{"id":324841,"date":"2026-03-31T12:04:28","date_gmt":"2026-03-31T16:04:28","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=324841"},"modified":"2026-03-31T12:04:28","modified_gmt":"2026-03-31T16:04:28","slug":"obra-na-pr-092-em-doutor-ulysses-avanca-e-pode-reduzir-isolamento-de-cidade-com-menor-idh-do-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=324841","title":{"rendered":"Obra na PR-092 em Doutor Ulysses avan\u00e7a e pode reduzir isolamento de cidade com menor IDH do Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>A pavimenta\u00e7\u00e3o da rodovia PR-092 em Doutor Ulysses, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba, avan\u00e7a em <strong>um dos trechos rodovi\u00e1rios mais desafiadores do Paran\u00e1<\/strong>. Ap\u00f3s d\u00e9cadas de promessas, a obra que liga o munic\u00edpio ao restante do estado chegou a cerca de 22% de execu\u00e7\u00e3o e representa um passo para reduzir o isolamento de uma cidade que por anos dependeu de estrada de ch\u00e3o para acessar servi\u00e7os b\u00e1sicos, com\u00e9rcio e atendimento de sa\u00fade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/H7ozD2alPDA1a3twUX7jw7\">Receba as principais not\u00edcias do Paran\u00e1 pelo WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>O investimento estadual de R$ 56,9 milh\u00f5es contempla quase 12 quil\u00f4metros de pavimenta\u00e7\u00e3o e inclui servi\u00e7os de terraplanagem, drenagem e ajustes no tra\u00e7ado da rodovia. O objetivo \u00e9 melhorar a liga\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio com cidades vizinhas e com a Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba.<\/p>\n<p>Historicamente, Doutor Ulysses figura entre os munic\u00edpios com menor infraestrutura de acesso rodovi\u00e1rio no estado. Criado em 1990 a partir do desmembramento de Cerro Azul, o munic\u00edpio passou d\u00e9cadas aguardando a pavimenta\u00e7\u00e3o de sua principal liga\u00e7\u00e3o vi\u00e1ria.<\/p>\n<p>Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paran\u00e1 (DER-PR), os investimentos come\u00e7aram a ser planejados ap\u00f3s a emancipa\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, mas recorrentemente enfrentaram obst\u00e1culos t\u00e9cnicos e log\u00edsticos. De acordo com a autarquia, a regi\u00e3o possui relevo montanhoso e sinuoso, o que exige grande movimenta\u00e7\u00e3o de terra e interven\u00e7\u00f5es em encostas \u00edngremes.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Doutor Ulysses figura entre os munic\u00edpios com menor infraestrutura de acesso rodovi\u00e1rio no estado. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O dif\u00edcil acesso, a escassez de materiais adequados para constru\u00e7\u00e3o e o clima muito chuvoso tamb\u00e9m contribu\u00edram para tornar a obra mais complexa ao longo do tempo. Al\u00e9m disso, os custos da pavimenta\u00e7\u00e3o aumentam pela necessidade de transportar insumos por longas dist\u00e2ncias e pelos riscos t\u00e9cnicos associados \u00e0 execu\u00e7\u00e3o em um terreno inst\u00e1vel.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Desafio do terreno montanhoso na regi\u00e3o do Vale do Ribeira<\/h2>\n<p>A rodovia atravessa a regi\u00e3o do Vale do Ribeira, marcada por fortes varia\u00e7\u00f5es de altitude e forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas complexas. Essas caracter\u00edsticas exigem grandes interven\u00e7\u00f5es para adequar o tra\u00e7ado da estrada e ampliar a pista em trechos de encostas.<\/p>\n<p>Entre os pontos mais cr\u00edticos est\u00e1 a \u00e1rea conhecida como <strong>Serrinha<\/strong>, onde foi necess\u00e1rio reduzir em mais de 20 metros a altura do terreno para diminuir a inclina\u00e7\u00e3o da subida e melhorar a seguran\u00e7a da via. Segundo o DER-PR, o trecho exigiu estudos t\u00e9cnicos detalhados e grande volume de escava\u00e7\u00f5es para ajustar a altura e a inclina\u00e7\u00e3o da estrada.<\/p>\n<p>Durante as obras, um dos principais riscos considerados foi a possibilidade de instabilidade nas encostas. O alto \u00edndice de chuvas da regi\u00e3o tamb\u00e9m exigiu solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para drenagem e controle da \u00e1gua. O projeto inclui bueiros maiores, estruturas para conduzir a \u00e1gua da chuva e medidas de prote\u00e7\u00e3o do solo para evitar eros\u00e3o e deslizamentos.