{"id":302120,"date":"2026-03-21T17:22:38","date_gmt":"2026-03-21T21:22:38","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=302120"},"modified":"2026-03-21T17:22:38","modified_gmt":"2026-03-21T21:22:38","slug":"quem-sao-os-politicos-que-fizeram-de-sc-o-estado-mais-conservador-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=302120","title":{"rendered":"Quem s\u00e3o os pol\u00edticos que fizeram de SC o estado mais conservador do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Santa Catarina \u00e9 reconhecido como um dos estados mais conservadores do Brasil, marca que est\u00e1 atrelada ao peso eleitoral de pautas tradicionais, \u00e0 forte vota\u00e7\u00e3o em candidatos identificados como sendo do espectro da direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e \u00e0 presen\u00e7a consolidada de lideran\u00e7as alinhadas a valores como fam\u00edlia, seguran\u00e7a p\u00fablica e economia liberal.<\/p>\n<p>Esse perfil da pol\u00edtica catarinense n\u00e3o \u00e9 fruto de uma \u00fanica elei\u00e7\u00e3o nem de um \u00fanico grupo pol\u00edtico. Diferentes gera\u00e7\u00f5es de l\u00edderes constru\u00edram esse legado, impulsionadas tamb\u00e9m por caracter\u00edsticas sociais, culturais e econ\u00f4micas pr\u00f3prias do estado.<\/p>\n<p>Para o analista pol\u00edtico e pesquisador em Educa\u00e7\u00e3o e Cultura Pol\u00edtica da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), Daniel Pinheiro, o conservadorismo catarinense \u00e9 resultado da combina\u00e7\u00e3o entre for\u00e7a econ\u00f4mica e valores culturais. Segundo ele, Santa Catarina desenvolveu ao longo do tempo uma percep\u00e7\u00e3o de dinamismo econ\u00f4mico pr\u00f3prio \u2014 industrial, empresarial e agropecu\u00e1rio \u2014 que alimentou o discurso de que <strong>o estado produz muito e recebe proporcionalmente menos da Uni\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Essa narrativa dialoga com valores de autonomia, efici\u00eancia administrativa e resist\u00eancia a pol\u00edticas redistributivas&#8221;, avalia. Ao mesmo tempo, ele considera que houve forte consolida\u00e7\u00e3o de valores sociais conservadores, influenciados por tradi\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, religiosidade e heran\u00e7a cultural da imigra\u00e7\u00e3o europeia. Essa base teria facilitado uma ades\u00e3o mais r\u00e1pida a posi\u00e7\u00f5es de centro-direita.<\/p>\n<p>Pinheiro tamb\u00e9m contextualiza o fen\u00f4meno dentro de um <strong>movimento internacional de fortalecimento de pautas \u00e0 direita<\/strong>, percept\u00edvel nos Estados Unidos, na Europa e em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. \u201c\u00c9 uma combina\u00e7\u00e3o de valores sociais e econ\u00f4micos que encontrou eco na cultura do estado. Havia uma corrente pol\u00edtica que estava adormecida e que ganhou for\u00e7a nos \u00faltimos anos, especialmente com o ambiente internacional e com a mobiliza\u00e7\u00e3o pelas redes sociais\u201d, afirma.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>SC ganhou uma dimens\u00e3o simb\u00f3lica dentro da pol\u00edtica nacional<\/h2>\n<p>O professor de Ci\u00eancia Pol\u00edtica do Ibmec-BH, Adriano Cerqueira, concorda que Santa Catarina tem um perfil mais conservador, e destaca que essa caracter\u00edstica n\u00e3o \u00e9 recente. De acordo com ele, historicamente o estado oferece pouco espa\u00e7o institucional para partidos mais \u00e0 esquerda se consolidarem, especialmente em disputas majorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Embora a esquerda tenha representa\u00e7\u00e3o pontual na pol\u00edtica de Santa Catarina, enfrenta dificuldades estruturais para conquistar governo estadual ou formar maiorias consistentes. Cerqueira destaca que Santa Catarina tem forte presen\u00e7a de classe m\u00e9dia, melhor distribui\u00e7\u00e3o de renda em compara\u00e7\u00e3o a estados mais pobres e menor depend\u00eancia proporcional de programas de transfer\u00eancia de renda federais.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, discursos fortemente voltados \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de gastos p\u00fablicos e redistribui\u00e7\u00e3o encontram menos ader\u00eancia. \u201cO eleitor que possui patrim\u00f4nio e renda tende a se mobilizar por discursos de preserva\u00e7\u00e3o desses ativos. Isso favorece propostas mais liberais na economia, com menor carga tribut\u00e1ria e maior confian\u00e7a no mercado\u201d, explica.