{"id":256075,"date":"2026-03-05T14:47:00","date_gmt":"2026-03-05T18:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=256075"},"modified":"2026-03-05T14:47:00","modified_gmt":"2026-03-05T18:47:00","slug":"filipe-martins-e-a-responsabilidade-do-governo-do-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=256075","title":{"rendered":"Filipe Martins e a responsabilidade do governo do Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<div class=\"postLayout_post-content__gsXFz\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/12\/17140458\/54973440801_7f5e481933_k.jpg.webp\" \/><span>Filipe Martins, condenado nos processos do suposto golpe, est\u00e1 preso no Paran\u00e1. (Foto: Rosinei Coutinho\/STF)<\/span>\n<p>Ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Governador <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/ratinho-jr\/\">Ratinho Jr.<\/a>,<\/p>\n<p>Meu nome \u00e9 Fl\u00e1vio Gordon, sou carioca, escritor e colunista desta <strong>Gazeta do Povo<\/strong> \u2013 o centen\u00e1rio jornal do seu estado \u2013 desde 2018.<\/p>\n<p>Hoje resolvi usar o espa\u00e7o de que disponho aqui na coluna para escrever-lhe publicamente a respeito do preso pol\u00edtico <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/filipe-martins\/\">Filipe Martins<\/a>. Fa\u00e7o-o porque o caso de Filipe ultrapassou h\u00e1 muito tempo os limites de um processo judicial ordin\u00e1rio, transformando-se num teste moral e institucional n\u00e3o apenas para o estado do Paran\u00e1 \u2013 e, por consequ\u00eancia, para Vossa Excel\u00eancia, que o governa \u2013 como para o Brasil.<\/p>\n<p>Permita-me come\u00e7ar por aquilo que os fatos j\u00e1 deixaram claro a qualquer observador honesto.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2024, Filipe Martins foi preso preventivamente sob a alega\u00e7\u00e3o de que teria deixado o pa\u00eds rumo aos Estados Unidos nos dias que antecederam o <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/8-de-janeiro\/\">8 de janeiro<\/a> de 2023. A narrativa foi repetida com convic\u00e7\u00e3o pelos \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o e reproduzida com entusiasmo por boa parte da imprensa. O problema \u00e9 que, pouco depois, surgiram evid\u00eancias documentais indicando algo profundamente embara\u00e7oso: n\u00e3o havia registro de entrada de Martins em territ\u00f3rio americano. Ou seja, o fundamento f\u00e1tico central da pris\u00e3o preventiva \u2013 a suposta fuga \u2013 desabou. \u201cL\u00e1 se foi o boi com a corda\u201d, como se costuma dizer no seu estado.<\/p>\n<p>Ainda assim, a pris\u00e3o permaneceu.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Seguiu-se um per\u00edodo de meses de encarceramento preventivo, com sucessivas negativas de liberdade, at\u00e9 que Martins foi finalmente solto sob medidas cautelares severas: tornozeleira eletr\u00f4nica, reten\u00e7\u00e3o de passaporte, restri\u00e7\u00f5es de hor\u00e1rio e vigil\u00e2ncia permanente. Martins n\u00e3o era ainda o homem livre <em>que deveria ser<\/em>. Era um homem em liberdade condicionada, sob o olhar permanente do Estado.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O caso de Filipe Martins \u00e9 num teste moral e institucional n\u00e3o apenas para o estado do Paran\u00e1, como para o Brasil<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No in\u00edcio de 2026, por\u00e9m, veio um novo cap\u00edtulo. Martins foi novamente preso, desta vez sob alega\u00e7\u00e3o de descumprimento de medidas cautelares \u2013 especificamente a acusa\u00e7\u00e3o de que teria acessado sua conta no LinkedIn em data na qual estaria proibido de utilizar redes sociais.<\/p>\n<p>Ocorre que, assim como da primeira vez, o fundamento para a segunda pris\u00e3o tampouco ficava de p\u00e9. Como noticiado <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/advogados-de-filipe-martins-registram-acessos-a-linkedin-em-cartorio-para-contestar-prisao\/\">por esta <strong>Gazeta do Povo<\/strong><\/a>, os advogados de Martins registraram em cart\u00f3rio acessos t\u00e9cnicos \u00e0 conta da rede profissional para demonstrar que o suposto login atribu\u00eddo a ele n\u00e3o correspondeu a uma a\u00e7\u00e3o realizada pelo pr\u00f3prio acusado. Em outras palavras, o elemento f\u00e1tico utilizado para justificar a nova pris\u00e3o preventiva \u2013 o alegado acesso \u00e0 plataforma \u2013 foi contestado com prova documental formalizada em cart\u00f3rio.