<\/p>\n<p>Mesmo com essas exig\u00eancias t\u00e9cnicas, o DER-PR afirma que o custo da obra n\u00e3o \u00e9 considerado muito elevado em compara\u00e7\u00e3o a outras interven\u00e7\u00f5es rodovi\u00e1rias mais complexas, j\u00e1 que o trecho n\u00e3o prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de pontes ou viadutos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/03\/04143226\/PR-092-Doutor-Ulysses-RELEVO_Roberto-Dziura-Jr.jpg\" \/><i>A pavimenta\u00e7\u00e3o da PR-092 em Doutor Ulysses exige grandes cortes em encostas e movimenta\u00e7\u00e3o intensa de terra em um dos trechos considerados como mais desafiadores da malha rodovi\u00e1ria do Paran\u00e1. (Foto: Roberto Dziura Jr.\/Governo do Paran\u00e1)<\/i><\/p>\n<h2>Interven\u00e7\u00e3o na PR-092 em Doutor Ulysses contempla um impacto econ\u00f4mico <\/h2>\n<p>Al\u00e9m de melhorar a mobilidade, a pavimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 vista como uma obra estrat\u00e9gica para impulsionar a economia local. Doutor Ulysses possui o menor \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paran\u00e1 e depende fortemente da atividade agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>De acordo com o DER-PR, cerca de 67% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa do munic\u00edpio est\u00e1 ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o rural, com destaque para culturas como <strong>o pinus e a ponkan<\/strong>. A melhoria do acesso rodovi\u00e1rio deve facilitar o escoamento da produ\u00e7\u00e3o e reduzir custos log\u00edsticos.<\/p>\n<p>A expectativa do governo estadual \u00e9 que a obra estimule novos investimentos, amplie a integra\u00e7\u00e3o regional e fortale\u00e7a setores como o florestal e o industrial. Para os moradores, a estrada de terra ainda impacta diretamente a rotina.<\/p>\n<p>A cozinheira Josiane de Souza Ribeiro, que trabalha em um hotel na cidade, conta que a promessa de asfalto existe h\u00e1 d\u00e9cadas. \u201cFaz cerca de 25 anos que ouvimos falar disso, desde que saiu o asfalto de Curitiba at\u00e9 Cerro Azul. Na \u00e9poca diziam que ia chegar at\u00e9 aqui\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo ela, o acesso prec\u00e1rio dificulta desde tarefas simples at\u00e9 situa\u00e7\u00f5es mais urgentes. \u201cAinda tem sido dif\u00edcil, porque continua estrada de ch\u00e3o. Para ir ao m\u00e9dico ou resolver coisas de banco, por exemplo, muitas vezes a gente precisa sair da cidade\u201d, relata.<\/p>\n<p>Josiane tamb\u00e9m destaca que o com\u00e9rcio e os produtores rurais enfrentam problemas frequentes. \u201c\u00c0s vezes falta mercadoria porque <strong>chove e ningu\u00e9m consegue chegar<\/strong>. Os produtos ficam mais caros e quem produz na ro\u00e7a muitas vezes perde mercadoria porque n\u00e3o consegue levar para vender\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ela acredita que a pavimenta\u00e7\u00e3o pode representar uma mudan\u00e7a importante para o futuro da cidade, com mais oportunidades e melhor acesso a servi\u00e7os. \u201cSe o asfalto vier mesmo, pode melhorar bastante. Talvez apare\u00e7am mais empresas, mais produtos nas lojas e fique mais f\u00e1cil sair da cidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o da obra, Doutor Ulysses deve deixar a condi\u00e7\u00e3o de<strong> pen\u00faltima cidade do Paran\u00e1 sem acesso asfaltado<\/strong>. Segundo o DER-PR, o \u00fanico munic\u00edpio do estado que ainda n\u00e3o possui liga\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria totalmente pavimentada \u00e9 Guaraque\u00e7aba, no litoral.<\/p>\n<p>Para esta regi\u00e3o, o governo estadual informa que iniciou os estudos ambientais e o anteprojeto de engenharia da pavimenta\u00e7\u00e3o da rodovia <strong>PR-405<\/strong>, que liga Guaraque\u00e7aba a Antonina. Essa etapa \u00e9 considerada necess\u00e1ria antes da licita\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pavimenta\u00e7\u00e3o da rodovia PR-092 em Doutor Ulysses, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba, avan\u00e7a em um dos trechos rodovi\u00e1rios mais&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":324842,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-324841","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/324841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=324841"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/324841\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/324842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=324841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=324841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=324841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}