{"id":136647,"date":"2026-01-20T12:30:00","date_gmt":"2026-01-20T16:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=136647"},"modified":"2026-01-20T12:30:00","modified_gmt":"2026-01-20T16:30:00","slug":"relatorio-do-cardeal-roche-sobre-liturgia-esta-cheio-de-problemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=136647","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio do cardeal Roche sobre liturgia est\u00e1 cheio de problemas"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>Continuo rezando para que <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/papa-leao-xiv\">Le\u00e3o XIV<\/a> conduza seu pontificado como Deus quer, e n\u00e3o como eu quero. Mas, se dependesse de mim, um prefeito da C\u00faria Romana que j\u00e1 estaria fazendo as malas \u00e9 o cardeal ingl\u00eas Arthur Roche, do Dicast\u00e9rio para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. E ele acabou de dar mais um motivo para isso, com o relat\u00f3rio que distribuiu aos cardeais participantes do consist\u00f3rio extraordin\u00e1rio rec\u00e9m-terminado, e que foi <a href=\"https:\/\/dianemontagna.substack.com\/p\/full-text-cardinal-roche-defends\">divulgado pela vaticanista Diane Montagna<\/a> na semana passada. O encontro, lembremos, foi convocado pelo papa com quatro temas: sinodalidade, reforma da C\u00faria, evangeliza\u00e7\u00e3o e liturgia. Para cada tema houve um relat\u00f3rio desses, entregue aos cardeais, e Roche ficou com a reda\u00e7\u00e3o do texto sobre liturgia \u2013 algo esperado, diante do cargo que ocupa, mas que demonstrou o qu\u00e3o equivocadas s\u00e3o algumas de suas percep\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pela maneira como o consist\u00f3rio se desenvolveu, o texto teve um efeito indesejado: como o pouco tempo fez com que s\u00f3 dois dos quatro temas fossem debatidos, e a liturgia n\u00e3o foi um deles, o texto do cardeal Roche acabou sendo a \u00fanica manifesta\u00e7\u00e3o sobre o assunto, sem a chance de ser contestado por ningu\u00e9m, dando a Roche uma \u201cvit\u00f3ria por WO\u201d no debate. O lado bom \u00e9 que, se o consist\u00f3rio j\u00e1 convocado para junho resolver tratar da liturgia e da reforma da C\u00faria (o outro tema deixado de lado duas semanas atr\u00e1s), haver\u00e1 tempo mais que suficiente para outros cardeais prepararem e apresentarem respostas matadoras ao relat\u00f3rio de Roche \u2013 que, convenhamos, \u00e9 muito ruim, como v\u00e1rios comentaristas j\u00e1 demonstraram nos \u00faltimos dias.<\/p>\n<h2>Insist\u00eancia no <em>Novus Ordo<\/em> como a \u201c\u00fanica express\u00e3o da <em>lex orandi<\/em> no Rito Latino\u201d<\/h2>\n<p>Com apenas duas p\u00e1ginas, o texto de Roche \u00e9 uma reafirma\u00e7\u00e3o do que diz o <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/papa-francisco\/\">papa Francisco<\/a> em <em>Desiderio desideravi<\/em> e, especialmente, em <em>Traditionis custodes<\/em>, o <em>motu proprio<\/em> que imp\u00f4s severas restri\u00e7\u00f5es \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da missa tridentina. A esperteza do texto do cardeal \u00e9 partir de algumas premissas verdadeiras, com cita\u00e7\u00f5es cujo acerto \u00e9 imposs\u00edvel contestar, para chegar a uma conclus\u00e3o falsa que justifique a proibi\u00e7\u00e3o (se n\u00e3o absoluta, ao menos bastante ampla) do uso do missal de 1962 \u2013 o \u00faltimo antes da reforma lit\u00fargica de 1969, que instituiu a missa como a maioria dos <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/catolicos\/\">cat\u00f3licos <\/a>de rito latino a conhece hoje.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Chega a ser incr\u00edvel ler Roche falar na unidade da Igreja como \u201cbem priorit\u00e1rio\u201d enquanto seu dicast\u00e9rio promove uma ca\u00e7a \u00e0 missa tridentina que aprofunda divis\u00f5es<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Algu\u00e9m haver\u00e1 de duvidar que, de fato, \u201ca Tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 transmiss\u00e3o de coisas ou palavras, uma cole\u00e7\u00e3o de coisas mortas. A Tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 o rio vivo que nos liga \u00e0s origens, o rio vivo no qual as origens est\u00e3o sempre presentes\u201d, como afirmou Bento XVI em uma <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/audiences\/2006\/documents\/hf_ben-xvi_aud_20060426.html\">audi\u00eancia<\/a> de 