<\/p>\n<p>O professor tamb\u00e9m destaca que, mesmo sem ter passado por uma experi\u00eancia estadual que pudesse ter sido traum\u00e1tica com governos de esquerda, Santa Catarina desenvolveu forte antipetismo a partir da avalia\u00e7\u00e3o dos governos federais do PT.<\/p>\n<p>Para Cerqueira, o estado ganhou ainda uma <strong>dimens\u00e3o simb\u00f3lica dentro da pol\u00edtica nacional<\/strong>. \u201cSanta Catarina virou quase um farol para o eleitorado conservador brasileiro. Pol\u00edticos do estado t\u00eam se projetado nacionalmente com discursos contundentes na defesa de valores conservadores\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele observa que a relev\u00e2ncia pol\u00edtica de Santa Catarina supera, em termos de influ\u00eancia, o tamanho do seu eleitorado. &#8220;Lideran\u00e7as do estado acumulam grande presen\u00e7a nas redes sociais, visibilidade na C\u00e2mara e no Senado e passaram a ser refer\u00eancias no campo liberal-conservador&#8221;, diz.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>A constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do conservadorismo catarinense<\/h2>\n<p>Antes de se tornar um dos principais redutos de votos a Jair Bolsonaro no pa\u00eds, Santa Catarina j\u00e1 era governada por lideran\u00e7as com perfil institucionalmente conservador. A <strong>Gazeta do Povo <\/strong>elencou alguns dos nomes que participaram dessa constru\u00e7\u00e3o a partir da redemocratiza\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<h3>Jorge Bornhausen<\/h3>\n<p>Filho do ex-governador catarinense Irineu Bornhausen (1951-1956), Jorge Bornhausen ocupou o comando estadual durante a ditadura militar, ap\u00f3s vencer a elei\u00e7\u00e3o indireta pela Arena, partido de sustenta\u00e7\u00e3o do regime. Ele foi vice-governador de Santa Catarina entre 1967 e 1971, antes de assumir a principal cadeira do Executivo no mandato entre 1979 e 1982.\u00a0<\/p>\n<p>O per\u00edodo foi marcado pelo in\u00edcio do processo de reabertura pol\u00edtica do pa\u00eds durante o governo do ex-presidente Jo\u00e3o Figueiredo, aliado de Bornhausen. Depois que Jos\u00e9 Sarney assumiu a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, ele foi ministro da Educa\u00e7\u00e3o entre 1986 e 1987, ap\u00f3s ser um dos fundadores do PFL, partido onde Bornhausen se consolidou como uma das maiores lideran\u00e7as da centro-direita brasileira nas d\u00e9cadas seguintes.<\/p>\n<p>Apesar da candidatura de Aureliano Chaves pelo PFL, o partido sob a lideran\u00e7a de Bornhausen apoiou Fernando Collor de Mello nas elei\u00e7\u00f5es de 1989. Com a vit\u00f3ria de Collor, o cacique do PFL assumiu a Secretaria de Governo daquele que foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o. No Congresso, ele tinha o papel de organizar a base de sustenta\u00e7\u00e3o do governo Collor, que fracassou ap\u00f3s as den\u00fancias do esquema de PC Farias.<\/p>\n<p>Na era Lula, o senador Bornhausen liderou a \u201coposi\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel\u201d como presidente nacional do PFL entre 2003 e 2010, per\u00edodo marcado pelo esc\u00e2ndalo do Mensal\u00e3o. O PFL passou a se chamar Democratas em 2007 e Bornhausen deixou a sigla em 2011, quando se filiou ao PSD de Gilberto Kassab.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/03\/17144030\/jorge-bornhausen.jpg.webp\" \/><i>Jorge Bornhausen foi governador e senador por Santa Catarina. (Foto: C\u00e9lio Azevedo\/Ag\u00eancia Senado)<\/i><\/p>\n<h3>Esperidi\u00e3o Amin<\/h3>\n<p>Figura central da pol\u00edtica catarinense desde os anos 1970, Esperidi\u00e3o Amin (hoje senador pelo PP) construiu uma das trajet\u00f3rias mais longevas do estado. Foi prefeito de Florian\u00f3polis aos 27 anos (1975\u20131978), deputado federal, senador e governador em dois per\u00edodos (1983\u20131986 e 1999\u20132002).<\/p>\n<p>Depois do primeiro mandato como governador, Amin foi eleito prefeito da capital, novamente, em 1988, mas se licenciou para disputar as pr\u00e9vias presidenciais do PDS para as elei\u00e7\u00f5es de 1989. Ele foi derrotado por Paulo Maluf, que representou o partido na corrida presidencial do ano seguinte.