{"id":104298,"date":"2026-01-09T20:08:11","date_gmt":"2026-01-10T00:08:11","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=104298"},"modified":"2026-01-09T20:08:11","modified_gmt":"2026-01-10T00:08:11","slug":"diplomacia-de-lula-falha-com-queda-de-maduro-e-e-ignorada-pelos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=104298","title":{"rendered":"Diplomacia de Lula falha com queda de Maduro e \u00e9 ignorada pelos EUA"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/trump-anuncia-captura-de-maduro-e-ataque-em-larga-escala-contra-a-venezuela\/\">captura de Nicol\u00e1s Maduro <\/a>por for\u00e7as militares dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro em uma opera\u00e7\u00e3o em Caracas abriu um novo cap\u00edtulo na crise venezuelana e exp\u00f4s os limites da diplomacia brasileira no cen\u00e1rio internacional. Embora o governo do presidente <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/lula\/\">Luiz In\u00e1cio Lula da Silva <\/a>(PT) tenha sinalizado disposi\u00e7\u00e3o para acompanhar os desdobramentos e defender uma solu\u00e7\u00e3o baseada no direito internacional, especialistas avaliam que o Brasil n\u00e3o possui credibilidade, neutralidade nem peso pol\u00edtico para atuar como mediador ou articulador de uma transi\u00e7\u00e3o na Venezuela.<\/p>\n<p>Analistas apontam que a posi\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 resultado de d\u00e9cadas de uma pol\u00edtica externa amb\u00edgua, marcada por omiss\u00f5es, alinhamentos ideol\u00f3gicos e tentativas frustradas de protagonismo internacional, que agora cobram seu pre\u00e7o em um dos epis\u00f3dios mais sens\u00edveis da geopol\u00edtica regional, na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Questionado se esse hist\u00f3rico pode levar os Estados Unidos a ignorarem definitivamente o Brasil como interlocutor no caso venezuelano, o doutor em Direito Internacional pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o doutor em direito e comentarista pol\u00edtico Luiz Augusto M\u00f3dolo \u00e9 direto: \u201cmelhor ignorarem mesmo\u201d. Para ele, Washington sabe que o chavismo, e o governo ditatorial de Maduro, cresceu \u201csob as barbas\u201d do Brasil, sobretudo nos governos de Lula, e que a diplomacia brasileira ajudou a alimentar o problema que agora exige uma interven\u00e7\u00e3o externa.<\/p>\n<p>Procurados, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica e o Itamaraty disseram que a \u201cposi\u00e7\u00e3o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 opera\u00e7\u00e3o militar levada a cabo no \u00faltimo dia 3 de janeiro foi expressa com clareza em diversas ocasi\u00f5es\u201d e refor\u00e7aram suas notas protocolares.<\/p>\n<p>Nelas, o governo afirma que os \u201cataques militares em solo venezuelano\u201d e a captura do \u201cchefe de Estado\u201d s\u00e3o classificados pelo governo brasileiro como \u201cviola\u00e7\u00f5es graves da soberania e do direito internacional\u201d, capazes de abrir um precedente perigoso para a ordem global e a estabilidade regional.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil condena o uso unilateral da for\u00e7a, reafirma a defesa do multilateralismo, do di\u00e1logo e da solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica de controv\u00e9rsias, alerta para o risco de desestabiliza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina como zona de paz e defende uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente no \u00e2mbito das Na\u00e7\u00f5es Unidas, para conter a escalada de tens\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>A leitura de especialistas vai al\u00e9m. \u00c9 que a opera\u00e7\u00e3o americana foi planejada e executada sem considerar o Brasil como parceiro estrat\u00e9gico, refletindo uma perda de relev\u00e2ncia regional que contrasta com o discurso oficial de protagonismo sul-americano.