{"id":102984,"date":"2026-01-06T16:10:16","date_gmt":"2026-01-06T20:10:16","guid":{"rendered":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=102984"},"modified":"2026-01-06T16:10:16","modified_gmt":"2026-01-06T20:10:16","slug":"maduro-preso-como-a-saida-do-ditador-na-venezuela-pode-afetar-a-economia-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/villanews.com.br\/?p=102984","title":{"rendered":"Maduro preso: como a sa\u00edda do ditador na Venezuela pode afetar a economia do Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"postBody_post-body-container__1KhtH\">\n<p>O cen\u00e1rio geopol\u00edtico em 2026 ficou mais complexo para a economia brasileira com o ditador venezuelano Nicol\u00e1s Maduro preso por tropas de elite americanas no s\u00e1bado (3), em Caracas. A opera\u00e7\u00e3o aumentou as tens\u00f5es entre os EUA e a China, as duas maiores economias mundiais e os dois principais parceiros comerciais do Brasil. A China \u00e9 um importante aliado do regime chavista.<\/p>\n<p>Analistas ouvidos pela <strong>Gazeta do Povo<\/strong> apontam que o mundo est\u00e1 se reorganizando geopoliticamente. Al\u00e9m da quest\u00e3o venezuelana &#8211; com Maduro preso -, a guerra na Ucr\u00e2nia deixa os pre\u00e7os inst\u00e1veis, EUA e China disputam minerais raros, e a intelig\u00eancia artificial precisa de energia barata \u2014 algo que o Brasil tem de sobra.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio encerra d\u00e9cadas de infla\u00e7\u00e3o baixa e livre com\u00e9rcio. Pa\u00edses agora buscam seguran\u00e7a de fornecimento, mesmo com custos maiores. Isso traz riscos e oportunidades que exigem ajustes estrat\u00e9gicos. O mercado financeiro j\u00e1 come\u00e7a a reagir. A pris\u00e3o do ditador reflete essa reorganiza\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p>VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<h2>Maduro preso: Venezuela pode virar rival do Brasil no petr\u00f3leo<\/h2>\n<p>Maduro preso pode ajudar a encerrar d\u00e9cadas de chavismo que <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/captura-maduro-muda-o-jogo-das-ditaduras-na-america-latina\/\">destruiu a democracia na Venezuela<\/a>. Segundo a <em>Economist Intelligence Unit<\/em> (EIU), desde 2006 o pa\u00eds caiu de 93\u00b0 para 142\u00b0 no ranking de democracias, que re\u00fane 176 pa\u00edses \u2014 atr\u00e1s at\u00e9 de Cuba.<\/p>\n<p>A Venezuela tem a maior reserva de petr\u00f3leo do mundo: 300 bilh\u00f5es de barris. Mas a ditadura reduziu a produ\u00e7\u00e3o para 1,1 milh\u00e3o de barris por dia, menos de 1% do total mundial. \u00c9 menos de um ter\u00e7o do que produzia antes de Hugo Ch\u00e1vez, em 1999.<\/p>\n<p>O retorno das petroleiras americanas pode inundar o mercado com petr\u00f3leo. Atualmente, apenas a Chevron opera no pa\u00eds. Analistas da XP e da Genial esperam <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/queda-de-maduro-so-deve-afetar-precos-do-petroleo-no-medio-prazo\/\">queda nos pre\u00e7os<\/a>, embora possa haver oscila\u00e7\u00f5es no curto prazo enquanto o mercado se ajusta \u00e0 nova oferta.<\/p>\n<p>Segundo a Janus Henderson, uma das maiores gestoras mundiais de fundos de investimentos, com ajuda externa, a Venezuela pode dobrar a produ\u00e7\u00e3o para 2 milh\u00f5es de barris por dia em dois anos. No cen\u00e1rio mais otimista, chegaria a 3 ou 4 milh\u00f5es di\u00e1rios, mas a recupera\u00e7\u00e3o total poderia levar at\u00e9 uma d\u00e9cada. &#8220;Isso vai derrubar o pre\u00e7o do Brent, prejudicando as petroleiras brasileiras&#8221;, afirma Vitor Souza, analista da Genial Investimentos.<\/p>\n<p>Os EUA, sob Trump, querem controlar uma &#8220;mini-Opep&#8221;. Washington passaria a deter uma ferramenta poderosa para neutralizar as decis\u00f5es do cartel liderado pela Ar\u00e1bia Saudita, diz o analista.<\/p>\n<p>Dominando o petr\u00f3leo venezuelano, Washington pode combater cart\u00e9is e garantir energia barata para manter a infla\u00e7\u00e3o baixa. Bom para o consumidor americano, ruim para quem produz <em>commodities<\/em>.