<\/p>\n<p>Em 1994, Amin disputou as elei\u00e7\u00f5es como candidato a presidente da Rep\u00fablica pelo PPR e terminou na sexta coloca\u00e7\u00e3o. Depois de um novo mandato no comando do estado, ele perdeu a disputa \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o em 2002 e foi batido, novamente, por Luiz Henrique da Silveira quatro anos depois.<\/p>\n<p>Em 2008, perdeu a elei\u00e7\u00e3o \u00e0 prefeitura de Florian\u00f3polis. Ap\u00f3s a s\u00e9rie de derrotas ao Executivo, foi eleito deputado federal em 2010 e reeleito como o candidato mais votado no estado.<\/p>\n<p>Em 2015, votou pelo <em>impeachment <\/em>da presidente Dilma Rousseff (PT). Na elei\u00e7\u00e3o seguinte, foi eleito senador e passou a integrar a base do governo Bolsonaro no Congresso Nacional. Amin era cotado como um dos candidatos do ex-presidente da Rep\u00fablica na disputa pela reelei\u00e7\u00e3o neste ano, mas o PL ter\u00e1 uma <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/eleicoes\/2026\/santa-catarina-2026\/flavio-confirma-chapa-pura-com-carlos-e-carol-de-toni-ao-senado-em-sc\/\">candidatura dupla<\/a> ao Senado catarinense com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/12161550\/Waldemir-Barreto-Agencia-Senado.jpg.webp\" \/><i>Esperidi\u00e3o Amin \u00e9 senador por Santa Catarina. Ele contribuiu para o fortalecimento da direita conservadora no estado.  (Foto: Waldemir Barreto\/Ag\u00eancia Senado)<\/i><\/p>\n<h3>Luiz Henrique da Silveira<\/h3>\n<p>Governador por dois mandatos (2003\u20132010), Luiz Henrique da Silveira foi deputado estadual, cinco vezes deputado federal, prefeito de Joinville por tr\u00eas mandatos e ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia no governo de Jos\u00e9 Sarney. Ele morreu em maio de 2015, aos 75 anos, v\u00edtima de um infarto. Na \u00e9poca, era senador por Santa Catarina.<\/p>\n<p>Alinhado ao MDB hist\u00f3rico, Silveira permaneceu no partido durante a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e as elei\u00e7\u00f5es de 1989, quando parte da milit\u00e2ncia saiu para fundar novas siglas, entre elas o PSDB.\u00a0<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o fosse um conservador ideol\u00f3gico nos moldes atuais, ajudou a estruturar uma cultura pol\u00edtica de estabilidade institucional, protagonismo regional e forte organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria \u2014 elementos que mantiveram o campo da centro-direita dominante em Santa Catarina.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/12161704\/Geraldo-Magela-Agencia-Senado.jpg.webp\" \/><i>Luiz Henrique da Silveira foi deputado estadual, cinco vezes deputado federal e prefeito de Joinville por tr\u00eas mandatos.  (Foto: Geraldo Magela\/Ag\u00eancia Senado)<\/i><\/p>\n<h3>Raimundo Colombo<\/h3>\n<p>Governador entre 2011 e 2018 pelo PSD, Raimundo Colombo chegou ao cargo ap\u00f3s trajet\u00f3ria como prefeito de Lages por tr\u00eas mandatos, deputado estadual, federal e senador. Seu discurso enfatizava responsabilidade fiscal, moderniza\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica e efici\u00eancia administrativa.<\/p>\n<p>Colombo tamb\u00e9m tinha trajet\u00f3ria ligada a grupos da igreja cat\u00f3lica, o que dialoga com a presen\u00e7a hist\u00f3rica da religiosidade na forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica catarinense. Durante seus dois mandatos, consolidou a imagem de gest\u00e3o t\u00e9cnica e estabilidade institucional, mantendo o estado sob controle de for\u00e7as pol\u00edticas de centro-direita.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/12161712\/Fabio-Queiroz-Agencia-AL.jpg.webp\" \/><i>Raimundo Colombo foi prefeito de Lages por tr\u00eas mandatos, deputado estadual, federal e senador. (Foto: F\u00e1bio Queiroz\/Ag\u00eancia AL)<\/i><\/p>\n<h3>Carlos Mois\u00e9s<\/h3>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o de Carlos Mois\u00e9s da Silva em 2018, na \u00e9poca pelo PSL, marcou um ponto de mudan\u00e7a. Oficial da reserva do Corpo de Bombeiros, sem carreira pol\u00edtica anterior, foi eleito governador no segundo turno com mais de 71% dos votos v\u00e1lidos, impulsionado pela for\u00e7a de Jair Bolsonaro no estado. Seu plano de governo abordava apenas tr\u00eas t\u00f3picos: \u201cdesenvolvimento econ\u00f4mico\u201d, \u201cdesenvolvimento social\u201d e \u201cinfraestrutura, mobilidade e meio ambiente\u201d.