{"id":336868,"date":"2026-04-05T13:00:00","date_gmt":"2026-04-05T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=336868"},"modified":"2026-04-05T13:00:00","modified_gmt":"2026-04-05T17:00:00","slug":"a-pedra-que-devemos-mover","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=336868","title":{"rendered":"A pedra que devemos mover"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout_post-content__gsXFz\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/04\/02162500\/pascoa-ressurreicao.jpg.webp\" \/><span>Detalhe de ret\u00e1bulo atribu\u00eddo ao Mestre de Sch\u00f6ppingen, do s\u00e9culo 15. (Foto: Wikimedia Commons\/Dom\u00ednio p\u00fablico)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>\u201cAo menos de uma coisa se tem certeza na vida\u201d, ou ent\u00e3o \u201cna vida, temos certeza apenas de uma coisa\u201d. Essas frases se ouvem bastante, geralmente n\u00e3o para se referir diretamente \u00e0 realidade a que fazem alus\u00e3o, mas sim \u00e0 instabilidade e \u00e0 mobilidade das outras coisas todas que comp\u00f5em o existir do ser humano sobre a terra. Como m\u00e3e, sempre achei que o ad\u00e1gio, em qualquer uma de suas vers\u00f5es nuan\u00e7adas, deveria ser classificado na categoria das hip\u00e9rboles, quero dizer, n\u00e3o \u00e9 verdade que s\u00f3 temos certeza de uma coisa na vida.<\/p>\n<p>Quero que meus filhos tenham certeza do meu amor. Eu mesma tenho certeza do amor do meu esposo, dos meus pr\u00f3prios filhos, al\u00e9m de outras confian\u00e7as que conquistamos na vida, e todas elas, ainda que se queira p\u00f4r um <em>grano salis<\/em> de d\u00favida em todas essas rela\u00e7\u00f5es, dependem e descendem do \u00fanico e mais verdadeiro amor, que \u00e9 o amor de Deus. No fim das contas, na vida, temos certeza apenas de uma coisa, e n\u00e3o \u00e9 da morte, porque a vida j\u00e1 venceu a morte. <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/pascoa\/\">\u00c9 o que se celebra hoje<\/a>, ao terceiro dia contando a partir da Grande Sexta-Feira, a que \u00e9 marcada pelo sil\u00eancio e pela dor.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Quando era arrastado pelos guardas ferozes, no meio da madrugada, cujo manto negro deveria lhes ocultar as m\u00e1s a\u00e7\u00f5es e a injusti\u00e7a, e tamb\u00e9m quando sofreu os primeiros golpes dos algozes em seu costado, e ao cair tr\u00eas vezes na subida do monte, e ao ter seus membros perfurados pelo metal agudo dos cravos, e at\u00e9 o \u00faltimo instante, Jesus certamente n\u00e3o se esquecia do verso do salmo: \u201cN\u00e3o abandonar\u00e1s minha alma na morada dos mortos, n\u00e3o permitir\u00e1s que o teu santo experimente a corrup\u00e7\u00e3o\u201d (Sl 16, 10). Esta era \u201ca certeza que ele tinha na vida\u201d \u2013 a certeza que ele tinha <em>da vida<\/em> \u2013, e n\u00e3o a morte, ainda que a morte fosse certa.<\/p>\n<p>E, a dois passos de sua Cruz, j\u00e1 o aguardava o mausol\u00e9u, o t\u00famulo novo que nunca fora antes utilizado. Os t\u00famulos dos judeus ficavam, habitualmente, dentro de uns quintais cercados. E aquela regi\u00e3o dos jardins, \u00e0s margens da cidade de Jerusal\u00e9m, continha muitos desses terrenos. Os hebreus daquela \u00e9poca cavavam muito na pr\u00f3pria rocha, mais do que constru\u00edam alguma coisa, e assim ganhavam espa\u00e7o e conseguiam produzir edifica\u00e7\u00f5es mais dur\u00e1veis \u2013 o t\u00famulo deveria guardar a ossada do ser humano at\u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o do \u00faltimo dia, segundo a cren\u00e7a de parte do povo de Israel (na <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/biblia\/\">B\u00edblia <\/a>se leem as discuss\u00f5es com os saduceus, que descriam dessa doutrina) que foi herdada pela Igreja. Assim, \u00e9 justo dizer que suas necr\u00f3poles resistiram mais \u00e0 a\u00e7\u00e3o do tempo do que suas pr\u00f3prias cidades, morada do tempo, habita\u00e7\u00e3o da vida que \u2013 temos certeza \u2013 h\u00e1 de passar.