{"id":339388,"date":"2026-04-06T13:59:42","date_gmt":"2026-04-06T17:59:42","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=339388"},"modified":"2026-04-06T13:59:42","modified_gmt":"2026-04-06T17:59:42","slug":"por-que-curitiba-deve-perder-97-mil-habitantes-ate-2050","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=339388","title":{"rendered":"Por que Curitiba deve perder 97 mil habitantes at\u00e9 2050"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Curitiba est\u00e1 encolhendo \u2014 ou, pelo menos, parando de crescer no ritmo de antes. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (Ipardes), a capital deve perder cerca de 97 mil moradores at\u00e9 2050. Enquanto a metr\u00f3pole estaciona na casa dos 1,8 milh\u00e3o de habitantes, o interior do estado vive um fen\u00f4meno inverso: a ascens\u00e3o das cidades m\u00e9dias.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/H7ozD2alPDA1a3twUX7jw7\">Receba as principais not\u00edcias do Paran\u00e1 pelo WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>O Paran\u00e1 possui oito cidades com mais de 200 mil habitantes. At\u00e9 2050, esse grupo deve crescer com a entrada de munic\u00edpios como Fazenda Rio Grande, Sarandi, Arauc\u00e1ria e Toledo. Tr\u00eas das novas quatro cidades do grupo fazem parte de uma Regi\u00e3o Metropolitana.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Maring\u00e1 \u00e9 um dos maiores exemplos desse \u201cboom\u201d. S\u00f3 a vizinha Sarandi deve saltar de 130 mil para mais de 200 mil moradores nos pr\u00f3ximos 25 anos.<\/p>\n<p>O processo de crescimento dessas cidades, como Sarandi, envolve fen\u00f4menos chamados de desmetropoliza\u00e7\u00e3o e de interioriza\u00e7\u00e3o, caracterizados pela prefer\u00eancia por cidades m\u00e9dias e pequenas ao inv\u00e9s das capitais ou de cidades maiores.<\/p>\n<p>De acordo com a professora e pesquisadora Jaqueline Telma Vercezi, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o crescimento dessas cidades est\u00e1 associado a fatores como qualidade de vida e pol\u00edticas p\u00fablicas locais.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Mudan\u00e7a de escala leva curitibana a escolher vida no interior<\/h2>\n<p>J\u00e9ssica Ribeiro, de 34 anos, faz parte dessa estat\u00edstica. Nascida em Curitiba, ela trocou a capital pelo interior e hoje vive em Maring\u00e1. Para ela, a mudan\u00e7a foi uma quest\u00e3o de escala. Ela saiu da capital para cursar medicina em Corumb\u00e1 (MS) e, depois, decidiu permanecer fora ao transferir a matr\u00edcula do curso para Maring\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cParece haver mais espa\u00e7o para perceber o impacto do que voc\u00ea faz na comunidade. Voc\u00ea deixa de ser apenas mais uma pessoa dentro de uma estrutura enorme e passa a sentir que tem espa\u00e7o para construir sentido no que faz\u201d, afirma. As \u00fanicas saudades, segundo ela, s\u00e3o a fam\u00edlia e a gama de op\u00e7\u00f5es culturais da capital.<\/p>\n<p>Ainda em adequa\u00e7\u00e3o ao novo estilo de vida, J\u00e9ssica considera novas mudan\u00e7as no futuro, especialmente por causa da resid\u00eancia m\u00e9dica, mas sem preferencia pela capital. \u201cTalvez escolha um lugar mais pr\u00f3ximo [dos pais], como o litoral do Paran\u00e1 ou at\u00e9 Santa Catarina. Gosto muito do sossego, da proximidade com a natureza, ent\u00e3o imagino meu futuro em lugares que tenham esse ambiente\u201d, conta.<\/p>\n<h2>Mudan\u00e7a para o interior ganha for\u00e7a por busca de qualidade de vida<\/h2>\n<p>Para a pesquisadora da UEL, o movimento de sa\u00edda das grandes cidades n\u00e3o representa necessariamente a ru\u00edna delas. \u201cA cidade e a metr\u00f3pole n\u00e3o est\u00e3o deixando de existir. O n\u00famero indica que as pol\u00edticas p\u00fablicas est\u00e3o sendo fomentadas em munic\u00edpios menores e m\u00e9dios e, consequentemente, atraindo essa popula\u00e7\u00e3o\u201d, explica Jaqueline Vercezi.<\/p>\n<p>Segundo o Leonildo Souza, chefe do Departamento de Estudos Populacionais e Sociais do Ipardes, o motor desse crescimento s\u00e3o as migra\u00e7\u00f5es de curta dist\u00e2ncia. Jovens em idade produtiva est\u00e3o saindo de cidades muito pequenas para centros m\u00e9dios da pr\u00f3pria regi\u00e3o, que j\u00e1 oferecem bons hospitais, faculdades e empregos.<\/p>\n<p>Outro fator \u00e9 o financeiro. Enquanto capitais como Curitiba apostam na verticaliza\u00e7\u00e3o (constru\u00e7\u00e3o de muitos pr\u00e9dios altos para aproveitar o pouco espa\u00e7o), as cidades do interior ainda conseguem crescer para os lados. Isso significa terrenos mais dispon\u00edveis e pre\u00e7os de moradia mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Crescimento acelerado imp\u00f5e desafios urbanos e pressiona planejamento<\/h2>\n<p>Crescer r\u00e1pido demais, por\u00e9m, traz riscos. A pesquisadora Jaqueline Vercezi alerta para o perigo dos \u201cvazios urbanos\u201d: quando novos condom\u00ednios s\u00e3o constru\u00eddos muito longe do centro, obrigando a prefeitura a levar asfalto, luz e esgoto para \u00e1reas isoladas, o que encarece a cidade.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise por faixas et\u00e1rias ajuda a projetar quem deve ocupar esses espa\u00e7os. \u201cA proje\u00e7\u00e3o indica que os munic\u00edpios ser\u00e3o cada vez mais urbanizados e mais envelhecidos, portanto haver\u00e1 menos crian\u00e7as. Isso sinaliza uma press\u00e3o menor sobre a educa\u00e7\u00e3o em termos de quantidade\u201d, explica Leonildo Souza.<\/p>\n<p>Mesmo com a redistribui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, as grandes cidades n\u00e3o deixam de concentrar investimentos. Segundo o pesquisador do Ipardes, o horizonte de 25 anos da proje\u00e7\u00e3o permite antecipar obras e direcionar recursos para atender \u00e0s demandas de uma popula\u00e7\u00e3o mais urbana, envelhecida e distribu\u00edda de forma menos concentrada no estado.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curitiba est\u00e1 encolhendo \u2014 ou, pelo menos, parando de crescer no ritmo de antes. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":339389,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-339388","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/339388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=339388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/339388\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/339389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=339388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=339388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=339388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}