<\/p>\n<p>H\u00e1 entraves, no entanto. A ind\u00fastria petrol\u00edfera venezuelana perdeu especialistas desde os anos 1990. Muitos foram demitidos ou fugiram do pa\u00eds, lembra Gustavo Vasquez, gerente de petr\u00f3leo e GLP da Argus, que produz an\u00e1lises de pre\u00e7os para o mercado de combust\u00edveis, agricultura, fertilizantes, petroqu\u00edmicos e g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>Canos roubados, pe\u00e7as removidas e d\u00e9cadas sem manuten\u00e7\u00e3o deixaram a infraestrutura devastada. Consertar refinarias \u00e9 ainda mais complexo. A refinaria de Card\u00f3n teve outro apag\u00e3o em 2025, e Col\u00f4mbia e Venezuela n\u00e3o conseguiram religar um gasoduto, mesmo com apoio dos presidentes dos dois pa\u00edses, Gustavo Petro e Nicol\u00e1s Maduro. Mas a Venezuela \u00e9 apenas uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7a energ\u00e9tico global.<\/p>\n<h2>Petr\u00f3leo barato pressiona Petrobras e petroleiras menores<\/h2>\n<p>Com a poss\u00edvel recupera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o venezuelana, o investidor brasileiro no setor de \u00f3leo e g\u00e1s precisa de aten\u00e7\u00e3o redobrada. O pa\u00eds deixa de ser prioridade na regi\u00e3o e ganha um concorrente gigante. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e restri\u00e7\u00f5es ambientais na Margem Equatorial viram problemas grandes diante da Venezuela, que pode oferecer ambiente regulat\u00f3rio mais favor\u00e1vel. Contas p\u00fablicas equilibradas e institui\u00e7\u00f5es est\u00e1veis s\u00e3o essenciais nesse cen\u00e1rio, destaca Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).<\/p>\n<p>A Petrobras e petroleiras menores enfrentar\u00e3o novo desafio. Com petr\u00f3leo tendendo a pre\u00e7os menores, controlar gastos far\u00e1 a diferen\u00e7a entre lucro e preju\u00edzo. A estatal, apesar de ter custo baixo no pr\u00e9-sal, pode ver seu caixa cair. Com petr\u00f3leo a US$ 55, haveria problemas para honrar d\u00edvidas.<\/p>\n<p>Empresas como Brava e PetroRec\u00f4ncavo podem sofrer mais por terem custos altos. &#8220;Essas companhias sofrem mais quando o pre\u00e7o do petr\u00f3leo cai. O motivo \u00e9 claro: elas possuem custos de produ\u00e7\u00e3o mais elevados e maior endividamento relativo do que as gigantes do setor&#8221;, diz Souza.<\/p>\n<p>Mas a abertura da Venezuela pode oferecer uma expans\u00e3o in\u00e9dita. Campos deteriorados podem ser comprados a pre\u00e7o baixo, apesar do risco alto. Recuperar campos antigos na Venezuela atrai empresas, mas o momento exige cautela at\u00e9 que o novo governo venezuelano defina as regras. Empresas com pouca d\u00edvida e efici\u00eancia alta estar\u00e3o mais bem posicionadas.<\/p>\n<h2>Guerra na Ucr\u00e2nia, Taiwan e as novas tarifas<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da Venezuela, conflitos como a guerra na Ucr\u00e2nia e tens\u00f5es em Taiwan continuam preocupando investidores. Se piorarem, o capital sai de pa\u00edses em desenvolvimento e busca seguran\u00e7a no d\u00f3lar, pressionando moedas emergentes como o real.<\/p>\n<p>O JP Morgan Private Bank lembra que a guerra na Ucr\u00e2nia acabou com o &#8220;dividendo da paz&#8221; \u2014 per\u00edodo em que gastos militares eram baixos. &#8220;Agora os pa\u00edses preferem seguran\u00e7a a custos baixos. Rearmamento e busca por energia pr\u00f3pria viraram prioridade&#8221;, diz o banco.<\/p>\n<p>Taiwan produz 80% dos <em>chips<\/em> mais avan\u00e7ados do mundo. Um ataque chin\u00eas paralisaria o fornecimento de pe\u00e7as para IA e ind\u00fastria militar, lembra Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. &#8220;O mundo travaria. A China busca controlar toda a cadeia para escapar de san\u00e7\u00f5es, encarecendo produtos&#8221;, diz ele. Com\u00e9rcio e investimentos em 2026 v\u00e3o depender cada vez mais de alian\u00e7as regionais e seguran\u00e7a estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>As tarifas dos EUA mudam as regras do jogo. O objetivo \u00e9 trazer produ\u00e7\u00e3o de bens essenciais (<em>chips<\/em>, baterias) para casa, mesmo que isso suba a infla\u00e7\u00e3o mundial. Seguran\u00e7a passa a valer mais que pre\u00e7o baixo, reorganizando cadeias produtivas globais.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o mundial fica mais inst\u00e1vel \u2014 mesmo com petr\u00f3leo venezuelano empurrando para baixo. Isso limita cortes de juros pelos grandes bancos centrais, como o <em>Federal Reserve<\/em>. Para o Brasil, o impacto \u00e9 direto: a diferen\u00e7a entre juros daqui e de fora pressiona o d\u00f3lar. Mas esse cen\u00e1rio de reorganiza\u00e7\u00e3o global n\u00e3o traz s\u00f3 riscos.