{"id":226832,"date":"2026-02-23T22:09:08","date_gmt":"2026-02-24T02:09:08","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=226832"},"modified":"2026-02-23T22:09:08","modified_gmt":"2026-02-24T02:09:08","slug":"como-as-cidades-fortalezas-da-ucrania-influenciam-o-fim-da-guerra-com-a-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=226832","title":{"rendered":"Como as cidades-fortalezas da Ucr\u00e2nia influenciam o fim da guerra com a R\u00fassia?"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (24), a invas\u00e3o russa \u00e0 Ucr\u00e2nia completa quatro anos. Sob media\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos e do presidente Donald Trump, Kiev e Moscou buscam um acordo de paz, mas o controle de cidades estrat\u00e9gicas no leste ucraniano trava o consenso sobre territ\u00f3rios e seguran\u00e7a.<\/p>\n<h2>O que s\u00e3o as chamadas cidades-fortalezas?<\/h2>\n<p>S\u00e3o cidades no leste da Ucr\u00e2nia, como Sloviansk, Kramatorsk e Kostiantynivka, que foram transformadas em verdadeiros labirintos defensivos. Desde 2014, o ex\u00e9rcito ucraniano construiu nessas \u00e1reas um sistema complexo de trincheiras, bunkers e fossos para impedir a passagem de tanques. Como n\u00e3o existem barreiras naturais no local, como grandes montanhas ou rios largos, essas constru\u00e7\u00f5es humanas s\u00e3o o \u00fanico obst\u00e1culo que impede o avan\u00e7o total da R\u00fassia sobre a prov\u00edncia de Donetsk.<\/p>\n<h2>Por que essas cidades s\u00e3o o maior impasse para um acordo de paz?<\/h2>\n<p>Porque elas representam o \u00faltimo dom\u00ednio de Kiev na prov\u00edncia de Donetsk, um dos principais objetivos de Vladimir Putin. Para a R\u00fassia, conquistar essas cidades significa declarar vit\u00f3ria total na regi\u00e3o do Donbas. Para a Ucr\u00e2nia, entreg\u00e1-las seria admitir que a agress\u00e3o russa foi recompensada. Como os mediadores americanos admitem discutir concess\u00f5es de terra, essas cidades viraram a principal &#8216;moeda de troca&#8217; nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o internacionais.<\/p>\n<h2>Qual \u00e9 a t\u00e1tica militar usada pela Ucr\u00e2nia nessas regi\u00f5es?<\/h2>\n<p>A Ucr\u00e2nia utiliza nessas cidades a chamada &#8216;guerra de atri\u00e7\u00e3o&#8217;. Em termos simples, \u00e9 uma estrat\u00e9gia de cansa\u00e7o: em vez de tentar vencer o inimigo em uma \u00fanica batalha, o objetivo \u00e9 desgast\u00e1-lo o m\u00e1ximo poss\u00edvel, destruindo seus recursos e soldados ao longo do tempo. Enquanto a Ucr\u00e2nia mantiver o controle dessas fortalezas urbanas, ela consegue prolongar sua resist\u00eancia e aumentar o custo pol\u00edtico e militar para a R\u00fassia continuar os ataques.<\/p>\n<h2>Como a media\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos afeta o conflito?<\/h2>\n<p>O governo de Donald Trump tem pressa em encerrar a guerra e estabeleceu o meio deste ano como meta. No entanto, Washington sinaliza que pode aceitar que a Ucr\u00e2nia ceda partes de seu territ\u00f3rio para selar a paz. Isso coloca o presidente Volodymyr Zelensky sob forte press\u00e3o, pois ele precisa decidir entre reconhecer juridicamente as perdas de terra para a R\u00fassia ou tentar um &#8216;congelamento&#8217; da linha de frente, onde o conflito para, mas a disputa territorial continua sem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os riscos internacionais de um acordo territorial?<\/h2>\n<p>Analistas alertam que permitir que a R\u00fassia fique com as \u00e1reas ocupadas abre um precedente perigoso. No Direito Internacional, existe o princ\u00edpio de que ningu\u00e9m pode ganhar terras usando a for\u00e7a. Se o acordo formalizar a anexa\u00e7\u00e3o do leste ucraniano, outros pa\u00edses, como a China em rela\u00e7\u00e3o a Taiwan, podem entender que invadir vizinhos tem um custo administr\u00e1vel e que as fronteiras do mundo podem ser refeitas pelo poder militar sem puni\u00e7\u00f5es definitivas.<\/p>\n<p><i>Conte\u00fado produzido a partir de informa\u00e7\u00f5es apuradas pela equipe de rep\u00f3rteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informa\u00e7\u00e3o na \u00edntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.<\/i><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ter\u00e7a-feira (24), a invas\u00e3o russa \u00e0 Ucr\u00e2nia completa quatro anos. 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