u00e3o em dep\u00f3sitos economicamente explor\u00e1veis com os instrumentos tecnol\u00f3gicos atuais \u00e9 extraordinariamente restrita.<\/p>\n<p>A China compreendeu isso antes de todos. Pequim controla hoje o refino de 19 dos 20 minerais estrat\u00e9gicos listados pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos e responde por cerca de 65% da produ\u00e7\u00e3o mundial de terras raras. Essa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi obtida por acidente geol\u00f3gico, mas constru\u00edda ao longo de quatro d\u00e9cadas de pol\u00edtica industrial deliberada, investimentos em capacidade de processamento e instrumentaliza\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica do monop\u00f3lio resultante. Em 2025, a China imp\u00f4s restri\u00e7\u00f5es \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de terras raras que paralisaram cadeias produtivas ocidentais inteiras, do setor automobil\u00edstico ao aeroespacial. A suspens\u00e3o tempor\u00e1ria dessas restri\u00e7\u00f5es expira em novembro de 2026.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que os olhos de Washington e Bruxelas se voltam para o Brasil. Segundo o <em>U.S. Geological Survey<\/em>, as reservas brasileiras de terras raras correspondem a praticamente metade das chinesas (44 milh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas) e s\u00e3o sobremaneira superiores \u00e0s norte-americanas (2,3 milh\u00f5es), australianas (4,1 milh\u00f5es) e indianas (6,9 milh\u00f5es). Em ni\u00f3bio, o Brasil \u00e9 indispens\u00e1vel: o Pa\u00eds foi a origem de 66% de todas as importa\u00e7\u00f5es norte-americanas de ni\u00f3bio entre 2019 e 2022.<\/p>\n<p>A Serra Verde, operando na jazida de Pela Ema, no norte de Goi\u00e1s, tornou-se a primeira empresa fora da China a produzir comercialmente os quatro elementos magn\u00e9ticos cr\u00edticos de terras raras (neod\u00edmio, praseod\u00edmio, t\u00e9rbio e dispr\u00f3sio), com proje\u00e7\u00e3o de 6500 toneladas anuais de \u00f3xido de terras raras at\u00e9 2027. Em rela\u00e7\u00e3o ao l\u00edtio, o Brasil saltou de zero\u00a0 para a posi\u00e7\u00e3o de quinto maior exportador mundial em menos de dois anos, com o Vale do L\u00edtio de Minas Gerais abrigando 11 projetos em desenvolvimento. No que se refere ao grafite, material essencial para \u00e2nodos de baterias de \u00edon-l\u00edtio, o Pa\u00eds j\u00e1 \u00e9 o terceiro maior produtor mundial.<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros, contudo, revelam tanto a oportunidade quanto a patologia. O Brasil det\u00e9m 23% das reservas globais de terras raras, mas responde por apenas 1% da produ\u00e7\u00e3o mundial. Apenas 35% do territ\u00f3rio nacional foi geologicamente mapeado. O Pa\u00eds exporta min\u00e9rio bruto e importa produtos acabados que cont\u00eam os mesmos minerais, pagando o estratosf\u00e9rico pr\u00eamio da transforma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o realizou. \u00c9 a maldi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica das economias extrativistas, agravada pela aus\u00eancia de uma pol\u00edtica industrial coerente e pela cr\u00f4nica incapacidade do Estado brasileiro de pensar estrategicamente al\u00e9m do pr\u00f3ximo ciclo eleitoral.<\/p>\n<p>A demanda por minerais cr\u00edticos \u00e9 hoje impulsionada por tr\u00eas vetores convergentes. Primeiro, a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica verde: ve\u00edculos el\u00e9tricos, turbinas e\u00f3licas e sistemas de armazenamento de energia em escala de rede. Segundo, a infraestrutura de intelig\u00eancia artificial: <em>data centers<\/em>, semicondutores avan\u00e7ados e <em>chips<\/em> de alto desempenho consomem muitos dos mesmos insumos. Terceiro, e talvez o mais consequente, a guerra moderna: drones, m\u00edsseis de cruzeiro e ca\u00e7as de quinta gera\u00e7\u00e3o s\u00e3o, como observou Shannon Hendrix, do Peterson Institute for International Economics (PIIE), <em>\u201cfeixes de minerais cr\u00edticos em forma cin\u00e9tica\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>A converg\u00eancia desses tr\u00eas vetores atribui aos minerais cr\u00edticos um papel em certa medida compar\u00e1vel ao do petr\u00f3leo, com uma diferen\u00e7a fundamental: enquanto o petr\u00f3leo era fung\u00edvel e transacionado em mercados relativamente abertos, os minerais cr\u00edticos dependem de cadeias de processamento dominadas, atualmente, pela China, que det\u00e9m aproximadamente 65% da capacidade global de refino e processamento desses materiais.