<\/p>\n<h2>Terras raras e IA: a chance de ouro do Brasil<\/h2>\n<p>A riqueza natural coloca o Brasil em posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica na disputa por seguran\u00e7a energ\u00e9tica e mineral que domina 2026. O JP Morgan Private Bank aponta que a Intelig\u00eancia Artificial (IA) dispara a demanda por minerais raros, e o Brasil \u00e9 exportador essencial de produtos agr\u00edcolas e minerais. &#8220;Controlar recursos, terras e \u00e1gua virou quest\u00e3o de seguran\u00e7a. A riqueza mineral do Brasil atrai investimento&#8221;, diz o banco.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, vitais para ind\u00fastria militar e tecnol\u00f3gica. Hoje os EUA dependem da China, seu maior rival, para ter esses minerais. Segundo Vale, da MB Associados, terras raras s\u00e3o a base para a ind\u00fastria de <em>chips<\/em>. &#8220;O mundo est\u00e1 deixando a produ\u00e7\u00e3o globalizada e se dividindo em blocos. Isso vai subir custos e exigir novos fornecedores&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O Brasil tem um trunfo valioso para negociar parcerias e atrair investimento. Pode virar pe\u00e7a importante na seguran\u00e7a do Ocidente, fornecendo alternativas \u00e0 depend\u00eancia chinesa.<\/p>\n<p>Thomas Giuberti, s\u00f3cio da Golden Investimentos, lembra que o Brasil pode trocar o fornecimento desses minerais por apoio estrat\u00e9gico. Se investir agora, pode ter 20% desse mercado at\u00e9 2030. Mas precisa de regras claras e atrair investimento para refino \u2014 etapas que a China domina.<\/p>\n<p>Pablo Salgado, gerente de portf\u00f3lio da Ita\u00fa Asset Management, diz que a China monopolizou cadeias produtivas, incluindo terras raras, para usar como arma. Especialistas chamam de &#8220;guerra econ\u00f4mica&#8221;. Efici\u00eancia cede lugar \u00e0 seguran\u00e7a, e o Brasil surge como alternativa para o Ocidente depender menos de Pequim. A diplomacia brasileira precisar\u00e1 abrir portas em Washington sem fechar mercados na China.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos minerais, a intelig\u00eancia artificial cria novas oportunidades para o Brasil. A IA vai criar uma economia de duas velocidades em 2026, dizem analistas do UBS. Tecnologia avan\u00e7a r\u00e1pido, com investimentos bilion\u00e1rios em <em>data centers<\/em>. O resto da economia vai mais devagar. Para aproveitar, o Brasil precisa de energia limpa e barata, um dos seus maiores trunfos, detalha Luciano Telo, diretor de investimentos do banco su\u00ed\u00e7o UBS no Brasil.<\/p>\n<p>O maior limite para a IA em 2026 \u00e9 energia el\u00e9trica. <em>Data centers<\/em> precisam de fornecimento cont\u00ednuo e barato. Como l\u00edder em hidrel\u00e9tricas e e\u00f3licas, o Brasil est\u00e1 bem-posicionado para atrair investimento tecnol\u00f3gico. Mas a instabilidade institucional atrapalha.<\/p>\n<h2>Risco fiscal: o perigo das contas p\u00fablicas<\/h2>\n<p>Apesar das oportunidades com minerais e energia, os desafios fiscais permanecem. O efeito mais imediato da volta do petr\u00f3leo venezuelano \u00e9 a queda da infla\u00e7\u00e3o mundial. Com energia mais barata, bancos centrais (Fed e Bacen) podem cortar juros. A infla\u00e7\u00e3o nos EUA j\u00e1 cai em 2026, tornando poss\u00edvel crescimento com infla\u00e7\u00e3o baixa.<\/p>\n<p>Mas as contas p\u00fablicas brasileiras preocupam. Tirando per\u00edodo breve entre 2021 e 2023, est\u00e3o no vermelho desde 2014. O Brasil depende de exportar petr\u00f3leo para equilibrar as contas. S\u00f3 \u00f3leos brutos deram quase US$ 41 bilh\u00f5es entre janeiro e novembro de 2025, 13% das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Queda forte no pre\u00e7o pode aumentar o rombo e subir juros longos (DI Futuro). O pa\u00eds tamb\u00e9m perde atratividade para novos investimentos no setor. Tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio tamb\u00e9m afetam pre\u00e7o do petr\u00f3leo e infla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<h2>Lula, Maduro preso e o eleitor de centro<\/h2>\n<p>Al\u00e9m dos impactos econ\u00f4micos, com Maduro preso haver\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/captura-de-maduro-pelos-eua-desgasta-lula-e-pode-afetar-eleicoes-presidenciais-no-brasil\/\">efeitos pol\u00edticos diretos no Brasil<\/a>. Lula, historicamente ligado a Maduro, est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. As brigas se acentuaram nos \u00faltimos anos, especialmente ap\u00f3s n\u00e3o reconhecer a reelei\u00e7\u00e3o fraudulenta do ditador.