{"id":283625,"date":"2026-03-14T15:15:42","date_gmt":"2026-03-14T19:15:42","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=283625"},"modified":"2026-03-14T15:15:42","modified_gmt":"2026-03-14T19:15:42","slug":"depois-de-quase-70-anos-de-historia-qual-o-futuro-do-ferry-boat-na-baia-de-guaratuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=283625","title":{"rendered":"Depois de quase 70 anos de hist\u00f3ria, qual o futuro do ferry-boat na Ba\u00eda de Guaratuba"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da Ponte de Guaratuba, com inaugura\u00e7\u00e3o prevista para o pr\u00f3ximo m\u00eas de abril, vai encerrar o ciclo de 66 anos do sistema de <em>ferry-boat<\/em> (balsa) na ba\u00eda, substituindo-o como a principal via de liga\u00e7\u00e3o entre o munic\u00edpio e Matinhos. O governo do Paran\u00e1 confirmou o fim das opera\u00e7\u00f5es depois da inaugura\u00e7\u00e3o da ponte, mas um estudo em andamento pode transformar os espa\u00e7os usados para o atracamento das embarca\u00e7\u00f5es em um complexo tur\u00edstico.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/H7ozD2alPDA1a3twUX7jw7\">Receba as principais not\u00edcias do Paran\u00e1 pelo WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>&#8220;Estamos encerrando a \u00faltima temporada de funcionamento do <em>ferry-boat<\/em>. Aguardamos o resultado do estudo que o estado vai contratar. Esperamos que, com o fim da polui\u00e7\u00e3o da ba\u00eda, os golfinhos possam voltar, como era antigamente, e tenhamos um complexo mar\u00edtimo que atraia mais turistas&#8221;, afirma o diretor da Secretaria do Turismo de Guaratuba, Marco Fedalto.<\/p>\n<p>O governo do Paran\u00e1 lan\u00e7ou um chamamento p\u00fablico no fim do ano passado para definir o futuro da \u00e1rea ocupada pelo canteiro de obras da <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/ponte-de-guaratuba\/\">Ponte de Guaratuba<\/a> e pelas estruturas do <em>ferry-boat<\/em> na ba\u00eda. O estudo de viabilidade deve indicar como ser\u00e1 o <strong>Complexo N\u00e1utico de Guaratuba<\/strong>.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor de Opera\u00e7\u00f5es do Departamento de Estradas de Rodagem do Paran\u00e1 (DER-PR), Alexandre Castro, o complexo \u00e9 a pr\u00f3xima fase da revitaliza\u00e7\u00e3o do litoral, ap\u00f3s a entrega da ponte. &#8220;Est\u00e3o em estudo algumas possibilidades, dentro dessa transi\u00e7\u00e3o. Em breve iremos divulgar, mas <strong>pode haver um restaurante, um museu e servi\u00e7o tur\u00edstico<\/strong>&#8220;, explicou.<\/p>\n<p>O governo vai analisar a viabilidade t\u00e9cnica, ambiental, econ\u00f4mica e jur\u00eddica das propostas. Depois dessa etapa, devem ocorrer audi\u00eancia p\u00fablica e a abertura de licita\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o do complexo.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Imigrante portugu\u00eas construiu o primeiro <em>ferry-boat<\/em> de Guaratuba<\/h2>\n<p>De acordo com um levantamento do DER-PR sobre a hist\u00f3ria da balsa para travessia na Ba\u00eda de Guaratuba, o in\u00edcio da atividade mar\u00edtima foi na d\u00e9cada de 1960, como solu\u00e7\u00e3o de transporte para o litoral do Paran\u00e1. Moradores enfrentavam dificuldades para acessar o balne\u00e1rio de Caiob\u00e1, em Matinhos, e a capital Curitiba, j\u00e1 que o deslocamento exigia uma longa volta por Garuva, munic\u00edpio de Santa Catarina.