{"id":330679,"date":"2026-04-02T18:13:28","date_gmt":"2026-04-02T22:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=330679"},"modified":"2026-04-02T18:13:28","modified_gmt":"2026-04-02T22:13:28","slug":"curitiba-2050-futuro-com-inovacao-mobilidade-e-qualidade-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=330679","title":{"rendered":"Curitiba 2050: futuro com inova\u00e7\u00e3o, mobilidade e qualidade de vida"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Manter Curitiba at\u00e9 2050 como refer\u00eancia em <strong>sustentabilidade, qualidade de vida e inova\u00e7\u00e3o urbana<\/strong>. Quem aponta esse caminho \u00e9 Thomaz Ramalho, diretor de planejamento do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) e coordenador geral da revis\u00e3o do plano diretor de Curitiba. <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vida-e-cidadania\/curitiba-foi-pioneira-na-elaboracao-de-plano-diretor-07wwpogpveqw6x14qeoukjvpq\/\">Curitiba foi pioneira entre as cidades do Brasil com plano diretor<\/a>, ainda na d\u00e9cada de 1960. Essa revis\u00e3o \u00e9 prevista no Estatuto da Cidade, acontece a cada dez anos, e isso permite que com regularidade as escolhas do passado junto da an\u00e1lise do presente, resultem em uma perspectiva pr\u00f3spera para o futuro.<\/p>\n<p>As escolhas do passado fazem com que Curitiba seja vista j\u00e1 h\u00e1 algum tempo como uma cidade com <strong>\u00f3tima qualidade de vida<\/strong>. Essa caracter\u00edstica atrai novos moradores, o que resulta na necessidade de olhar cada vez com mais aten\u00e7\u00e3o para a maneira com a qual esse migrante reside, se locomove e gera renda.<\/p>\n<p>\u201cTemos que ver como o plano diretor est\u00e1 lidando com as quest\u00f5es do transporte p\u00fablico, da mobilidade ativa e da promo\u00e7\u00e3o de uma equidade de acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Se percebe que aqueles que est\u00e3o em \u00e1reas perif\u00e9ricas ainda precisam se deslocar muito porque existe uma concentra\u00e7\u00e3o de emprego e servi\u00e7os especializados nas regi\u00f5es centrais\u201d, comenta <strong>Andr\u00e9 Turbay<\/strong>, doutor em Gest\u00e3o Urbana, e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR).<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 fundamental a gente conectar a periferia porque precisamos trazer novamente gente para o transporte p\u00fablico\u201d, diz Thomaz Ramalho, ao citar que a vis\u00e3o de futuro da prefeitura de Curitiba e do Ippuc olha muito para a hist\u00f3ria. Um exemplo \u00e9 a <strong>linha Circular Sul, criada em 1999<\/strong>, e que buscava atender, \u00e0 \u00e9poca, 100 mil passageiros\/dia.<\/p>\n<p>\u201cO Circular Sul \u00e9 fundamental para a Rede Integrada de Transporte. E \u00e9 imprescind\u00edvel levar a Rede Integrada para outros bairros perif\u00e9ricos. Quando a gente tem estruturado nossa <strong>vis\u00e3o de futuro<\/strong>, a gente pensa um Circular Oeste, que conecte CIC Norte e CIC Sul e um Circular Leste que conecte o Boqueir\u00e3o \u00e0 Linha Verde e atravesse o Linh\u00e3o do Emprego\u201d, explica o diretor de planejamento do Ippuc.