{"id":253943,"date":"2026-03-04T14:35:57","date_gmt":"2026-03-04T18:35:57","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=253943"},"modified":"2026-03-04T14:35:57","modified_gmt":"2026-03-04T18:35:57","slug":"como-as-operacoes-no-ira-e-na-venezuela-impactam-outras-disputas-de-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=253943","title":{"rendered":"Como as opera\u00e7\u00f5es no Ir\u00e3 e na Venezuela impactam outras disputas de Trump"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Em janeiro, os Estados Unidos surpreenderam a comunidade internacional ao decidir realizar uma opera\u00e7\u00e3o na Venezuela para capturar o ditador Nicol\u00e1s Maduro. No \u00faltimo dia de fevereiro, os americanos voltaram a causar impacto ao realizar, junto com Israel, a ampla opera\u00e7\u00e3o em curso contra o regime do Ir\u00e3, que j\u00e1 culminou na explos\u00e3o de centros militares e de governo e na morte do l\u00edder supremo Ali Khamenei. <strong>Em um intervalo de dois meses, dois regimes considerados advers\u00e1rios hist\u00f3ricos de Washington sofreram golpes diretos.<\/strong><\/p>\n<p>As opera\u00e7\u00f5es indicam que o presidente Donald Trump passou a usar opera\u00e7\u00f5es militares repentinas e de grande impacto como instrumento central de sua pol\u00edtica externa \u2013 uma estrat\u00e9gia que, segundo analistas, tamb\u00e9m <strong>pode acabar influenciando outras disputas geopol\u00edticas que est\u00e3o sendo conduzidas por Washington neste momento<\/strong>, como a press\u00e3o americana sobre o regime de <strong>Cuba<\/strong> e a amea\u00e7a de anexa\u00e7\u00e3o da <strong>Groenl\u00e2ndia<\/strong>.<\/p>\n<p>O economista e doutor em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais Igor Lucena disse \u00e0 <strong>Gazeta do Povo<\/strong> que as opera\u00e7\u00f5es autorizadas pela Casa Branca nos \u00faltimos meses t\u00eam um efeito simb\u00f3lico importante no sistema internacional: refor\u00e7ar a percep\u00e7\u00e3o de que os <strong>Estados Unidos continuam exercendo forte capacidade de proje\u00e7\u00e3o de poder global<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cO presidente Trump est\u00e1 conseguindo demonstrar uma presen\u00e7a americana muito significativa\u201d, disse Lucena.<\/p>\n<p>A professora doutora e pesquisadora de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB), Aline Thom\u00e9, avalia que essas opera\u00e7\u00f5es militares dos EUA tendem a fortalecer a posi\u00e7\u00e3o americana em negocia\u00e7\u00f5es internacionais em curso.<\/p>\n<p>\u201cIsso aumenta o poder de barganha dos Estados Unidos, porque outros pa\u00edses passam a considerar que tal situa\u00e7\u00e3o pode acontecer com eles\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Press\u00e3o sobre Groenl\u00e2ndia e Cuba<\/h2>\n<p>Cuba \u00e9 um dos pa\u00edses que mais est\u00e1 sentindo essa press\u00e3o de Trump. O governo dos EUA j\u00e1 alertou o regime comunista para que inicie mudan\u00e7as pol\u00edticas e econ\u00f4micas e imp\u00f4s novas barreiras ao pa\u00eds. Uma das principais \u00e9 o bloqueio do envio de petr\u00f3leo venezuelano \u00e0 ilha, que agravou a crise energ\u00e9tica no pa\u00eds. Trump tamb\u00e9m amea\u00e7ou com tarifas os pa\u00edses que continuarem abastecendo a ditadura de Miguel D\u00edaz-Canel.<\/p>\n<p>\u201cCuba ter\u00e1 que fazer acordos e, muito provavelmente, avan\u00e7ar em uma nova abertura econ\u00f4mica, como Delcy Rodr\u00edguez vem conduzindo na Venezuela, tanto no campo econ\u00f4mico quanto pol\u00edtico\u201d, disse Lucena, referindo-se \u00e0 vice de Maduro que foi al\u00e7ada ao comando da Venezuela ap\u00f3s a captura do ditador. Desde que assumiu o poder, Delcy j\u00e1 fez v\u00e1rias concess\u00f5es ao governo Trump, inclusive removendo cubanos de cargos de contraintelig\u00eancia na Venezuela.