{"id":215920,"date":"2026-02-20T09:58:04","date_gmt":"2026-02-20T13:58:04","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=215920"},"modified":"2026-02-20T09:58:04","modified_gmt":"2026-02-20T13:58:04","slug":"como-as-redes-induzem-as-adolescentes-ao-onlyfans","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=215920","title":{"rendered":"Como as redes induzem as adolescentes ao OnlyFans"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>\u201cCome\u00e7ou como uma piada e agora est\u00e1 financiando nossas viagens\u201d, l\u00ea-se em um v\u00eddeo divertido no Instagram que cumpre todos os requisitos premiados pelo algoritmo: m\u00fasica animada e cortes r\u00e1pidos e alegres. Se voc\u00ea piscar no momento errado, pode perder do que se trata: \u00e9 propaganda que promove plataformas onde se pode vender fotos e v\u00eddeos de p\u00e9s.<\/p>\n<p>Com a mesma est\u00e9tica que sugere inoc\u00eancia, Anna Malygon, uma influenciadora ucraniana de 22 anos com 2,4 milh\u00f5es de seguidores no Instagram, grava seus conte\u00fados.<\/p>\n<p>Neste v\u00eddeo, ela simula manter uma conversa com sua vers\u00e3o de dez anos atr\u00e1s. A crian\u00e7a quer que a adulta conte como a vida correu: \u201cEstudei o curso que eu queria? O papai me comprou o carro? Minha fam\u00edlia est\u00e1 a salvo da guerra?\u201d. E acrescenta: \u201cDe onde tiramos tanto dinheiro para ter casa pr\u00f3pria?\u201d. Diante desta \u00faltima pergunta, a influenciadora d\u00e1 de ombros e, sorridente, responde: \u201cAcho que voc\u00ea \u00e9 pequena demais para saber\u201d. He, he.<\/p>\n<p>Anna Malygon faz upload de v\u00eddeos sexuais para o OnlyFans.<\/p>\n<h2>A autoexplora\u00e7\u00e3o sexual normalizada<\/h2>\n<p>A mensagem \u00e9 clara e se repete em muitos v\u00eddeos semelhantes, nos quais influenciadoras muito jovens (a maioria das criadoras do OnlyFans tem entre 18 e 24 anos) com uma audi\u00eancia ainda mais jovem garantem que se explorar sexualmente \u00e9 o que lhes permite levar uma vida maravilhosa.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 cada vez mais evidente: a normaliza\u00e7\u00e3o da autoexplora\u00e7\u00e3o sexual e a crescente percep\u00e7\u00e3o de que a cria\u00e7\u00e3o deste tipo de conte\u00fado para consumo de terceiros \u00e9 uma sa\u00edda profissional como qualquer outra.<\/p>\n<p>Quase um em cada tr\u00eas jovens na Espanha v\u00ea a oferta de conte\u00fado \u00edntimo como uma forma leg\u00edtima de gerar renda, segundo o estudo da <strong>Save the Children<\/strong> que analisa as novas din\u00e2micas de explora\u00e7\u00e3o sexual na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>E isso n\u00e3o acontece por acidente; \u00e9 o resultado de uma orquestrada \u201cinvas\u00e3o\u201d do feed dos usu\u00e1rios mais jovens nas redes sociais: 62,4% dos meninos e 47,7% das meninas entrevistados no estudo da Save the Children reconhecem que viram links que os redirecionavam para o OnlyFans ou para p\u00e1ginas de \u201csugar daddies\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Encontrar publicidade do OnlyFans ou receber convites pessoais para postar conte\u00fado sexual s\u00e3o fen\u00f4menos bastante frequentes nas redes sociais <em>mainstream<\/em>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mais de 70% das meninas n\u00e3o consideravam que a plataforma OnlyFans fosse uma forma de explora\u00e7\u00e3o, e quase 40% haviam recebido mensagens de desconhecidos sugerindo que vendessem conte\u00fado \u00edntimo ou participassem de din\u00e2micas semelhantes.