{"id":292486,"date":"2026-03-17T18:57:26","date_gmt":"2026-03-17T22:57:26","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=292486"},"modified":"2026-03-17T18:57:26","modified_gmt":"2026-03-17T22:57:26","slug":"michael-jordan-na-camisa-da-selecao-brasileira-escancara-a-mercantilizacao-da-amarelinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=292486","title":{"rendered":"Michael Jordan\u00a0na\u00a0camisa da\u00a0sele\u00e7\u00e3o brasileira escancara a mercantiliza\u00e7\u00e3o da amarelinha"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Para al\u00e9m do apelo est\u00e9tico bastante duvidoso, a nova camisa reserva da sele\u00e7\u00e3o brasileira, tradicionalmente em tom azul, reacendeu uma (velha) discuss\u00e3o sobre identidade nacional e a influ\u00eancia do mercado.<\/p>\n<p>O novo uniforme foi lan\u00e7ado no \u00faltimo dia 12 de mar\u00e7o, em evento que contou com a presen\u00e7a de Ronaldinho Ga\u00facho. Na camisa, do lado direito do peito, \u00e0 mesma altura do escudo da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol, est\u00e1 a marca do \u00eddolo americano Michael Jordan. \u00c9 o s\u00edmbolo chamado de \u201cJumpman\u201d, uma refer\u00eancia aos saltos do ainda hoje maior jogador de basquete de todos os tempos (h\u00e1 quem sustente que \u00e9 LeBron James, mas essa \u00e9 outra pol\u00eamica).<\/p>\n<p>Imediatamente, houve forte rea\u00e7\u00e3o de torcedores e da imprensa especializada. Em especial, por causa da influ\u00eancia estrangeira e pela mercantiliza\u00e7\u00e3o da farda do escrete canarinho. A rea\u00e7\u00e3o \u00e9 compreens\u00edvel. Mas, faz sentido? Ou \u00e9 apenas o mais recente cap\u00edtulo de um processo que transformou a sele\u00e7\u00e3o em produto global j\u00e1 h\u00e1 muitos anos?\u00a0<\/p>\n<h2>O inc\u00f4modo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 est\u00e9tico\u00a0<\/h2>\n<p>A nova camisa reserva da sele\u00e7\u00e3o brasileira foi lan\u00e7ada pela CBF em parceria com a Jordan Brand, marca da NIKE Inc., ligada ao ex-jogador de basquete. Segundo a pr\u00f3pria Nike, trata-se da primeira vez que o\u00a0Jumpman\u00a0aparece no uniforme de uma federa\u00e7\u00e3o nacional de futebol. A estreia est\u00e1 prevista para o amistoso contra a Fran\u00e7a, em 26 de mar\u00e7o, em Boston.<\/p>\n<p>Isso ajuda a entender por que a discuss\u00e3o explodiu t\u00e3o r\u00e1pido. O problema, para muita gente, n\u00e3o \u00e9 apenas a camisa ser feia, estranha ou excessivamente \u201cfashion\u201d. O que incomoda \u00e9 a mensagem que ela carrega.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>No peito da sele\u00e7\u00e3o brasileira, um dos s\u00edmbolos esportivos mais reconhec\u00edveis do mundo, aparece agora a assinatura visual de uma marca associada ao basquete americano, ao streetwear e \u00e0 cultura global de celebridades. Um deslocamento simb\u00f3lico que, compreensivelmente, n\u00e3o podia passar sem rea\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<h2>Jordan n\u00e3o tem nada a ver com o Brasil\u00a0<\/h2>\n<p>Michael Jordan \u00e9 um \u00edcone global do esporte, da publicidade e da cultura pop. Mas isso n\u00e3o significa que ele tenha v\u00ednculo org\u00e2nico com o imagin\u00e1rio do brasileiro m\u00e9dio da mesma forma que nomes, s\u00edmbolos e refer\u00eancias do pr\u00f3prio futebol nacional.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Para a maior parte do p\u00fablico brasileiro, especialmente aquele que se relaciona com a sele\u00e7\u00e3o por mem\u00f3ria afetiva e identidade cultural, a camisa do Brasil remete antes a Pel\u00e9, Garrincha, Rom\u00e1rio, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Neymar do que a um astro da NBA.\u00a0\u00a0<br \/>\u00a0<\/p>\n<p>Jordan pode ser universal como marca, mas n\u00e3o \u00e9 espontaneamente brasileiro como refer\u00eancia emocional. Sua presen\u00e7a no uniforme n\u00e3o nasce da tradi\u00e7\u00e3o popular da sele\u00e7\u00e3o, e sim de uma estrat\u00e9gia internacional de branding desenhada para ampliar mercado, desejo e circula\u00e7\u00e3o global do produto.