<\/p>\n<p>Segundo o DER-PR, a viagem era feita em uma estrada de terra, que ficava quase intransit\u00e1vel em dias de chuva. O asfalto chegou apenas em 1966. Outra alternativa exigia travessia em pequenas lanchas da Empresa Balne\u00e1ria ou deslocamento at\u00e9 Matinhos para embarque em \u00f4nibus.<\/p>\n<p>A historiadora Rocio Bevervanso conta que a origem do projeto do <em>ferry-boat <\/em>tem liga\u00e7\u00e3o direta com a trajet\u00f3ria do imigrante portugu\u00eas Jo\u00e3o Lopes Rodrigues, o &#8220;Jo\u00e3o Portugu\u00eas&#8221;. O av\u00f4 dele era carpinteiro naval e transmitiu o of\u00edcio ao neto ainda na juventude.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/03\/05164348\/Cultura-Guaratuba.jpg.webp\" \/><i>Embarca\u00e7\u00e3o de madeira \u201cAirton Cornelsen\u201d fez as primeiras travessias na ba\u00eda. (Foto: Arquivo\/Secretaria da Cultura de Guaratuba)<\/i><\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 no Brasil, Jo\u00e3o Portugu\u00eas estudou engenharia naval no Lloyd Brasileiro, no Rio de Janeiro. No Paran\u00e1, realizou registro profissional no Conselho Regional de Engenharia. Foi quando soube que o DER buscava um projeto para uma embarca\u00e7\u00e3o capaz de realizar a travessia da ba\u00eda&#8221;, recorda a historiadora.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Primeira balsa<\/h2>\n<p>O departamento contratou Rodrigues para elaborar o projeto e construir a embarca\u00e7\u00e3o. &#8220;O engenheiro recebeu sal\u00e1rio de 12 mil cruzados, valor considerado elevado para a \u00e9poca. Rodrigues seguiu para Guaratuba e iniciou a constru\u00e7\u00e3o do <em>ferry-boat<\/em> de madeira. A obra levou 13 meses at\u00e9 a conclus\u00e3o e reuniu 14 trabalhadores&#8221;, relata Bevervanso.<\/p>\n<p>De acordo com o DER, o primeiro <em>ferry-boat<\/em> de madeira media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e transportava at\u00e9 12 ve\u00edculos e cerca de 100 passageiros. O motor e demais materiais para a constru\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o foram providenciados pelo governo do estado.<\/p>\n<p>&#8220;O barco recebeu o nome de &#8216;Airton Cornelsen&#8217;, em homenagem ao diretor do DER&#8221;, conta Bevervanso. Conhecido como &#8220;Lol\u00f4 Cornelsen&#8221;, o arquiteto e engenheiro foi respons\u00e1vel pelos projetos da <strong>Estrada da Graciosa<\/strong> e da <strong>Rodovia do Caf\u00e9<\/strong>.<\/p>\n<p>A embarca\u00e7\u00e3o possu\u00eda dois motores GM de 130 cavalos. Mois\u00e9s Lupion, governador da \u00e9poca, e cerca de cem convidados participaram do passeio inaugural pela ba\u00eda.<\/p>\n<h2>Primeiro comandante do <em>ferry-boat <\/em>operou a travessia por mais de 15 anos<\/h2>\n<p>Jo\u00e3o James de Oliveira Alves, conhecido como &#8220;Janj\u00e3o&#8221;, assumiu o comando do <em>ferry-boat<\/em> quando o servi\u00e7o retomou opera\u00e7\u00e3o dois anos depois da inaugura\u00e7\u00e3o. A embarca\u00e7\u00e3o precisou de obras de reparo e o servi\u00e7o foi retomado no governo de Ney Braga.<\/p>\n<p>\u201cDevido \u00e0 flexibilidade do barco houve problema de estanqueidade, a entrada de \u00e1gua. A Capitania decretou a retirada da travessia, e o barco foi ao estaleiro para manuten\u00e7\u00e3o. Retificaram o calafeto, que \u00e9 a veda\u00e7\u00e3o de frestas. Uma chapa de cobre foi colocada da linha d\u2019\u00e1gua para baixo, revestindo todo ele. Assim resolveu\u201d, relembra Alves, aos 91 anos.