{"id":249270,"date":"2026-03-03T13:59:04","date_gmt":"2026-03-03T17:59:04","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=249270"},"modified":"2026-03-03T13:59:04","modified_gmt":"2026-03-03T17:59:04","slug":"incubadora-do-tecpar-leva-tecnologia-paranaense-a-mercados-exigentes-no-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=249270","title":{"rendered":"Incubadora do Tecpar leva tecnologia paranaense a mercados exigentes no exterior"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Tecnologias desenvolvidas no Paran\u00e1 est\u00e3o cruzando fronteiras e alcan\u00e7ando mercados considerados entre os mais exigentes do mundo. Empresas na Incubadora do Tecpar, vinculada ao <em>Creative Hub<\/em> do Instituto de Tecnologia do Paran\u00e1, exportam solu\u00e7\u00f5es industriais, ambientais e de mobilidade para pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, Europa e \u00c1sia, em um movimento que refor\u00e7a o papel do estado na agenda da inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/H7ozD2alPDA1a3twUX7jw7\">Receba as principais not\u00edcias do Paran\u00e1 pelo WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>A internacionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das metas previstas no n\u00edvel mais avan\u00e7ado do modelo de certifica\u00e7\u00e3o Cerne (Centro de Refer\u00eancia para Apoio a Novos Empreendimentos), que orienta boas pr\u00e1ticas para as incubadoras. Embora n\u00e3o detenha a certifica\u00e7\u00e3o, a incubadora busca seguir pressupostos para futuramente retom\u00e1-la.<\/p>\n<p>Segundo o gerente do <em>Creative Hub<\/em>, Rog\u00e9rio Moreira de Oliveira, o processo depende da maturidade e do tipo de tecnologia desenvolvida por cada <em>startup<\/em>. O <em>Creative Hub<\/em> mant\u00e9m contatos com institui\u00e7\u00f5es da Argentina, Peru, Portugal e Coreia do Sul \u2014 este \u00faltimo pa\u00eds com aproxima\u00e7\u00e3o impulsionada pelas atividades do <em>Korean Valley<\/em> no Paran\u00e1, especialmente na regi\u00e3o de Ivaipor\u00e3.<\/p>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o inclui ainda parcerias com \u00f3rg\u00e3os como Invest Paran\u00e1, Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria e secretarias estaduais ligadas \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. A meta para os pr\u00f3ximos cinco anos \u00e9 atingir 20 empresas incubadas, implantar um processo estruturado de pr\u00e9-incuba\u00e7\u00e3o e fortalecer conex\u00f5es que ampliem a inser\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Incubadora do Tecpar e a estrat\u00e9gia de exporta\u00e7\u00e3o da Biomec Bombas<\/h2>\n<p>A Biomec Bombas, fundada em 1990 e incubada at\u00e9 1993, \u00e9 um dos casos mais antigos de internacionaliza\u00e7\u00e3o entre as empresas apoiadas. Com sede em Arauc\u00e1ria, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba, desenvolve bombas de v\u00e1cuo para aplica\u00e7\u00f5es industriais, laboratoriais, m\u00e9dicas e odontol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A entrada no mercado externo ocorreu em 2005, quando uma fabricante argentina de fornos odontol\u00f3gicos procurou a empresa. A partir dessa oportunidade, a Biomec iniciou exporta\u00e7\u00f5es para pa\u00edses vizinhos, aproveitando a proximidade cultural e log\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cComo estrat\u00e9gia de longo prazo \u00e9 interessante, pois \u00e9 uma forma de amenizar os altos e baixos do mercado interno e tornar a empresa mais competitiva\u201d, afirma o fundador Carlos Pimenta. O caminho, segundo ele, foi constru\u00eddo com recursos pr\u00f3prios e enfrentando desafios que v\u00e3o da conquista de clientes \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o a diferentes exig\u00eancias regulat\u00f3rias.<\/p>\n<p>\u201cCada pa\u00eds protege seu mercado de uma maneira\u201d, pontua. Cerca de 20% da produ\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9 destinada ao exterior. Apesar dos avan\u00e7os, Pimenta avalia que o Brasil ainda precisa evoluir em manufatura de precis\u00e3o para ganhar competitividade global.