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente aqui que o Brasil poderia desempenhar um papel transformador, n\u00e3o apenas para si mesmo, mas para a arquitetura de seguran\u00e7a mineral de diversos pa\u00edses. Tanto os Estados Unidos quanto a Uni\u00e3o Europeia t\u00eam intensificado o engajamento diplom\u00e1tico e comercial com Bras\u00edlia. No in\u00edcio de 2026, um cons\u00f3rcio de investidores institucionais europeus e bancos de desenvolvimento anunciou a inten\u00e7\u00e3o de adquirir participa\u00e7\u00f5es em ao menos cinco mineradoras brasileiras, abarcando l\u00edtio, n\u00edquel, mangan\u00eas, grafite e terras raras, sob a \u00e9gide da Lei de Mat\u00e9rias-Primas Cr\u00edticas da UE.<\/p>\n<p>O Brasil ser\u00e1 pa\u00eds-parceiro da Hannover Messe, que ocorrer\u00e1 entre 20 e 24 de abril corrente em Hannover, Alemanha, com 140 expositores levando tecnologias industriais \u00e0 Europa. Paralelamente, Washington pressiona por um acordo bilateral de minerais cr\u00edticos, nos moldes dos que j\u00e1 firmou com aliados como Jap\u00e3o, Canad\u00e1 e Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o brasileira, no entanto, tem sido hesitante. O governo recusou-se formalmente a aderir \u00e0 alian\u00e7a de minerais cr\u00edticos proposta por Trump, caracterizando-a internamente como uma \u201ccamisa de for\u00e7a\u201d. Optou, em vez disso, por perseguir acordos bilaterais com \u00cdndia e Coreia do Sul, invocando a tradicional autonomia pela diversifica\u00e7\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o subordinar a pol\u00edtica mineral brasileira a um \u00fanico eixo \u00e9, em princ\u00edpio, defens\u00e1vel. Mas autonomia sem capacidade \u00e9 apenas uma forma elegante de impot\u00eancia. De que serve preservar a liberdade de escolha se o Pa\u00eds n\u00e3o possui a infraestrutura para beneficiar os minerais que extrai, nem a pol\u00edtica industrial para atrair a transfer\u00eancia de tecnologia que lhe permitiria ascender na cadeia de valor?<\/p>\n<p>Conquanto seja importante agregar valor por meio do processamento dessas mat\u00e9rias-primas no Brasil, com a estrutura\u00e7\u00e3o de cadeias produtivas tanto eficientes quanto resilientes, s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o apenas declara\u00e7\u00f5es, para que inten\u00e7\u00f5es sejam convertidas em projetos e tais projetos se concretizem. O j\u00e1 mencionado PIIE reuniu recentemente um painel de especialistas para avaliar se o Brasil tem alavancagem suficiente para negociar uma moldura que atenda aos seus pr\u00f3prios objetivos de desenvolvimento. A resposta, un\u00e2nime, n\u00e3o surpreendeu ningu\u00e9m: n\u00e3o.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o \u00e9 estrutural. Geologia n\u00e3o \u00e9 destino, como observou o pr\u00f3prio PIIE. Ter reservas imensas n\u00e3o equivale a ter capacidade de processamento, infraestrutura log\u00edstica, marcos regulat\u00f3rios competitivos, m\u00e3o de obra qualificada e estabilidade institucional.<\/p>\n<p>A matriz el\u00e9trica brasileira, quase 90% renov\u00e1vel, \u00e9 uma vantagem competitiva extraordin\u00e1ria num mundo em que o custo energ\u00e9tico do processamento mineral \u00e9 proibitivo. Mas essa vantagem permanece inexplorada. As capacidades de refino e beneficiamento do Brasil s\u00e3o limitadas. O mapeamento geol\u00f3gico do territ\u00f3rio \u00e9 incompleto. A regula\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria oscila entre a paralisia burocr\u00e1tica e a inseguran\u00e7a jur\u00eddica. E o governo, preso entre a press\u00e3o ambientalista dom\u00e9stica e a aus\u00eancia de uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica de longo prazo, n\u00e3o consegue articular uma pol\u00edtica que concilie explora\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel, agrega\u00e7\u00e3o de valor e inser\u00e7\u00e3o soberana nas cadeias globais.<\/p>\n<p>O piv\u00f4 mineral brasileiro n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o econ\u00f4mica: \u00e9, ou deveria ser, um eixo estruturante da pol\u00edtica externa. Desde Rio Branco, a diplomacia brasileira construiu parte significativa de sua pret\u00e9rita relev\u00e2ncia sobre a capacidade de oferecer alternativas ao mundo. No s\u00e9culo XX, o caf\u00e9 e depois o min\u00e9rio de ferro fizeram do Brasil um fornecedor indispens\u00e1vel. No in\u00edcio do XXI, o agroneg\u00f3cio e o pr\u00e9-sal refor\u00e7aram essa posi\u00e7\u00e3o. Agora, os minerais cr\u00edticos oferecem a possibilidade de algo qualitativamente distinto: n\u00e3o apenas fornecer mat\u00e9ria-prima, mas ocupar um elo estrat\u00e9gico nas cadeias globais de valores, com implica\u00e7\u00f5es diretas para a seguran\u00e7a energ\u00e9tica, tecnol\u00f3gica e militar de diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Um Brasil que domine o processamento de <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/terras-raras-brasil-disputa-china-eua\/\">terras raras<\/a>, que agregue valor ao ni\u00f3bio e ao grafite, que transforme o l\u00edtio em componentes de bateria no seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio, n\u00e3o ser\u00e1 apenas um exportador de <em>commodities<\/em>: ser\u00e1 um ator indispens\u00e1vel na reconfigura\u00e7\u00e3o da ordem industrial mundial.