\u00a0<\/p>\n<p>O v\u00eddeo de apresenta\u00e7\u00e3o da camisa, ali\u00e1s, \u00e9 constrangedor. A nova camisa da sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sendo apresentada como uniforme do futebol brasileiro, mas como uma pe\u00e7a subordinada ao imagin\u00e1rio de Michael Jordan. A campanha exagera na presen\u00e7a do astro do basquete e empurra a sele\u00e7\u00e3o para um papel quase secund\u00e1rio dentro da pr\u00f3pria propaganda.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Em vez de a camisa exaltar a hist\u00f3ria do futebol brasileiro, ela parece se apoiar numa refer\u00eancia estrangeira, com direito \u00e0 frase \u201cO que \u00e9 grandeza? S\u00e3o 5 estrelas, s\u00e3o 6 an\u00e9is\u201d, aproximando os cinco t\u00edtulos mundiais do Brasil dos seis t\u00edtulos da NBA de Jordan.\u00a0<\/p>\n<h2>A rea\u00e7\u00e3o da torcida faz sentido\u00a0<\/h2>\n<p>A camisa da sele\u00e7\u00e3o \u00e9 um elemento da identidade nacional e o s\u00edmbolo-maior de um Brasil vencedor.\u00a0A\u00a0camisa\u00a0atravessou Pel\u00e9, o tricampeonato, o tetra, o penta e boa parte do imagin\u00e1rio popular do pa\u00eds. \u00c9 natural o estranhamento quando esse s\u00edmbolo passa a dialogar de maneira t\u00e3o expl\u00edcita com refer\u00eancias externas ao futebol brasileiro, como o universo da NBA e dos esportes americanos.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de xenofobia est\u00e9tica nem de purismo excessivo. Mas de reconhecer que certos s\u00edmbolos nacionais continuam sendo percebidos como a cultura do pa\u00eds. E, quando um patrim\u00f4nio emocional parece falar mais a linguagem do branding global do que a da pr\u00f3pria tradi\u00e7\u00e3o que o consagrou, a resist\u00eancia era previs\u00edvel.<\/p>\n<h2>O problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Jordan\u00a0<\/h2>\n<p>A nova parceria n\u00e3o compreende apenas uma camisa. A Nike apresentou o lan\u00e7amento como um encontro entre \u201cduas culturas de grandeza\u201d e incluiu, junto com o uniforme, uma cole\u00e7\u00e3o de streetwear, cal\u00e7ados e pe\u00e7as casuais.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O kit traz ainda a estampa \u201cElephant Print\u201d, criada para o Air Jordan 3, em 1988, uma das vers\u00f5es do t\u00eanis inspirado pelo astro. N\u00e3o \u00e9 apenas uma pe\u00e7a esportiva, mas um pacote completo de marca, estilo e consumo.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que a cr\u00edtica ganha for\u00e7a. O torcedor n\u00e3o reage apenas ao\u00a0Jumpman\u00a0como desenho. O\u00a0Jumpman\u00a0representa a sele\u00e7\u00e3o brasileira sendo reposicionada mais como uma plataforma global de\u00a0lifestyle\u00a0do que como um time de futebol.\u00a0<\/p>\n<h2>A \u201cestrangeiriza\u00e7\u00e3o\u201d existe \u2014 mas ela n\u00e3o come\u00e7ou agora\u00a0<\/h2>\n<p>Falar em \u201cestrangeiriza\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o significa dizer que a sele\u00e7\u00e3o deixou de ser brasileira. Significa reconhecer que ela passou a ser gerida como marca global, capaz de circular entre mercados, linguagens visuais e refer\u00eancias culturais que v\u00e3o muito al\u00e9m do futebol nacional.\u00a0<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a acompanha a transforma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio futebol em ind\u00fastria. Estudos acad\u00eamicos sobre o tema j\u00e1 descreviam h\u00e1 anos a crescente mercantiliza\u00e7\u00e3o do esporte.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria CBF apresentou em 2019, com a Ernst &amp; Young, um relat\u00f3rio segundo o qual a cadeia produtiva do futebol representava 0,72% do PIB brasileiro, com impacto estimado em R$ 52,9 bilh\u00f5es.