{"id":265439,"date":"2026-03-09T11:53:35","date_gmt":"2026-03-09T15:53:35","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=265439"},"modified":"2026-03-09T11:53:35","modified_gmt":"2026-03-09T15:53:35","slug":"imperio-do-roubo-lamentacao-sobre-um-pais-saqueado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=265439","title":{"rendered":"Imp\u00e9rio do Roubo: lamenta\u00e7\u00e3o sobre um pa\u00eds saqueado"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout_post-content__gsXFz\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/03\/09125027\/vorcaro2.jpg.webp\" \/><span>O Juiz e o Governante, o Banqueiro e o Parasita, tornaram-se uma s\u00f3 carne na lama de Trancoso. Eles diziam: \u201cAqui, o mar limpa tudo e a noite esconde os nossos passos. Quem poder\u00e1 nos condenar, se n\u00f3s somos a pr\u00f3pria lei?\u201d (Foto: Imagem criada utilizando Open AI\/Gazeta do Povo)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>1.<\/strong> Palavra do Senhor que veio ao cronista, nos dias em que a justi\u00e7a se tornou amargura e a verdade trope\u00e7ou nas esquinas de Bras\u00edlia. Olhai para as na\u00e7\u00f5es e vede! Pois um abismo chama outro abismo ao som das festas dos \u00edmpios.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>2.<\/strong> Assim diz o Senhor: \u201cEis que levantei um mercador de ilus\u00f5es, que se assentou sobre montes de prata roubada. Ele estendeu sua rede sobre o povo e disse: \u2018Sou intoc\u00e1vel, pois habito o \u00e1trio dos poderosos e as chaves do Reino est\u00e3o no meu bolso\u2019\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>3.<\/strong> \u00d3 na\u00e7\u00e3o que se deixa espoliar! O teu sistema tornou-se um covil de salteadores, onde o roubo \u00e9 o alicerce e a iniquidade \u00e9 o altar. N\u00e3o h\u00e1 mais balan\u00e7a justa; o peso \u00e9 falso e o lucro \u00e9 fruto da pervers\u00e3o. Eles devoram as casas das vi\u00favas enquanto brindam em pal\u00e1cios de Roma, achando que o Senhor n\u00e3o v\u00ea.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Eis que este pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 governado, este pa\u00eds \u00e9 saqueado.<\/p>\n<blockquote class=\"postQuote_post-quote-container__KXTpH\">\n<p>Os que vestem a toga e os que ostentam o cetro sentaram-se \u00e0 mesa do roubo, entre o perfume das jovens do Leste e o tilintar das moedas manchadas. Ali, no segredo da mans\u00e3o, as leis eram rasgadas e os destinos da na\u00e7\u00e3o eram decididos entre um c\u00e1lice de vinho e um riso de esc\u00e1rnio<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>5.<\/strong> E no centro do planalto das sombras, ergue-se o Juiz Supremo, o homem da calva reluzente que se faz passar por guardi\u00e3o do templo. Ele, que deveria ser o prumo da parede, tornou-se o tecel\u00e3o de sombras. Ele sussurra em mensagens que o vento leva, trocando a Lei pelo favor e o Direito pelo medo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>6.<\/strong> \u201cAi daquele que julga em segredo!\u201d, diz o Senhor. \u201cAi do magistrado que apaga os vest\u00edgios de seus passos e se comunica por imagens que desaparecem, como se pudesse esconder de Mim a mancha de seu contrato!\u201d Pois o Juiz e o Banqueiro tornaram-se um s\u00f3 corpo: um compra a liberdade com o ouro do crime, o outro vende a senten\u00e7a com o cinismo do tirano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>7.<\/strong> O Juiz Careca estende sua m\u00e3o n\u00e3o para proteger o \u00f3rf\u00e3o, mas para selar o pacto com o espoliador. Ele diz: \u201cPaz, paz\u201d, quando n\u00e3o h\u00e1 paz, apenas o sil\u00eancio dos que foram calados por seu martelo de ferro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>8.<\/strong> Por isso, a vossa gl\u00f3ria ser\u00e1 como a palha que o fogo consome. O vosso sistema, esse imp\u00e9rio constru\u00eddo sobre a rapina, ralar\u00e1 os dentes no ch\u00e3o. Eu enviarei o vento do Oriente para varrer o ouro de Taormina e transformarei o jatinho do orgulho em carro\u00e7a de cativo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>9.