<\/p>\n<p>A busca por um futuro com circula\u00e7\u00e3o urbana mais sustent\u00e1vel passa, al\u00e9m da estrutura\u00e7\u00e3o de meios para atender ao deslocamento da popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica, pela mobilidade ativa. Thomaz refor\u00e7a a necessidade de pensar a mobilidade como servi\u00e7o e integrar a <strong>ciclomobilidade, o transporte coletivo e o autom\u00f3vel<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cDesde 2014 j\u00e1 se pensa isso, com o exemplo de terminais como o do bairro Tatuquara que tem um grande estacionamento ao lado. Para o futuro, quem sabe o desconto progressivo em estacionamento para quem leva n\u00e3o s\u00f3 ele, mas outros passageiros consigo; aumentar o valor de estacionamento nas regi\u00f5es mais centrais ou criar uma l\u00f3gica de que a pessoa estacione em \u00e1reas mais perif\u00e9ricas e utilize um Circular Centro\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cO padr\u00e3o de mobilidade tem mudado. As pessoas poderiam estacionar em shoppings, por exemplo, que est\u00e3o com estacionamentos mais vazios, e transitar pelo centro da cidade em \u00f4nibus el\u00e9trico, com bicicleta ou \u00e0 p\u00e9 \u2013 o que requer deixar algumas ruas centrais mais atraentes ao pedestre com alargamento de cal\u00e7adas, ilumina\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a\u201d, avalia.<\/p>\n<h2><strong>Transporte p\u00fablico eletrificado, qualidade de vida e meio ambiente<\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/especiais.tribunapr.com.br\/media\/sites\/14\/2026\/04\/02190610\/onibus-eletrico-a-1024x696.jpg\" \/><i>Novo \u00f4nibus el\u00e9trico circulando em Curitiba. Foto: Maicon J. Gomes <\/i><\/p>\n<p>Outro ponto da mobilidade da cidade diz respeito \u00e0 <strong>eletrifica\u00e7\u00e3o da frota<\/strong> com vistas ao cuidado com o meio ambiente. O n\u00famero de carros el\u00e9tricos e h\u00edbridos vistos no tr\u00e2nsito curitibano tem aumentado consideravelmente, e tamb\u00e9m os \u00f4nibus do transporte p\u00fablico t\u00eam entrado nesse caminho.<\/p>\n<p>De acordo com a Urbaniza\u00e7\u00e3o de Curitiba (Urbs), \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo transporte p\u00fablico na cidade, a nova concess\u00e3o no setor prev\u00ea a <strong>incorpora\u00e7\u00e3o de 245 \u00f4nibus el\u00e9tricos nos primeiros cinco anos<\/strong> do novo contrato, al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o de eletropostos p\u00fablicos para abastecimento e manuten\u00e7\u00e3o da frota.<\/p>\n<p>\u201cO ganho principal dessa nova tecnologia para o transporte coletivo \u00e9 na redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. Hoje Curitiba tem praticamente 70% das emiss\u00f5es a partir do transporte, especialmente dos autom\u00f3veis, porque somos a <strong>metr\u00f3pole com mais carros por habitante no pa\u00eds<\/strong>\u201d, comenta o professor Andr\u00e9 Turbay. \u201cEnt\u00e3o essa eletrifica\u00e7\u00e3o precisa vir tamb\u00e9m acompanhada de pol\u00edticas p\u00fablicas de consci\u00eancia, que incentivem mais o uso do transporte p\u00fablico e \u00e0 mobilidade ativa\u201d, salienta.<\/p>\n<p>Beto Marcelino, s\u00f3cio da ICiTies, hub de neg\u00f3cios em <em>smart cities<\/em> e respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/parana\/cidades-inteligentes-tema-smart-city-expo-curitiba\/\">Smart City Expo<\/a>, aponta que os \u201c<strong>hibribus<\/strong>\u201d, que utilizam biodiesel e motor el\u00e9trico e os totalmente el\u00e9tricos s\u00e3o uma tend\u00eancia. \u201cUma frota de fato \u2018zero emiss\u00e3o\u2019 poluiria muito menos as margens das canaletas onde as pessoas moram. Inclusive, toda a verticaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita atrav\u00e9s desses eixos, e \u00e9 claro que menos polui\u00e7\u00e3o significa mais sa\u00fade pulmonar para quem mora pr\u00f3ximo a esses eixos de transporte p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a