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Proposta cria figura do “gestor de caso” para acompanhar mulheres sob risco de violência

Segurança

Proposta cria figura do “gestor de caso” para acompanhar mulheres sob risco de violência

Proposta altera a Lei Maria da Penha para oferecer proteção individualizada e evitar feminicídios
Da Agência Câmara – 12/08/2026 – 19:49
Manifestação pede o fim da violência contra as mulheres; proposta tem como objetivo evitar feminicídiosFoto: Reprodução / Senado Federal

O Projeto de Lei 2525/26 cria a figura do gestor de caso para acompanhar mulheres com risco elevado de sofrer violência doméstica e familiar. A medida altera a Lei Maria da Penha para oferecer proteção individualizada e contínua, com o objetivo de evitar feminicídios.

O gestor de caso será um profissional capacitado em áreas como serviço social, psicologia, direito, segurança pública, enfermagem ou outras similares. Ele será responsável por monitorar a situação da vítima, manter contato frequente para verificar sua segurança e acionar a polícia imediatamente em casos de perigo urgente.

Pela proposta, o acompanhamento será feito por meio do Formulário Nacional de Avaliação de Risco, a ser aplicado à mulher vítima de violência. A classificação deve ser reavaliada periodicamente, a cada 90 dias, enquanto durar a situação de risco. São fatores de risco elevado: ameaças de morte, tentativas de estrangulamento e acesso do agressor a armas de fogo.

O autor da proposta, deputado Yury do Paredão (MDB-CE), disse que o projeto pretende acabar com o “atendimento em fatias”, que, segundo ele, deixa a mulher sem ajuda entre uma etapa e outra da rede de proteção.

O deputado acrescenta que o modelo é inspirado em experiências de sucesso em países como Espanha e Reino Unido. “O objetivo é criar um ponto de referência que garanta que a rede de proteção funcione de forma rápida e unida para as vítimas mais vulneráveis”, explica o autor.

A implementação do serviço será gradual e os governos deverão atender todos os casos de risco elevado no prazo de três anos. Os recursos para custear as ações poderão vir dos fundos nacionais de Segurança Pública e de Assistência Social.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década, com 1.568 mulheres assassinadas.

Próximas etapas

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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