2006? Ou que a unidade da <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/igreja-catolica\/\">Igreja <\/a>\u00e9 um bem a ser buscado e preservado? Ou que \u201cn\u00e3o vejo como se possa dizer que se reconhece a validade do Conc\u00edlio \u2013 se bem que me surpreenda que um cat\u00f3lico possa ter a pretens\u00e3o de o n\u00e3o fazer \u2013 e n\u00e3o aceitar a reforma lit\u00fargica nascida da\u00a0<em>Sacrosanctum Concilium<\/em>\u201d, como afirmou Francisco em <em>Desiderio desideravi<\/em>? Tudo isso est\u00e1 correto; o problema \u00e9 que de nada disso se deve concluir que o melhor a fazer \u00e9 banir a missa tridentina ou tranc\u00e1-la em guetos.<\/p>\n<p>Chega a ser incr\u00edvel ler Roche afirmando que \u201co bem priorit\u00e1rio da unidade da Igreja n\u00e3o \u00e9 atingido congelando-se divis\u00f5es\u201d enquanto o dicast\u00e9rio liderado por ele promove uma ca\u00e7a \u00e0 missa tridentina que serve apenas para aprofundar divis\u00f5es. Recordemos o caso da diocese de <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vozes\/marcio-antonio-campos\/bispo-charlotte-missa-tridentina-liturgia\/\">Charlotte<\/a>, nos EUA, onde os fi\u00e9is tradicionalistas estavam perfeitamente integrados \u00e0s par\u00f3quias que ofereciam a missa tridentina, at\u00e9 o bispo Michael Martin resolver botar tudo de pernas pro ar com proibi\u00e7\u00f5es que extrapolam seus poderes. Roche confunde <em>unidade<\/em> com <em>uniformidade<\/em>, sendo que nem mesmo S\u00e3o Pio V ousou banir ritos tradicionalmente usados na Igreja latina, como o ambrosiano e o bracarense.<\/p>\n<h2>Bento XVI n\u00e3o aprovaria as conclus\u00f5es de Roche<\/h2>\n<p>Voltemos a Bento XVI. Muito esperto da parte do cardeal Roche citar umas duas ou tr\u00eas frases de uma audi\u00eancia e ignorar todo o \u201cconjunto da obra\u201d do papa, que aponta na dire\u00e7\u00e3o diametralmente oposta \u00e0quela para a qual o cardeal ingl\u00eas aponta. Afinal, foi Bento XVI quem publicou <em>Summorum pontificum<\/em>, o <em>motu proprio<\/em> de 2007 revogado por <em>Traditionis custodes<\/em> e que liberava a celebra\u00e7\u00e3o da missa tridentina para toda a Igreja, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o do bispo, como era at\u00e9 ent\u00e3o. Foi Bento XVI quem escreveu, na carta aos bispos que acompanhava o <em>motu proprio<\/em>, que \u201caquilo que para as gera\u00e7\u00f5es anteriores era sagrado permanece sagrado e grande tamb\u00e9m para n\u00f3s, e n\u00e3o pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial\u201d \u2013 sim, ele estava falando da missa tridentina.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>E foi o ent\u00e3o cardeal Joseph Ratzinger quem, no finzinho do livro de mem\u00f3rias <em>Lembran\u00e7as da minha vida<\/em> \u2013 publicado em 1997, mas cobrindo os anos de 1927 a 1977 \u2013, afirmou o seguinte sobre a reforma lit\u00fargica de 1969, cuja implanta\u00e7\u00e3o ele presenciou em primeira m\u00e3o, quando era professor universit\u00e1rio em Ratisbona (estou traduzindo da edi\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas da Ignatius, p. 148; a tradu\u00e7\u00e3o brasileira pode ser diferente):<\/p>\n<p><em>\u201cEra correto e razo\u00e1vel da parte do Conc\u00edlio ordenar uma revis\u00e3o do Missal, como ocorrera frequentemente no passado, e que desta vez teria de ser ainda mais minuciosa, <\/em><em>principalmente devido \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas vern\u00e1culas. Mas o que aconteceu foi outra coisa: o edif\u00edcio antigo foi demolido e construiu-se outro, mesmo que usando os materiais e at\u00e9 as plantas do primeiro. <\/em><em>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o novo missal, em muitos aspectos, trazia aut\u00eanticas melhorias e enriquecimento, mas apresent\u00e1-lo como um edif\u00edcio novo, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0quele que foi constru\u00eddo ao longo da hist\u00f3ria, proibindo o resultado dessa constru\u00e7\u00e3o, faz com que a liturgia n\u00e3o seja mais um desenvolvimento vivo, mas um produto do trabalho de eruditos imposto por autoridade jur\u00eddica. Isso nos causou um grande dano. Surgiu a impress\u00e3o de que a liturgia \u00e9 algo \u2018feito\u2019, n\u00e3o algo que nos precede e nos foi \u2018dado\u2019, mas algo que s\u00f3 depende das nossas decis\u00f5es.