{"id":279844,"date":"2026-03-13T17:36:02","date_gmt":"2026-03-13T21:36:02","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=279844"},"modified":"2026-03-13T17:36:02","modified_gmt":"2026-03-13T21:36:02","slug":"f1-fica-mais-eletrica-mas-segue-sem-a-china-gigante-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=279844","title":{"rendered":"F1 fica mais el\u00e9trica, mas segue sem a China, gigante do setor"},"content":{"rendered":"<div class=\"text-darkgray lg:w-2\/3\">\n<div>\n<h2>Aus\u00eancia de equipes, pilotos e montadoras reflete estrat\u00e9gia do governo chin\u00eas e dist\u00e2ncia cultural do centro da ind\u00fastria da F1; pa\u00eds domina o mercado global de carros el\u00e9tricos e tem mais de 220 milh\u00f5es de f\u00e3s da categoria, que corre neste domingo em Xangai<\/h2>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com.br\/960\/naom_68ef41d5178dd.webp\" \/><\/p>\n<p>\u00a9 Jay Hirano \/ Shutterstock<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noticiasaominutobr-img.com\/team\/naom.png\" \/><\/p>\n<p><span><br \/>\n                    13\/03\/2026 18:36 \u2027<br \/>\n                    h\u00e1 1 hora<br \/>\n                    por Folhapress<br \/>\n                <\/span><\/p>\n<p>\n                        Esporte\n                    <\/p>\n<p>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/esporte\/tag\/automobilismo\"><br \/>\n                                Automobilismo<br \/>\n                            <\/a>\n<\/p>\n<div class=\"article-content mb-24 font-slab text-paragraph font-light\">\n<p><span>S<\/span>\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; A F1 desembarca neste fim de semana em Xangai para a segunda etapa da temporada de estreia do novo regulamento da categoria, que ampliou a eletrifica\u00e7\u00e3o dos motores, investindo justamente em uma \u00e1rea da ind\u00fastria automotiva na qual a China \u00e9 l\u00edder global. Ironicamente, o pa\u00eds asi\u00e1tico segue quase ausente do grid.<\/p>\n<p>                                                        \u00a0<\/p>\n<p>Embora o pa\u00eds tenha uma base de mais de 220 milh\u00f5es de f\u00e3s e tenha registrado o maior crescimento de p\u00fablico em 2025 (+39%), a presen\u00e7a chinesa na categoria se resume praticamente \u00e0 corrida disputada no circuito internacional de Xangai desde 2004 -neste ano, marcada para as 4h (de Bras\u00edlia) da madrugada de domingo (15). N\u00e3o h\u00e1 no Mundial equipes, pilotos nem fabricantes de motores chineses.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, a bandeira chinesa s\u00f3 foi vista no grid durante tr\u00eas temporadas, de 2022 a 2024, quando Guanyu Zhou se tornou o primeiro piloto chin\u00eas a correr na categoria. Com 68 etapas disputadas, seu melhor resultado foi o oitavo lugar, alcan\u00e7ado nas etapas do Canad\u00e1 (2022) e Qatar (2024).<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se trata apenas de uma quest\u00e3o de talento. A aus\u00eancia chinesa no circuito mundial reflete a pol\u00edtica definida pelo governo chin\u00eas, conforme observa o pesquisador Simon Chadwick, especialista em geopol\u00edtica econ\u00f4mica do esporte. &#8220;O engajamento das corpora\u00e7\u00f5es chinesas com o esporte n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o que elas tomam unilateralmente, tudo \u00e9 ditado pelo governo central&#8221;, disse o brit\u00e2nico \u00e0 Folha.<\/p>\n<p>Editor fundador do GeoSport, uma plataforma digital de esportes criada em parceria com o Instituto Franc\u00eas de Assuntos Internacionais e Estrat\u00e9gicos, Chadwick disse n\u00e3o acreditar que esse cen\u00e1rio possa mudar em um futuro pr\u00f3ximo. &#8220;Autoridades em Pequim divulgaram recentemente o mais recente plano comunista quinquenal do pa\u00eds, no qual n\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o espec\u00edfica \u00e0 F1, portanto, n\u00e3o devemos esperar a iminente apari\u00e7\u00e3o de uma equipe chinesa no esporte&#8221;, explica.<\/p>\n<p>De acordo com a Bloomberg, no entanto, a fabricante chinesa BYD demonstrou nos \u00faltimos meses interesse em se juntar \u00e0 categoria. Com o aumento da import\u00e2ncia da parte el\u00e9trica dos motores h\u00edbridos dos carros da F1, a gigante chinesa estuda trilhar o mesmo caminho feito por General Motors e o grupo Volkswagen, atra\u00eddas pela eletrifica\u00e7\u00e3o dos monopostos.<\/p>\n<p>A BYD poderia se juntar \u00e0 competi\u00e7\u00e3o como uma nova equipe, como fez a montadora americana por meio da marca Cadillac, ou comprar uma escuderia do grid atual, como os alem\u00e3es fizeram ao transformar a Sauber em Audi.