<\/p>\n<p>O ex-comandante descreve a estrutura da embarca\u00e7\u00e3o. \u201cTinha sanit\u00e1rio a bordo, beliche na casa de navega\u00e7\u00e3o para dormir e arm\u00e1rio com fogareiro para alimenta\u00e7\u00e3o, transportava dez autom\u00f3veis e um caminh\u00e3o leve, mas n\u00e3o entrava \u00f4nibus\u201d, explica.<\/p>\n<p>Natural de S\u00e3o Francisco do Sul, &#8220;Janj\u00e3o&#8221; chegou ao litoral paranaense ap\u00f3s convite de um amigo. \u201cPerguntei para ele o que era <em>ferry boat<\/em>. Ele me explicou que era um barco que atravessa os carros na Ba\u00eda de Guaratuba, de um lado para o outro. Na hora eu disse que queria trabalhar com isso\u201d. &#8220;Janj\u00e3o&#8221; desempenhou a fun\u00e7\u00e3o na travessia entre 1962 e 1978, per\u00edodo que o aposentado resume com precis\u00e3o &#8211; \u201c15 anos e quatro meses\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/03\/05164558\/roberto-dziura.jpg.webp\" \/><i>&#8220;Janj\u00e3o&#8221;, primeiro comandante do ferry-boat conduziu a travessia entre 1962 e 1978. (Foto: Roberto Dziura Jr\/AEN-PR)<\/i><\/p>\n<h2>Travessia era orientada por tambores com fogo em dias de neblina<\/h2>\n<p>No in\u00edcio da atividade, o <em>ferry-boat<\/em> operava com hor\u00e1rio limitado e dependia de recursos simples de navega\u00e7\u00e3o. &#8220;Janj\u00e3o&#8221; descreve a precariedade da \u00e9poca. \u201cGuaratuba n\u00e3o tinha luz. Era a luz de bordo que iluminava para fazer a atraca\u00e7\u00e3o. Nunca aconteceu acidente algum sob meu comando. At\u00e9 com cerra\u00e7\u00e3o eu atravessava, porque eu tinha conhecimento da mar\u00e9\u201d, orgulha-se ele.<\/p>\n<p>Em dias de neblina, comuns na regi\u00e3o, a equipe que trabalhava com &#8220;Janj\u00e3o&#8221; criava meios para dar seguran\u00e7a ao trabalho. \u201cN\u00f3s faz\u00edamos fogo em tambores em um porto e no outro para enxergar bem onde ia atracar, e bat\u00edamos nele para tamb\u00e9m se guiar pelo som. Cont\u00e1vamos com holofote de bordo, o farol de busca\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Durante os anos no comando da travessia, &#8220;Janj\u00e3o&#8221; conduziu as embarca\u00e7\u00f5es <em>Ayrton Cornelsen<\/em>, <em>Iguassu<\/em> e <em>Tibagi<\/em>. Al\u00e9m do governador Ney Braga, o comandante lembra de ter feito a travessia com o ex-presidente paraguaio Alfredo Stroessner, que permaneceu <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/parana\/alfredo-stroessner-mansao-litoral-mantem-viva-a-memoria-de-ditador-paraguaio\/\">exilado em Guaratuba<\/a> por dois meses, ap\u00f3s ser deposto em 1989.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Balsa ajudou a resgatar moradores ap\u00f3s parte de Guaratuba afundar no mar<\/h2>\n<p>O primeiro comandante do <em>ferry-boat <\/em>relata que um dos epis\u00f3dios mais marcantes da carreira foi em 22 de setembro de 1968, quando parte da \u00e1rea central da cidade desmoronou. Naquela noite, um funcion\u00e1rio da balsa o procurou pedir ajuda.<\/p>\n<p>\u201cLembro que ele falava r\u00e1pido: comandante &#8216;Janj\u00e3o&#8217;, est\u00e3o chamando o senhor. Guaratuba est\u00e1 caindo. \u00c9 preciso prestar socorro. \u00c9 urgente\u201d. O comandante organizou a sa\u00edda imediata da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPeguei a documenta\u00e7\u00e3o que tinha, a m\u00e1quina de tric\u00f4 da minha esposa, que era de valor, e avisei os vizinhos que estavam aqui, uma meia d\u00fazia. N\u00e3o tinha estrada e nem luz em Caieiras. Era pela trilha do morro, pelo mato, para chegar no <em>ferry<\/em>. Foram todos comigo, embarcados no <em>Tibagi<\/em>\u201d, conta o aposentado.