{"id":345501,"date":"2026-04-08T10:17:14","date_gmt":"2026-04-08T14:17:14","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=345501"},"modified":"2026-04-08T10:17:14","modified_gmt":"2026-04-08T14:17:14","slug":"movida-a-petrodolares-guiana-avanca-com-estrada-historica-que-o-brasil-nunca-terminou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=345501","title":{"rendered":"Movida a petrod\u00f3lares, Guiana avan\u00e7a com estrada hist\u00f3rica que o Brasil nunca terminou"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>O espanto de quem visita por esses dias Georgetown, capital da Guiana, \u00e9 resumido por Guilherme Carvalho, dono de uma concession\u00e1ria de implementos agr\u00edcolas em Boa Vista (RR), a 680 km de dist\u00e2ncia: \u201cIsso aqui \u00e9 um canteiro gigante de obras e se espalha pelo pa\u00eds inteiro!\u201d.<\/p>\n<p>Carvalho e outros 20 brasileiros \u2013 em sua maioria empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio e do setor transportes \u2013 formaram parte de uma comitiva liderada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja (Aprosoja-RR) que foi verificar in loco a r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds vizinho, <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/guiana-um-dos-paises-que-mais-crescem-no-mundo-teme-a-maldicao-do-petroleo\/\">impulsionada pelos d\u00f3lares do petr\u00f3leo<\/a>, e como isso se traduz em oportunidades de neg\u00f3cios e mudan\u00e7as na log\u00edstica de escoamento de gr\u00e3os e fertilizantes da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Nesse formigueiro de obras em que se transformou a Guiana, destacam-se montes de areia branca e escavadeiras amarelas: ora alinhadas nas revendas, ora em opera\u00e7\u00e3o em minas de ouro, ora abrindo ruas e nivelando terrenos para novos empreendimentos. Apesar do frenesi de homens e m\u00e1quinas, os guianenses asseguram que n\u00e3o h\u00e1 press\u00e3o sobre a floresta, que cobre cerca de 86% do territ\u00f3rio. As taxas de desmatamento ficam abaixo de 0,5% ao ano. A supress\u00e3o vegetal \u00e9 feita pelo sistema de manejo sustent\u00e1vel, com invent\u00e1rio das reservas e a etiquetagem de cada tora transportada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/06231851\/IMG_20260331_165358.jpg.webp\" \/><i>Maior projeto da Guiana p\u00f3s-petr\u00f3leo, a rodovia Lethem-Georgetown ainda possui 450 km de estrada de ch\u00e3o (Foto: Marcos Tosi \/ Gazeta do Povo)<\/i><\/p>\n<h2>Petr\u00f3leo muda o jogo e financia rodovia transamaz\u00f4nica asfaltada<\/h2>\n<p>O que mudou o jogo para a Guiana foram as \u00e1guas mar\u00edtimas, onde <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/guiana-um-dos-paises-que-mais-crescem-no-mundo-teme-a-maldicao-do-petroleo\/\">em 2015 a americana ExxonMobil descobriu jazidas<\/a> explor\u00e1veis de 12 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo, colocando a ex-col\u00f4nia no ranking das 15 maiores reservas do combust\u00edvel f\u00f3ssil do mundo. Com o dinheiro dos royalties come\u00e7ando a jorrar, o pa\u00eds acelerou as obras de infraestrutura, par e passo com a cria\u00e7\u00e3o de um fundo soberano. Esse fundo segue o modelo da Noruega, e visa guardar parte das receitas, evitar o gasto excessivo imediato e financiar o desenvolvimento de longo prazo.<\/p>\n<p>De uma renda per capita de cerca de US$ 4 mil, antes do petr\u00f3leo, a Guiana saltou para pr\u00f3ximo de US$ 20 mil. E at\u00e9 2030 deve atingir US$ 30 mil, o triplo da renda per capita brasileira. No papel, a Guiana j\u00e1 entrou para o ranking dos novos-ricos, mas levar\u00e1 algum tempo at\u00e9 que essa prosperidade se traduza em mais qualidade de vida para toda a popula\u00e7\u00e3o. A paisagem ainda tem muitas marcas de um pa\u00eds pobre, que at\u00e9 cinco anos atr\u00e1s s\u00f3 era mais remediado do que o Haiti. Em Georgetown, o esgoto corre a c\u00e9u aberto e circunda casar\u00f5es vitorianos de madeira surrados pelo tempo e abandono.