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/27110303\/Biomec_Hedson-Alves_Tecpar.jpeg.webp\" \/><i>Com parte da produ\u00e7\u00e3o destinada ao exterior, a Biomec aposta na exporta\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia para reduzir a depend\u00eancia do mercado interno e ganhar competitividade. (Foto: Hedeson Alves\/Governo do Paran\u00e1)<\/i><\/p>\n<h2>Incubadora do Tecpar impulsiona expans\u00e3o internacional da Chemical Inova\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Criada a partir de um trabalho acad\u00eamico, a Chemical Inova\u00e7\u00e3o atua no automonitoramento da qualidade da \u00e1gua em setores como saneamento, minera\u00e7\u00e3o, ind\u00fastria t\u00eaxtil e agro. A decis\u00e3o de buscar o mercado internacional foi tomada em 2023, ap\u00f3s a participa\u00e7\u00e3o no Web Summit, em Lisboa, onde a empresa recebeu o pr\u00eamio de Solu\u00e7\u00e3o Disruptiva da ApexBrasil.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia revelou demanda, especialmente na Holanda, por tecnologias mais robustas e vers\u00e1teis como o sensor <em>Water Drop Marai<\/em>. Desde ent\u00e3o, a <em>startup<\/em> estruturou parcerias e realizou um projeto-piloto, em Portugal, dentro do programa PPR Portugal com o F\u00f3rum Oceano.<\/p>\n<p>Segundo a fundadora Elaine Pires, o principal desafio foi a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s certifica\u00e7\u00f5es e regulamenta\u00e7\u00f5es locais, embora a empresa j\u00e1 seguisse padr\u00f5es internacionais. A opera\u00e7\u00e3o internacional ainda est\u00e1 em fase de consolida\u00e7\u00e3o, com negocia\u00e7\u00f5es com investidores e foco na gera\u00e7\u00e3o de vendas em euro. Mesmo no in\u00edcio da trajet\u00f3ria externa, a empresa considera estrat\u00e9gico o posicionamento no mercado europeu.<\/p>\n<h2>Pumatronix aposta em valida\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para competir no exterior<\/h2>\n<p>Na \u00e1rea de mobilidade e cidades inteligentes, a Pumatronix iniciou sua expans\u00e3o internacional ao identificar <strong>demanda por tecnologias de fiscaliza\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica<\/strong> na Am\u00e9rica Latina, especialmente na Argentina e na Costa Rica. A partir dessa inser\u00e7\u00e3o, ampliou atua\u00e7\u00e3o para Am\u00e9rica do Norte, Europa e \u00c1sia.<\/p>\n<p>Para o diretor-executivo da empresa, Sylvio Calixto, o maior desafio n\u00e3o foi apenas t\u00e9cnico, mas de credibilidade. \u201c\u00c9 dif\u00edcil fazer o mercado externo acreditar em uma tecnologia eletr\u00f4nica brasileira\u201d, afirma, destacando a concorr\u00eancia com empresas de China, Jap\u00e3o, Europa e Estados Unidos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da valida\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a companhia enfrentou obst\u00e1culos regulat\u00f3rios, adapta\u00e7\u00f5es a diferentes padr\u00f5es de placas e integra\u00e7\u00e3o com bases de dados locais. A empresa tamb\u00e9m aponta dificuldades na capta\u00e7\u00e3o de investimentos e na forma\u00e7\u00e3o de equipes especializadas no Paran\u00e1, especialmente em <em>software<\/em> e sistemas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/27110642\/Pumanotrix_Hedeson-Alves.jpg.webp\" \/><i>Tecnologia desenvolvida pela Pumanotrix busca espa\u00e7o em mercados dominados por gigantes globais, apostando em valida\u00e7\u00e3o e credibilidade para expandir exporta\u00e7\u00f5es. (Foto: Hedeson Alves\/Governo do Paran\u00e1)<\/i><\/p>\n<p>O mercado externo ainda representa parcela menor do faturamento, cerca de US$ 1 milh\u00e3o por ano, mas \u00e9 visto como estrat\u00e9gico para crescimento de longo prazo. Embora reconhe\u00e7am avan\u00e7os no ecossistema local, os empres\u00e1rios avaliam que o Paran\u00e1 ainda est\u00e1 em fase de estrutura\u00e7\u00e3o como polo tecnol\u00f3gico global.<\/p>\n<p>Para o gerente do <em>Creative Hub<\/em>, o desafio \u00e9 fortalecer as conex\u00f5es internacionais e ampliar o suporte \u00e0s empresas em fase de expans\u00e3o. \u201cOs empreendimentos chegam com uma ideia e precisam sair preparados para competir em mercados cada vez mais exigentes\u201d, resume.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tecnologias desenvolvidas no Paran\u00e1 est\u00e3o cruzando fronteiras e alcan\u00e7ando mercados considerados entre os mais exigentes do mundo. 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