<\/p>\n<p>\u201cA cultura digital impulsionou um imagin\u00e1rio social que sexualiza cada vez mais a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia. Este ambiente favorece a normaliza\u00e7\u00e3o da autoexposi\u00e7\u00e3o e do consumo de conte\u00fado \u00edntimo gerado por meninas e adolescentes, como o que \u00e9 realizado nestas plataformas e sites\u201d, conclui o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Outro estudo, para o qual foram entrevistados cerca de 200 adolescentes espanh\u00f3is e que foi publicado em 2025 na revista <em>Archives of Sexual Behavior<\/em>, coincide amplamente com o da Save the Children: uma boa parte dos entrevistados pensa que o OnlyFans \u00e9 uma forma r\u00e1pida e leg\u00edtima de ganhar dinheiro, e a grande maioria indicou ter visto publicidade deste site no TikTok, Instagram ou Telegram. Al\u00e9m disso, tanto meninos quanto meninas relacionavam o sucesso \u00e0 apar\u00eancia e popularidade, refletindo mensagens pr\u00f3prias da cultura dos influenciadores que associam a exposi\u00e7\u00e3o sexual ao empoderamento ou \u00e0 liberdade financeira.<\/p>\n<h2>O que se esconde atr\u00e1s do \u201cbarely legal\u201d<\/h2>\n<p>Uma amostra de como funciona essa &#8220;ladeira escorregadia&#8221; que vai das redes tradicionais ao OnlyFans pode ser vista nos casos de Piper Rockelle e Jacky Dejo. Ambas come\u00e7aram nas redes como crian\u00e7as influenciadoras. Seus v\u00eddeos promoviam brinquedos, mostravam seu talento criativo nos esportes ou seus planos com amigos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A ret\u00f3rica que vincula a exibi\u00e7\u00e3o sexual ao empoderamento, aliada \u00e0 precariedade econ\u00f4mica, cria um caminho muito perigoso entre publicar conte\u00fado &#8216;sensual&#8217; no TikTok e acabar abrindo um OnlyFans<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c0 medida que elas crescia, a press\u00e3o e a hipersexualiza\u00e7\u00e3o nos coment\u00e1rios tornaram-se cada vez mais evidentes. Uma onda de homens sinalizava que pagaria para ver mais. As fotografias que publicavam em suas redes iam subindo de tom gradualmente. Aos 18 anos, elas fizeram o que se conhece como \u201cdrop the link\u201d (soltar o link). Ou seja, abriram uma conta no OnlyFans e come\u00e7aram a postar conte\u00fado explicitamente sexual, o que no mundo da pornografia \u00e9 conhecido como <strong>\u201cbarely legal\u201d<\/strong> (mal atingiu a maioridade), j\u00e1 que as criadoras acabaram de completar 18 anos.<\/p>\n<p>Rockelle faturou 2,9 milh\u00f5es de d\u00f3lares em um dia e compartilhou com seus seguidores: \u201cMeu primeiro dia! Grata\u201d. E \u00e9 assim que, de maneira consciente ou inconsciente, as redes tradicionais podem fomentar uma contagem regressiva para as adolescentes prestes a completar 18 anos. Este limite de idade marca tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a surpreendente em boa parte do discurso p\u00fablico: passa-se de falar em proteger menores para celebrar os \u201csucessos\u201d de uma mulher adulta empoderada.<\/p>\n<p>Porque a verdade \u00e9 que, para as criadoras de conte\u00fado no OnlyFans \u2014 97% mulheres, a maioria de 18 a 24 anos \u2014, com frequ\u00eancia a plataforma foi vendida como uma esp\u00e9cie de sonho americano virtual desde a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Em sua entrevista \u00e0 <em>Rolling Stone<\/em>, Rockelle descreve sua decis\u00e3o de abrir uma conta no OnlyFans como algo \u201cinevit\u00e1vel\u201d e que vinha pensando h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que a demanda por conte\u00fado \u201cbarely legal\u201d faz com que nas redes sociais mais convencionais \u2014 Instagram, TikTok, Snapchat \u2014, onde h\u00e1 muita audi\u00eancia adolescente, se utilize o poder aspiracional dos influenciadores para promover o OnlyFans e captar menores, tanto futuros consumidores quanto futuras criadoras.<\/p>\n<h2>Vulnerabilidade, recompensa e dissocia\u00e7\u00e3o: um aliciamento por v\u00e1rias frentes<\/h2>\n<p>Mas, como mostram os casos de Rockelle e Dejo, a hipersexualiza\u00e7\u00e3o nas redes sociais come\u00e7a muito antes de se ver um v\u00eddeo explicitamente publicit\u00e1rio do OnlyFans. Come\u00e7a com o algoritmo que inunda o feed dos adolescentes com mulheres de est\u00e9tica muito espec\u00edfica e pornificada. Come\u00e7a com o sistema de recompensa das redes, que viraliza conte\u00fados onde adolescentes mostram cada vez mais e as premia com mais curtidas e coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cAs redes sociais como Instagram, TikTok, etc., onde as mulheres postam fotos de seus corpos, tornam-se espa\u00e7os de valida\u00e7\u00e3o social a partir das curtidas recebidas e, portanto, ferramentas do patriarcado para valorizar o atrativo sexual. As redes sociais e certas plataformas tornaram-se assim uma arma valiosa para as jovens, que as usam como um bar\u00f4metro de sua popularidade e ferramenta de autoestima\u201d, explica o relat\u00f3rio da Federa\u00e7\u00e3o Mulheres Jovens sobre a plataforma.