<\/strong> O mercador ser\u00e1 lan\u00e7ado no c\u00e1rcere, e o Juiz ver\u00e1 que sua calva n\u00e3o \u00e9 coroa, mas sinal de sua nudez espiritual perante o Eterno. Pois a luz que eles seguem n\u00e3o \u00e9 a Estrela da Manh\u00e3, mas o fogo f\u00e1tuo que emana da podrid\u00e3o de seus pr\u00f3prios atos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>10.<\/strong> Chora, \u00f3 terra de Vera Cruz, chora pelos teus filhos que s\u00e3o vendidos por trinta moedas de prata no mercado da cleptocracia. Pois o dia do acerto de contas vem, e nem o ouro, nem o poder, nem a calva do opressor poder\u00e3o deter o bra\u00e7o da Verdade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>11.<\/strong> E n\u00e3o bastaram as pedras de Roma, nem a neve de Aspen; pois o mercador buscou as areias do sul, na terra de Trancoso, para ali erguer o altar da sua lux\u00faria. Na mans\u00e3o que se debru\u00e7a sobre o mar, ele convocou o conc\u00edlio dos \u00edmpios, onde o pudor foi esquecido e a honra, leiloada.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>12.<\/strong> Vede! Ele trouxe de terras distantes, das fronteiras do Leste onde o frio corta a carne, mulheres de beleza estrangeira, tratadas como mercadoria de adorno para o deleite dos pr\u00edncipes. Elas eram como flores colhidas no gelo para murchar no calor do pecado, servindo de banquete aos olhos daqueles que deveriam zelar pela retid\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>13.<\/strong> E ali, sob as palmeiras, sentaram-se as Altas Autoridades da Rep\u00fablica. Os que vestem a toga e os que ostentam o cetro sentaram-se \u00e0 mesa do roubo, entre o perfume das jovens do Leste e o tilintar das moedas manchadas. Ali, no segredo da mans\u00e3o, as leis eram rasgadas e os destinos da na\u00e7\u00e3o eram decididos entre um c\u00e1lice de vinho e um riso de esc\u00e1rnio.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>14.<\/strong> O Juiz e o Governante, o Banqueiro e o Parasita, tornaram-se uma s\u00f3 carne na lama de Trancoso. Eles diziam: \u201cAqui, o mar limpa tudo e a noite esconde os nossos passos. Quem poder\u00e1 nos condenar, se n\u00f3s somos a pr\u00f3pria lei?\u201d<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>15.<\/strong> Mas diz o Senhor: \u201cAs paredes daquela mans\u00e3o testemunham contra v\u00f3s, e o mar n\u00e3o lavar\u00e1 a vossa imund\u00edcie. O brilho daquelas festas \u00e9 o fogo que acender\u00e1 a vossa ru\u00edna. Pois transformastes a Terra de Santa Cruz em um mercado de corpos e almas, e fizestes da autoridade um manto para cobrir a vossa pervers\u00e3o, e condenastes o inocente e exaltaste o salteador. O vosso reinado, por\u00e9m, virar\u00e1 p\u00f3.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>16.<\/strong> E ouvi uma voz que clamava do meio da terra, dizendo: \u201cBasta!\u201d Pois o clamor dos enganados subiu como incenso diante do trono do Alt\u00edssimo, e o livro das contas foi aberto. E nele estavam escritos os pactos secretos, os banquetes da corrup\u00e7\u00e3o e as senten\u00e7as vendidas como mercadoria.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>17.<\/strong> Ent\u00e3o tremeram os pal\u00e1cios e empalideceram os pr\u00edncipes da Rep\u00fablica, pois aquilo que fora sussurrado nas sombras foi proclamado \u00e0 luz do dia. E os que se julgavam intoc\u00e1veis procuraram esconder-se atr\u00e1s de suas togas, de seus decretos e de suas fortunas, mas nenhuma muralha deteve o vento da Verdade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>18.<\/strong> E naquele dia saber\u00e3o todos os habitantes da Terra de Santa Cruz que n\u00e3o h\u00e1 trono acima da Justi\u00e7a eterna. Pois os reinos dos homens passam como fuma\u00e7a ao vento, mas a Verdade permanece para sempre, e o bra\u00e7o do Senhor n\u00e3o se encurta para julgar os que trocaram a Lei pelo saque. Acautelai-vos, salteadores! Eis que vem o Dia do Ju\u00edzo.<\/p>\n<\/div>\n<p>Conte\u00fado editado por: <a title=\"Link para o perfil de Jocelaine Santos\" href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/autor\/jocelaine-santos\/\">Jocelaine Santos<\/a><\/p>\n<h2>Voc\u00ea pode se interessar<\/h2>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Juiz e o Governante, o Banqueiro e o Parasita, tornaram-se uma s\u00f3 carne na lama de Trancoso. 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