<\/p>\n<p>A captura de Maduro, portanto, n\u00e3o apenas redefine o cen\u00e1rio pol\u00edtico da Venezuela, como tamb\u00e9m exp\u00f5e fragilidades profundas da pol\u00edtica externa brasileira sob Lula. Observadores apontam que o epis\u00f3dio pode marcar um divisor de \u00e1guas na forma como o Brasil \u00e9 percebido por pot\u00eancias globais e por seus pr\u00f3prios vizinhos.<\/p>\n<p>\u201cSem neutralidade reconhecida, sem lideran\u00e7a regional efetiva e com um hist\u00f3rico de alinhamento a regimes autorit\u00e1rios, o pa\u00eds corre o risco de permanecer \u00e0 margem das decis\u00f5es estrat\u00e9gicas que moldar\u00e3o o futuro da Am\u00e9rica Latina no p\u00f3s-chavismo\u201d, alerta M\u00f3dolo.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>\u201cN\u00e3o h\u00e1 status nem desejo de media\u00e7\u00e3o\u201d, diz jurista<\/h2>\n<p>Para o comentarista pol\u00edtico e constitucionalista Andr\u00e9 Marsiglia, a ideia de que o Brasil possa assumir um papel central de media\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a queda de Maduro n\u00e3o encontra respaldo na realidade internacional. Para Marsiglia, nem o presidente Lula nem o Estado brasileiro det\u00eam hoje o status necess\u00e1rio para serem levados a s\u00e9rio por <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/tudo-sobre\/donald-trump\/\">Donald Trump <\/a>como interlocutores em um conflito dessa magnitude.<\/p>\n<p>Ele relembra que tentativas anteriores de Lula de se apresentar como mediador em crises internacionais, como a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, n\u00e3o tiveram qualquer repercuss\u00e3o concreta. \u201cEle [Lula] se colocou como algu\u00e9m que poderia resolver um conflito hist\u00f3rico \u2018com uma cervejinha\u2019, ofereceu media\u00e7\u00e3o, e ningu\u00e9m levou a s\u00e9rio. Agora, com os EUA e Venezuela, n\u00e3o ser\u00e1 diferente\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Para o constitucionalista Alessandro Chiarottino, o Brasil n\u00e3o re\u00fane, neste momento, condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas nem diplom\u00e1ticas para se apresentar como interlocutor relevante na crise venezuelana ap\u00f3s a captura de Maduro.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista, a postura do governo dos Estados Unidos sob Donald Trump tem sido marcadamente unilateral, com sinais claros que decis\u00f5es estrat\u00e9gicas v\u00eam sendo tomadas sem consulta pr\u00e9via nem mesmo a aliados tradicionais, quanto mais ao Brasil e ao governo Lula. Esse contexto, segundo ele, esvazia qualquer tentativa brasileira de media\u00e7\u00e3o ou protagonismo internacional no epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Marsiglia, o movimento do presidente Lula n\u00e3o \u00e9 guiado por uma estrat\u00e9gia diplom\u00e1tica realista, mas por um c\u00e1lculo pol\u00edtico interno. \u201cAo se colocar como mediador, mesmo sem chance de sucesso, Lula tenta vestir uma falsa neutralidade. Quem se coloca no meio, em tese, parece mais racional do que os extremos. Isso \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o narrativa para o seu eleitorado\u201d, afirma.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Lula e Maduro: neutralidade contestada e pol\u00edtica externa ideol\u00f3gica<\/h2>\n<p>Marsiglia destaca ainda que a neutralidade alegada pelo governo brasileiro n\u00e3o se sustenta diante do hist\u00f3rico recente da pol\u00edtica externa. Segundo ele, o Brasil adotou posi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas claras em conflitos internacionais, o que inviabiliza qualquer pretens\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil n\u00e3o \u00e9 neutro. O Lula n\u00e3o \u00e9 neutro. E a pol\u00edtica externa conduzida sob a influ\u00eancia de Celso Amorim tem sido marcada por um extremismo ideol\u00f3gico significativo, com apoio reiterado a regimes autorit\u00e1rios\u201d, diz. Para o constitucionalista, esse alinhamento compromete definitivamente qualquer tentativa de media\u00e7\u00e3o, sobretudo em um contexto em que os Estados Unidos conduziram uma opera\u00e7\u00e3o unilateral e j\u00e1 demonstraram n\u00e3o reconhecer o Brasil como ator relevante nesse processo.