{"id":237722,"date":"2026-02-27T10:52:28","date_gmt":"2026-02-27T14:52:28","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=237722"},"modified":"2026-02-27T10:52:28","modified_gmt":"2026-02-27T14:52:28","slug":"fim-da-escala-6x1-tem-apoio-de-ongs-financiadas-por-bilionarios-estrangeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=237722","title":{"rendered":"Fim da escala 6\u00d71 tem apoio de ONGs financiadas por bilion\u00e1rios estrangeiros"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>A campanha pelo fim da escala 6&#215;1, que ganhou for\u00e7a no Congresso nas \u00faltimas semanas, vem sendo impulsionada por ONGs de lobby progressista brasileiras financiadas por funda\u00e7\u00f5es ligadas a bilion\u00e1rios estrangeiros.<\/p>\n<p>O discurso de &#8220;mobiliza\u00e7\u00e3o popular&#8221; e de defesa dos interesses da classe trabalhadora brasileira \u00e9 propagado por atores que recebem aportes de organiza\u00e7\u00f5es como a Open Society Foundations, do bilion\u00e1rio h\u00fangaro-americano George Soros, e a Skoll Foundation, do bilion\u00e1rio canadense Jeffrey Skoll.<\/p>\n<p>Uma das principais ONGs engajadas na causa \u00e9 o Nossas, um grupo de ativismo que alega trabalhar &#8220;para fortalecer a democracia no Brasil, em defesa da justi\u00e7a clim\u00e1tica, racial e de g\u00eanero&#8221;. Um abaixo-assinado organizado pelo Nossas a favor do fim da escala 6&#215;1 est\u00e1 na bio do perfil da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) no Instagram. O Nossas fez campanhas recentes contra a anistia aos presos do 8 de janeiro e a favor de zerar os impostos para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil.<\/p>\n<p>Em 2024, \u00faltimo ano reportado em relat\u00f3rio, a ONG recebeu R$ 15,7 milh\u00f5es da Open Society Foundations e R$ 5,4 milh\u00f5es da Skoll Foundation. Al\u00e9m das funda\u00e7\u00f5es, empresas com valores de mercado bilion\u00e1rios como o Facebook, o Tinder \u2013 aplicativo de namoro online \u2013 e a Magazine Luiza tamb\u00e9m patrocinam a Nossas.<\/p>\n<p>Outro vetor do lobby pela mudan\u00e7a na jornada de trabalho \u00e9 o Plebiscito Popular 2025, campanha lan\u00e7ada no ano passado que defende a isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil e o fim da escala 6&#215;1.<\/p>\n<p>O nome com &#8220;plebiscito&#8221; \u00e9 enganoso. O movimento n\u00e3o tem nada a ver com uma consulta oficial para medir o apoio popular. Na verdade, trata-se de uma mobiliza\u00e7\u00e3o para coletar ades\u00f5es \u2013 uma esp\u00e9cie de abaixo-assinado \u2013 organizada pelas pr\u00f3prias entidades que fazem campanha pelas pautas submetidas ao &#8220;voto&#8221;.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio slogan do Plebiscito Popular 2025 j\u00e1 denuncia a falta de neutralidade: &#8220;O Brasil precisa mudar&#8221;. O objetivo da mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 usar o resultado da coleta de apoios como forma de press\u00e3o no Congresso.<\/p>\n<p>Uma entidade relevante para viabilizar o dito &#8220;plebiscito&#8221;, integrante de sua coordena\u00e7\u00e3o executiva, \u00e9 o Inesc (Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos), ONG que recebe grandes boladas de organiza\u00e7\u00e3o estrangeiras.<\/p>\n<p>Em 2023 e 2024, entre os doadores internacionais mais conhecidos que apareceram nos \u00faltimos demonstrativos do Inesc, a Open Society Foundations, de Soros, repassou R$ 2,2 milh\u00f5es nos dois anos somados, e a Funda\u00e7\u00e3o Ford, R$ 1,8 milh\u00e3o. Na sequ\u00eancia, aparecem The Malala Fund e a Rainforest, com R$ 1,5 milh\u00e3o cada em 2023 e 2024.<\/p>\n<p>Em maio de 2025, o Inesc foi recebido por M\u00e1rcio Macedo, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, para conversar sobre o Plebiscito Popular. Junto com ele estavam organiza\u00e7\u00f5es como a CUT (Central \u00danica dos Trabalhadores), o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e a UNE (Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes), que tamb\u00e9m integram a coordena\u00e7\u00e3o executiva do &#8220;plebiscito&#8221;.<\/p>\n<h2>Grandes atores globais t\u00eam financiado ONGs de direitos trabalhistas no Brasil<\/h2>\n<p>O interesse de grandes atores globais na redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho pode n\u00e3o ser casual: uma mudan\u00e7a como essa modifica o custo do trabalho, amplia o espa\u00e7o para regula\u00e7\u00e3o e tem potencial de reorganizar a cultura, mexendo na forma como as pessoas vivem.<\/p>\n<p>Isso tende a puxar um pacote maior de \u201cprote\u00e7\u00e3o do trabalhador\u201d, o que pode envolver mais fiscaliza\u00e7\u00e3o, mais normas trabalhistas, mais poder para sindicatos e mais demanda por compensa\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas p\u00fablicas \u2013 o que, no fim, pode dar mais poder a ONGs. Ao mesmo tempo, a pauta tem uma carga simb\u00f3lica de \u201cdireito ao tempo livre\u201d, o que a conecta com as agendas de equidade que esses atores globais costumam defender.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, v\u00e1rias funda\u00e7\u00f5es globais bilion\u00e1rias, como a pr\u00f3ria Open Society Foundations e a Ford Foundation, sustentam o Labora \u2013 Fundo de Apoio ao Trabalho Digno, entidade que patrocina diversas ONGs brasileiras de milit\u00e2ncia relacionadas a direitos trabalhistas. O Labora n\u00e3o faz campanha direta pelo fim da escala 6&#215;1, mas recentemente fez uma breve men\u00e7\u00e3o ao tema no edital &#8220;Fortalecendo Trabalhadores Informais na Luta por Direitos 2026&#8221;, que doar\u00e1 R$ 1,5 milh\u00e3o a ONGs.<\/p>\n<p>Segundo o Labora, a discuss\u00e3o sobre o fim da escala 6&#215;1 &#8220;reacendeu o debate sobre jornadas exaustivas e sua rela\u00e7\u00e3o com o direito ao descanso, especialmente para mulheres negras, m\u00e3es e pessoas respons\u00e1veis pelo trabalho do cuidado, que acumulam dupla jornada&#8221;.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A campanha pelo fim da escala 6&#215;1, que ganhou for\u00e7a no Congresso nas \u00faltimas semanas, vem sendo impulsionada por ONGs&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":237697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-237722","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/237722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=237722"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/237722\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/237697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=237722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=237722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=237722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}