{"id":260464,"date":"2026-03-07T10:31:56","date_gmt":"2026-03-07T14:31:56","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=260464"},"modified":"2026-03-07T10:31:56","modified_gmt":"2026-03-07T14:31:56","slug":"o-que-faz-sc-ter-o-metro-quadrado-mais-caro-do-brasil-pelo-quarto-ano-consecutivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=260464","title":{"rendered":"O que faz SC ter o metro quadrado mais caro do Brasil pelo quarto ano consecutivo"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Pelo quarto ano consecutivo, Santa Catarina lidera o <em>ranking<\/em> das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil. Dados do <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/santa-catarina\/cidades-mais-caras-para-comprar-imoveis-balneario-camboriu\/\">\u00cdndice FipeZAP<\/a> mostram que <strong>Balne\u00e1rio Cambori\u00fa se manteve no topo<\/strong> da lista nacional de pre\u00e7os de venda de im\u00f3veis residenciais, consolidando o estado como refer\u00eancia no mercado imobili\u00e1rio de alto padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2025, o pre\u00e7o m\u00e9dio do metro quadrado em Balne\u00e1rio Cambori\u00fa alcan\u00e7ou R$ 14.906. Na pr\u00e1tica, um apartamento padr\u00e3o de 50 metros quadrados custa cerca de R$ 745 mil.<\/p>\n<p>A for\u00e7a do mercado catarinense, no entanto, vai al\u00e9m da cidade mais famosa do litoral norte do estado. <strong>Itapema aparece logo atr\u00e1s<\/strong>, com R$ 14.843 por metro quadrado. O \u201ctop 5\u201d nacional evidencia essa concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa (1\u00ba) e Itapema (2\u00ba), <strong>Itaja\u00ed <\/strong>ocupa a quarta posi\u00e7\u00e3o, com R$ 12.848\/m\u00b2, enquanto <strong>Florian\u00f3polis<\/strong> surge em quinto lugar, com R$ 12.773\/m\u00b2. Das cinco cidades mais caras do Brasil para a compra de im\u00f3veis residenciais, quatro est\u00e3o em Santa Catarina.<\/p>\n<p>A capital Vit\u00f3ria (ES) completa as cinco cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil. No terceiro lugar no <em>ranking<\/em>, a cidade capixaba ostenta o t\u00edtulo de\u00a0capital mais cara do pa\u00eds, com o metro quadrado <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/brasil\/vitoria-es-capital-metro-quadrado-mais-caro\/\">avaliado em R$ 14.108<\/a>.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Desde 2018, metro quadrado mais que dobra em Balne\u00e1rio Cambori\u00fa<\/h2>\n<p>O levantamento do FipeZAP, que monitora 56 cidades brasileiras, apontou uma alta m\u00e9dia de 6,52% nos pre\u00e7os de venda de im\u00f3veis ao longo de 2025. O \u00edndice superou a infla\u00e7\u00e3o oficial medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), estimada em 4,18% no per\u00edodo, refletindo em um ganho real de 2,24% para propriet\u00e1rios e investidores.<\/p>\n<p>De acordo com a economista Paula Reis, do Grupo OLX \u2014 que integra o \u00edndice FipeZap \u2014 Balne\u00e1rio Cambori\u00fa lidera o ranking de metro quadrado mais caro do Brasil entre im\u00f3veis verticais prontos h\u00e1 quase quatro anos.<\/p>\n<p>De janeiro de 2018 a dezembro de 2025, o pre\u00e7o m\u00e9dio do metro quadrado na cidade saltou de R$ 6.873 para R$ 14.906. A valoriza\u00e7\u00e3o acumulada \u00e9 de 117%.<\/p>\n<p>Durante a pandemia de Covid-19, esse movimento se intensificou, sobretudo em cidades litor\u00e2neas. \u201cEm abril de 2022, Balne\u00e1rio Cambori\u00fa chegou a registrar uma <strong>valoriza\u00e7\u00e3o anual de 25%<\/strong>\u201d, destaca Paula.<\/p>\n<h2>Pandemia muda padr\u00e3o de moradia e impulsiona valoriza\u00e7\u00e3o em cidades litor\u00e2neas<\/h2>\n<p>A economista explica que a pandemia alterou o padr\u00e3o de moradia no pa\u00eds. A consolida\u00e7\u00e3o do trabalho remoto ampliou a procura por cidades com boa infraestrutura, proximidade com a natureza e maior qualidade de vida fora dos grandes centros urbanos. Esse movimento coincidiu com o per\u00edodo de juros historicamente baixos no cr\u00e9dito imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>Balne\u00e1rio Cambori\u00fa tamb\u00e9m passou por forte crescimento populacional. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o munic\u00edpio registrou aumento de 29% no n\u00famero de habitantes entre 2010 e 2022 \u2014 e exigiu <strong>investimentos cont\u00ednuos em infraestrutura urbana<\/strong>.