<\/p>\n<p>A alternativa ao predom\u00ednio chin\u00eas existe, est\u00e1 mapeada (ainda que parcialmente) e jaz debaixo dos nossos p\u00e9s. Mas a China n\u00e3o construiu a sua hegemonia mineral por in\u00e9rcia: f\u00ea-lo com quatro d\u00e9cadas de pol\u00edtica deliberada, investimento massivo, forma\u00e7\u00e3o de quadros t\u00e9cnicos e instrumentaliza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de cada elo da cadeia. N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para supor que o Brasil possa obter resultado an\u00e1logo sem esfor\u00e7o correspondente. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se as grandes pot\u00eancias vir\u00e3o buscar os nossos minerais: elas j\u00e1 est\u00e3o vindo. A quest\u00e3o \u00e9 se seremos parceiros ou fornecedores, protagonistas ou coadjuvantes, senhores da transforma\u00e7\u00e3o ou meros zeladores do subsolo.<\/p>\n<p>Braudel tinha raz\u00e3o: civiliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o, antes de tudo, sistemas de coisas. Sob o cerrado de Goi\u00e1s e as serras de Minas Gerais est\u00e3o os elementos de que o s\u00e9culo XXI \u00e9 feito: o neod\u00edmio dos motores el\u00e9tricos, o ni\u00f3bio do a\u00e7o de alta resist\u00eancia, o l\u00edtio das baterias que mover\u00e3o o mundo, o grafite dos semicondutores que o pensar\u00e3o. A pergunta n\u00e3o \u00e9 geol\u00f3gica. \u00c9 civilizacional. Saberemos transformar pedra em poder, ou seguiremos embarcando mat\u00e9ria-prima nos por\u00f5es enquanto outros constroem os aquedutos?<\/p>\n<p>A pergunta n\u00e3o \u00e9 meramente ret\u00f3rica, mas esconde inc\u00f4moda constata\u00e7\u00e3o: ou o Brasil transforma aquilo que extrai em ind\u00fastria, tecnologia e poder, ou continuar\u00e1 condenado a exportar riqueza e importar depend\u00eancia. O mundo j\u00e1 se move, reorganizando cadeias, mobilizando capital, redefinindo alian\u00e7as, enquanto o Brasil petista ainda debate se deve ou n\u00e3o jogar o jogo, simplesmente pela incapacidade de entender suas regras b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 neutralidade poss\u00edvel: quem n\u00e3o ocupa espa\u00e7o, cede. Quem n\u00e3o processa, paga. Quem n\u00e3o decide, obedece. Diante de uma oportunidade rara na hist\u00f3ria, o Pa\u00eds precisa escolher entre ser protagonista da nova geopol\u00edtica industrial ou fornecedor passivo dela. Porque, desta vez, n\u00e3o ser\u00e1 apenas mais um ciclo perdido, mas a consolida\u00e7\u00e3o definitiva de um lugar menor no mundo.<\/p>\n<p><em>Marcos Degaut, ex-secret\u00e1rio especial adjunto de Assuntos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, ex-secret\u00e1rio de Produtos de Defesa do Minist\u00e9rio da Defesa e ex-secret\u00e1rio-executivo da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (CAMEX), \u00e9 doutor em Seguran\u00e7a Internacional.<\/em><\/p>\n<p><em>Lindolpho Cademartori \u00e9 diplomata de carreira desde 2006 e Mestre em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco, do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. Suas opini\u00f5es s\u00e3o estritamente pessoais e n\u00e3o necessariamente refletem as do MRE.<\/em><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na obra Gram\u00e1tica das Civiliza\u00e7\u00f5es (1987), de Fernand Braudel, h\u00e1 uma passagem em que o historiador observa que as civiliza\u00e7\u00f5es,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":347324,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-347323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/347323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=347323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/347323\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/347324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=347323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=347323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=347323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}