{"id":193805,"date":"2026-02-10T20:20:35","date_gmt":"2026-02-11T00:20:35","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=193805"},"modified":"2026-02-10T20:20:35","modified_gmt":"2026-02-11T00:20:35","slug":"o-brasil-que-quase-virou-uma-potencia-na-producao-de-carne-de-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=193805","title":{"rendered":"O Brasil que quase virou uma pot\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de carne de coelho"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, em meio a uma busca nacional por prote\u00ednas mais baratas do que a carne bovina, o coelho surgiu como uma dentre outras alternativas promissora. De f\u00e1cil cria\u00e7\u00e3o, r\u00e1pido crescimento e reprodu\u00e7\u00e3o e excelente convers\u00e3o alimentar, o animal era considerado perfeito para atender a crescente popula\u00e7\u00e3o urbana e regi\u00f5es rurais de baixa renda, e at\u00e9 mesmo para o mercado internacional.<\/p>\n<p>O interesse n\u00e3o vinha apenas de produtores: o pr\u00f3prio poder p\u00fablico chegou a incentivar a cunicultura. Em alguns estados, os incentivos se deram por meio de empresas p\u00fablicas de extens\u00e3o rural, com cursos, cartilhas t\u00e9cnicas e consultoria para instala\u00e7\u00e3o de pequenos criat\u00f3rios familiares, principalmente em regi\u00f5es rurais com agricultura de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, prefeituras de cidades do Vale do Para\u00edba criaram pequenos projetos municipais de apoio \u00e0 atividade. A primeira cooperativa de cunicultores do estado teve apoio t\u00e9cnico da Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios (Apta) e de cursos ligados \u00e0 Universidade do Estado de S\u00e3o Paulo (Unesp).<\/p>\n<p>Em Pernambuco, o Projeto Coelho, da prefeitura de Recife, criado em 1980, distribuiu animais para cria\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica. Na \u00e9poca, cada fam\u00edlia inscrita recebia um macho e quatro f\u00eameas. Assim que ocorria a reprodu\u00e7\u00e3o, os animais adultos eram devolvidos para serem levados para outros solicitantes, sempre com acompanhamento de veterin\u00e1rios que faziam a orienta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria aos novos criadores.<\/p>\n<p>No mesmo ano, no Rio de Janeiro, a Secretaria de Agricultura, por meio do Programa Especial de Fomento \u00e0 Cunicultura, oferecia cursos gratuitos, com dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses, para interessados na cria\u00e7\u00e3o de coelhos. J\u00e1 em 1984, um projeto que contava com apoio da Petrobras e da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO), forneceu coelhos a escolas municipais para dar no\u00e7\u00f5es de cunicultura aos alunos, que ainda receberam carne de coelho na merenda.<\/p>\n<p>A principal iniciativa, no entanto, foi executada no Paran\u00e1, a partir de 1985, por meio do programa Nosso Coelho, que visava a cria\u00e7\u00e3o de 40 cooperativas, que empregariam cerca de 20 mil produtores em um sistema de agricultura familiar.<\/p>\n<p>O programa contou com apoio do governo federal, na \u00e9poca do presidente Jos\u00e9 Sarney. Em dezembro de 1985, o Nosso Coelho recebeu do Minist\u00e9rio da Agricultura um repasse de 8,8 bilh\u00f5es de cruzeiros, o equivalente a cerca de R$ 15,7 milh\u00f5es atuais, para serem aplicados no ano seguinte.<\/p>\n<p>\u201cUma \u00e1rea coberta de 80 m\u00b2 permite a cria\u00e7\u00e3o de 40 matrizes. Cada uma delas reproduz, em m\u00e9dia, 36 animais para abate por ano\u201d, dizia um folder explicativo do programa da \u00e9poca. \u201cBem administrada, a cria\u00e7\u00e3o de coelhos pode proporcionar uma renda de 04 (quatro) sal\u00e1rios m\u00ednimos por m\u00eas.