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Ali\u00e1s, esse trecho tem uma descri\u00e7\u00e3o do processo que levou \u00e0 compila\u00e7\u00e3o do Missal Romano por S\u00e3o Pio V muito mais criteriosa que o resum\u00e3o feito por Roche em seu relat\u00f3rio \u2013 e que, na verdade, mostra como o cardeal simplificou demais as coisas a ponto de distorc\u00ea-las: <em>Quo Primum Tempore<\/em> \u00e9 resultado de um processo muito diferente daquele que levou ao missal de 1969. Por essas e por outras, acredito que Bento XVI jamais teria endossado as conclus\u00f5es de Roche em seu relat\u00f3rio.<\/p>\n<blockquote>\n<p> \u201c<em>O edif\u00edcio antigo foi demolido e construiu-se outro, mesmo que usando os materiais e at\u00e9 as plantas do primeiro<\/em>.\u201d<\/p>\n<p><cite>Joseph Ratzinger, em  \u201cLembran\u00e7as da minha vida\u201d, sobre a reforma lit\u00fargica de 1969.<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<h2>Promo\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o digna da missa nova n\u00e3o tem sido prioridade de Roche<\/h2>\n<p>\u00c9 not\u00e1vel que o Dicast\u00e9rio para o Culto Divino tenha sido, nos \u00faltimos anos, muito mais enf\u00e1tico na persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 missa tridentina que na promo\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o correta da missa nova. Roche at\u00e9 diz em seu relat\u00f3rio que \u201ca aplica\u00e7\u00e3o da reforma lit\u00fargica sofreu e continua a sofrer de uma defici\u00eancia formativa\u201d, e afirma que este \u00e9 um problema cuja solu\u00e7\u00e3o \u00e9 urgente. De fato, os abusos lit\u00fargicos t\u00eam sido repetidamente denunciados por todos os papas, inclusive por Francisco, que em <em>Desiderio desideravi<\/em> escreveu: \u201ctodos os aspetos do celebrar devem ser cuidados (espa\u00e7o, tempo, gestos, palavras, objetos, vestes, canto, m\u00fasica, \u2026) e todas as rubricas devem ser observadas: bastaria esta aten\u00e7\u00e3o para evitar subtrair \u00e0 assembleia aquilo que lhe \u00e9 devido, isto \u00e9, o mist\u00e9rio pascal celebrado na modalidade ritual que a Igreja estabelece\u201d. Mas Roche n\u00e3o deu a este problema uma parcela m\u00ednima da aten\u00e7\u00e3o que deu \u00e0 ca\u00e7a aos tradicionalistas.<\/p>\n<p>A esse respeito, \u00e9 bastante interessante notar uma entrevista recente do bispo Athanasius Schneider, um defensor da missa tridentina, ao <em>youtuber<\/em> Adrian Milag. Ele questionou Schneider, que \u00e9 bispo auxiliar em Astana, sobre o fato de n\u00e3o haver missa tridentina no Cazaquist\u00e3o. O que ele respondeu?<\/p>\n<p><em>\u201cPouqu\u00edssima gente pede [a missa tridentina] porque a maioria das nossas liturgias, gra\u00e7as a Deus, \u00e9 muito digna. No pa\u00eds inteiro a comunh\u00e3o na m\u00e3o \u00e9 proibida, por decreto da confer\u00eancia episcopal; a \u00fanica forma de receber a Eucaristia \u00e9 de joelhos e na boca, com a patena, em todas as igrejas e capelas \u2013 a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o s\u00e3o pessoas doentes. N\u00e3o temos meninas coroinhas nem ministros extraordin\u00e1rios da comunh\u00e3o, ent\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 boa, de certa forma. As pessoas s\u00e3o devotas e n\u00e3o conhecem a missa tridentina; alguns nem sentem a necessidade dela porque as circunst\u00e2ncias s\u00e3o boas, mesmo com o <\/em>Novus Ordo<em>. Ent\u00e3o, a maioria dos bispos diz \u2018certo, continuemos assim\u2019.\u201d<\/em><\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<p>Celebrar corretamente a missa nova, como mostra a experi\u00eancia do bispo Schneider, j\u00e1 ajuda muito, muito <em>mesmo<\/em>. Mas tenho a impress\u00e3o de que tem faltado algo ainda mais b\u00e1sico: a compreens\u00e3o <em>do que \u00e9 a missa<\/em>. N\u00e3o a chamamos de \u201cSanta Missa\u201d \u00e0 toa: ela \u00e9 mesmo <em>santa<\/em>. \u00c9 o sacrif\u00edcio de Cristo, o momento em que o c\u00e9u encontra a terra, mas \u00e0s vezes parece que ela foi reduzida a um simples evento dominical, um momento comunit\u00e1rio de ora\u00e7\u00e3o para as pessoas se sentirem bem, que pode ser conduzido de forma descontra\u00edda ou sei l\u00e1 eu. Forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica n\u00e3o \u00e9 apenas mostrar a import\u00e2ncia dos gestos, do sil\u00eancio, da postura dos fi\u00e9is, da m\u00fasica adequada \u2013 embora isso j\u00e1 sirva como sinal poderoso de que h\u00e1 algo diferente acontecendo ali \u2013, mas ajudar as pessoas a entender o que h\u00e1 de t\u00e3o especial na missa.