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O futebol deixou h\u00e1 muito tempo de ser apenas paix\u00e3o popular. Ele tamb\u00e9m \u00e9 neg\u00f3cio pesado ou, como preferem os entendidos do ramo, \u00e9 tudo \u201csoccer business\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n<h2>O mercado j\u00e1 estava na sele\u00e7\u00e3o em 1970\u00a0<\/h2>\n<p>Um dos sinais mais claros dessa transforma\u00e7\u00e3o aparece ainda na Copa do Mundo de 1970. H\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, Pel\u00e9, o maior jogador de futebol da hist\u00f3ria, j\u00e1 era tratado como garoto propaganda de uma marca internacional e ativo central na disputa por mercados.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>No tricampeonato no M\u00e9xico, o camisa 10 fez quest\u00e3o de utilizar, e exibir, as chuteiras da sua patrocinadora de material particular. O Rei fez quatro gols no Mundial usando um cal\u00e7ado da marca alem\u00e3 Puma, enquanto todos os outros companheiros de time detinham um acerto com outra fornecedora germ\u00e2nica, a Adidas.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Ou seja, o \u00eddolo j\u00e1 servia ali, h\u00e1 55 anos, como um espa\u00e7o de valor comercial.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1, ainda, outra hist\u00f3ria famosa sobre esse momento, que sugere que Pel\u00e9 teria parado para amarrar as chuteiras diante das c\u00e2meras como uma jogada publicit\u00e1ria. At\u00e9 hoje, h\u00e1 quem garanta ser verdadeira, e quem diga que o golpe de marketing de guerrilha \u00e9 pura lenda. E como o Rei n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s\u2026\u00a0\u00a0<\/p>\n<h2>A camisa como estandarte comercial\u00a0<\/h2>\n<p>Se em 1970 a publicidade ainda se concentrava no astro, nos anos 1980 ela avan\u00e7ou para o pr\u00f3prio uniforme da sele\u00e7\u00e3o. A Topper passou a patrocinar a equipe brasileira nas Copas de 1982 e em 1986 o logo da empresa argentina pintou pela primeira vez no fardamento nacional em um Mundial. E em 1990, ainda era a Topper.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Esse passo foi simb\u00f3lico e decisivo. A camisa continuava sendo emblema nacional, mas passava a funcionar tamb\u00e9m como espa\u00e7o de exposi\u00e7\u00e3o comercial e instrumento de constru\u00e7\u00e3o de marca. O que se vendia ali j\u00e1 n\u00e3o era s\u00f3 desempenho esportivo. Vendia-se tamb\u00e9m a associa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica com o time mais prestigiado do planeta.\u00a0<\/p>\n<h2>A explos\u00e3o com a Nike\u00a0<\/h2>\n<p>A grande virada veio em 1996, quando come\u00e7ou a parceria entre CBF e Nike. Foi a\u00ed que a sele\u00e7\u00e3o brasileira entrou de vez numa engrenagem multinacional de branding, distribui\u00e7\u00e3o e licenciamento. Da terra do marketing esportivo, a empresa americana al\u00e7ou a explora\u00e7\u00e3o do valor da marca \u201cBrasil\u201d a outro patamar.\u00a0<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a foi t\u00e3o dr\u00e1stica que esse contrato virou at\u00e9 objeto de escrut\u00ednio em Bras\u00edlia, em uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito. Havia suspeitas de que a Nike poderia influenciar na escolha de advers\u00e1rios, locais de amistosos e, at\u00e9 mesmo, na escala\u00e7\u00e3o do escrete canarinho.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o chegaram a nenhuma conclus\u00e3o especialmente relevante. Mas, ao menos, a a\u00e7\u00e3o dos parlamentares deixou alguns epis\u00f3dios de vergonha alheia. Como quando um deputado perguntou ao jogador Ronaldo Fen\u00f4meno, convocado a depor, sobre quem deveria ter marcado Zidane na final do Mundial de 1998 (o\u00a0carequinha franc\u00eas\u00a0fez dois gols na decis\u00e3o, vencida pelos donos da casa por 3&#215;0).\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>De toda sorte, com a Nike o fardamento do Brasil virou um ativo comercial ainda mais sens\u00edvel e poderoso.