<\/p>\n<p>A <strong>Groenl\u00e2ndia<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 alvo dos interesses de Trump, que argumenta que a regi\u00e3o do \u00c1rtico, onde est\u00e1 localizado o territ\u00f3rio, possui import\u00e2ncia estrat\u00e9gica para a seguran\u00e7a nacional americana. Desde o ano passado ele defende que os Estados Unidos passem a ter controle sobre a ilha, que atualmente possui o status de territ\u00f3rio aut\u00f4nomo pertencente ao Reino da <strong>Dinamarca<\/strong>. O \u00c1rtico vem ganhando relev\u00e2ncia militar e econ\u00f4mica com a presen\u00e7a crescente de R\u00fassia e China.<\/p>\n<p>Dois dias ap\u00f3s o ataque americano ao Ir\u00e3, a Dinamarca anunciou sua ades\u00e3o a um programa de dissuas\u00e3o nuclear liderado pela Fran\u00e7a, ao lado de outros sete pa\u00edses europeus. Embora a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, tenha justificado o movimento como resposta \u00e0 amea\u00e7a russa e o acordo n\u00e3o envolva prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Groenl\u00e2ndia, o gesto ilustra a tens\u00e3o que o novo estilo de pol\u00edtica externa de Trump pode provocar dentro da pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan), da qual fazem parte EUA e Dinamarca.<\/p>\n<p>Para o estrategista internacional e doutor em Filosofia Cezar Roedel, o recente acordo nuclear entre Dinamarca e Fran\u00e7a n\u00e3o pode ser interpretado apenas como uma resposta \u00e0 postura agressiva de Moscou ap\u00f3s a invas\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, o movimento tamb\u00e9m ocorre em meio a um ambiente de crescente incerteza estrat\u00e9gica entre governos europeus em rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos, o que tem levado parte do continente a discutir com mais intensidade a necessidade de ampliar sua autonomia em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cQuando os Estados Unidos sinalizam interesses geopol\u00edticos pr\u00f3prios sobre um territ\u00f3rio que pertence a um pa\u00eds da Otan, isso produz um efeito psicol\u00f3gico profundo nas capitais europeias\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>Por sua vez, a analista Aline Thom\u00e9 pontua que outros pa\u00edses da Otan podem se sentir amea\u00e7ados caso os Estados Unidos decidam avan\u00e7ar com alguma a\u00e7\u00e3o mais agressiva sobre a Groenl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Mas, no caso da Groenl\u00e2ndia, a quest\u00e3o parece caminhar mais pelo campo diplom\u00e1tico. Trump anunciou, em janeiro, um acordo preliminar com a Otan voltado \u00e0 seguran\u00e7a do \u00c1rtico e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o militar na regi\u00e3o, o que poderia incluir maior presen\u00e7a americana na Groenl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Lucena acredita que a coopera\u00e7\u00e3o militar com os americanos pode se ampliar nos pr\u00f3ximos anos, o que, em sua avalia\u00e7\u00e3o, pode ser considerado salutar e positivo para a defesa do territ\u00f3rio e pode deixar Trump satisfeito. O analista acrescenta que a disputa tende a se desenvolver no campo estrat\u00e9gico, n\u00e3o em uma interven\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Zonas de influ\u00eancia e o avan\u00e7o da China e da R\u00fassia<\/h2>\n<p>A recente postura b\u00e9lica de Washington pode ser lida tamb\u00e9m dentro de uma perspectiva mais ampla de reposicionamento global dos Estados Unidos diante de uma competi\u00e7\u00e3o crescente com China e R\u00fassia, duas pot\u00eancias que passaram a pressionar nos \u00faltimos anos de forma mais direta a posi\u00e7\u00e3o americana como principal ator global.