<\/p>\n<p>Chiarottino acrescenta que o alinhamento ideol\u00f3gico do atual governo brasileiro pesa negativamente nesse cen\u00e1rio. Para ele, o fato de o governo ser identificado como de esquerda, somado a declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de integrantes do alto escal\u00e3o, como Jos\u00e9 Dirceu, \u201cdefendendo abertamente a implanta\u00e7\u00e3o do socialismo\u201d, reduz ainda mais a credibilidade do Brasil como ator neutro ou confi\u00e1vel aos olhos de Washington. \u201cEsse conjunto de fatores afasta o Brasil de qualquer papel central nas negocia\u00e7\u00f5es ou articula\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 crise venezuelana\u201d, avalia.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Diplomacia marcada por omiss\u00f5es hist\u00f3ricas<\/h2>\n<p>A cr\u00edtica ao papel brasileiro se aprofunda na an\u00e1lise de M\u00f3dolo. Para ele, a atual perda de relev\u00e2ncia do Brasil n\u00e3o \u00e9 epis\u00f3dica, mas resultado de uma trajet\u00f3ria diplom\u00e1tica equivocada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela ao longo de quase tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Ele lembra que, desde o in\u00edcio dos anos 2000 o Brasil adotou uma postura de \u201ccinismo diplom\u00e1tico\u201d diante do avan\u00e7o do chavismo. Em 2002, durante a tentativa de derrubada de Hugo Ch\u00e1vez, o ent\u00e3o presidente Fernando Henrique Cardoso atuou, em articula\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses, para restaurar o l\u00edder venezuelano ao poder. \u201cAli foi a \u00faltima chance real de a Venezuela se livrar do chavismo. Ch\u00e1vez aprendeu a li\u00e7\u00e3o e consolidou seu controle absoluto do Estado\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Nos governos petistas, sobretudo sob Lula, lembra M\u00f3dolo, o apoio deixou de ser apenas t\u00e1cito e passou a ser \u201costensivo\u201d. O especialista lembra que Lula gravou v\u00eddeos de apoio a Nicol\u00e1s Maduro no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2010 e chegou a enviar seu marqueteiro para atuar na campanha do ditador venezuelano.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda relatos, segundo M\u00f3dolo, que supostamente recursos oriundos de esquemas de corrup\u00e7\u00e3o envolvendo grandes empreiteiras brasileiras, evidenciados pela opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, teriam sido utilizados em campanhas pol\u00edticas na Venezuela. \u201cEsse hist\u00f3rico n\u00e3o \u00e9 desconhecido no cen\u00e1rio internacional\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para o jurista, o comportamento do governo brasileiro ap\u00f3s acordos internacionais que previam elei\u00e7\u00f5es livres na Venezuela tamb\u00e9m contribuiu para o agravamento da crise. \u201cMaduro prometeu elei\u00e7\u00f5es, fraudou o processo e se manteve no poder. O corpo mole feito pelo governo Lula diante disso foi expl\u00edcito. Todos viram\u201d, diz.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Sil\u00eancio de Lula sobre Maduro diante de viola\u00e7\u00f5es e crise humanit\u00e1ria<\/h2>\n<p>Outro ponto central da cr\u00edtica \u00e9 a postura brasileira diante das viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e da crise humanit\u00e1ria venezuelana. Segundo Luiz Augusto M\u00f3dolo, o Brasil foi um dos pa\u00edses mais impactados pela di\u00e1spora de venezuelanos, mas falhou em liderar uma resposta regional \u00e0 altura contra a ditadura de Maduro.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil foi humilhado repetidas vezes por Maduro, enviou dinheiro via BNDES, manobrou para incluir a Venezuela no Mercosul em um momento politicamente sens\u00edvel e manteve um sil\u00eancio eloquente diante de atrocidades\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista, o chavismo \u201cn\u00e3o teria sobrevivido por tanto tempo sem a omiss\u00e3o e, em alguns momentos, a a\u00e7\u00e3o direta do Brasil\u201d. Para ele, essa hist\u00f3ria explica por que os Estados Unidos optaram por agir contra maduro sem qualquer articula\u00e7\u00e3o pr\u00e9via com Bras\u00edlia.