<\/p>\n<p>Temos, portanto, uma situa\u00e7\u00e3o extraordinariamente grave: tanto o fundamento da primeira pris\u00e3o preventiva (a suposta viagem aos Estados Unidos) quanto o fundamento da segunda (o alegado acesso ao LinkedIn) encontram-se sob forte contesta\u00e7\u00e3o factual.<\/p>\n<p>At\u00e9 aqui j\u00e1 temos uma sucess\u00e3o de problemas: uma preventiva fundada em premissa controversa, outra baseada em um fato cuja ocorr\u00eancia \u00e9 disputada com prova documental, uma longa dura\u00e7\u00e3o da cust\u00f3dia cautelar e um processo permeado por disputas jur\u00eddicas intensas.<\/p>\n<p>Mas o epis\u00f3dio mais grave \u2013 e aquele que agora exige sua aten\u00e7\u00e3o direta \u2013 ocorreu nos \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>Martins encontrava-se custodiado na Casa de Cust\u00f3dia de Ponta Grossa quando autoridades da pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria do Paran\u00e1 decidiram transferi-lo para o Complexo M\u00e9dico Penal de Curitiba (no qual ficara preso da primeira vez). A decis\u00e3o foi justificada por aquilo que qualquer gestor p\u00fablico respons\u00e1vel deveria levar a s\u00e9rio: preocupa\u00e7\u00f5es com a seguran\u00e7a do custodiado, que a pr\u00f3pria Coordena\u00e7\u00e3o Regional de Ponta Grossa qualificou como \u201cpreso pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>Tal como <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/principio-de-rebeliao-levou-a-transferencia-de-filipe-martins\/?ref=busca\">tamb\u00e9m reportou a <strong>Gazeta do Povo<\/strong><\/a>, registrou-se um princ\u00edpio de rebeli\u00e3o na Cadeia P\u00fablica de Ponta Grossa, promovida por presos faccionados inconformados com supostos privil\u00e9gios do detento rec\u00e9m-chegado. Da\u00ed que, como decerto \u00e9 do seu conhecimento, as autoridades penitenci\u00e1rias tenham classificado Martins como um detento de perfil pol\u00edtico sens\u00edvel e avaliado que sua perman\u00eancia no estabelecimento poderia representar risco diferenciado \u00e0 sua integridade f\u00edsica.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi uma decis\u00e3o arbitr\u00e1ria. Foi uma decis\u00e3o t\u00e9cnica. E, mais ainda, emergencial.<\/p>\n<p>Entretanto, ap\u00f3s tomar conhecimento da transfer\u00eancia, o <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/alexandre-de-moraes\/\">ministro respons\u00e1vel pelo caso<\/a> determinou o retorno imediato de Martins ao pres\u00eddio original. E aqui come\u00e7a a parte mais perturbadora do caso.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Reportagens recentes revelaram que a decis\u00e3o de revers\u00e3o da transfer\u00eancia <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/moraes-assinou-transferencia-de-filipe-martins-antes-de-ouvir-policia\/\">foi assinada<\/a> <em>antes mesmo de o magistrado receber as explica\u00e7\u00f5es que havia solicitado \u00e0s autoridades penitenci\u00e1rias do Paran\u00e1<\/em>.<\/p>\n<p>Em outras palavras: pediu-se explica\u00e7\u00e3o de forma protocolar, <em>depois que a decis\u00e3o j\u00e1 estava tomada<\/em>.<\/p>\n<p>N\u00e3o cabe a mim julgar inten\u00e7\u00f5es. Cabe apenas registrar o fato \u2013 que j\u00e1 circula amplamente na imprensa e nos meios jur\u00eddicos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O resultado concreto \u00e9 que Filipe Martins foi devolvido a um estabelecimento que, <em>segundo avalia\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria estadual<\/em>, apresenta riscos para sua seguran\u00e7a. Aqui a quest\u00e3o deixa de ser exclusivamente judicial.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Uma eventual trag\u00e9dia envolvendo Filipe Martins n\u00e3o seria um epis\u00f3dio local. Seria um acontecimento pol\u00edtico de alcance global<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Porque o preso est\u00e1 sob cust\u00f3dia do estado do Paran\u00e1. E quem responde politicamente pela cust\u00f3dia de presos no Paran\u00e1 \u00e9 o governador do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Permita-me ent\u00e3o, governador, recordar um precedente tr\u00e1gico que ainda pesa sobre a consci\u00eancia nacional.<\/p>\n<p>Em novembro de 2023, Cleriston Pereira da Cunha, o \u201cClez\u00e3o\u201d, morreu na Penitenci\u00e1ria da Papuda ap\u00f3s meses de pris\u00e3o preventiva relacionada aos eventos de 8 de janeiro. Sua defesa havia solicitado diversas vezes autoriza\u00e7\u00e3o para tratamento m\u00e9dico. As solicita\u00e7\u00f5es foram ignoradas pelo magistrado ora respons\u00e1vel pela pris\u00e3o de Filipe Martins.