{"id":132910,"date":"2026-01-19T08:44:37","date_gmt":"2026-01-19T12:44:37","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=132910"},"modified":"2026-01-19T08:44:37","modified_gmt":"2026-01-19T12:44:37","slug":"por-que-sobram-vagas-de-trabalho-nas-melhores-cidades-do-brasil-para-se-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=132910","title":{"rendered":"Por que sobram vagas de trabalho nas melhores cidades do Brasil para se viver"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>As melhores cidades do Brasil para se viver em 2025 enfrentam um paradoxo. Elas lideram o <em>ranking<\/em> de qualidade de vida, no levantamento realizado pela <strong>Gazeta do Povo<\/strong>, mas n\u00e3o conseguem preencher vagas de trabalho. O problema n\u00e3o est\u00e1 na economia. Segundo administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica de alguns desses munic\u00edpios, falta gente.<\/p>\n<p>O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, registra um descompasso crescente nestas cidades, a partir da movimenta\u00e7\u00e3o do emprego formal entre janeiro e novembro de 2025, com. A qualidade de vida avan\u00e7a, a oferta de m\u00e3o de obra recua.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno aparece, sobretudo, em munic\u00edpios do interior, que combinam renda m\u00e9dia elevada, seguran\u00e7a p\u00fablica e servi\u00e7os eficientes. Ainda assim, convivem com escassez de trabalhadores.<\/p>\n<p>&#8220;Com a redu\u00e7\u00e3o de ingressos na for\u00e7a de trabalho e o aumento de colaboradores aposentados, essa demanda de vagas tende a aumentar. Talvez, conhecendo a realidade do munic\u00edpio e verificando as condi\u00e7\u00f5es de vida, aconte\u00e7a uma mudan\u00e7a e mais trabalhadores de fora busquem essas oportunidades&#8221;, afirma a prefeita de Jate\u00ed, no Mato Grosso do Sul Cileide Cabral (PSDB).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros indicam pleno emprego em diversas cidades. Para\u00ed (RS) teve saldo positivo de 103 vagas formais no per\u00edodo analisado. O munic\u00edpio figura entre os mais din\u00e2micos do grupo. S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed (SP) registrou saldo positivo de 79 postos. Jate\u00ed (MS), l\u00edder nacional em qualidade de vida elaborado pela <strong>Gazeta do Povo<\/strong>, fechou o m\u00eas de novembro com 53 vagas em aberto.<\/p>\n<ul>\n<li>Jate\u00ed (MS): 53 vagas<\/li>\n<li>Montauri (RS): 29 vagas<\/li>\n<li>Para\u00ed (RS): 103 vagas<\/li>\n<li>Nova Br\u00e9scia (RS): 12 vagas<\/li>\n<li>Coqueiro Baixo (RS): 5 vagas<\/li>\n<li>S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed (SP): 79 vagas<\/li>\n<li>Cruz\u00e1lia (SP): -36 vagas<\/li>\n<li>Santa Salete (SP): 37 vagas<\/li>\n<li>Barra Funda (RS): -51 vagas<\/li>\n<li>Guabiju (RS): 8 vagas<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os dados refor\u00e7am um padr\u00e3o. A oferta de trabalho cresce mais r\u00e1pido do que a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Sucesso urbano cria os chamados gargalos demogr\u00e1ficos<\/h2>\n<p>Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) ajudam a explicar o cen\u00e1rio. O sucesso dessas cidades n\u00e3o diminui os desafios de uma pequena popula\u00e7\u00e3o e ainda produz efeitos colaterais.<\/p>\n<p>O primeiro deles envolve a <strong>sa\u00edda de jovens<\/strong>. Muitos deixam o munic\u00edpio para cursar ensino superior em centros maiores. Poucos retornam. A evas\u00e3o reduz a base t\u00e9cnica local.<\/p>\n<p>O segundo fator \u00e9 o <strong>envelhecimento populacional<\/strong>. Cidades com boa estrutura de sa\u00fade ampliam a longevidade. A reposi\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho n\u00e3o acompanha esse ritmo. O resultado \u00e9 direto: o mercado oferece vagas e falta candidato.<\/p>\n<p>Para o superintendente do IBGE no Paran\u00e1, Elias Guilherme Ricardo, munic\u00edpios pequenos precisam de <strong>pol\u00edticas de atra\u00e7\u00e3o de moradores<\/strong>. &#8220;Eles enfrentam gargalos demogr\u00e1ficos claros. A popula\u00e7\u00e3o envelhece em ritmo acelerado, enquanto jovens saem para estudar e n\u00e3o retornam. A base ativa diminui. O mercado oferece vagas, mas n\u00e3o encontra trabalhadores. Sem pol\u00edticas de atra\u00e7\u00e3o de moradores e qualifica\u00e7\u00e3o local, o crescimento econ\u00f4mico perde f\u00f4lego&#8221;.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Jate\u00ed aposta em atra\u00e7\u00e3o de novos moradores e sucess\u00e3o familiar<\/h2>\n<p>O cen\u00e1rio de escassez de m\u00e3o de obra tamb\u00e9m revela uma mudan\u00e7a profunda no perfil de quem aceita ocupar essas vagas. &#8220;Muitos dos trabalhos dispon\u00edveis nas pequenas cidades n\u00e3o atendem expectativas das novas gera\u00e7\u00f5es. Por isso, h\u00e1 quem prefira empreender, criar a sua pr\u00f3pria forma de trabalho. De outro lado, aposentados voltam ao mercado, porque as vagas n\u00e3o s\u00e3o preenchidas&#8221;, explica Guilherme Ricardo.<\/p>\n<p>Em Jate\u00ed, a consolida\u00e7\u00e3o da suinicultura e o crescimento da agricultura explicam a abertura de novas vagas. &#8220;No nosso caso, as pol\u00edticas de atra\u00e7\u00e3o de moradores alcan\u00e7am resultados. A suinicultura e a variedade na agricultura t\u00eam atra\u00eddo muita gente. Temos moradores que vieram de outros estados, como Par\u00e1 e Minas Gerais. Temos vagas, mas temos novos moradores chegando&#8221;, contextualiza a prefeita de Jate\u00ed.<\/p>\n<p>&#8220;Com a proximidade de Dourados e com as faculdades <em>on-line<\/em>, muitos jovens ficam por aqui, formando suas fam\u00edlias. Eles acabam se aperfei\u00e7oando para os novos tempos, indo al\u00e9m do que os familiares foram, criando novas formas de explorar neg\u00f3cios familiares&#8221;, acrescenta a prefeita do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As melhores cidades do Brasil para se viver em 2025 enfrentam um paradoxo. 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