<\/p>\n<p>Durante sua gest\u00e3o, rompeu com Jair Bolsonaro e chegou a sofrer dois processos de<em> impeachment<\/em>, um deles por crime de responsabilidade pelo aumento do sal\u00e1rio de procuradores do estado. O segundo, durante a pandemia de Covid-19, pela compra de 200 respiradores pelo pre\u00e7o de R$ 33 milh\u00f5es, pagos antecipadamente e sem garantia de entrega. Mois\u00e9s foi absolvido pelo Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) nos dois casos.<\/p>\n<p>Em 2022, Mois\u00e9s tentou a reelei\u00e7\u00e3o ao governo, mas terminou a disputa como o terceiro mais votado, com 693.426 votos (16,99%). A disputa ficou entre Jorginho Mello e D\u00e9cio Lima (PT). No segundo turno, Mello garantiu a vit\u00f3ria sobre o petista com cerca de 2.316.270 votos (70,79%).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/12161718\/Mauricio-Vieira-governo-de-sc.jpg.webp\" \/><i>Carlos Mois\u00e9s foi eleito governador no segundo turno com mais de 71% dos votos v\u00e1lidos. (Foto: Mauricio Vieira\/Governo de Santa Catarina)<\/i><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Os pol\u00edticos que sustentam o conservadorismo em SC<\/h2>\n<p>No plano mais recente, essa combina\u00e7\u00e3o entre valores econ\u00f4micos liberais e conservadorismo nos costumes ganhou rostos e estrat\u00e9gia pol\u00edtica bem definidos em Santa Catarina.<\/p>\n<h3>Jorginho Mello<\/h3>\n<p>O principal articulador desse campo \u00e9 o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Ele iniciou a carreira pol\u00edtica como vereador em Herval d\u2019Oeste, cidade de 21.724 habitantes no meio-oeste do estado. Foi deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado federal e senador, al\u00e9m de ter atuado como vice-l\u00edder do governo de Jair Bolsonaro no Congresso.<\/p>\n<p>Em 2022, Mello foi eleito governador no segundo turno com 70,69% dos votos. \u00c0 frente do governo e na presid\u00eancia estadual do Partido Liberal, tornou-se uma das principais refer\u00eancias da direita no estado, com discurso voltado ao incentivo ao empreendedorismo e \u00e0 autonomia econ\u00f4mica catarinense.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/27145850\/jorginho-mello-banheiros-unissex.jpg.webp\" \/><i>O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). (Foto: Roberto Zacarias\/Governo de SC)<\/i><\/p>\n<h3>Caroline de Toni<\/h3>\n<p>No Congresso, Caroline de Toni (PL) se tornou uma das vozes mais identificadas com a direita brasileira. Desde o primeiro mandato, construiu proje\u00e7\u00e3o nacional em pautas ligadas \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica, liberdades individuais, defesa da propriedade privada e embates ideol\u00f3gicos no Legislativo. Seu capital pol\u00edtico est\u00e1 fortemente associado ao eleitorado conservador mobilizado desde 2018.<\/p>\n<p>No segundo mandato, na presid\u00eancia da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania e como lideran\u00e7a da minoria, Caroline de Toni teve destaque por defender o equil\u00edbrio entre os poderes, o voto impresso, a anistia, a amplia\u00e7\u00e3o do porte de armas e a liberdade econ\u00f4mica. Tamb\u00e9m atuou para aumentar a pena a invasores de terras, bem como a valoriza\u00e7\u00e3o da vida e da fam\u00edlia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/12170640\/Bruno-Spada-Camara-dos-Deputados-2.jpg.webp\" \/><i>Carol de Toni \u00e9 deputada federal pelo PL e pr\u00e9-candidata ao Senado. (Foto: Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados )<\/i><\/p>\n<h3>J\u00falia Zanatta<\/h3>\n<p>Na C\u00e2mara dos Deputados, J\u00falia Zanatta (PL) representa uma nova gera\u00e7\u00e3o desse mesmo campo pol\u00edtico. Com forma\u00e7\u00e3o em Direito e em Jornalismo, forte presen\u00e7a nas redes sociais e comunica\u00e7\u00e3o direta com o eleitorado, Zanatta combina pautas conservadoras com uma estrat\u00e9gia digital intensa, algo que se tornou central para a direita contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>De acordo com a apresenta\u00e7\u00e3o no site oficial da deputada, Zanatta tem como base a fam\u00edlia, \u00e9 m\u00e3e e esposa, defende a vida desde a concep\u00e7\u00e3o e o papel dos pais na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, especialmente para proteg\u00ea-los