<\/p>\n<h2>Um protagonismo que ficou no discurso<\/h2>\n<p>Para Marsiglia e M\u00f3dolo, o discurso de media\u00e7\u00e3o adotado pelo governo Lula tende a se restringir a notas protocolares, ancoradas em um direito internacional que, segundo eles, se mostra omisso ou ineficaz diante de \u201cregimes que massacram\u201d seus pr\u00f3prios povos, como a ditadura de Maduro.<\/p>\n<p>\u201cO Estado n\u00e3o \u00e9 apenas territ\u00f3rio, governo e soberania. Ele tamb\u00e9m \u00e9 povo. Quando um governo usa a soberania como biombo para oprimir sua popula\u00e7\u00e3o, ele deixa de cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es internacionais\u201d, resume M\u00f3dolo.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio atual, a avalia\u00e7\u00e3o predominante \u00e9 que o Brasil perdeu a chance de liderar quando ainda havia espa\u00e7o para a diplomacia preventiva. \u201cAgora, diante de uma interven\u00e7\u00e3o direta dos Estados Unidos, resta ao pa\u00eds observar os acontecimentos de fora e lidar com as consequ\u00eancias regionais de uma crise que ajudou, direta ou indiretamente, a prolongar\u201d, destaca Marsiglia.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Governo mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o a a\u00e7\u00e3o militar na Venezuela e fala em solu\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica<\/h2>\n<p>O governo brasileiro, por meio do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, manifestou firme condena\u00e7\u00e3o aos ataques militares realizados em territ\u00f3rio venezuelano e \u00e0 captura de Maduro, classificando os atos como grave viola\u00e7\u00e3o da soberania nacional e dos princ\u00edpios fundamentais do direito internacional. Segundo o Itamaraty, a\u00e7\u00f5es unilaterais desse tipo representam um precedente perigoso para a ordem internacional baseada em normas e ampliam os riscos de instabilidade, viol\u00eancia e inseguran\u00e7a regional.<\/p>\n<p>O governo Lula reiterou a rejei\u00e7\u00e3o ao uso da for\u00e7a como instrumento de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos e alertou que iniciativas dessa natureza remetem a per\u00edodos marcados por interven\u00e7\u00f5es externas na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. Para o Pal\u00e1cio do Planalto, tais epis\u00f3dios amea\u00e7am diretamente o compromisso da regi\u00e3o com a paz, a n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o e o respeito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos.<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/ataque-a-venezuela-e-precedente-extremamente-perigoso-dizem-brasil-e-mais-5-paises\/\">nota conjunta com M\u00e9xico, Chile, Col\u00f4mbia, Uruguai e Espanha<\/a>, o Brasil defendeu que a crise venezuelana seja enfrentada exclusivamente por meios pac\u00edficos, por meio do di\u00e1logo e da negocia\u00e7\u00e3o, sem inger\u00eancias externas. O Itamaraty tamb\u00e9m fez um apelo para que as Na\u00e7\u00f5es Unidas e demais organismos multilaterais atuem de forma ativa na desescalada das tens\u00f5es e na preserva\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e do Caribe como zona de paz.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A captura de Nicol\u00e1s Maduro por for\u00e7as militares dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro em uma opera\u00e7\u00e3o em&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":104158,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-104298","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=104298"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104298\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/104158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=104298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=104298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=104298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}