{"id":222838,"date":"2026-02-21T23:01:52","date_gmt":"2026-02-22T03:01:52","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=222838"},"modified":"2026-02-21T23:01:52","modified_gmt":"2026-02-22T03:01:52","slug":"por-que-indigenas-invadiram-o-terminal-da-cargill-em-santarem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=222838","title":{"rendered":"Por que ind\u00edgenas invadiram o terminal da Cargill em Santar\u00e9m?"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Na madrugada deste s\u00e1bado (21), um grupo de ind\u00edgenas invadiu o terminal da Cargill no porto de Santar\u00e9m (PA). O protesto \u00e9 contra um decreto federal que autoriza a desestatiza\u00e7\u00e3o de hidrovias na Amaz\u00f4nia, o que gera temores sobre impactos ambientais irrevers\u00edveis nos rios da regi\u00e3o.<\/p>\n<h2>O que motiva o protesto dos grupos ind\u00edgenas?<\/h2>\n<p>Os manifestantes protestam contra o Decreto 12.600 do governo federal. Eles s\u00e3o contra a inclus\u00e3o dos rios Madeira, Tocantins e Tapaj\u00f3s no plano de desestatiza\u00e7\u00e3o. Os ind\u00edgenas afirmam que as obras para facilitar o transporte de gr\u00e3os envolvem dragagens e o uso de explosivos para retirar rochas, o que poderia destruir a fauna local e comprometer o ecossistema dos rios, que consideram vitais para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<h2>Qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da Cargill sobre as manifesta\u00e7\u00f5es?<\/h2>\n<p>A multinacional classificou as invas\u00f5es em seu terminal no Par\u00e1 e o vandalismo em sua sede em S\u00e3o Paulo como atos violentos. A empresa esclarece que n\u00e3o possui inger\u00eancia sobre as pautas pol\u00edticas apresentadas, pois as decis\u00f5es sobre o decreto e as obras s\u00e3o de compet\u00eancia exclusiva do Poder P\u00fablico. Durante a invas\u00e3o em Santar\u00e9m, funcion\u00e1rios precisaram se abrigar em local seguro at\u00e9 serem removidos com aux\u00edlio das autoridades.<\/p>\n<h2>O que o governo federal diz sobre as obras de dragagem?<\/h2>\n<p>O Executivo argumenta que as dragagens s\u00e3o a\u00e7\u00f5es de rotina essenciais para manter a navega\u00e7\u00e3o durante per\u00edodos de seca e que n\u00e3o est\u00e3o diretamente ligadas aos estudos de concess\u00e3o previstos no novo decreto. Como tentativa de di\u00e1logo, o governo suspendeu a contrata\u00e7\u00e3o da empresa que faria o servi\u00e7o no rio Tapaj\u00f3s e criou um grupo de trabalho interministerial para discutir o tema com a sociedade civil.<\/p>\n<h2>Como a Justi\u00e7a tem decidido sobre o bloqueio do porto?<\/h2>\n<p>A Justi\u00e7a Federal j\u00e1 havia determinado a desocupa\u00e7\u00e3o do terminal em ocasi\u00f5es anteriores, mas a situa\u00e7\u00e3o segue tensa. Recentemente, um juiz negou o pedido da empresa para retirar os manifestantes \u00e0 for\u00e7a policial. A decis\u00e3o judicial considerou que uma a\u00e7\u00e3o violenta sem um plano operacional estruturado e sem di\u00e1logo pr\u00e9vio poderia agravar o conflito e colocar vidas em risco.<\/p>\n<h2>O que os ind\u00edgenas exigem para encerrar o movimento?<\/h2>\n<p>Representados pelo Conselho Ind\u00edgena Tapaj\u00f3s e Arapiuns (Cita), os manifestantes afirmam que s\u00f3 deixar\u00e3o a mobiliza\u00e7\u00e3o quando houver um compromisso concreto do governo para revogar o decreto. Embora tenham liberado algumas vias para o fluxo de mercadorias como gesto de paz, eles cobram coer\u00eancia do presidente Lula em rela\u00e7\u00e3o aos discursos de preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><i>Conte\u00fado produzido a partir de informa\u00e7\u00f5es apuradas pela equipe de rep\u00f3rteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informa\u00e7\u00e3o na \u00edntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.<\/i><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na madrugada deste s\u00e1bado (21), um grupo de ind\u00edgenas invadiu o terminal da Cargill no porto de Santar\u00e9m (PA). 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