da imposi\u00e7\u00e3o de conte\u00fados ideol\u00f3gicos que se afastem da busca pela verdade e da forma\u00e7\u00e3o do pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p>A defesa das liberdades individuais integra um dos pilares do mandato dela. Entre as principais bandeiras est\u00e3o a defesa do armamento civil para leg\u00edtima defesa da vida e da propriedade; a\u00e7\u00f5es que aumentem a seguran\u00e7a jur\u00eddica; a defesa da liberdade de express\u00e3o; a luta por menos impostos; a liberdade econ\u00f4mica, marcada recentemente por uma luta firme contra o <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/drex-banco-central-adia-lancamento-versao-timida\/\">Drex<\/a>; al\u00e9m do fortalecimento do agroneg\u00f3cio e de mais autonomia para os estados.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/12170647\/Bruno-Spada-Camara-dos-Deputados.jpg.webp\" \/><i>J\u00falia Zanatta \u00e9 deputada federal pelo PL em Santa Catarina.  (Foto: Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados)<\/i><\/p>\n<h3>Ana Campagnolo<\/h3>\n<p>Na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL) ocupa papel semelhante no \u00e2mbito estadual. Professora e historiadora de forma\u00e7\u00e3o, construiu trajet\u00f3ria pol\u00edtica associada a pautas conservadoras, especialmente nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o e costumes.<\/p>\n<p>Eleita pela primeira vez em 2018, tornou-se \u00e0 \u00e9poca a deputada estadual mais jovem de Santa Catarina. Em 2022, foi reeleita com 196.571 votos, a maior vota\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria para o cargo no estado. Autora de livros com cr\u00edticas ao feminismo, Campagnolo \u00e9 uma das principais vozes do campo conservador no Legislativo catarinense.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/12170625\/Bruno-Collaco-AGENCIA-AL.jpg.webp\" \/><i>Ana Campagnolo (PL) foi a deputada estadual mais votada em SC. (Foto: Bruno Colla\u00e7o\/Ag\u00eancia AL)<\/i><\/p>\n<h3>Jorge Seif<\/h3>\n<p>Jorge Seif J\u00fanior (PL) foi eleito senador nas elei\u00e7\u00f5es de 2022 com mais de 1,4 milh\u00e3o de votos. Em seu mandato, tem atuado em pautas voltadas ao desenvolvimento econ\u00f4mico, \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de empregos, \u00e0 liberdade econ\u00f4mica e ao fortalecimento dos setores produtivos do pa\u00eds, com aten\u00e7\u00e3o especial a pesca, aquicultura, agroneg\u00f3cio e ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p>Participa de debates legislativos sobre pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, ao crescimento econ\u00f4mico e \u00e0 desburocratiza\u00e7\u00e3o. A atua\u00e7\u00e3o parlamentar de Seif inclui o acompanhamento de temas relacionados \u00e0 seguran\u00e7a alimentar, ao desenvolvimento regional e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o de atividades produtivas ligadas ao mar e \u00e0s \u00e1guas continentais.<\/p>\n<p>No Senado Federal, \u00e9 membro titular da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE), respons\u00e1vel pela an\u00e1lise de mat\u00e9rias relacionadas \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica, tribut\u00e1ria, financeira e ao desenvolvimento nacional, al\u00e9m de outras. Tamb\u00e9m \u00e9 vice-presidente da Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Regional e Turismo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/12170633\/Carlos-Moura-Agencia-Senado.jpg.webp\" \/><i>Senador Jorge Seif (PL).  (Foto: Carlos Moura\/Ag\u00eancia Senado)<\/i><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santa Catarina \u00e9 reconhecido como um dos estados mais conservadores do Brasil, marca que est\u00e1 atrelada ao peso eleitoral de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":302121,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-302120","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/302120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=302120"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/302120\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/302121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=302120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=302120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=302120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}