<\/p>\n<p>Para Paula, a concentra\u00e7\u00e3o de cidades catarinenses entre as mais caras do pa\u00eds \u00e9 resultado de fatores estruturais como crescimento populacional, investimentos em infraestrutura, mudan\u00e7a no perfil dos im\u00f3veis \u2014 com avan\u00e7o dos segmentos m\u00e9dio-alto padr\u00e3o e de luxo \u2014, al\u00e9m do amadurecimento do mercado imobili\u00e1rio no p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Infraestrutura, natureza e renda alta moldam o mercado imobili\u00e1rio em SC<\/h2>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do corretor especialista em im\u00f3veis de alto padr\u00e3o Bruno Cassola, Santa Catarina re\u00fane atributos que se repetem nas cidades l\u00edderes do <em>ranking<\/em>. \u201cEsses munic\u00edpios t\u00eam \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) elevado, o que reflete <strong>renda, longevidade e n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia<\/strong>\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com ele, fatores como seguran\u00e7a, organiza\u00e7\u00e3o urbana, log\u00edstica e infraestrutura moderna influenciam diretamente a decis\u00e3o de compra. \u201cS\u00e3o <strong>cidades que oferecem estrutura completa, aliada \u00e0 natureza<\/strong> \u2014 mar e Mata Atl\u00e2ntica \u2014, o que se traduz em qualidade de vida e desejo de moradia&#8221;, diz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/27145600\/o-que-faz-sc-ter-o-metro-quadrado-mais-caro-do-brasil-pelo-quarto-ano-consecutivo-2.jpg.webp\" \/><i>A combina\u00e7\u00e3o entre terrenos limitados \u00e0 beira-mar, verticaliza\u00e7\u00e3o e forte demanda impulsionou a valoriza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria em Balne\u00e1rio Cambori\u00fa (SC). (Foto: Cleiton Marcos de Oliveira\/Prefeitura de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa)<\/i><\/p>\n<p>Cassola tamb\u00e9m destaca o papel das incorporadoras e o fator escassez. \u201c<strong>A beira-mar \u00e9 limitada e n\u00e3o pode ser replicada<\/strong>. Quando essa escassez se combina com uma demanda forte, o mercado se torna altamente valorizado e atrativo para investidores e futuros moradores&#8221;.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Padr\u00e3o internacional deve puxar alta dos pre\u00e7os na cidade brasileira do metro quadrado mais caro<\/h2>\n<p>O diretor-executivo da Sort Investimentos \u2014 empresa especializada em investimentos imobili\u00e1rios \u2014, Renato Monteiro, acredita que Balne\u00e1rio Cambori\u00fa est\u00e1 deixando para tr\u00e1s a fase de valoriza\u00e7\u00e3o impulsionada principalmente pela escassez de terrenos e entrando em um ciclo mais sofisticado do mercado imobili\u00e1rio. Segundo ele, o pr\u00f3ximo salto de pre\u00e7os deve ser seletivo e concentrado em empreendimentos de padr\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de que, at\u00e9 2030, <strong>o metro quadrado possa dobrar de valor em regi\u00f5es espec\u00edficas da cidade<\/strong>, especialmente em projetos que combinem arquitetura assinada, grifes globais, certifica\u00e7\u00f5es ambientais e conceitos voltados a bem-estar. Nesses casos, os pre\u00e7os podem alcan\u00e7ar R$ 40 mil por metro quadrado at\u00e9 o fim da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Monteiro afirma que a valoriza\u00e7\u00e3o passa a ser sustentada por fundamentos mais s\u00f3lidos \u2014 como liquidez, perfil do investidor e qualidade t\u00e9cnica dos projetos \u2014 aproximando o mercado local do padr\u00e3o de ativos globais. \u201cOs empreendimentos que entregam diferenciais claros tendem a preservar valor mesmo em cen\u00e1rios macroecon\u00f4micos mais restritivos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ele cita como exemplo que, considerando uma valoriza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de 16%, um aporte de R$ 5 milh\u00f5es poderia superar R$ 13 milh\u00f5es em cinco anos, desempenho que, segundo ele, coloca o im\u00f3vel <em>premium<\/em> da cidade na mesma arena de competi\u00e7\u00e3o de fundos e outros investimentos internacionais.<\/p>\n<h2>Ritmo de alta diminui e mercado entra em fase de ajuste<\/h2>\n<p>Apesar da valoriza\u00e7\u00e3o expressiva, especialistas observam sinais de desacelera\u00e7\u00e3o. Segundo Paula Reis, o ritmo de alta dos im\u00f3veis verticais em cidades como Balne\u00e1rio Cambori\u00fa e Florian\u00f3polis vem perdendo for\u00e7a, o que pode indicar um <strong>ajuste natural do ciclo imobili\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento na din\u00e2mica imobili\u00e1ria, com forte valoriza\u00e7\u00e3o dos apartamentos prontos, estimula o mercado prim\u00e1rio, que aumenta o n\u00famero de lan\u00e7amentos. Em dado momento, a oferta passa a crescer mais r\u00e1pido do que a demanda\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo ela, esse descompasso \u00e9 cl\u00e1ssico na teoria do ciclo imobili\u00e1rio. &#8220;Como os projetos levam anos entre concep\u00e7\u00e3o e entrega, o pico de obras e de lan\u00e7amentos chega justamente quando a demanda come\u00e7a a perder f\u00f4lego, seja por juros ainda elevados, seja por um comprador mais seletivo depois de anos de alta, associado a uma mudan\u00e7a no cen\u00e1rio econ\u00f4mico&#8221;.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo quarto ano consecutivo, Santa Catarina lidera o ranking das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil. 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