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/09073939\/nosso-coelho-2.jpg.webp\" \/><i>Folder explicativo do programa Nosso Coelho, do governo do Paran\u00e1 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ACBC\/Arquivo)<\/i><\/p>\n<h2>Al\u00e9m de valor nutritivo, coelho oferece s\u00e9rie de outros produtos<\/h2>\n<p>Um dos aspectos que chamava aten\u00e7\u00e3o na carne cun\u00edcula \u00e9 seu car\u00e1ter nutricional, rico em prote\u00ednas e ferro e com teor de gordura tr\u00eas vezes menor do que a carne su\u00edna e equivalente \u00e0 metade da de frango. A carne de coelho tem ainda taxas superiores de c\u00e1lcio e f\u00f3sforo do que outros tipos de prote\u00edna animal.<\/p>\n<p>Um estudo publicado no Reino Unido em 2010 mostra que, em uma cria\u00e7\u00e3o eficiente, coelhos podem converter at\u00e9 20% da prote\u00edna consumida em carne, porcentual superior ao de su\u00ednos (15 a 18%) e bovinos (9 a 12 %).<\/p>\n<p>Mais do que uma alternativa proteica, a produ\u00e7\u00e3o de coelhos poderia gerar uma s\u00e9rie de outros produtos para o mercado nacional. Criadores da esp\u00e9cie costumam dizer que n\u00e3o h\u00e1 parte do animal que n\u00e3o possa ser aproveitada.<\/p>\n<p>A pele \u00e9 demandada pela ind\u00fastria de roupas, o couro \u00e9 utilizado para substituir a camur\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o de luvas, bolsas e cal\u00e7ados. As v\u00edsceras podem ser utilizadas na fabrica\u00e7\u00e3o de farinha e os dejetos podem ser empregados na aduba\u00e7\u00e3o de planta\u00e7\u00f5es quando tratado adequadamente pelo processo de compostagem ou vermicompostagem.<\/p>\n<p>\u201cComo zootecnista, posso dizer, com toda a certeza, que \u00e9 o animal mais vers\u00e1til que existe\u201d, diz Leandro Dalcin Castilha, ex-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica Brasileira de Cunicultura e vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica Mundial de Cunicultura (WRSA). \u201cN\u00e3o h\u00e1 outra esp\u00e9cie que ofere\u00e7a tantos produtos e servi\u00e7os para a humanidade como o coelho\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Outra vantagem da cunicultura \u00e9 a facilidade no manejo, explica o pesquisador. \u201c\u00c9 um animal d\u00f3cil, silencioso, que praticamente n\u00e3o tem cheiro, ocupa pouco espa\u00e7o. A ra\u00e7\u00e3o do coelho tem baixo valor agregado porque cont\u00e9m muita celulose, que \u00e9 o carboidrato mais dispon\u00edvel no mundo\u201d, cita.<\/p>\n<p>Esse conjunto de caracter\u00edsticas tornaria poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o do animal em pequenas propriedades rurais e at\u00e9 mesmo em \u00e1reas urbanas, ressalta Castilha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/09073712\/nosso-coelho.jpg.webp\" \/><i>Material de divulga\u00e7\u00e3o do programa Nosso Coelho, da Secretaria de Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio do Paran\u00e1 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ACBC\/Arquivo)<\/i><\/p>\n<h2>Nos anos 1950, animal era criado para produ\u00e7\u00e3o de vacina contra febre aftosa<\/h2>\n<p>A cunicultura foi introduzida no Brasil timidamente por volta da d\u00e9cada de 1950, quando colonos italianos trouxeram coelhos da Europa para produ\u00e7\u00e3o de l\u00e1paros, filhotes destinados \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de vacinas contra a febre aftosa. Na \u00e9poca, o Instituto Butant\u00e3 e a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz utilizavam a esp\u00e9cie como meio biol\u00f3gico para o desenvolvimento do imunizante.<\/p>\n<p>Com o surgimento de novas tecnologias para a produ\u00e7\u00e3o da vacina, como a que utiliza ovos de galinha embrionados \u2013 t\u00e9cnica em uso at\u00e9 hoje \u2013, os criadores acabaram perderam seu principal mercado de destino. \u201cMuitos desistiram, abandonaram sua produ\u00e7\u00e3o, mas alguns decidiram investir na produ\u00e7\u00e3o de carne de coelho\u201d, conta Castilha.<\/p>\n<p>Pouco popular entre a popula\u00e7\u00e3o brasileira, o consumo da carne de coelho \u00e9 relativamente mais comum em pa\u00edses europeus \u2013 a iguaria \u00e9 um dos ingredientes que comp\u00f5em a tradicional dieta mediterr\u00e2nea.