<\/p>\n<blockquote>\n<p>No fim das contas, na vida, temos certeza apenas de uma coisa, e n\u00e3o \u00e9 da morte, porque a vida j\u00e1 venceu a morte. \u00c9 o que se celebra hoje<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Sabemos, por informa\u00e7\u00e3o da literatura hist\u00f3rica e daqueles que conhecem de perto a Terra Santa, que na \u00e9poca de Jesus o zelo pela constru\u00e7\u00e3o desses t\u00famulos era grande, com aten\u00e7\u00e3o aos detalhes decorativos etc. Seu aspecto podia variar entre um simples buraco, quadrado ou retangular, e uma vasta e arejada ed\u00edcula piramidal, cercada por uma esp\u00e9cie de trincheira, contendo, por vezes, um domo. Entre esses dois modelos est\u00e1 uma gama de varia\u00e7\u00f5es, de detalhes e ornamentos, que expressam mais propriamente a piedade, o refinamento ou as caracter\u00edsticas sociais daquele que ali passava a descansar.<\/p>\n<p>Os arque\u00f3logos explicam que os monumentos comportavam um vest\u00edbulo aberto, isto \u00e9, um espa\u00e7o protegido por colunas, como um pequeno p\u00e1tio ao ar livre. Isso solucionava a necessidade, ali\u00e1s, de edificar o mausol\u00e9u em terrenos inclinados (como era o caso do Monte Calv\u00e1rio). Ali as fam\u00edlias podiam se reunir e fazer ora\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o se descia por uns degraus, at\u00e9 a soleira que dava para uma porta baixa, para uma primeira c\u00e2mara destinada aos ritos f\u00fanebres de lavagem do corpo, embalsamamento, e as ora\u00e7\u00f5es t\u00edpicas. Depois, a parede do fundo continha um buraco ou outra porta baixa, que conduzia \u00e0 efetiva sala funer\u00e1ria, perfurada por um nicho arqueado, que recebia o morto. Assim era, tudo indica, o t\u00famulo novo de Jos\u00e9 de Arimateia, de que nos fala o Evangelho, e que teve o privil\u00e9gio inconteste de tornar-se o Santo Sepulcro do Senhor.<\/p>\n<p>Os judeus criam que esse nicho, onde se depositava o morto, deveria ser um pouco inclinado, e, no lugar onde se deitava a cabe\u00e7a, deveria haver um pequeno \u201ctravesseiro\u201d de pedra. O simbolismo desse cuidado tem o sentido de que o corpo deveria ser posto numa posi\u00e7\u00e3o \u201cconfort\u00e1vel\u201d, para que pudesse dormir e descansar. Ele aguardaria ali at\u00e9 o seu despertar, no fim dos tempos.<\/p>\n<p>E como funcionava, em suma, o sistema de abrir e fechar a cova mortu\u00e1ria? Aqui nos aproximamos do que mais nos interessa para meditar.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">As mulheres, na manh\u00e3 da P\u00e1scoa, dizem: \u201cQuem remover\u00e1 a pedra do sepulcro para n\u00f3s?\u201d (Mc 16, 3). Havia, de fato, uma grande pedra para fechar o t\u00famulo. Era como um imenso rebolo ou disco grosso de pedra maci\u00e7a, chamado em hebraico de <em>golel<\/em>. Elas pesavam \u00e0s vezes at\u00e9 mais que uma tonelada. E acrescenta a p\u00e1gina sagrada que a pedra de Jesus era \u201cmuito grande\u201d (Mc 16, 4). Bem \u00e0 frente da porta do sepulcro corria, no ch\u00e3o, uma ranhura, como um trilho pelo qual se moveria a pedra. Quando o sepulcro estava fechado, o grande disco de pedra se encaixava na parede da direita, num entalhe, e, no ch\u00e3o, umas cunhas o seguravam. Quando se queria abrir o sepulcro, a pedra deveria ser rolada, com a for\u00e7a de seu pr\u00f3prio peso, naquela trincheira aberta do lado esquerdo.