\u00a0\u00a0<\/p>\n<h2>Pacote comercial completo\u00a0<\/h2>\n<p>Nos anos 2000 e 2010, o neg\u00f3cio deixou de se concentrar s\u00f3 na camisa e passou a engolir o entorno inteiro da equipe. A sele\u00e7\u00e3o brasileira passou a assinar contratos multimilion\u00e1rios com empresas capazes de explorar as mais diferentes facetas do que se convencionou chamar de \u201csoccer business\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Como, por exemplo, a marca\u00e7\u00e3o exclusiva de amistosos da sele\u00e7\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o comercial das partidas, a venda de bilheteria e a negocia\u00e7\u00e3o de direitos de TV no exterior. Mais do que nunca, o time nacional virou um produto. E altamente rent\u00e1vel.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A camisa, entretanto, seguiu como o aspecto mais vis\u00edvel, mas desde ent\u00e3o de uma engrenagem muito maior. Em 2014, o uniforme verde e amarelo era avaliado em US$ 1,6 bilh\u00e3o para a Nike.\u00a0<\/p>\n<p>Talvez essa seja a melhor s\u00edntese do problema. A camisa da sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o perdeu seu valor simb\u00f3lico. Ao contr\u00e1rio, foi justamente por causa dele que se tornou t\u00e3o valiosa comercialmente. A express\u00e3o ainda n\u00e3o era t\u00e3o corrente na \u00e9poca como\u00a0nos dias atuais, mas tudo relacionado ao futebol brasileiro, a come\u00e7ar por seus s\u00edmbolos, passou a ser \u201cmonetizado\u201d.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<h2>Camisas de US$ 100 milh\u00f5es por ano\u00a0<\/h2>\n<p>A renova\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo entre CBF e Nike, anunciada em dezembro de 2024, deixa claro o est\u00e1gio atual desse processo. O acordo foi prorrogado at\u00e9 2038 por US$ 100 milh\u00f5es por ano, agora com royalties sobre a venda das camisas, al\u00e9m da possibilidade de licenciamento de produtos e abertura de lojas da sele\u00e7\u00e3o no exterior.\u00a0<\/p>\n<p>O detalhe dos royalties \u00e9 especialmente revelador. Agora, a pr\u00f3pria CBF participa de maneira mais direta da cadeia global de consumo da camisa brasileira. Em outras palavras, o s\u00edmbolo nacional passou a ser administrado de modo ainda mais assumido como propriedade comercial.\u00a0<\/p>\n<h2>O\u00a0Jumpman\u00a0\u00e9 s\u00f3 mais uma ideia\u00a0<\/h2>\n<p>\u00c9 por isso que a pol\u00eamica atual precisa ser lida com algum cuidado. Sim, a rea\u00e7\u00e3o do torcedor \u00e9 leg\u00edtima. Sim, faz sentido resistir quando um s\u00edmbolo nacional parece falar com sotaque de marca estrangeira.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m \u00e9 preciso reconhecer que essa mercantiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o nasceu agora. Ela vem de longe. Passou por Pel\u00e9 e Puma, pela Topper, pela globaliza\u00e7\u00e3o da Nike, pela venda estruturada de amistosos e chega hoje \u00e0 fase dos royalties, do licenciamento e das lojas pelo mundo afora.\u00a0<\/p>\n<p>O\u00a0Jumpman\u00a0de Michael Jordan n\u00e3o criou o problema. S\u00f3 o escancarou. O que antes ficava mais escondido nos contratos, nos bastidores do marketing esportivo e nas planilhas de licenciamento agora aparece estampado no peito da camisa mais importante do futebol mundial.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para al\u00e9m do apelo est\u00e9tico bastante duvidoso, a nova camisa reserva da sele\u00e7\u00e3o brasileira, tradicionalmente em tom azul, reacendeu uma&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":292487,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-292486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/292486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=292486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/292486\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/292487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=292486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=292486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=292486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}