<\/p>\n<h2>E Le\u00e3o XIV nisso tudo?<\/h2>\n<p>Enquanto Roche argumenta que, em nome da \u201cunidade da Igreja\u201d, \u00e9 preciso enfiar a missa nova goela abaixo de todo mundo e suprimir de vez a missa tridentina, vista como uma mera concess\u00e3o pontif\u00edcia (isso est\u00e1 no relat\u00f3rio), Le\u00e3o XIV tem tomado um caminho diferente. N\u00e3o revogou <em>Traditionis custodes<\/em>, mas avisou que vai conceder com generosidade as extens\u00f5es que os bispos pedirem para manter o status atual da missa tridentina em suas dioceses. O problema \u00e9 que, como as regras institu\u00eddas por Francisco seguem valendo, o papa n\u00e3o tem muito o que fazer quando o bispo local est\u00e1 disposto a perseguir a missa tridentina, como fazem o j\u00e1 citado Martin ou o arcebispo Edward Weisenburger, de Detroit.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cPouqu\u00edssima gente pede [a missa tridentina no Cazaquist\u00e3o] porque a maioria das nossas liturgias, gra\u00e7as a Deus, \u00e9 muito digna.<\/em>\u201d<\/p>\n<p><cite>Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana (Cazaquist\u00e3o), em entrevista ao youtuber Adrian Milag.<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Le\u00e3o XIV, nesses primeiros meses de pontificado, tem demonstrado a disposi\u00e7\u00e3o de ouvir todos os que lhe pedem um pouco de seu tempo, e isso tem inclu\u00eddo v\u00e1rios bispos favor\u00e1veis a uma revers\u00e3o de <em>Traditionis custodes<\/em>. O papa tamb\u00e9m permitiu a celebra\u00e7\u00e3o da missa tridentina na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, para encerrar uma peregrina\u00e7\u00e3o de fi\u00e9is tradicionalistas. De maneira mais geral, Le\u00e3o XIV tem incentivado liturgias dignas e solenes, seja por atos \u2013 como nas celebra\u00e7\u00f5es que ele mesmo preside \u2013, seja por palavras, por exemplo ao pedir \u201cparticipa\u00e7\u00e3o frutuosa do Povo de Deus, bem como uma liturgia digna, atenta \u00e0s diferentes sensibilidades e s\u00f3bria em sua solenidade\u201d no seu discurso aos participantes de um curso do Pontif\u00edcio Instituto Lit\u00fargico Santo Anselmo.<\/p>\n<p>O que o papa n\u00e3o deu, at\u00e9 hoje, foi alguma indica\u00e7\u00e3o do quanto as controv\u00e9rsias em torno da missa tridentina s\u00e3o priorit\u00e1rias em seu pontificado. Na entrevista que deu \u00e0 jornalista Elise Ann Allen, Le\u00e3o XIV disse que o tema \u00e9 \u201ccomplicado\u201d e que pretendia ouvir os cat\u00f3licos tradicionalistas; e reconheceu que \u201c\u00e0s vezes o, digamos, \u2018abuso\u2019 da liturgia no que chamamos de missa do Vaticano II n\u00e3o ajuda as pessoas que procuram uma experi\u00eancia mais profunda de ora\u00e7\u00e3o, de contato com o mist\u00e9rio da f\u00e9, que elas parecem encontrar na celebra\u00e7\u00e3o da missa tridentina\u201d. N\u00e3o me parece algo que o papa pretenda ignorar, mas se ele optar\u00e1 por uma revers\u00e3o formal de <em>Traditionis custodes<\/em>, por uma \u201crevoga\u00e7\u00e3o t\u00e1cita\u201d ao n\u00e3o for\u00e7ar diocese nenhuma a impor as regras do <em>motu proprio<\/em>, ou por uma terceira via \u00e9 algo que ainda n\u00e3o sabemos.<\/p>\n<h2>Voltamos em 10 de fevereiro<\/h2>\n<p>O colunista sai para duas semanas e meia de f\u00e9rias; estaremos de volta em 10 de fevereiro.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continuo rezando para que Le\u00e3o XIV conduza seu pontificado como Deus quer, e n\u00e3o como eu quero. Mas, se dependesse&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":136648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-136647","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/136647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=136647"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/136647\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/136648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=136647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=136647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=136647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}