<\/p>\n<p>A embarca\u00e7\u00e3o transportou equipes de socorro durante toda a madrugada. \u201cIniciamos a travessia trazendo socorristas, m\u00e9dicos, policiais, que vieram de Paranagu\u00e1 para prestar socorro. Fizemos o trabalho at\u00e9 as 3h da manh\u00e3, quando a mar\u00e9 iniciou a vazante. Ent\u00e3o vieram arma\u00e7\u00f5es de casa, assoalhos, m\u00f3veis, tudo. N\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00f5es de atravessar\u201d, explica &#8220;Janj\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<h2><em>Ferry-boat<\/em> vai encerrar travessias com fluxo superior a 1 milh\u00e3o de ve\u00edculos por ano<\/h2>\n<p>De acordo com a historiadora Rocio Bevervanso, o crescimento no movimento de ve\u00edculos levou \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da frota ao longo dos anos. &#8220;Em 1966, o barco inicial deu lugar ao <em>ferry-boat Iguassu<\/em>, com capacidade para 20 ve\u00edculos. Em seguida entrou em opera\u00e7\u00e3o a embarca\u00e7\u00e3o <em>Tibagi<\/em>, constru\u00edda em estaleiros de Itaja\u00ed, em Santa Catarina&#8221;, explica Bevervanso.<\/p>\n<p>Com o aumento de demanda por travessia, as embarca\u00e7\u00f5es ganhavam mais capacidade. &#8220;Posteriormente entrou em opera\u00e7\u00e3o o <em>ferry-boat<\/em> <em>Iva\u00ed<\/em>, com capacidade para 24 ve\u00edculos&#8221;, relata Bevervanso.<\/p>\n<p>Em 1981 foi a vez do in\u00edcio do <em>ferry-boat <\/em>Guaragua\u00e7u, com capacidade para 48 ve\u00edculos e at\u00e9 300 passageiros. &#8220;Depois disso, a frota recebeu as embarca\u00e7\u00f5es <em>Nhundiaquara <\/em>e <em>Piquiri<\/em>&#8220;, relembra a historiadora.<\/p>\n<p>Segundo o DER-PR, em 1996 o transporte aquavi\u00e1rio foi concedido \u00e0 empresa <em>F. Andreis<\/em>. O contrato previa uma linha com tr\u00eas <em>ferry-boats <\/em>e tr\u00eas balsas com rebocadores. Em 23 de mar\u00e7o de 2009, a concess\u00e3o foi renovada com a mesma empresa. J\u00e1 em mar\u00e7o de 2021, a opera\u00e7\u00e3o passou para a empresa <em>BR Travessias<\/em>, que abandonou o contrato.<\/p>\n<p>Em 2022, o governo firmou contrato emergencial com a empresa <em>Internacional Mar\u00edtima<\/em>. No ano seguinte, a empresa venceu a licita\u00e7\u00e3o para operar o <em>ferry-boat <\/em>por 25 meses.<\/p>\n<p>A licita\u00e7\u00e3o teve valor aproximado de R$ 131,7 milh\u00f5es. O <em>ferry-boat<\/em> de Guaratuba vai encerrar as atividades registrando o o volume anual m\u00e9dio de 1.359.990 ve\u00edculos, incluindo pagantes e usu\u00e1rios isentos.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o da Ponte de Guaratuba, com inaugura\u00e7\u00e3o prevista para o pr\u00f3ximo m\u00eas de abril, vai encerrar o ciclo de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":282978,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[189],"tags":[],"class_list":["post-283625","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/283625","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=283625"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/283625\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/282978"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=283625"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=283625"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=283625"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}