<\/p>\n<p>Os ventos, contudo, mudaram de dire\u00e7\u00e3o. Nenhuma outra obra hoje traduz melhor a ambi\u00e7\u00e3o da Guiana de entrar para o mapa do desenvolvimento do que a pavimenta\u00e7\u00e3o de 680 km de rodovia entre Lethem, na fronteira com o Brasil, e a capital Georgetown. Nesse caminho, a rodovia serpenteia entre vasto territ\u00f3rio de savana e densos trechos de selva, que durante o per\u00edodo de chuva ficam quase intransit\u00e1veis, como a transamaz\u00f4nica brasileira.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da liga\u00e7\u00e3o Georgetown-Linden, asfaltada h\u00e1 v\u00e1rios anos, um outro trecho de 120 km est\u00e1 perto de ser conclu\u00eddo pela empreiteira brasileira Ayala, bra\u00e7o internacional da Queiroz Galv\u00e3o. Outros lotes ser\u00e3o licitados, em disputa com construtoras chinesas, que perderam a primeira concorr\u00eancia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/06232733\/Transamazonica-Guiana.jpg.webp\" \/><i>Cerca de um ter\u00e7o da nova transamaz\u00f4nica guianense j\u00e1 est\u00e1 asfaltada (Foto: Marcos Tosi \/ Gazeta do Povo)<\/i><\/p>\n<h2>Sa\u00edda por Georgetown: fim do transporte de cargas em marcha r\u00e9<\/h2>\n<p>A transamaz\u00f4nica guianense abrir\u00e1 uma nova sa\u00edda do Brasil para o Atl\u00e2ntico, prometendo encurtar a viagem da Amaz\u00f4nia brasileira at\u00e9 o canal do Panam\u00e1 em at\u00e9 oito dias. Isso acontecer\u00e1 porque, em vez de \u201cdar a r\u00e9\u201d nas cargas, descendo 750 km at\u00e9 Manaus e depois fazendo a circum-navega\u00e7\u00e3o da floresta at\u00e9 Santar\u00e9m (mais 700 km em tr\u00eas a quatro dias) ou Barcarena (mais 1600 km em seis a sete dias), a viagem pegar\u00e1 um atalho, e atravessar\u00e1 a regi\u00e3o do Essequibo, tornada famosa pela ambi\u00e7\u00e3o expansionista do ex-ditador da Venezuela Nicol\u00e1s Maduro. Em 2,5 dias, as cargas despachadas de caminh\u00e3o por Boa Vista (RR) j\u00e1 poder\u00e3o atravessar o Canal do Panam\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cAqui a gente est\u00e1 mais perto do mar por Georgetown do que muitas outras regi\u00f5es produtoras do Brasil. Em rela\u00e7\u00e3o a Paranagu\u00e1 e Santos, teremos uma vantagem log\u00edstica de oito a dez dias de economia de tempo para nossos navios de soja&#8221;, afirma Murilo Ferrari, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja de Roraima.<\/p>\n<p>&#8220;A rodovia e os portos que os guianenses est\u00e3o construindo s\u00e3o o nosso futuro, porque, aqui em Roraima, ainda sofremos muito com a log\u00edstica, e tudo o que a gente importa e exporta \u00e9 feito pelo rio Amazonas, por balsa, e acaba sendo muito oneroso\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ferrari aponta que o tempo e o dinheiro economizados com a futura rodovia ser\u00e3o convertidos em atra\u00e7\u00e3o de investimentos para Roraima, mais renda para os produtores e mais competitividade regional.<\/p>\n<h2>Boa Vista ficar\u00e1 a &#8220;um pulinho&#8221; do mar do Caribe e do Canal do Panam\u00e1<\/h2>\n<p>Pelo ritmo das obras na transamaz\u00f4nica guianense, os observadores da comitiva brasileira n\u00e3o t\u00eam d\u00favidas de que a rodovia ficar\u00e1 pronta, mesmo com algum atraso pontual. Diferente da transamaz\u00f4nica brasileira, um projeto iniciado no governo militar para ligar os extremos da regi\u00e3o, de leste a oeste (da Para\u00edba ao Amazonas), que nunca foi conclu\u00eddo e at\u00e9 hoje fica intransit\u00e1vel nas \u00e9pocas de chuva.