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 nem um pouco estranho que as mulheres n\u00e3o se julgassem capazes de mover sozinhas aquela porta, pois essa opera\u00e7\u00e3o exigia, no m\u00ednimo, dois homens fortes. Era necess\u00e1rio n\u00e3o apenas mover a estrutura, mas ergu\u00ea-la um pouco para que a pedra ficasse fixada, e se mantivesse aberta em vez de rolar de volta. Apenas tentar abrir o t\u00famulo sozinhas teria sido arriscado para as santas mulheres. Talvez n\u00e3o fosse uma impossibilidade absoluta, mas, falando francamente, na pr\u00e1tica&#8230; era-lhes imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Pois bem. Esta pedra, que sela e lacra o fim de uma vida, \u00e9 para n\u00f3s um s\u00edmbolo da pr\u00f3pria morte. A morte \u00e9 mesmo um imenso rebolo maci\u00e7o, o qual somos, como as mulheres do evangelho, incapazes de mover, incapazes de tirar da frente, incapazes de transpor, quase incapazes de sequer tocar, de tanto medo. \u00c9 uma dist\u00e2ncia que se p\u00f5e, intranspon\u00edvel, entre n\u00f3s e os nossos mortos, entre o nosso amor e os nossos amados. A morte \u00e9, sobre a nossa vida, pesada como uma pedra gigante, que parece querer esmagar as nossas pr\u00f3prias mem\u00f3rias e as encerrar numa cova escura e profunda.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m uma rocha em nossa pr\u00f3pria vida, a que por\u00e1 fim aos nossos dias \u2013 os de chuva e os de sol \u2013, \u00e0s nossas emo\u00e7\u00f5es todas, alegrias e tristezas que colhemos do caminhar pela terra. Ela pesada e dura, e encerra: \u00e9 a \u201ccerteza que temos na vida!\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mas ser\u00e1 s\u00f3 isso? N\u00e3o \u00e9 assim que terminam os evangelhos, pois n\u00e3o foi assim que terminou a trajet\u00f3ria do Cristo sobre a terra. As mulheres, que naquele primeiro dia da semana, antes ainda que se fizesse dia, foram at\u00e9 o t\u00famulo, levando consigo os b\u00e1lsamos e aromas que deveria tratar do corpo de Jesus. Ora, os b\u00e1lsamos aplicados \u00e0s pressas na sexta-feira eram nada mais que uma piedade provis\u00f3ria, um cuidado, um improviso de prepara\u00e7\u00e3o. Morrendo, Jesus, o Sol de Justi\u00e7a, se punha, e com o ele o sol que est\u00e1 no c\u00e9u tamb\u00e9m seguia seu ocaso. O outro dia era um s\u00e1bado, um <em>shabat<\/em>, o dia prescrito para o repouso \u2013 em que, no G\u00eanesis, o Senhor repousara ap\u00f3s criar o mundo, e no qual agora repousaria novamente, ap\u00f3s recriar a humanidade em seu Filho. Mas as mulheres n\u00e3o sabiam disso. Apenas esperavam findar o repouso sab\u00e1tico para ent\u00e3o retornar e proceder com o embalsamamento solene.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Todos n\u00f3s temos em nossas vidas pedras enormes, que nos separam dos outros \u2013 da fam\u00edlia, dos amigos<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>E ent\u00e3o, ao chegarem ali t\u00e3o cedo, duvidando em seu cora\u00e7\u00e3o \u201cquem mover\u00e1 para n\u00f3s a pedra que fecha a boca do sepulcro\u201d \u2013 a boca que engoliu Nosso Senhor no reino das profundezas, da sombra e do esquecimento \u2013, ergueram os olhos e&#8230; \u201cviram revolvida a pedra\u201d (Mc 16, 4). A pedra j\u00e1 havia sido retirada \u2013 e o restante dos relatos cheios de esperan\u00e7a e emo\u00e7\u00e3o, da Madalena confusa chamada pelo nome, de Pedro e Jo\u00e3o correndo, os guardas atrapalhados, os dois caminhantes de Ema\u00fas, a barca da \u00faltima pesca, os anjos da Ascens\u00e3o&#8230; tudo isso eu deixo aqui apenas aludido, para que os ou\u00e7am na liturgia, ou os leiam em casa, em vossas b\u00edblias, e para que se alegrem com eles, \u00e0 luz do c\u00edrio pascal.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que a morte de Jesus, que conclui a sua Paix\u00e3o, \u00e9 seu \u00faltimo gesto de rebaixamento, de humilde entrega. N\u00f3s, quando vamos \u00e0 sepultura, entregamos, em nosso \u00faltimo suspiro, aquele dom que n\u00e3o pod\u00edamos mais reter em n\u00f3s, e o devolvemos, por assim dizer. O Cristo, por sua vez, entregou por vontade pr\u00f3pria aquela vida que era dele mesmo, que era senhora de si mesma, para ent\u00e3o a retomar. As nossas tumbas s\u00e3o como \u201cesquecedouros\u201d, onde nossos corpos s\u00e3o depositados para aguardar o fim dos tempos. A alma escapa ao t\u00famulo, isto \u00e9 certo, mas nossos corpos regressam ao p\u00f3, como nos faz lembrar a Quaresma, e nossa mem\u00f3ria do mesmo modo se dissolve no t\u00e9rreo da sociedade humana. O t\u00famulo de Cristo, n\u00e3o: ele \u00e9 como um t\u00fanel subterr\u00e2neo, pelo qual passa a humanidade inteira, da morte para a vida. A grande pedra, a da porta da morte, \u00e9 movida, e ela se torna a porta da vida.