<\/p>\n<p>Um documento da Comiss\u00e3o da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu aponta que os coelhos s\u00e3o o segundo animal mais explorado na Uni\u00e3o Europeia, atr\u00e1s apenas das aves, embora o consumo esteja diminuindo.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 2010, o abate anual chegava a 326 milh\u00f5es de cabe\u00e7as por ano, segundo o relat\u00f3rio. Mais de tr\u00eas quartos da cria\u00e7\u00e3o de coelhos na UE ocorre na It\u00e1lia, Espanha e Fran\u00e7a. O nome da Espanha, ali\u00e1s, prov\u00e9m do fen\u00edcio \u2018sphania\u2019, que pode ser traduzido como \u201cterra dos coelhos\u201d.<\/p>\n<h2>Popula\u00e7\u00e3o de coelhos no Brasil chegou a 1 milh\u00e3o nos anos 1980<\/h2>\n<p>Com os incentivos p\u00fablicos na d\u00e9cada de 1980, houve um aumento significativo na cria\u00e7\u00e3o de coelhos no Brasil. Em cidades pequenas, criat\u00f3rios come\u00e7aram a se multiplicar, inicialmente de forma amadora: em fundos de quintais, garagens e galp\u00f5es improvisados. Mas rapidamente surgiram os primeiros criadores especializados, alguns com centenas ou at\u00e9 milhares de animais.<\/p>\n<p>Empresas surgiram oferecendo matrizes, equipamentos, ra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e cursos de forma\u00e7\u00e3o. Muitos produtores acreditaram estar entrando em um mercado ascendente \u2014 um setor prestes a se profissionalizar.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie chegou a quase 1 milh\u00e3o de cabe\u00e7as, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A m\u00eddia refor\u00e7ava o movimento. Reportagens otimistas em revistas agr\u00edcolas diziam que o Brasil tinha tudo para ser um exportador global, especialmente para Europa e \u00c1sia.<\/p>\n<p>\u201cCoelho \u00e9 o animal que poderia at\u00e9 resolver o problema da fome no mundo. Dos mam\u00edferos, \u00e9 o que produz maior quantidade de carne em menor tempo\u201d, dizia o zootecnista M\u00e1rcio Infante Vieira em uma reportagem publicada em maio de 1986 no jornal <em>Correio de Not\u00edcias<\/em>, que o descrevia como \u201ca maior autoridade brasileira em cunicultura\u201d.<\/p>\n<p>\u201cInfante Vieira afirma categoricamente que &#8216;qualquer pessoa, mesmo crian\u00e7a, pode cuidar de uma cria\u00e7\u00e3o de coelhos, desde que seja convenientemente instru\u00edda\u201d, dizia a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/02\/09082322\/cunicultura-jornais.jpg.webp\" \/><i>Recortes de jornais de v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil na d\u00e9cada de 1980 mostram aumento do interesse pela cria\u00e7\u00e3o de coelho (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Hemeroteca Digital Brasileira)<\/i><\/p>\n<p>Mas ap\u00f3s a euforia com a novidade, as iniciativas para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva do setor fracassaram. O crescimento dos criadouros n\u00e3o foi acompanhado pela ind\u00fastria para abate e processamento. Sem frigor\u00edficos especializados, o destino da carne era dom\u00e9stico ou informal, o que impediu qualquer expans\u00e3o real.<\/p>\n<p>O consumidor, por sua vez, nunca foi convencido. Para boa parte dos brasileiros, coelhos eram animais de estima\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o comida, o que gerou um profundo estranhamento cultural.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, o ent\u00e3o governador Jos\u00e9 Richa, respons\u00e1vel pelo Nosso Coelho, renunciou ao mandato em 1986, menos de um ano ap\u00f3s o lan\u00e7amento do programa, para concorrer ao Senado nas elei\u00e7\u00f5es que ocorreriam em novembro.<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o de Alvaro Dias, eleito no fim daquele ano e empossado em mar\u00e7o de 1987, decidiu n\u00e3o dar continuidade \u00e0 iniciativa.<\/p>\n<p>\u201cComo o coelho tem um ciclo de produ\u00e7\u00e3o muito r\u00e1pido, em um ano voc\u00ea faz cinco, seis gera\u00e7\u00f5es de animais\u201d, conta o ex-presidente da ACBC. \u201cQuando era o momento de construir os abatedouros para dar sequ\u00eancia \u00e0 cadeia, o governo seguinte entrou e descontinuou o programa\u201d, recorda Castilha.