<\/p>\n<p>Clez\u00e3o morreu sob cust\u00f3dia do Estado.<\/p>\n<p>A morte de um preso \u2013 qualquer preso \u2013 \u00e9 sempre uma derrota moral para as institui\u00e7\u00f5es. Mas a morte de algu\u00e9m cuja pris\u00e3o \u00e9 objeto de intensa controv\u00e9rsia jur\u00eddica transforma-se inevitavelmente em esc\u00e2ndalo nacional.<\/p>\n<p>Governador, n\u00e3o creio que seja necess\u00e1rio explicar o que aconteceria caso algo semelhante ocorresse novamente.<\/p>\n<p>O caso de Filipe Martins \u00e9 hoje acompanhado n\u00e3o apenas no Brasil, mas tamb\u00e9m no exterior. Organiza\u00e7\u00f5es internacionais, juristas estrangeiros e ve\u00edculos de imprensa internacionais j\u00e1 mencionaram o processo em relat\u00f3rios e an\u00e1lises sobre o estado das institui\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>Uma eventual trag\u00e9dia n\u00e3o seria um epis\u00f3dio local. Seria um acontecimento pol\u00edtico de alcance global. E agora chegamos ao ponto delicado que exige franqueza.<\/p>\n<p>O Brasil aproxima-se de mais um ciclo eleitoral. O seu nome, governador, aparece com frequ\u00eancia crescente nas especula\u00e7\u00f5es sobre disputas futuras \u2013 seja uma candidatura presidencial, seja uma vaga no Senado.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a omiss\u00e3o diante de uma situa\u00e7\u00e3o de risco envolvendo um preso pol\u00edtico sob cust\u00f3dia do seu estado n\u00e3o seria um detalhe administrativo. Seria um passivo pol\u00edtico consider\u00e1vel.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria recente mostra que epis\u00f3dios desse tipo n\u00e3o desaparecem. Eles permanecem. E retornam em debates eleitorais, reportagens investigativas, audi\u00eancias parlamentares e tribunais internacionais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mas, para al\u00e9m do aspecto pol\u00edtico (que existe), o que se pede aqui n\u00e3o \u00e9 confronto institucional nem gesto teatral. O que se pede \u00e9 algo muito mais simples e muito mais republicano: que o estado do Paran\u00e1 garanta a seguran\u00e7a de um preso cuja integridade f\u00edsica, <em>segundo avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria estadual<\/em>, pode estar em risco.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O que se pede aqui \u00e9 simples e republicano: que o estado do Paran\u00e1 garanta a seguran\u00e7a de um preso cuja integridade f\u00edsica pode estar em risco<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Isso significa exigir transpar\u00eancia nas decis\u00f5es sobre sua cust\u00f3dia. Significa ouvir os profissionais respons\u00e1veis pela gest\u00e3o penitenci\u00e1ria. Significa garantir que crit\u00e9rios t\u00e9cnicos \u2013 e n\u00e3o press\u00f5es pol\u00edticas, decis\u00f5es precipitadas e \u00e2nimos de vingan\u00e7a \u2013 orientem a defini\u00e7\u00e3o do local onde esse preso ser\u00e1 mantido.<\/p>\n<p>A responsabilidade \u00faltima pela vida de qualquer detento \u00e9 do estado que o mant\u00e9m encarcerado. Hoje, no caso de Filipe Martins, esse estado \u00e9 o Paran\u00e1. E, portanto, a responsabilidade pol\u00edtica final \u00e9 sua.<\/p>\n<p>Governador Ratinho Jr., ainda h\u00e1 tempo para agir. A hist\u00f3ria costuma ser implac\u00e1vel com os omissos, mas \u00e0s vezes concede aos prudentes a oportunidade de evitar trag\u00e9dias. Esta \u00e9 uma dessas ocasi\u00f5es. N\u00e3o se pode tolerar um novo caso Clez\u00e3o.<\/p>\n<p>O pa\u00eds observa. E a sua decis\u00e3o \u2013 de agir ou permanecer em sil\u00eancio \u2013 tamb\u00e9m ser\u00e1 observada.<\/p>\n<p>Respeitosamente,<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio Gordon<\/p>\n<p>Rio de Janeiro<\/p>\n<p>5 de mar\u00e7o de 2026<\/p>\n<\/div>\n<p>Conte\u00fado editado por: <a title=\"Link para o perfil de Marcio Antonio Campos\" href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/autor\/marcio-antonio-campos\/\">Marcio Antonio Campos<\/a><\/p>\n<h2>Voc\u00ea pode se interessar<\/h2>\n<p>Encontrou algo errado na mat\u00e9ria?<\/p>\n<p>Comunique erros<\/p>\n<p>Use este espa\u00e7o apenas para a comunica\u00e7\u00e3o de erros<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filipe Martins, condenado nos processos do suposto golpe, est\u00e1 preso no Paran\u00e1. 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