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das estrat\u00e9gias definidas pelo governo chin\u00eas, o principal obst\u00e1culo analisado pela empresa chinesa \u00e9 o custo de cerca de US$ 500 milh\u00f5es (R$ 2,5 bilh\u00f5es) por ano para manter uma equipe, sem falar nas longas negocia\u00e7\u00f5es para a aceita\u00e7\u00e3o por parte das equipes que comp\u00f5em a F1.<\/p>\n<p>A entrada de uma fabricante da China \u00e9 vista com bons olhos por Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA (Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Automobilismo). Em entrevista ao jornal franc\u00eas Le Figaro, no ano passado, o dirigente demonstrou empolga\u00e7\u00e3o com a possibilidade.<\/p>\n<p>&#8220;Foi meu sonho nos \u00faltimos dois anos que os grandes pa\u00edses tivessem uma presen\u00e7a na F1. Os Estados Unidos estar\u00e3o com a General Motors [Cadillac]. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 dar as boas-vindas a uma montadora chinesa&#8221;, disse o presidente da FIA.<\/p>\n<p>A China \u00e9 hoje o maior mercado automotivo do mundo e l\u00edder global em ve\u00edculos el\u00e9tricos. Em 2024, o pa\u00eds respondeu por cerca de dois ter\u00e7os das vendas globais do setor, segundo a IEA, a Ag\u00eancia Internacional de Energia. Ainda assim, sua presen\u00e7a na F1 atual, com mais \u00eanfase na eletrifica\u00e7\u00e3o, permanece basicamente indireta, limitada a patroc\u00ednios e parcerias tecnol\u00f3gicas, sendo a prova em Xangai sua \u00fanica liga\u00e7\u00e3o direta com as disputas nas pistas.<\/p>\n<p>Para o professor Shaowei He, especialista em internacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas chinesas da Universidade de Northampton, na Inglaterra, o contraste tamb\u00e9m passa por fatores hist\u00f3ricos e culturais. &#8220;A F1 surgiu h\u00e1 76 anos no Reino Unido e muitas fam\u00edlias t\u00eam gera\u00e7\u00f5es de envolvimento consistente com o esporte, enquanto a cultura do automobilismo na China ainda est\u00e1 por surgir&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o dos chineses com a principal categoria do automobilismo mundial contrasta com a de seu principal concorrente estrat\u00e9gico, os Estados Unidos. Os americanos ampliaram sua presen\u00e7a na F1 nos \u00faltimos anos, com tr\u00eas corridas no calend\u00e1rio e, sobretudo, com o controle comercial da categoria ap\u00f3s a compra pelo grupo Liberty Media.<\/p>\n<p>A competi\u00e7\u00e3o de ra\u00edzes europeias tamb\u00e9m conseguiu ampliar sua presen\u00e7a no mercado americano a partir do sucesso da s\u00e9rie Drive to Survive, da Netflix, atualmente em sua oitava temporada, que mostra os bastidores das equipes e os conflitos entre os pilotos.<\/p>\n<p>Segundo He, a dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao centro tradicional da ind\u00fastria tamb\u00e9m pesa. &#8220;At\u00e9 mesmo alguns executivos chineses do setor automobil\u00edstico n\u00e3o t\u00eam uma compreens\u00e3o b\u00e1sica do &#8216;vale do automobilismo&#8217; do Reino Unido&#8221;, diz, referindo-se ao polo de engenharia onde se concentram v\u00e1rias equipes da categoria.<\/p>\n<p>&#8220;A F1 e o automobilismo em geral s\u00e3o dominados por uma hegemonia ocidental. Equipes, pilotos, expertise em engenharia, design de circuitos e governan\u00e7a continuam sendo dominados pelo Ocidente, apesar da crescente influ\u00eancia dos pa\u00edses do Golfo. As rela\u00e7\u00f5es EUA-China, san\u00e7\u00f5es e barreiras socioculturais \u00e0 entrada servem como barreiras para equipes da China e da \u00c1sia&#8221;, acrescenta Chadwick.<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/esporte\/2366346\/calderano-bate-croata-e-vai-as-quartas-de-wtt-wtt-champions-na-china\">Calderano bate croata e vai \u00e0s quartas de WTT WTT Champions, na China<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>\n            Partilhe a not\u00edcia\n        <\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aus\u00eancia de equipes, pilotos e montadoras reflete estrat\u00e9gia do governo chin\u00eas e dist\u00e2ncia cultural do centro da ind\u00fastria da F1;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":279845,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-279844","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/279844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=279844"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/279844\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/279845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=279844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=279844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=279844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}