<\/p>\n<p>\u201cO OnlyFans representa mais um espa\u00e7o onde seus corpos s\u00e3o reconhecidos pelo olhar masculino como v\u00e1lidos a partir do n\u00famero de f\u00e3s, construindo-se como objetos de desejo neste contexto pornogr\u00e1fico e prostituinte\u201d, aponta o documento.<\/p>\n<p>Andy Burrows, diretor de pol\u00edticas para a seguran\u00e7a infantil online da NSPCC no Reino Unido, afirma que o comportamento sexualizado nas redes tradicionais desfaz a fronteira entre a cultura dos influenciadores e o OnlyFans.<\/p>\n<p>No final, o algoritmo sussurra para as adolescentes que a vida aspiracional que faz sucesso nas redes (casas de luxo, viagens constantes e um grupo de amigas deslumbrantes) \u00e9 uma porta que pode ser aberta com uma chave m\u00e1gica: monetizar o pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n<p>Essa promessa de aproveitar o \u201ccapital er\u00f3tico\u201d \u00e9 especialmente tentadora em um contexto de precariedade: \u201cPara que voc\u00ea vai estudar se d\u00e1 na mesma estudar ou n\u00e3o, porque a vida \u00e9 uma merda e voc\u00ea vai acabar trabalhando no McDonald\u2019s? Est\u00e3o dizendo a elas que o caminho \u00e9 o capital sexual\u201d, explica no relat\u00f3rio a soci\u00f3loga Carmen Ruiz Repullo.<\/p>\n<p>Na Espanha, 30% dos jovens acreditam que se ganha muito dinheiro no OnlyFans. Um mito falso que ignora que 1% dos criadores mais populares leva um ter\u00e7o de todo o dinheiro da plataforma, mas que leva muitas meninas a tentarem a sorte em um ecossistema onde o pre\u00e7o a pagar pode n\u00e3o ser evidente no in\u00edcio.<\/p>\n<p>Por exemplo, quem vende fotos de seus p\u00e9s no Snapchat pode n\u00e3o perceber, mas j\u00e1 assumiu uma dissocia\u00e7\u00e3o entre seu corpo e sua pessoa. Uma utopia cujo espelhismo se mant\u00e9m apenas pela virtualidade: as adolescentes acabam acreditando que aquelas fotos que comercializam n\u00e3o s\u00e3o elas. Uma vez assimilado isso, dar o salto para o OnlyFans \u00e9 mais simples.<\/p>\n<p>E em todo este fen\u00f4meno, as mais afetadas s\u00e3o sempre as mais vulner\u00e1veis. O relat\u00f3rio adverte sobre o aumento de menores de idade sob tutela do sistema de prote\u00e7\u00e3o e \u201cresidentes em centros de acolhimento que est\u00e3o usando o OnlyFans para vender conte\u00fado sexualmente expl\u00edcito em troca de dinheiro\u201d. Algo que, naturalmente, as torna presas f\u00e1ceis para redes de aliciamento e tr\u00e1fico.<\/p>\n<h2>Elas, empoderadas; eles, seus agentes<\/h2>\n<p>O OnlyFans precisa de criadoras de conte\u00fado, mas tamb\u00e9m de consumidores. Assim, a publicidade chega tanto a meninos quanto a meninas, mas com um discurso diferente.<\/p>\n<p>Para elas, promessas de autonomia, empoderamento e muito dinheiro. Para eles, a possibilidade de se tornarem agentes, dirigir um ex\u00e9rcito de modelos do OnlyFans e lucrar com isso.<\/p>\n<p>Assim, elas n\u00e3o s\u00e3o mais prostitutas, mas criadoras. E eles n\u00e3o s\u00e3o clientes ou cafet\u00f5es, mas empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em diversas plataformas, como podcasts ou YouTube, elas explicam como trabalhar no OnlyFans lhes permite conciliar a vida pessoal, viajar, ser sua pr\u00f3pria chefe e n\u00e3o se preocupar com dinheiro ou hor\u00e1rios. Eles oferecem conselhos sobre como fazer crescer a ag\u00eancia de OnlyFans e aumentar os rendimentos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 uma palavra sobre como se troca as exig\u00eancias de um chefe tradicional pelas de uma audi\u00eancia de homens que v\u00e3o aumentando a aposta sobre o pr\u00f3prio corpo. N\u00e3o se explica que um trabalho voc\u00ea pode deixar, mas que a <strong>pegada digital<\/strong> do OnlyFans n\u00e3o desaparece. N\u00e3o se adverte sobre a press\u00e3o f\u00edsica e emocional de se submeter a este tipo de conte\u00fado.