<\/p>\n<p>\u201cEu vou estar aqui para ver isso. Em cinco anos esse pa\u00eds vai estar totalmente diferente. O dinheiro existe, os investimentos est\u00e3o sendo feitos, e basta ser empregado corretamente\u201d, pontua o empres\u00e1rio Guilherme Carvalho, que antev\u00ea oportunidade para incrementar os neg\u00f3cios com os vizinhos do outro lado da floresta. \u201cA gente est\u00e1 torcendo para que o Brasil se beneficie dessa log\u00edstica, porque estamos a um pulinho do mar do Caribe, e o caminho at\u00e9 o Canal do Panam\u00e1 vai encurtar em no m\u00ednimo dez dias\u201d, prev\u00ea.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/06233622\/IMG_20260401_111119.jpg.webp\" \/><i>Grupo de produtores e empres\u00e1rios brasileiros conhecem projeto da nova transamaz\u00f4nica, na Guiana (Foto: Marcos Tosi \/ Gazeta do Povo)<\/i><\/p>\n<h2>Guiana cresce em poucos anos o que n\u00e3o cresceu em d\u00e9cadas<\/h2>\n<p>O que mais se ouve das autoridades guianenses \u00e9 que dinheiro n\u00e3o faltar\u00e1 para transformar a infraestrutura da ex-col\u00f4nia. Em 2025, o setor de constru\u00e7\u00e3o cresceu 31%, o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, 21%, e o de minera\u00e7\u00e3o, outros 21%. A ind\u00fastria avan\u00e7ou 20%, a agricultura, 12%, e os servi\u00e7os, 8%. Um desempenho que levaria d\u00e9cadas para ser alcan\u00e7ado, cumulativamente, se n\u00e3o fossem os royalties do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o de apenas 800 mil habitantes, a Guiana chegou, em 2025, ao topo do ranking de barris de petr\u00f3leo produzidos, atingindo 900 mil barris por dia e superando Kuwait, Venezuela, Emirados \u00c1rabes Unidos e Qatar.<\/p>\n<p>No caso da transamaz\u00f4nica guianense, trata-se de um raro caso em que o transporte terrestre poder\u00e1 superar o hidrovi\u00e1rio em competitividade. \u201cEm 12 horas uma carreta carregada de soja sair\u00e1 daqui (Boa Vista) e chegar\u00e1 ao Atl\u00e2ntico. Isso equivale \u00e0 dist\u00e2ncia entre Cascavel e Paranagu\u00e1, no Paran\u00e1, por exemplo. Hoje, de Manaus para chegar ao Canal do Panam\u00e1 s\u00e3o 8,5 dias. E de Santos para o Panam\u00e1, 15 dias. Daqui de Boa Vista, chegaremos em 4,5 dias\u201d, aponta Aluizio Nascimento da Silva, secret\u00e1rio de Atra\u00e7\u00e3o de Investimentos de Roraima.<\/p>\n<p>Ele destaca os benef\u00edcios, tanto para trazer fertilizantes como despachar commodities como milho e soja. E estima que ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o da rodovia, em tr\u00eas ou quatro anos, at\u00e9 um ter\u00e7o de todas as cargas da regi\u00e3o que saem hoje por Manaus poder\u00e3o mudar a dire\u00e7\u00e3o e subir no mapa, via Guiana.<\/p>\n<h2>Com\u00e9rcio bilateral se multiplicou com a chegada do petr\u00f3leo<\/h2>\n<p>Com mais d\u00f3lares circulando, os guianeses incrementaram os neg\u00f3cios com o Brasil. At\u00e9 2019, Roraima exportava para a Guiana apenas US$ 600 mil por ano. Hoje, a venda chega a US$ 50 milh\u00f5es anuais. \u201cE n\u00e3o estamos mandando s\u00f3 comida para eles, estamos enviando materiais de constru\u00e7\u00e3o, m\u00e1quinas, equipamentos e tudo mais. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 muito forte, e est\u00e1 s\u00f3 aumentando\u201d, assegura Alu\u00edsio.<\/p>\n<p>O lado brasileiro do asfalto nessa rodovia internacional j\u00e1 est\u00e1 pronto. Quando os guianeses entregarem a parte deles, a geografia e a log\u00edstica ser\u00e3o reconfiguradas.