<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o j\u00e1 usa redes sociais para lembrar Lula defendendo o chavismo. Termos como &#8220;democracia relativa&#8221; voltam ao debate. Investidores veem chance maior de mudan\u00e7a de poder em 2026.<\/p>\n<p>O Planalto tenta se afastar, focando em &#8220;soberania nacional&#8221;. O Itamaraty mant\u00e9m tradi\u00e7\u00e3o contra viol\u00eancia e por autodetermina\u00e7\u00e3o. Mas o eleitor de centro, que decide elei\u00e7\u00f5es, \u00e9 sens\u00edvel \u00e0 defesa de ditaduras.<\/p>\n<p>Estrategistas da XP e da Genial lembram que o poss\u00edvel fim da ditadura venezuelana, com Maduro preso, mostra que regimes que ignoram leis de mercado tendem a colapsar. No chavismo, estatiza\u00e7\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 iniciativa privada destru\u00edram a produ\u00e7\u00e3o. A disputa por investimento punir\u00e1 pa\u00edses desorganizados, dizem.<\/p>\n<p>Pires adverte que o Brasil ganha &#8220;grande concorrente&#8221; e critica a lentid\u00e3o em abrir novas \u00e1reas. &#8220;N\u00e3o podemos fingir que est\u00e1 tudo bem. Investimento n\u00e3o perdoa lentid\u00e3o&#8221;, diz. O evento marca maior influ\u00eancia dos EUA na Am\u00e9rica Latina, mudando alian\u00e7as. A pol\u00edtica brasileira vai ferver. O pr\u00f3ximo governo precisar\u00e1 ter cuidado, evitando medidas populistas que piorem a vis\u00e3o de risco.<\/p>\n<h2>Brasil precisa de estabilidade para atrair mais investimentos<\/h2>\n<p>Diante desse quadro complexo, o Brasil est\u00e1 numa encruzilhada. Com Maduro  preso haver\u00e1 um efeito profundo na economia, mas o pa\u00eds enfrenta cen\u00e1rio ainda mais amplo em 2026. Al\u00e9m da Venezuela, guerra na Ucr\u00e2nia, disputa por terras raras e IA mudam investimentos e cadeias de fornecimento globais. Para o investidor, ignorar isso \u00e9 perigoso.<\/p>\n<p>A capacidade de fornecer terras raras e energia limpa coloca o pa\u00eds em posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. Como l\u00edder em hidrel\u00e9tricas e e\u00f3licas, pode capturar investimentos em <em>data centers<\/em> e infraestrutura tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>A chance \u00e9 limitada: outros emergentes competem forte. Atrair investimento em 2026 vai depender de estabilidade interna. Falta de harmonia entre Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio corr\u00f3i confian\u00e7a. Decis\u00f5es que mudam leis de repente ou com efeito retroativo prejudicam seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n<p>Segundo Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil do UBS Wealth Management, o pa\u00eds precisa de choque de credibilidade nas contas p\u00fablicas para n\u00e3o ficar no crescimento baixo. Endividamento crescente limita capacidade do Estado de lidar com crises externas. Reformas para garantir sustentabilidade da d\u00edvida s\u00e3o essenciais para financiar desenvolvimento.<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio geopol\u00edtico em 2026 ficou mais complexo para a economia brasileira com o ditador venezuelano Nicol\u00e1s Maduro preso por&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":100780,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-102984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/102984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=102984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/102984\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/100780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=102984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=102984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/villanews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=102984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}