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Aline Thom\u00e9, as opera\u00e7\u00f5es militares dos EUA funcionam como um sinal de que Washington n\u00e3o pretende abrir m\u00e3o de sua influ\u00eancia em regi\u00f5es consideradas estrat\u00e9gicas para sua seguran\u00e7a nacional, como a Am\u00e9rica Latina, onde R\u00fassia e China tentavam avan\u00e7ar por meio de influ\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cO ataque \u00e0 Venezuela, em alguma medida, d\u00e1 o recado tanto para a China quanto para a R\u00fassia de que os Estados Unidos tamb\u00e9m querem essa regi\u00e3o [a Am\u00e9rica Latina] como zona de influ\u00eancia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo o professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do CEUB Lucas Portela, essa disputa por zonas de influ\u00eancia tamb\u00e9m entra no interesse americano por recursos estrat\u00e9gicos presentes nessas regi\u00f5es: energia, minerais e rotas comerciais que ganham peso crescente em um cen\u00e1rio de competi\u00e7\u00e3o entre grandes pot\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cQuando olhamos para esses movimentos \u2013 a press\u00e3o pol\u00edtica sobre a Venezuela, as discuss\u00f5es envolvendo a Groenl\u00e2ndia, tens\u00f5es comerciais com o Brasil e as recentes a\u00e7\u00f5es envolvendo o Ir\u00e3 \u2013 percebemos diferentes epis\u00f3dios que, embora tenham origens regionais pr\u00f3prias, tamb\u00e9m se relacionam com regi\u00f5es que concentram recursos energ\u00e9ticos ou minerais relevantes para a economia global\u201d, afirmou o professor.<\/p>\n<h2>Sinais para Brasil, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, Canad\u00e1 e Nicar\u00e1gua<\/h2>\n<p>As opera\u00e7\u00f5es no Ir\u00e3 e na Venezuela tamb\u00e9m enviam um sinal forte para outros pa\u00edses que mant\u00eam ou j\u00e1 mantiveram tens\u00f5es abertas com Washington. Entre eles est\u00e3o tanto regimes autorit\u00e1rios, como a Nicar\u00e1gua, quanto na\u00e7\u00f5es mais democr\u00e1ticas que enfrentam atritos pontuais com os Estados Unidos, como o Canad\u00e1, o M\u00e9xico, a Col\u00f4mbia e o pr\u00f3prio Brasil.<\/p>\n<p>O Canad\u00e1 foi alvo de amea\u00e7as diretas do pr\u00f3prio Trump no ano passado, quando o presidente americano chegou a falar em anexar o pa\u00eds e n\u00e3o descartou o uso da for\u00e7a para isso. A justificativa americana gira em torno da seguran\u00e7a nacional: Washington alega que Ottawa n\u00e3o controla adequadamente suas fronteiras, o que abriria margem para a entrada de drogas e para a influ\u00eancia de pot\u00eancias estrangeiras no territ\u00f3rio norte-americano.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, Trump j\u00e1 amea\u00e7ou usar a for\u00e7a contra os cart\u00e9is de drogas, classificados por seu governo como organiza\u00e7\u00f5es terroristas e como uma amea\u00e7a direta \u00e0 seguran\u00e7a dos Estados Unidos. O Brasil, por sua vez, embora tenha normalizado recentemente as rela\u00e7\u00f5es com Washington, tamb\u00e9m foi alvo de cr\u00edticas do governo americano no ano passado, em um per\u00edodo de maior tens\u00e3o diplom\u00e1tica entre os dois pa\u00edses. J\u00e1 o regime da Nicar\u00e1gua tem sido alertado pela Casa Branca para que promova fortes mudan\u00e7as pol\u00edticas e cesse a persegui\u00e7\u00e3o contra opositores.<\/p>\n<p>Segundo Thom\u00e9, as recentes opera\u00e7\u00f5es contra Venezuela e Ir\u00e3 mostram que, caso os EUA entendam que devem usar a for\u00e7a contra M\u00e9xico, Canad\u00e1, Col\u00f4mbia, Nicar\u00e1gua e Brasil, eles v\u00e3o usar.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um recado muito claro\u201d, disse ela. A analista listou, contudo, os custos que esse tipo de iniciativa pode trazer. Para ela, agir contra aliados hist\u00f3ricos, como por exemplo o Brasil, M\u00e9xico, Canad\u00e1 e Col\u00f4mbia, \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o muito mais delicada do que enfrentar regimes autorit\u00e1rios como Venezuela e Ir\u00e3 ou Nicar\u00e1gua.