<\/p>\n<p>\u201cRespondemos ao que o sistema quer, e muitas vezes o que deve ser observado \u00e9 se voc\u00ea \u00e9 dona da sua pr\u00f3pria rede social ou se a rede social se apossa de voc\u00ea. Ela se apossa de voc\u00ea dizendo o que tem que postar, o que tem que fazer, o que tem que comentar\u201d, observa Carmen Ruiz Repullo.<\/p>\n<h2>O mito da livre escolha<\/h2>\n<p>\u201cO mais importante \u00e9 identificar bem o sistema de cren\u00e7as que define positivamente para as meninas o ato de entrar para se vender e\/ou se exibir, e para os meninos o de nunca entrar para se vender ou exibir, salvo em casos excepcionais. Como sempre, encontramos a dupla verdade, e que h\u00e1 defini\u00e7\u00f5es positivas para fazer uma coisa para as meninas e outras para os meninos\u201d, explica no relat\u00f3rio a fil\u00f3sofa Ana de Miguel, autora de <em>Neoliberalismo sexual: o mito da livre escolha<\/em>.<\/p>\n<p>Durante uma confer\u00eancia em Londres em 2022, Lulu, uma estudante universit\u00e1ria de 20 anos, fez um discurso para alertar, com base em sua pr\u00f3pria experi\u00eancia, contra \u201co aliciamento e o processo de manipula\u00e7\u00e3o de mulheres jovens e estudantes universit\u00e1rias para a ind\u00fastria sexual em suas formas mais recentes, especificamente plataformas como OnlyFans e o chamado \u2018sugar dating\u2019\u201d.<\/p>\n<p>A jovem destacou que, em 2020, cerca de 4% dos estudantes universit\u00e1rios recorreram a alguma forma de \u201ctrabalho sexual\u201d para complementar a renda, o dobro de 2017. Nas redes sociais, a hashtag <strong>#sugarbaby<\/strong> acumula mais de um bilh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es no TikTok, mostrando estilos de vida luxuosos financiados por \u201csugar daddies\u201d, embora raramente essas rela\u00e7\u00f5es sejam apenas virtuais. Al\u00e9m disso, a normaliza\u00e7\u00e3o dessas plataformas na cultura popular \u2014 como ocorreu ap\u00f3s a men\u00e7\u00e3o ao OnlyFans no remix de \u201cSavage\u201d, da Beyonc\u00e9 \u2014 provocou picos significativos de tr\u00e1fego, evidenciando a influ\u00eancia midi\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cNa minha opini\u00e3o\u201d, explicava Lulu, \u201cat\u00e9 que o aliciamento e o processo de manipula\u00e7\u00e3o de meninas e mulheres jovens para a pornografia e a prostitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o sejam considerados como um processo de eros\u00e3o da autoestima e dos limites pessoais atrav\u00e9s da socializa\u00e7\u00e3o feminina, n\u00e3o seremos capazes de abordar o problema\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a92026 Aceprensa. Publicado com permiss\u00e3o. Original em espanhol: <a href=\"https:\/\/www.aceprensa.com\/cultura\/redes-sociales\/la-cuenta-atras-hacia-los-18-como-las-redes-empujan-a-las-adolescentes-hacia-onlyfans\/\">La cuenta atr\u00e1s hacia los 18: c\u00f3mo las redes empujan a las adolescentes hacia OnlyFans<\/a>.<\/strong><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCome\u00e7ou como uma piada e agora est\u00e1 financiando nossas viagens\u201d, l\u00ea-se em um v\u00eddeo divertido no Instagram que cumpre todos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":215921,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-215920","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/215920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=215920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/215920\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/215921"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=215920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=215920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=215920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}