<\/p>\n<p>\u201cDe tarde estaremos em l\u00e1grimas, e de manh\u00e3, em alegria\u201d (Sl 30, 6). Termina a longa travessia da noite, empapada de amargor, e ao romper do dia j\u00e1 se rompeu a pedra, o sepulcro, a pr\u00f3pria morte. Apenas passa o s\u00e1bado, e aquela pedra de uma tonelada se rompe como a casca de um ovo. Aquela boca de morte abre seus l\u00e1bios e deixa pronunciar-se, em luz fulgurante, a palavra nova da vida. O Santo Sepulcro se abre como num lindo sorriso de Deus para o homem. Ali a humanidade fora imersa, em Jesus, como uma semente que deve morrer, para novamente germinar. E a P\u00e1scoa \u00e9 o seu florescer.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>\u00c9 o que devemos ter bem diante dos nossos olhos, dos nossos olhos encantados pela ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa do Senhor que este domingo se celebra, assim como celebr\u00e1vamos, dois dias atr\u00e1s, a humilha\u00e7\u00e3o constrangedora do Filho de Deus e a sua morte doloros\u00edssima. Todos n\u00f3s temos em nossas vidas pedras enormes, que nos separam dos outros \u2013 da fam\u00edlia, dos amigos. H\u00e1 na vida da gente rebolos imensos de rocha maci\u00e7a, que de fato n\u00e3o somos capazes de rolar, e seria mesmo temer\u00e1rio tentarmos mover sozinhos. Mas n\u00e3o \u00e9 preciso. Existe uma for\u00e7a que n\u00e3o sabemos explicar, h\u00e1 algu\u00e9m que, antes mesmo de chegarmos, antes mesmo de que se fa\u00e7a a luz, algu\u00e9m que j\u00e1 pensa em n\u00f3s, que sabe dos nossos problemas, algu\u00e9m que \u00e9 capaz de mover os obst\u00e1culos imensos que nos separam da vida, de n\u00f3s mesmos, do pr\u00f3ximo, da reconcilia\u00e7\u00e3o, da paz.<\/p>\n<p>Queridos leitores, a festa de hoje celebra uma troca de certezas, a maior e mais importante troca desse tipo que j\u00e1 houve na hist\u00f3ria, sem exagero algum. A \u201c\u00fanica certeza que devemos ter na vida\u201d n\u00e3o \u00e9 mais a da morte, porque ela foi revogada em seu efeito perp\u00e9tuo. Todos haveremos de morrer, isto \u00e9 justo. Mas, na esperan\u00e7a, ao erguermos os olhos e vermos a pedra retirada, e do fundo da morte sair o Cristo reluzente que ressuscitou por n\u00f3s, podemos dizer \u201conde est\u00e1 agora, \u00f3 morte, o teu poder, e o teu aguilh\u00e3o?\u201d (cf. 1Cor 15, 55). A \u00fanica certeza que precisamos ter para enfrentar os nossos reveses \u00e9 a de que a vida j\u00e1 venceu a morte, e assim n\u00f3s fomos salvos.<\/p>\n<p>A pedra j\u00e1 foi tirada, algu\u00e9m j\u00e1 a revolveu por n\u00f3s. E os b\u00e1lsamos que trazemos, os aromas, aquilo que carregamos pensando em tratar da morte, em reduzir os efeitos da sua deteriora\u00e7\u00e3o?&#8230; Lan\u00e7ai tudo ao ch\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o mais necess\u00e1rios. N\u00e3o havemos de procurar entre os mortos o que est\u00e1 vivo.<\/p>\n<p>Olhai bem, vede, ele est\u00e1 diante de n\u00f3s, e nos chama pelo nome&#8230; <em>Rabbouni!<\/em><\/p>\n<p>Feliz P\u00e1scoa a todos.<\/p>\n<\/div>\n<p>Conte\u00fado editado por: <a title=\"Link para o perfil de Marcio Antonio Campos\" href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/autor\/marcio-antonio-campos\/\">Marcio Antonio Campos<\/a><\/p>\n<h2>Voc\u00ea pode se interessar<\/h2>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Detalhe de ret\u00e1bulo atribu\u00eddo ao Mestre de Sch\u00f6ppingen, do s\u00e9culo 15. 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