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Lucena, ainda que as opera\u00e7\u00f5es contra Venezuela e Ir\u00e3 ampliem a press\u00e3o sobre os demais pa\u00edses que est\u00e3o no foco dos EUA, o uso da for\u00e7a tende a permanecer pontual e direcionado a regimes amplamente criticados pela comunidade internacional. Na avalia\u00e7\u00e3o do economista, as disputas com Brasil, M\u00e9xico, Canad\u00e1 e Col\u00f4mbia, por exemplo, devem continuar sendo conduzidas principalmente no campo comercial e diplom\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u201cOs Estados Unidos continuar\u00e3o utilizando negocia\u00e7\u00f5es e barganhas com outros pa\u00edses, principalmente com base no com\u00e9rcio\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Como foram as opera\u00e7\u00f5es na Venezuela e no Ir\u00e3<\/h2>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o realizada na Venezuela no come\u00e7o de janeiro marcou uma mudan\u00e7a na pol\u00edtica dos EUA para a Am\u00e9rica Latina, regi\u00e3o que foi o foco da \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de seguran\u00e7a nacional dos americanos. Na metade do ano passado, a Casa Branca passou alguns meses tentando negociar uma sa\u00edda pac\u00edfica de Maduro do poder \u2013 mesmo ele estando em sua lista de procurados \u2013 mas o ditador chavista se negava a sair do comando do pa\u00eds sul-americano. Maduro chegou a ca\u00e7oar de Trump em diversos com\u00edcios feitos na Venezuela e debochou dos alertas que eram emitidos por Washington. Em 3 de janeiro, contudo, em uma opera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e sem baixas para o lado americano, Maduro foi capturado e levado para os EUA, onde agora est\u00e1 preso e aguardando julgamento sob acusa\u00e7\u00e3o de liderar um cartel de drogas.<\/p>\n<p>O caso iraniano \u00e9 distinto. Teer\u00e3 j\u00e1 havia sido alvo dos EUA durante a guerra de junho do ano passado, quando v\u00e1rias instala\u00e7\u00f5es nucleares iranianas foram bombardeadas e, segundo Trump, praticamente destru\u00eddas. Os EUA apoiaram Israel naquela guerra, que visava impedir o regime isl\u00e2mico de alcan\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o de armas nucleares. A guerra, que durou cerca de 12 dias, foi encerrada por meio de um esfor\u00e7o do pr\u00f3prio Trump, que barrou novos ataques de Israel contra o Ir\u00e3 e mediou um cessar-fogo.<\/p>\n<p>Naquele momento, Washington sinalizou que esperava que o regime iraniano voltasse \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es para discutir, pacificamente, um novo acordo nuclear. O regime se disp\u00f4s a conversar, mas manteve uma posi\u00e7\u00e3o considerada inaceit\u00e1vel pelos Estados Unidos na defesa de sua seguran\u00e7a nacional: n\u00e3o concordava em abandonar completamente seu programa nuclear, insistindo no direito de manter atividades de enriquecimento de ur\u00e2nio no pa\u00eds. Essa diverg\u00eancia acabou travando as negocia\u00e7\u00f5es e manteve o impasse que culminou no ataque de s\u00e1bado (28), quando os EUA atingiram em cheio o cora\u00e7\u00e3o do poder do regime isl\u00e2mico.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em janeiro, os Estados Unidos surpreenderam a comunidade internacional ao decidir realizar uma opera\u00e7\u00e3o na Venezuela para capturar o ditador&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":253594,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-253943","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/253943","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=253943"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/253943\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/253594"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=253943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=253943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=253943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}