{"id":121506,"date":"2026-01-16T15:08:28","date_gmt":"2026-01-16T19:08:28","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=121506"},"modified":"2026-01-16T15:08:28","modified_gmt":"2026-01-16T19:08:28","slug":"sc-cresce-acima-do-brasil-em-2025-mas-varejo-inicia-2026-com-cautela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=121506","title":{"rendered":"SC cresce acima do Brasil em 2025, mas varejo inicia 2026 com cautela"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>O ano de 2026 inicia com percep\u00e7\u00f5es distintas entre os agentes econ\u00f4micos em Santa Catarina. Enquanto a maioria dos consumidores demonstra otimismo, o setor produtivo manifesta cautela.<\/p>\n<p>Segundo levantamento da Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (Fecom\u00e9rcio-SC), 55% dos consumidores acreditam que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do estado ir\u00e1 melhorar neste ano. Entre os empres\u00e1rios, o \u00edndice de confian\u00e7a cai para 33,3%.<\/p>\n<p>A cautela entre os varejistas reflete-se na inten\u00e7\u00e3o de investimento: apenas 26,2% dos entrevistados planejam abrir novas unidades ou ampliar as atuais, enquanto 63,5% descartam novos aportes no per\u00edodo. Para o presidente da Fecom\u00e9rcio-SC, H\u00e9lio Dagnoni, o principal entrave apontado \u00e9 o custo do cr\u00e9dito, com a taxa Selic em 15%, o maior patamar em duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u201cOs empres\u00e1rios est\u00e3o cautelosos. Embora haja a perspectiva de queda dos juros neste ano, o cr\u00e9dito segue muito caro. Al\u00e9m disso, os gastos do governo podem aumentar em raz\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, 35,4% do empresariado espera uma piora no cen\u00e1rio ao longo do ano. Entre os entraves citados, est\u00e3o a escassez de m\u00e3o de obra qualificada, que foi citada por 28% dos empres\u00e1rios como a principal preocupa\u00e7\u00e3o, seguida pelo aumento dos custos (27%). Tamb\u00e9m apareceram como preocupa\u00e7\u00f5es a concorr\u00eancia com plataformas digitais (15%) e a redu\u00e7\u00e3o da demanda (13%).<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>80% dos catarinenses sentem-se seguros no emprego<\/h2>\n<p>Entre os consumidores, a pesquisa da Fecom\u00e9rcio-SC revela que, al\u00e9m dos 55% que projetam melhora, 19% avaliam que a situa\u00e7\u00e3o permanecer\u00e1 est\u00e1vel. Por outro lado, 23% acreditam em uma piora no cen\u00e1rio econ\u00f4mico ao longo do ano.<\/p>\n<p>De acordo com a economista da federa\u00e7\u00e3o, Edilene Cavalcanti, fatores tribut\u00e1rios e o mercado de trabalho explicam essa percep\u00e7\u00e3o. \u201cA aprova\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o do imposto de renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil e a baixa taxa de desemprego no estado \u2014 pouco acima de 2%, contra 5,2% no Brasil \u2014 sustentam a confian\u00e7a. Aproximadamente 80% dos catarinenses se sentem seguros ou muito seguros em rela\u00e7\u00e3o ao emprego, o que cria base para investimentos de longo prazo, como a casa pr\u00f3pria ou ve\u00edculos\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O otimismo n\u00e3o \u00e9 uniforme geograficamente. Enquanto Itaja\u00ed (81%) e Lages (80,7%) apresentam os maiores \u00edndices de confian\u00e7a, Joinville registrou o menor percentual: apenas 17% dos entrevistados acreditam em melhora imediata. Chapec\u00f3 (53%), Florian\u00f3polis (52%) e Blumenau (48%) registraram percentuais abaixo da m\u00e9dia estadual e em Crici\u00fama a taxa foi de 56,3%.<\/p>\n<ul>\n<li><span><strong>Metodologia<\/strong> &#8211; A pesquisa da Fecom\u00e9rcio-SC foi feita no fim de 2025  e ouviu 405 empres\u00e1rios em 11 cidades e 2.100 consumidores em sete munic\u00edpios catarinenses no final de 2025.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7o de Santa Catarina ficam acima da m\u00e9dia nacional<\/h2>\n<p>A confian\u00e7a dos consumidores \u00e9 amparada pelos indicadores consolidados de 2025. De acordo com o IBGE, a economia catarinense avan\u00e7ou 4,7% entre janeiro e outubro do ano passado, superando a m\u00e9dia nacional de 2,4%. O desempenho foi positivo nos tr\u00eas principais pilares da economia estadual: ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>1. Ind\u00fastria &#8211;<\/strong> A ind\u00fastria catarinense cresceu 3,4% entre janeiro e novembro de 2025, enquanto a ind\u00fastria brasileira avan\u00e7ou 0,6%. O resultado foi impulsionado por segmentos espec\u00edficos:<\/p>\n<ul>\n<li>produtos de metal: +12,3%<\/li>\n<li>m\u00e1quinas e materiais el\u00e9tricos: +7,8%<\/li>\n<li>m\u00e1quinas e equipamentos: +5,9%<\/li>\n<\/ul>\n<p>O secret\u00e1rio de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os de Santa Catarina, Silvio Dreveck, atribui o \u00edndice aos incentivos estaduais, como o Prodec e o Pr\u00f3-Emprego. \u201cEsse incentivo, aliado a uma ind\u00fastria diversificada, possibilitou um desempenho acima da m\u00e9dia, apesar dos desafios nacionais e internacionais de 2025\u201d, destacou.<\/p>\n<p><strong>2. Com\u00e9rcio &#8211;<\/strong> O setor de com\u00e9rcio varejista somou eleva\u00e7\u00e3o de 5,7% em Santa Catarina (frente a 1,5% no Brasil). Os principais destaques foram:<\/p>\n<ul>\n<li>artigos de uso pessoal e dom\u00e9stico: +10,2%<\/li>\n<li>hipermercados e supermercados: +7,3%<\/li>\n<li>artigos farmac\u00eauticos e perfumaria: +5,1%<\/li>\n<li>livros, jornais, revistas e papelaria: + 4,1%<\/li>\n<li>equipamentos e materiais para escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o: + 4%<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>3. Servi\u00e7os &#8211;<\/strong> O setor cresceu 3,7% no estado (ante 2,7% no Brasil), com destaque para servi\u00e7os profissionais e administrativos (+7%). Para Dreveck, o mercado de trabalho aquecido permite mais renda para o catarinense e ent\u00e3o ele compra mais. &#8220;Esse aumento no consumo cria novos empregos e gira toda a roda da economia\u201d, complementou.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2026 inicia com percep\u00e7\u00f5es distintas entre os agentes econ\u00f4micos em Santa Catarina. 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