<\/p>\n<p>\u201cNum curt\u00edssimo espa\u00e7o de tempo poderemos ter o fertilizante mais barato e a soja mais valorizada do Brasil, s\u00f3 por quest\u00e3o de log\u00edstica e por encurtar esse tempo de deslocamento at\u00e9 o Canal do Panam\u00e1\u201d, projeta Carvalho, da revenda de implementos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Um gargalo a ser vencido est\u00e1 na aus\u00eancia de tratado internacional para transporte de cargas entre o Brasil e a Guiana. Durante d\u00e9cadas, a falta de uma liga\u00e7\u00e3o terrestre plenamente transit\u00e1vel entre os dois pa\u00edses limitou o fluxo a opera\u00e7\u00f5es pontuais, o transporte formiguinha de curta dist\u00e2ncia, sem escala suficiente para justificar um acordo formal.<\/p>\n<p>Desde a descoberta do petr\u00f3leo, contudo, os dois pa\u00edses tomaram interesse pela integra\u00e7\u00e3o e come\u00e7aram a discutir um tratado. Enquanto esse acordo n\u00e3o sai, os caminh\u00f5es da Guiana s\u00e3o proibidos de circular no Brasil e vice-versa. Todas as cargas precisam fazer o transbordo na fronteira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/06234009\/IMG_20260402_110954.jpg.webp\" \/><i>John Edghill, diretor da ag\u00eancia de investimentos do governo da Guiana, explana oportunidades de neg\u00f3cios para empres\u00e1rios brasileiros (Foto: Marcos Tosi \/ Gazeta do Povo)<\/i><\/p>\n<h2>&#8220;Enxergamos o Brasil como o principal parceiro&#8221;, diz diretor de investimentos<\/h2>\n<p>O diretor da ag\u00eancia de atra\u00e7\u00e3o de investimentos da Guiana, John Edghill, destaca que o Brasil \u00e9 estrat\u00e9gico para o surgimento de uma nova Guiana. \u201cEnxergamos o Brasil como principal parceiro. Queremos importar pintainhos, sementes, fertilizantes e frutas para fazer sucos, para transformar aqui e exportar. Vamos estender a rodovia at\u00e9 Berbice, onde teremos um porto de \u00e1guas profundas, de onde exportaremos para China, Europa e Am\u00e9rica\u201d, diz Edghill.<\/p>\n<p>A ex-col\u00f4nia brit\u00e2nica se transformou num experimento a c\u00e9u aberto da viabilidade de gerar riqueza e prosperidade para os povos amaz\u00f4nicos, sem abrir m\u00e3o dos ativos ambientais. Os pesquisadores estimam que, como o vizinho, o Brasil tamb\u00e9m detenha reservas petrol\u00edferas de dezenas de bilh\u00f5es de barris ao longo da margem equatorial.<\/p>\n<p>Diferentemente da Guiana, por aqui o processo est\u00e1 travado. Por enquanto, tudo o que se conseguiu, diante da oposi\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e dos \u00f3rg\u00e3os de licenciamento ambiental, foi a permiss\u00e3o para perfura\u00e7\u00e3o explorat\u00f3ria de um po\u00e7o, ou seja, para \u201cver\u201d se existe petr\u00f3leo vi\u00e1vel para extra\u00e7\u00e3o em um \u00fanico lugar. Para cada nova perfura\u00e7\u00e3o, o Ibama avisou que exigir\u00e1 um novo licenciamento.<\/p>\n<p><em>* O jornalista viajou \u00e0 Guiana a convite da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja de Roraima (Aprosoja-RR)<\/em><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O espanto de quem visita por esses dias Georgetown, capital da Guiana, \u00e9 resumido por Guilherme Carvalho, dono de uma&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":345408,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-345501","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/345501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=345501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/345501\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/345408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=345501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=345501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=345501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}