<\/p>\n<p>Muitos produtores acabaram no preju\u00edzo na \u00e9poca, por n\u00e3o ter para quem vender a produ\u00e7\u00e3o. \u201cA mensagem que ficou a partir dali foi: \u2018n\u00e3o entre nessa porque \u00e9 uma furada\u2019\u201d, diz.<\/p>\n<p>Muitos tiveram de vender coelhos vivos por valor inferior ao investimento. Alguns passaram a doar animais, enquanto outros desistiram abruptamente, abandonando estruturas rec\u00e9m-constru\u00eddas.<\/p>\n<p>A partir de 1987, a popula\u00e7\u00e3o de coelhos come\u00e7ou a se reduzir ano a ano. Em 1995, um artigo publicado em franc\u00eas no peri\u00f3dico <em>World Rabbit Sience<\/em> destacou que o Brasil reunia condi\u00e7\u00f5es naturais favor\u00e1veis para o desenvolvimento da cunicultura, mas que isso n\u00e3o se traduziu em uma cadeia ampla e popular.<\/p>\n<h2>Carne cun\u00edcula virou mercado de nicho<\/h2>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de coelhos acabou deixando de ser promessa industrial e passou a ser um mercado de nicho. Hoje, embora ainda existam produtores, a cadeia \u00e9 fragmentada, restrita e quase artesanal. A possibilidade de o Brasil se tornar exportador do setor se esvaiu.<\/p>\n<p>Atualmente, Coelho Real, sediada em Mairinque (SP), \u00e9 o \u00fanico abatedouro do segmento no pa\u00eds habilitado para exporta\u00e7\u00e3o pelo Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF). O processamento da empresa, no entanto, \u00e9 insuficiente para suprir at\u00e9 mesmo a demanda interna.<\/p>\n<p>De vez em quando, o abatedouro precisa buscar ativamente criadores da esp\u00e9cie para conseguir atender \u00e0 procura. Entre seus clientes est\u00e3o grandes redes de varejo, como o Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e o Carrefour.<\/p>\n<p>De acordo com a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Censo Agropecu\u00e1rio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2017, o Brasil tinha naquele ano 200,3 mil cabe\u00e7as de coelhos em 16,2 mil estabelecimentos agropecu\u00e1rios. Desse total, 119,4 mil, ou 59,6% dos animais, estavam na regi\u00e3o Sul do pa\u00eds \u2013 58,3 mil no Rio Grande do Sul, 37,5 mil em Santa Catarina e 23,6 mil no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Sudeste contava com outros 40,3 mil coelhos (20,1%), distribu\u00eddos principalmente em S\u00e3o Paulo (18,6 mil), Rio de Janeiro (15,8 mil) e Minas Gerais (13,5 mil).<\/p>\n<p>Para Leandro Castilha, diante de um mercado interno resistente ao consumo de carne de coelho, o Brasil ainda pode desenvolver a cunicultura para se tornar exportador do produto.<\/p>\n<p>Embora o coelho n\u00e3o seja um animal nativo do pa\u00eds, ele lembra que todos os segmentos da pecu\u00e1ria em que o Brasil \u00e9 hoje refer\u00eancia mundial tamb\u00e9m foram adaptados para a realidade nacional. O pa\u00eds \u00e9 hoje o maior produtor e exportador de carne bovina, lidera as vendas internacionais de frango e \u00e9 o terceiro no mercado de su\u00ednos.<\/p>\n<p>\u201cMas o porco que criamos aqui \u00e9 de origem ib\u00e9rica, o bovino veio da \u00cdndia, da \u00c1frica e da Europa, e o frango tamb\u00e9m veio de fora. A til\u00e1pia, principal pescado criado no pa\u00eds, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nativo\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, em meio a uma busca nacional por prote\u00ednas mais baratas do que a carne&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":192047,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-193805","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/193805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=193805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/193805\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/192047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=193805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=193805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=193805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}