URBS, os ve\u00edculos da nova concess\u00e3o s\u00e3o zero emiss\u00e3o, com conforto t\u00e9rmico (ar-condicionado) e <strong>sem ru\u00eddos<\/strong>. O investimento total estimado \u00e9 de R$ 1,5 bilh\u00e3o, valor que engloba a renova\u00e7\u00e3o da frota, infraestrutura de recarga e adequa\u00e7\u00f5es operacionais. \u201cAssim Curitiba refor\u00e7a o compromisso com a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, melhoria da qualidade do ar e do transporte p\u00fablico\u201d, diz Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbs.<\/p>\n<p>A perspectiva \u00e9 de que os novos \u00f4nibus aumentem em 3,5% a frota de \u00f4nibus do transporte coletivo e de 5,4% na quantidade de lugares ofertados. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzir a lota\u00e7\u00e3o das viagens, especialmente nas linhas de maior demanda e tamb\u00e9m<strong> diminuir o tempo de espera<\/strong>. A expectativa, conforme analisa o presidente da Urbs, \u00e9 de que as mudan\u00e7as levem mais passageiros para o transporte coletivo, cerca de 570 mil novos usu\u00e1rios por m\u00eas\u201d<\/p>\n<p>A mobilidade sustent\u00e1vel faz parte, inclusive, do <strong>Plano de Mitiga\u00e7\u00e3o e Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas<\/strong> de Curitiba. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente (SMMA) o plano re\u00fane metas, diretrizes e a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, ao fortalecimento da resili\u00eancia urbana e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de um modelo de desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<h2><strong>Um olhar para a sustentabilidade urbana para al\u00e9m do transporte p\u00fablico<\/strong><\/h2>\n<p>A estrat\u00e9gia da revis\u00e3o do plano diretor \u00e9 tamb\u00e9m pulverizar as obras na cidade. Semelhante ao s\u00edmbolo que \u00e9 at\u00e9 hoje o cal\u00e7ad\u00e3o da Rua XV, busca-se observar em outras regi\u00f5es a possibilidade de ruas que se transformem em espa\u00e7o apenas para pedestres. No fim de mar\u00e7o, por exemplo, ocorreu a inaugura\u00e7\u00e3o de um <strong>cal\u00e7ad\u00e3o na regional Cajuru<\/strong>, especificamente no bairro Centen\u00e1rio, com duas quadras que priorizam a circula\u00e7\u00e3o dos pedestres.<\/p>\n<p>\u201cA rua Izaac Ferreira da Cruz, na regional Bairro Novo, \u00e9 outra que \u00e9 prop\u00edcia para se pensar n\u00e3o como um bin\u00e1rio tradicional, mas para se ter a Rua das Flores como exemplo. Melhorando inclusive a economia local\u201d, explica Thomaz Ramalho.<\/p>\n<p>Esse fomento \u00e0 economia nas regionais \u00e9 outro ponto de aten\u00e7\u00e3o do plano diretor e tem vistas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de eixos de sustentabilidade urbana com polos gastron\u00f4micos, hoteleiros e culturais, sendo alguns deles na regi\u00e3o central; polos de log\u00edstica, na Cidade Industrial, e polo de inova\u00e7\u00e3o, a exemplo da regi\u00e3o do Rebou\u00e7as com o Vale do Pinh\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 extrapolar para v\u00e1rias dimens\u00f5es da sustentabilidade como quem sabe um eixo de vulnerabilidade socioespacial, lidando com isso ao ter um conjunto de a\u00e7\u00f5es assistenciais, mas tamb\u00e9m de desenvolvimento de porta de sa\u00edda\u201d, afirma o presidente de planejamento do Ippuc.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manter Curitiba at\u00e9 2050 como refer\u00eancia em sustentabilidade, qualidade de vida e inova\u00e7\u00e3o urbana. 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